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Precisamos preparar o homem para indagar e resolver por si seus próprios problemas.

Nesta frase do educador Anísio Teixeira, os termos “preparar” e “resolver” correspondem, quando presentes em um planejamento pedagógico, a ações relativas, respectivamente, a

A objetivos gerais e objetivos específicos.
B objetivos e conteúdos disciplinares.
C competências e estratégias.
D estratégias e conteúdos.
E objetivos e competências.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018
Texto associado
Atenção : Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 9.

1. A crônica no Brasil teve alguns autores de grande qualidade literária que também chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga e Nelso Rodrigues logo vêm à mente. Depois deles, o grande cronista famoso do país é, claro, Luis Fernando Verissimo. Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças e semelhanças no passar do tempo, revelando mais sobre a atual classe média brasileira em seus textos do que todos os ficcionistas vivos do país, somados. Seu intimismo não é nostálgico, é reflexivo; ele não precisa rir para que se perceba que está contando uma piada; e jamais deixa de dar sua opinião. Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir.
2. Ivan Lessa diz que a crônica no Brasil tem uma tradição rica porque “somos bons no pinguepongue”. Você concorda? E por que somos bons no pinguepongue? Lessa diz que é porque “gostamos de falar de nós mesmos, contar a vida (íntima) para os outros.. . – Acho que a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas, como o Rubem Braga, que conquistaram o público. Não existem tantos cronistas porque existia uma misteriosa predisposição no público pela crônica, acho que foram os bons cronistas que criaram o mercado.
3. Você, na verdade, talvez seja o menos “confessional” dos cronistas brasileiros. Difícil vê-lo relatar que foi a tal lugar, com tal pessoa, num dia chuvoso etc. e tal. Por quê? – De certa maneira, o cronista é sempre seu assunto. A crônica não é lugar para objetividade, todos escrevem de acordo com seus preconceitos. Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre.
4. Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias, na reflexão sobre o comportamento humano, e ao mesmo tempo desconfiasse profundamente de generalizações e filosofices. Você é um pensador que “croniqueia” ou um cronista que filosofa? – Prefiro pensar que sou um cronista que às vezes tem teses, mas nunca vai buscá-las muito fundo. O negócio é pensar sobre as coisas, e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra, ou fazer muita diferença.
5. V ocê diz que o século XX foi o das “boas intenções derrotadas”. Também foi o século de Frank Sinatra, de Pelé... E o século das listas de melhores do século. Você faria uma lista das dez boas intenções vencedoras? – Este foi o século em que as melhores ideias foram derrotadas. Eu só livraria a escada rolante e o controle remoto.

(Adaptado de: PIZA, Daniel. Entrevista com Luís Fernando Verissimo. São Paulo: Contexto, São Paulo, 2004, ed. digital.)

As normas de concordância encontram-se respeitadas em:

A A crônica, além de se prestarem a ser documentos da atualidade, guarda características literárias que a mantém viva.
B Cada um dos cronistas brasileiros, que chegam a obterem em um sucesso, não tiveram de disputar lugar na imprensa, pois haviam lugares para todos
C Embora a crônica tenha recentemente ganhado estatuto semelhante a outros gêneros literários, nem sempre foram assim, pois aqueles que a compunha eram considerados antes jornalistas que escritores.
D Já no fim do século XIX via-se cronistas famosos, como Machado de Assis, de quem grande parte dos textos foi publicado no jornal Gazeta de Notícias .
E A maioria dos cronistas que se põem a escrever sobre o cotidiano, mesmo que faça referência a questões políticas, costuma acrescentar nuanças pessoais a seus textos.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018

Apesar de sermos todos regidos pela mesma constituição mecânica, nos movimentamos de um modo muito particular. O homem tem essa capacidade de individualizar e personalizar seus padrões de movimento, tornando-se um ser único. Cada indivíduo forma, assim, um universo à parte, com seu próprio desenho corporal e sua história. Nosso corpo, independente de estar vinculado a fatores culturais e étnicos, tem a sua trajetória e sua carga histórica. E essas características devem ser respeitadas. Pois o modo como nos postamos e organizamos nosso corpo para o movimento é o exercício da nossa individualização, direito conquistado por nós.

O(a) autor (a) do fragmento acima citado desenvolve suas coreografias a partir de seu próprio método de ensino no qual a inclusão social é um dos pilares fundamentais.

O nome do(a) autor(a)/coreógrafo(a) citado(a) e da obra que sintetiza seu método de trabalho é, respectivamente:

A Ivaldo Bertazzo − Corpo vivo − reeducação do movimento.
B Isadora Duncan − Expressividade e liberdade nos deslocamentos.
C Pina Baush − A arte da dança na rotina do cotidiano.
D John Cage − Rupturas e reflexões sobre o modo de se mover.
E Maria Duschenes − O corpo como suporte interpessoal.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018

Suponha que agora um relógio de ponteiros indique 3h exatamente e que o relógio esteja funcionando normalmente. Depois de certo tempo, se o ponteiro das horas (o menor) avançar 75° (setenta e cinco graus), então, o novo horário que o relógio irá marcar será

A 4h30min.
B 5h.
C 5h30min.
D 6h.
E 6h30min.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018

No ano de 1968 um artista brasileiro criou sua obra utilizando o estandarte como suporte expressivo e forma de estabelecer relações entre a arte brasileira e o cotidiano social das grandes cidades, de forma a incorporar em seus trabalhos uma série de elementos e representações da violência.

O texto refere-se, respectivamente, ao artista e obra:

A Helio Oiticica − Seja marginal seja herói.
B Candido Portinari − Heróis do café.
C Cildo Meirelles − Inserções em circuitos ideológicos.
D Nelson Leirner − Uma linha dura não dura.
E Antonio Manuel − Corpobra.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018

Os rappers podem ser considerados cronistas da modernidade por

A desenvolverem o gênero do romance em narrativas literárias pautadas na apologia ao conflito racial.
B dançarem ao ritmo do break simulações da rotina das periferias excluídas dos meios de produção.
C narrarem oralmente o cotidiano das cidades contemporâneas num momento de intensa globalização.
D utilizarem o acompanhamento de instrumentos musicais acústicos pertencentes à tradição dos românticos.
E abordarem temáticas de conflito social, até então excluídas do universo artístico brasileiro.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018

O documentário Lixo Extraordinário registra o processo de criação do artista Vik Muniz para sua série com resíduos recicláveis no aterro sanitário de Jardim Gramacho em Duque de Caxias, RJ. A técnica dos trabalhos utilizada pelo artista para exposição em museus e galerias que viabilizou a formalização do processo realizado anteriormente no aterro é

A sucata.
B colagem.
C fotografia.
D documentário.
E instalação.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018

Garantir a inclusão significa garantia de acesso de todos a todas as oportunidades, considerando as diversidades e peculiaridades de cada pessoa. São ações que buscam a inclusão social:

A combate à miséria, à pobreza e à fome; inclusão digital e erradicação do analfabetismo.
B indiferença aos assassinatos de jovens indígenas e negros que cometem crimes violentos.
C respeito às violências cometidas contra as mulheres das periferias e contra a população LGBT.
D políticas governamentais para que crianças, adolescentes, jovens e adultos permaneçam em situação de vulnerabilidade social.
E mobilizações para a manutenção da hierarquização das classes sociais, estabelecendo a relação de oprimidos e opressores.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018

A Dra Nise da Silveira, fundadora do Museu do Inconsciente, rejeitava, em relação aos internos dos hospitais psiquiátricos, a palavra paciente: “Paciente! Que coisa ruim. Paciente é uma coisa passiva. Que se trabalha em cima. Não chamo ninguém de paciente. Considero o maior insulto do mundo”. Como alternativa a este termo, ela determinava o uso da palavra:

A clientes , para reforçar a relação de troca, mas preferia sempre se referir a eles pelos nomes. Cada pessoa é um universo.
B doentes , para reforçar a relação de cuidado, reforçando a doença como lugar identitário. É preciso se afirmar como doente.
C ocupantes , para que a identificação com o leito ocupado ocorresse de forma mais eficiente. O leito é o lugar de cura
D deficientes , por considerá-los sujeitos sofrendo da falta estrutural e fundadora de habilidades mentais. A deficiência corresponde ao sujeito.
E videntes , por entender que estavam aptos a ver realidades inacessíveis às pessoas normais. Cada visão é uma realidade paralela.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área:Arte Educador Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Arte Educador - 2018