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A retinopatia diabética (RD) é uma complicação microvascular crônica do diabetes mellitus e é uma das principais causas de cegueira. Sobre a retinopatia diabética, assinale a alternativa incorreta .

A A retinopatia proliferativa é caracterizada pela presença de neovascularização no disco óptico ou na retina; hemorragia vítrea, é mais comum no diabetes mellitus (DM) tipo 1 que no DM tipo 2 e desenvolvem-se entre 7 a 10 anos após o início dos sintomas
B Pacientes com RD e descontrole glicêmico de longo prazo, podem apresentar uma piora inicial do seu quadro quando melhoram seu controle glicêmico
C A retinopatia não proliferativa é caracterizada por microaneurismas, hemorragias retinianas, dilatações venosas e alterações vasculares intrarretinianas. Nos estágios leves e moderados, não ameaçam a visão e podem não progredir para estágios mais graves da retinopatia
D São fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da RD: tempo de duração do diabetes, puberdade, gestação, mau controle glicêmico, variabilidade glicêmica, hipertensão arterial e dislipidemia
E Os casos de retinopatia não proliferativas graves ou retinopatia proliferativa devem ser tratados com fotocoagulação com laser. A vitrectomia está recomendada na retinopatia diabética proliferativa com hemorragia vítrea sem resolução espontânea

Sobre a deficiência de hormônio de crescimento (DGH), analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa incorreta .

A A DGH é a endocrinopatia mais frequente em pacientes que receberam radiação no eixo hipotálamo-hipófise e o risco está relacionado ao grau de radiação, tamanho da fração e tempo entre as frações
B O teste com hipoglicemia insulínica não deve ser realizado em crianças com histo?ria de convulsões, cardiopatias ou com menos de 20 kg
C Crianças com DGH congênito podem apresentar hipoglicemia e micropênis, podendo ocorrer de forma isolada ou combinada a outras deficiências hipofisárias
D Os testes de estímulos devem ser realizados em jejum e como frequência de resultados falso-positivos é elevada em qualquer teste provocativo, recomenda-se a realização de dois testes provocativos de secreção de hormônio de crescimento com estímulos diferentes. O ponto de corte utilizado é um pico de GH inferior a 5 ng/mL
E A DGH é uma complicação frequente nos pacientes com histiocitose de células de Langerhans, acometendo cerca de 35 a 50% dos pacientes com esta doença

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Deficiência de Hormônio de Crescimento (DGH) foi atualizado em 2018 e contém o conceito geral da DGH, critérios de diagnóstico, critérios de inclusão e de exclusão, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação dos pacientes. Com base nesse protocolo, assinale a alternativa correta.

A O tratamento com somatropina é feito na dose de 0,1 a 0,15 UI/kg/dia, administrada por via subcutânea, à noite, 6 a 7 vezes por semana
B Em algumas situações específicas, pode-se prescindir dos testes de estimulo, como nos pacientes com critérios auxolo?gicos compatíveis associados a defeitos anato?micos em região de hipotálamo e/ou hipófise, história de neoplasia ou irradiação, associado a uma deficiência hormonal adicional
C Para minimizar os diagnósticos falso-positivos de DGH, é obrigatório o uso prévio de esteroides sexuais (priming) antes da realização do teste provocativo. Em meninas, sugere-se o uso de beta-estradiol administradas nas duas noites antes da realização do teste e, nos meninos, o cipionato de testosterona, uma semana antes da realização do teste
D A monitorização do tratamento com somatropina em crianças e adolescentes deverá ser realizada obrigatoriamente em intervalos de 3 a 6 meses, através da aferição das medidas antropométrica e realização de exames laboratoriais com a determinação da glicemia de jejum, níveis de IGF1 e da função tireoidiana além de exame radiológico para avaliação da idade óssea
E O tratamento com somatropina deve ser interrompido nos casos de doença neoplásica ativa, pacientes com velocidade de crescimento inferior a 4 cm ao ano e não comparecimento a duas consultas subsequentes dentro de um intervalo de 3 meses, sem justificativa adequada

Sobre o tratamento dos pacientes com deficiência de hormônio de crescimento (DGH), assinale a alternativa incorreta .

A Os efeitos adversos são pouco frequentes mas são potencialmente graves e devem ser monitorizados atentamente em cada avaliação clínica
B Além da normalização da velocidade de crescimento nos primeiros meses de tratamento, podem ser observados efeitos no metabolismo de lipídios, proteínas e glicose, além de melhorar a diminuição da densidade mineral óssea, diminuição da massa muscular magra e aumento da massa gorda, observados em crianças com DGH não tratadas
C Pacientes pediátricos fora de tratamento oncológico não devem utilizar somatropina uma vez que seu uso está associado a um aumento no risco de recorrência da neoplasia
D Epifisiólise da cabeça do fêmur ocorre mais frequentemente nos primeiros 2 anos de tratamento com somatropina
E A hipertensão intracraniana geralmente ocorre no início do tratamento com somatropina ou após o aumento de dosagem e se resolve com a descontinuação do tratamento. Após a melhora do quadro, a somatropina pode ser reiniciada

O diabetes insipidus (DI) é caracterizado pela incapacidade de concentração da urina causada pela deficiência na produção, secreção ou ação de arginina vasopresina (hormônio anti-diurético). Sobre o DI, assinale a alternativa incorreta .

A O quadro clínico é caracterizado por poliúria e polidipsia persistentes e, em crianças mais novas, vômitos, obstipação, febre, irritabilidade e atraso de crescimento e atraso no crescimento
B Poliúria é definida pelo diurese superior a 6 mL/kg/h (mililitros por quilograma por hora) nos recém-nascidos; superior a 4 mL/kg/h em crianças com até 2 anos de idade ou 2 L/m² /dia (litros por metro quadrado de superfície corporal por dia) em crianças mais velhas ou adolescentes
C Após a confirmação de polidipsia e poliúria e exclusão de diurese osmótica, confirma-se o diagnóstico de DI ao identificar osmolalidade plasmática acima de 295 mOsm/kg (miliosmois por quilograma) e/ou natremia acima de 145 mEq/L (mili-equilaventes por litro) e osmolalidade urinária abaixo 300 mOsm/kg (mili-osmois por quilograma)
D A determinação dos níveis plasmáticos de copeptina e identificação de níveis elevados confirmam o diagnóstico de DI central
E O teste de restrição hídrica deve ser feito em todos os casos onde os achados clínicos e os exames laboratoriais iniciais não são capazes de confirmar o diagnóstico de DI

Sobre o estadiamento puberal de Tanner, assinale a alternativa incorreta .

A Volume testicular entre 1 e 3 cm e ausência de pilificação são característicos de G1P1
B Crescimento dos mamilos e aréolas com formação de um montículo secundário são características de M3. Pilificação pubiana alcançando a região medial das coxas é característica de P5
C Escurecimento do escroto, aumento progressivo do comprimento e diâmetro peniano, alargamento da glande do pênis são característicos de G4. Aumento na quantidade de pelos, em escroto e ao redor do pênis, aumento na sua pigmentação e encaracolação são característicos de P4
D Aumento de mamas e aréolas sem diferença de contorno é característico de M4. Pilificação esparsa ao longo dos grandes lábios com pelos levemente pigmentados é característica de P2
E Aumento progressivo do testículo e aumento do comprimento do pênis é característico de G3. Pilificação esparsa com pelos levemente pigmentados em escroto é característica de P2

O desenvolvimento puberal em crianças saudáveis é coordenado pela interação de vários fatores, inclusive fatores genéticos e ambientais, entre outros. Sobre o desenvolvimento normal e anormal da puberdade, assinale a alternativa incorreta.

A Genes como GnRH1, KISS1, KISS1R e TAC3 parecem estar envolvidos na síntese e liberação de GnRH
B A primeira alteração biológica de desbloqueio do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas na puberdade é o aumento dos pulsos noturnos de LH em crianças antes mesmo do desenvolvimento mamário ou aumento do volume testicular serem percebidos
C A “mini-puberdade” é o nome dado ao período de desbloqueio do eixo hipotálamo-hipófisegônadas provavelmente secundário à falta de feedback negativo pelos estrogênios placentários. Enquanto nos meninos, a secreção de LH e FSH aumentam durante o primeiro mês de vida, nas meninas, os níveis de LH e FSH atingem os valores máximos entre 3 e 4 meses de vida. Após esta atividade pósnatal, o eixo HPG torna-se inativo até o início da puberdade
D Mutações em genes como KISS1, KISS1R e ANOS1 estão associadas ao hipogonadismo hipogonadotrófico congênito e são transmitidas exclusivamente por herança autossômica recessiva
E Nos meninos com suspeita de hipogonadismo hipogonadotrófico congênito, a mini-puberdade oferece uma janela de oportunidade para avaliação do eixo hipotalâmico-hipofisáriogonadal, sem a necessidade de testes de estímulo

As diferenças de desenvolvimento sexual são situações de pouco frequentes na prática do pediatra, mas devem ser considerados uma emergência pediátrica. Algumas condições identificadas em um recém-nascido ou durante a infância merecem investigação para uma possível DDS. Analise as afirmativas abaixo:

I. Genitália aparentemente feminina apresentando aumento clitoriano, massas em grandes lábios ou região inguinal e fusão posterior de lábios.

II. Genitália masculina aparente com criptorquidia unilateral; hipospadia balânica isolada ou micropênis isolados.

III. Discordância entre a aparência genital e o cariótipo.

IV. Ambiguidade genital. Assinale a alternativa correta.

A I, II, III e IV
B I, II, III apenas
C I, II e IV apenas
D I, III e IV apenas
E I e IV apenas

Menina com 4 anos de idade com quadro de telarca percebida há cerca de 3 meses associada a aceleração do crescimento e pubarca é levada para avaliação do endocrinologista pediátrico. Ao exame físico, nota-se que ela se encontra no estadiamento puberal M3P2.São solicitados exames complementares que sugerem Puberdade Precoce Central. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Puberdade Precoce Central, assinale a alternativa correta

A O tratamento da puberdade precoce central é feito com medicamentos agonistas do GnRH, como leuprorrelina ou triptorrelina, podendo ser administrados de forma mensal, trimestral ou semestral, não havendo aparente superioridade terapêutica entre as três modalidades
B Pelo risco de lesões tumorais ou malformações de sistema nervoso central (SNC), a realização de ressonância magnética de SNC é obrigatória em todos os casos de puberdade precoce central
C O teste de estímulo com medicamento agonista do GnRH (leuprorrelina 3,75 mg) pode ser utilizado nas meninas que apresentam valores normais de LH mas quadro sugestivo de puberdade precoce. Valores de LH superiores a 6 UI/L (unidades internacionais por litro) confirmam o diagnóstico de PPC
D Valores basais de LH superiores a 0,5 UI/L (unidades internacionais por litro) utilizando ensaio imunoquiminulométrico confirmam o diagnóstico de PPC em ambos os sexos
E A suspensão do tratamento deve ser individualizada, conforme a percepção dos pais e dos pacientes sobre a prontidão para interromper o tratamento, porém deve ser interrompida nos pacientes com idade óssea entre 10 e 11 anos nas meninas e de 12 e 13 anos nos meninos

Adolescente de 12 anos é levada ao seu consultório com a queixa de ainda não ter iniciado do desenvolvimento da sua puberdade e que ainda não menstruou. No exame físico, a paciente tem escore-Z de estatura: - 1,3 DP (compatível com o alvo familiar); escore-Z do IMC: + 1,6 DP e não apresentava nenhum dismorfismo fenotípico. As glândulas mamárias eram palpáveis, com cerca de 4 cm de diâmetro bilateralmente e mamas e aréolas de tamanhos aumentados, sem separação de seus contornos. Na região pubiana, você nota pilificação esparsa, distribuída pela sínfise púbica, com pelos mais grossos e escuros e alguns já encaracolados. Sobre o caso acima, assinale a alternativa que apresenta o estadiamento de Tanner e a conduta a ser tomada.

A M2P2. Solicitar idade óssea, ultrassonografia de pelve, cariótipo, FSH, LH e estradiol
B M3P3. Não solicitar nenhum exame e apenas explicar que a paciente iniciou a puberdade dentro de uma idade esperada
C M5P4.Solicitar FSH, LH, estradiol e idade óssea e tranquilizar a família informando que o início da puberdade pode ocorrer até os 14 anos e a menarca até os 15 anos de idade
D M3P4. Solicitar cariótipo, FSH, LH e estradiol
E M2P3. Solicitar apenas idade óssea e ultrassonografia de pelve