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Um cirurgião-dentista planejou uma exodontia para uma paciente de 32 anos de idade. Durante a anamnese, ela confirmou não ser portadora de problemas cardíacos, respiratórios ou alérgicos, nem de diabetes. No entanto, apesar de já ter tido outras experiências odontológicas, inclusive sob anestesia local, a paciente revelou fobia de agulhas. Durante o procedimento, imediatamente após a anestesia local, a paciente apresentou palidez cutânea, sudorese fria, fraqueza e respiração superficial, evoluindo rapidamente para perda de consciência, típica dos casos de síndrome vasovagal. Nesse caso, as medidas iniciais a serem tomadas pelo cirurgião-dentista são:

A retornar lentamente o encosto da cadeira para a posição vertical e oferecer glicose à paciente na forma líquida;
B elevar os pés em relação à cabeça da paciente em pelo menos 45 graus e iniciar a administração sublingual de nitroglicerina;
C elevar ligeiramente os pés em relação à cabeça da paciente, manter a via aérea patente e proceder com a avaliação dos sinais de recuperação da consciência;
D retornar lentamente o encosto da cadeira para a posição vertical, posicionar a cabeça da paciente para frente para liberar as vias aéreas e verificar a pressão da paciente;
E retornar rapidamente o encosto da cadeira para a posição vertical e avaliar o estado de consciência por meio de estímulos físicos, como chacoalhar os ombros e fazer perguntas à paciente.

As clínicas e consultórios odontológicos devem alinhar-se às práticas contemporâneas de sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Com relação ao descarte de resíduos provenientes de exames radiográficos analógicos, as radiografias insatisfatórias e as lâminas de chumbo são classificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) como resíduos de risco:

A nulo, pois são materiais inertes e podem seguir pela rota de reciclagem tradicional;
B biológico, pois são contaminados por sangue e saliva, apresentando risco de infecção;
C perfurocortantes, pois existe risco de lesão cutânea, principalmente na manipulação das folhas de chumbo;
D químico, pois contêm substâncias químicas e metais pesados que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente;
E radiológico, pois são provenientes de serviços de medicina nuclear, sendo necessário contactar a Comissão Nacional de Energia Nuclear para correto descarte.

O carcinoma espinocelular, também conhecido como carcinoma epidermoide ou de células escamosas, é a neoplasia maligna mais frequente na cavidade oral, englobando de 90% a 96% dos cânceres bucais. A aparência clínica do carcinoma espinocelular com forma de crescimento endofítica corresponde a uma lesão:

A bolhosa múltipla, apresentando líquido em seu interior e rompimento das bolhas e revelando área sangrante ao exame tátil;
B macular, de coloração marrom a negra, com bordas irregulares e aumento de volume, dependendo do estágio de progressão;
C de formato irregular, apresentando área central deprimida e ulcerada, com borda invertida, resultante da invasão do tumor para as laterais abaixo do epitélio adjacente;
D de formato irregular, vegetante, papilar ou verruciforme, com coloração variando entre normal, vermelha ou branca, dependendo da quantidade de ceratina e vascularização;
E formada por placas brancas aderentes na mucosa oral que podem ser removidas pela raspagem ou fricção, sendo que a mucosa subjacente pode se apresentar eritematosa ou normal.

O objetivo do exame radiográfico intrabucal é produzir imagens fiéis das estruturas dentárias que não podem ser visualizadas durante o exame clínico. Um dos métodos indicados para a realização de radiografias intrabucais periapicais consiste na técnica da bissetriz. Para que o cirurgião dentista execute com precisão essa técnica, ele deve direcionar o raio central:

A perpendicularmente ao longo eixo do dente;
B para o objeto de referência numa angulação mais mesial do que a borda do filme;
C perpendicularmente a um plano bissetor do ângulo formado entre o longo eixo do dente e do filme;
D a um ângulo maior que 90 graus em relação ao plano bissetor do ângulo formado entre o longo eixo do dente e do filme;
E um ângulo menor que 90 graus em relação ao plano bissetor do ângulo formado entre o longo eixo do dente e do filme.

Em um preparo para uma restauração indireta estética em um primeiro molar permanente inferior, a indicação clínica para decisão de realizar a proteção de cúspides (preparo tipo onlay ) deve ser tomada se:

A o elemento dentário possuir tratamento endodôntico;
B uma restauração de amálgama estiver sendo substituída;
C a restauração for realizada utilizando-se um material cerâmico;
D a distância entre a ponta das cúspides e a margem do preparo for menor que 2 mm;
E o paciente possuir tipo facial braquicéfalo, com músculos mastigatórios muito desenvolvidos.

Sobre a patogênese da gengivite ulcerativa necrosante aguda (GUNA), é correto afirmar que:

A essa patogênese depende da resposta ou resistência do hospedeiro;
B o sangramento não ocorre com facilidade por serem lesões necróticas;
C pode ser transmitida de um indivíduo doente para um clinicamente saudável;
D pacientes portadores de GUNA, tratados com sucesso, adquirem imunidade para a sua reincidência;
E os microorganismos causadores são semelhantes aos que causam gengivite induzida por biofilme.

Sobre a etiologia da cárie dentária, a hipótese da placa ecológica estabelece que alterações em fatores ambientais modificam o equilíbrio da microbiota do biofilme. Isso ocorre, por exemplo, quando se aumenta a frequência de consumo da sacarose. Além da produção de ácidos, a sacarose estimula a produção de polissacarídeos extracelulares solúveis e insolúveis, sintetizados por enzimas bacterianas, cujas funções envolvem:

A reduzir os mecanismos de interação entre os microrganismos do biofilme ( quorum sensing ), aumentar a reatividade da superfície do esmalte aos íons fluoretos e tornar o biofilme mais pegajoso;
B selecionar microrganismos mais adaptados ao ambiente acidúrico do biofilme cariogênico, promover a adesão de imunoglobulinas salivares e bloquear o fluxo de líquidos no interior do biofilme;
C fornecer energia imediatamente disponível ao metabolismo dos microrganismos, garantindo que, mesmo sem espessura e maturidade suficiente, o biofilme já se apresente bastante cariogênico;
D reduzir a penetração dos íons fluoretos no interior do biofilme e aumentar o período de eliminação de microrganismos bucais, promovendo a sucessão microbiana cariogênica de forma mais efetiva;
E fornecer reserva energética para os microrganismos em períodos de escassez de carboidratos, tornar a matriz extracelular mais volumosa e porosa e contribuir para a adesão de novos microrganismos.

Uma paciente jovem compareceu à consulta odontológica com finalidade estética, queixando-se da posição de alguns dentes e da excessiva exposição da gengiva ao sorrir. Ao exame clínico intrabucal, o cirurgião-dentista notou perda substancial de esmalte nas superfícies palatinas dos elementos anterossuperiores e pré-molares. Sabe-se que essa é uma manifestação clínica comum em pacientes com anorexia nervosa, fruto da associação de regurgitação gástrica com movimentos habituais da língua sobre a superfície palatina desses dentes. Essa manifestação clínica é conhecida por:

A atrição;
B abfração;
C bruxismo;
D perimólise;
E hipomineralização.

A American Dental Association (ADA) classifica os benzodiazepínicos como agentes sedativos que produzem sedação mínima, tendo indicações claras de uso em alguns pacientes durante procedimentos odontológicos que podem gerar ansiedade e medo. Os benzodiazepínicos atualmente indicados para uso em crianças, por via oral, são:

A diazepam e lorazepam;
B diazepam e midazolam;
C prometazina e quetamina;
D propofol e hidrato de cloral;
E hidrato de cloral e quetamina.

Uma criança de 2 anos de idade é levada ao consultório odontológico pela responsável, que está bastante apreensiva com a aparência dos dentes decíduos anterossuperiores da criança. Ao exame clínico, foi possível detectar que os elementos 52, 51, 61 e 62 apresentavam opacidades branco-amareladas em formato de meia lua, acompanhando a região cervical dos elementos, sem cavitação. Considerando as evidências científicas que relacionam a presença de defeitos de esmalte com a elevada incidência de cárie de acometimento precoce, o cirurgião dentista considerou esse paciente como tendo alto risco para o desenvolvimento de cárie dentária. Sendo assim, o fluoreto de uso profissional mais indicado nesse caso é:

A o verniz fluoretado;
B a espuma fluoretada;
C o gel de flúor fosfato acidulado;
D o gel de fluoreto de sódio neutro;
E um dentifrício de uso profissional (5000 ppmF).