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Ao analisar o resultado do teste de tolerância a glicose oral de 1 hora (TTGO-1h) de uma usuária do serviço público de saúde com 50 anos de idade, sem queixas, mas com sobrepeso, o enfermeiro constatou o seguinte resultado: TTGO-1h = 150 mg/dL. Frente a essa situação, de acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes atual, o enfermeiro deve considerar que o resultado obtido

A é compatível com pré-diabetes e enfatizar os cuidados relacionados à alimentação saudável e à atividade física regular, entre outras orientações, solicitando o retorno da usuária para avaliação em 1 ano.
B é compatível com diabetes mellitus e encaminhar a usuária ao médico para avaliação e conduta.
C é sugestivo de diabetes mellitus e solicitar os exames de glicemia de jejum e HbA1c para confirmação.
D não serve como parâmetro para o diagnóstico de diabetes mellitus (DM) e solicitar o teste de tolerância a glicose oral de 2 horas (TTGO-2h), para a investigação de DM.
E está normal e enfatizar os cuidados relacionados à alimentação saudável e à atividade física regular, entre outras orientações.
Texto associado
Para responder à questão, considere o conteúdo apresentado na publicação intitulada Enfermagem em terapia intensiva: práticas baseadas em evidências (Viana e Ramalho, 2021).

Em uma unidade de terapia intensiva, a prescrição de enfermagem para um paciente com diagnóstico de síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) grave, em posição prona, é mudar a posição da cabeça a cada 2 horas, enquanto o paciente estiver pronado. Assinale a alternativa que apresenta uma justificativa correta para a prescrição desse cuidado.

A Prevenir a extubação acidental.
B Evitar a obstrução de vias aéreas pelo acúmulo de secreções e reduzir o risco de hipoxemia.
C Reduzir a incidência de edema facial, prevenir lesão do nervo periférico e cegueira pela excessiva pressão sobre os olhos.
D Facilitar a administração da dieta enteral, prevenir náuseas e vômitos ou o aumento do resíduo gástrico.
E Reduzir o risco de aspiração.
Texto associado
Para responder à questão, considere o conteúdo apresentado na publicação intitulada Enfermagem em terapia intensiva: práticas baseadas em evidências (Viana e Ramalho, 2021).

O choque cardiogênico constitui uma situação clínica de alto risco e, uma vez diagnosticado, exige o início imediato de medidas terapêuticas, o que inclui a administração de drogas vasoativas, entre elas, o uso frequente de dobutamina. Para elaborar e implementar um plano de cuidados de enfermagem que promova a administração segura desse medicamento, o enfermeiro deve conhecer, entre outros itens, seu mecanismo de ação (MA) e deve identificar seus principais efeitos colaterais (EC), que são

A MA = promove vasoconstrição da musculatura lisa vascular, além de aumentar a absorção de água pelos ductos coletores renais, aumentando assim a pressão arterial; EC = deterioração da função hepática renal e trombocitopenial.
B MA = apresenta diferentes efeitos dose-dependentes. Em doses moderadas, estimula receptores beta, ocasionando aumento da contratilidade e da frequência cardíaca. Em doses maiores, apresenta efeitos alfa que promovem vasoconstrição e aumento da pressão arterial; EC = taquicardia, cefaleia, náuseas e vômitos.
C MA = apresenta um potente efeito agonista alfa e beta adrenérgicos, capaz de aumentar a pressão arterial mediante o incremento no débito cardíaco e na resistência vascular sistêmica; EC = aumento dos níveis de lactato, redução do fluxo regional, especialmente no território esplâncnico.
D MA = tem um potente efeito inotrópico que promove aumento do débito cardíaco, a partir da estimulação beta um adrenérgica; EC = taquiarritmias, náuseas, vômitos, cefaleia e flebites.
E MA = produz efeito vasodilatador, promovendo redução na pré-carga, na pós-carga e na resistência vascular sistêmica; EC = taquiarritmias, hipotensão arterial, cefaleia e tremores. Pode ocorrer precipitação se administrada concomitantemente à furosemida.

O índice de vulnerabilidade clínico-funcional (IVCF-20) é um instrumento de apoio ao acompanhamento de saúde da pessoa idosa, com caráter multidimensional, validado no Brasil, com uso reconhecido em serviços de atenção primária nas diversas regiões do país (Ministério da Saúde, 2024). Em relação a esse instrumento é correto afirmar que

A avalia oito dimensões consideradas preditoras de declínio funcional e óbito em idosos: a idade, a autopercepção da saúde, as atividades de vida diária, a cognição, o humor/comportamento, a mobilidade, a comunicação (audição e visão) e a presença de comorbidades múltiplas, representada por polipatologia, polifarmácia e/ou internação recente.
B sua aplicação, no âmbito da equipe de enfermagem, é um procedimento privativo do enfermeiro.
C classifica o idoso, após sua aplicação e análise, em 4 categorias: “idoso independente”, “idoso em risco de fragilização”, “idoso portador de sarcopenia” e “idoso frágil”.
D classifica como “idoso em risco de fragilização” o indivíduo com mais de 70 anos que, embora independente para todas as atividades de vida diária, é portador de hipertensão arterial e/ou diabete melito.
E a principal crítica ao seu uso reside no fato de ele não utilizar o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da panturrilha e o tempo gasto no teste de velocidade da marcha como parâmetros para avaliar a fragilidade do idoso.

De acordo com a Nota Técnica Conjunta nº 251/2024, o Ministério da Saúde recomenda a suplementação de cálcio durante a gestação para __________, como medida de prevenção ___________. Ao realizar a consulta de enfermagem de pré-natal, o enfermeiro deve prescrever o suplemento de cálcio (carbonato de cálcio) na dosagem equivalente a ___________ mg de cálcio elementar por dia, a partir da ___________ semana de gestação até o momento do parto. A gestante deve ser orientada sobre a importância de ingerir o suplemento de cálcio ___________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

A todas as gestantes ... de distúrbios hipertensivos ... 1.000 ... 24ª ... com intervalo mínimo de 60 minutos do suplemento de ferro (sulfato ferroso) ou de polivitamínicos contendo ferro
B todas as gestantes ... da pré-eclâmpsia ... 1.000 ... 12ª ... com intervalo mínimo de 2 horas do suplemento de ferro (sulfato ferroso) ou de polivitamínicos contendo ferro
C mulheres negras e indígenas ... da pré-eclâmpsia ... 500 ... 24ª ... com um copo de leite, ao deitar-se
D mulheres negras ... de distúrbios hipertensivos ... 500 ... 20ª ... em jejum ou com intervalo mínimo de 2 horas da refeição
E mulheres negras ... do déficit de vitamina D ... 1.000 ... 12ª ... em jejum ou com intervalo mínimo de 2 horas da refeição

Ao prestar assistência de enfermagem à mulher durante o trabalho de parto e o parto, o enfermeiro deve considerar as recomendações do Ministério da Saúde apresentadas na Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal

( 2022 ), que incluem, entre outros itens,

A manter a parturiente com gestação de risco habitual em jejum de líquidos e alimentos a partir do momento que atingir 5 cm de dilatação do colo uterino.
B realizar a limpeza vaginal de rotina com clorexidina 0,5% durante o trabalho de parto, com a finalidade de prevenir morbidades infecciosas.
C aferir a pressão arterial, a temperatura e a frequência cardíaca materna a cada 4 horas e monitorar a frequência cardíaca fetal e as contrações uterinas de 1 em 1 hora no primeiro período do parto.
D restringir a deambulação e a livre movimentação materna no segundo período do trabalho de parto.
E oferecer à mulher, sempre que possível, a imersão em água para alívio da dor no trabalho de parto.

Ao desenvolver grupos de educação em saúde com mulheres no climatério ou menopausa, a discussão sobre a terapia hormonal da menopausa (THM) desperta grande interesse. Nessa oportunidade, fundamentado na Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa

( 2024 ), o enfermeiro deve esclarecer que

A o risco de câncer de mama associado à THM é baixo.
B o início da THM após os 60 anos de idade ou mais de 10 anos após a menopausa não está associado ao aumento de risco de hipertensão, tromboembolismo venoso e doença arterial coronariana.
C a THM deve ser iniciada até 2 anos antes do início da menopausa ou antes dos 65 anos.
D a história de antecedentes de doença coronariana em parentes do sexo feminino de primeiro grau constitui contraindicação para o uso da THM.
E o uso da THM não pode ultrapassar 10 anos, mesmo na ausência de mudanças de riscos.

Em consulta de enfermagem para acompanhamento de G.G., 42 anos de idade, sexo masculino, com diagnóstico recente de hipertensão arterial, o enfermeiro aplicou o questionário AUDIT ( Alcohol Use Disorders Identification Test ) para identificar problemas relacionados ao uso de álcool, o qual indicou o consumo moderado de bebidas alcoólicas. Ao discutir o resultado do teste com G.G., o enfermeiro constatou que ele reconhecia ter problemas com o álcool e que precisava mudar. Nessa oportunidade, G.G. também demonstrou que estava começando a planejar e colocar em prática algumas atitudes no sentido da mudança. Frente a essa situação, de acordo com o conteúdo apresentado na linha de cuidado do Ministério da Saúde intitulada Transtornos por uso de álcool no adulto , o enfermeiro deve considerar que o estágio de mudança (EM) em que G.G. se encontra e a conduta (C) a ser adotada são

A EM = manutenção; C = identificar e estabelecer estratégias para evitar a recaída.
B EM = contemplação; C = auxiliar na elaboração de estratégias para mudança.
C EM = preparação/ação; C = estabelecer metas e planos realísticos.
D EM = contemplação; C = identificar razões para a mudança/riscos de não mudar.
E EM = preparação/ação; C = trabalhar técnicas de prevenção de recaídas.

Reconhecida pelo alto nível de evidência científica, a higiene das mãos (HM) consiste em uma medida eficaz para a prevenção e o controle das infecções e da resistência microbiana aos antimicrobianos (Glowicz et al., 2023 citado em Anvisa, 2024). De acordo com a Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3/ Anvisa n° 05/2024, a qual apresenta orientações gerais para higiene das mãos em serviços de saúde, é correto afirmar que

A o dispensador de preparação alcoólica para HM, devidamente identificado, deve ser instalado junto às pias e lavabos, ao lado do dispensador de sabonete líquido, facilitando o acesso do usuário e a seleção do produto correto para a realização do procedimento de HM, conforme necessidade.
B o uso de álcool líquido a 70% antisséptico deve ser evitado para a prática de HM, uma vez que, por não conter emolientes em sua formulação, podem ser observados efeitos adversos provenientes do ressecamento da pele das mãos com o seu uso frequente, podendo assim reduzir a adesão ao procedimento e comprometer a segurança do paciente em serviços de saúde.
C os dispensadores de parede, os frascos de pump ou frascos individuais devem ser preenchidos quando estiverem com 50 % de sua capacidade vazia, com o propósito de evitar o risco de contaminação em seu interior.
D os secadores de ar quente para secagem das mãos após a lavagem são mais eficientes do que as toalhas de papel descartáveis porque não necessitam ser tocados antes da secagem, não deixam resíduos nas mãos nem dispersam partículas no ambiente.
E é recomendável que as luvas para procedimentos não cirúrgicos (não estéreis) a serem utilizadas para as atividades do dia sejam porcionadas em pequenas quantidades e acondicionadas em saco plástico, com o propósito de evitar a contaminação da embalagem original e facilitar seu transporte e uso.

Julgue o próximo item, relativo a conceitos de informática. Em uma rede local comutada, o uso de hubs garante maior desempenho em comparação a switches , pois permite que todos os dispositivos compartilhem os dados simultaneamente em broadcast.

A Certo
B Errado