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Apresenta corretamente os cinco pares cranianos ligados ao controle da deglutição:

A Olfativo (I), Troclear (II), Abducente (VI), Vago (X) e Hipoglosso (XII).
B Trigêmeo (V), Abducente (VI), Facial (VII), Vestibulococlear (VIII) e Hipoglosso (XII).
C Trigêmeo (V), Facial (VII), Glossofaríngeo (IX), Vago (X) e Hipoglosso (XII).
D Olfativo (I), Facial (VII), Glossofaríngeo (IX), Espinhal Acessório (XI) e Hipoglosso (XII).
E Olfativo (I), Trigêmeo (V), Glossofaríngeo (IX), Vago (X) e Hipoglosso (XII).

Problemas relacionados à aprendizagem da escrita ainda são os mais frequentes no ambiente escolar. Cabe ao fonoaudiólogo que trabalha na Educação as seguintes ações, EXCETO:

A Orientar professores a adotarem uma postura de diálogo em sala de aula com seus estudantes, de modo a estarem abertos à escuta da lógica da construção de suas escritas, antes de identificá-los como portadores de distúrbio de aprendizagem.
B Discutir com os profissionais da escola, sobretudo professores das séries iniciais, sobre o processo de aquisição da escrita para que eles possam compreender a lógica dos erros cometidos pelos educandos durante esse processo.
C Criar, junto aos professores dos anos iniciais, diferentes estratégias de apropriação do código gráfico pelas crianças, de modo que elas possam se aproximar de diferentes lógicas dessa apropriação.
D Orientar pais de crianças em anos iniciais de escolarização a proporcionarem aos filhos diversos e significativos eventos letrados de modo que eles possam se aproximar da leitura e da escrita com prazer e sentido.
E Orientar pais e professores sobre os erros mais frequentes e indicativos de dislexia, nos anos iniciais de escolarização, a fim de se prevenir o surgimento da doença.

Em relação à gagueira, o fonoaudiólogo também atua na orientação familiar e escolar, buscando contribuir para ações que facilitem as situações de comunicação. Neste sentido, é correto afirmar que:

A o indivíduo não possui controle de sua fala pois não tem consciência de sua disfluência.
B é fundamental respeitar o tempo, não interromper a fala nem tentar adivinhar o que o sujeito gago tem a dizer.
C a exposição a situações de pressão pode potencializar o tratamento da gagueira, já que forçam o sujeito a reorganizar sua fala.
D é uma alteração de fundo orgânico, não é necessário trabalhar questões emocionais.
E é possível a cura com técnicas de relaxamento muscular e treino em situações de pressão.

De acordo com a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), o processamento auditivo central foi definido como mecanismos e processos do sistema nervoso auditivo que capacitam a decodificação e o entendimento da fala, especialmente em situações desfavoráveis, como na presença de ruído de fundo e fala competitiva. A partir dessa informação, infere-se que:

A as dificuldades de compreensão daquilo que se escuta podem estar relacionadas a alterações do processamento auditivo central.
B a dificuldade de compreensão daquilo que se escuta está relacionada à acuidade auditiva do sujeito que fica prejudicada pela presença de ruídos de fundo.
C a avaliação do processamento auditivo central não sofre influência do nível de acuidade auditiva do sujeito avaliado, pois são dois processos fisiológicos distintos.
D a decodificação dos sons da fala é o principal fator para a sua compreensão sendo este o aspecto analisado no teste de processamento auditivo central.
E os mecanismos do processamento auditivo central são acionados especialmente quando há ruído de fundo ou fala competitiva na emissão de uma mensagem.

Emília Ferreiro, em seu estudo sobre a Psicogênese da escrita, descreveu alguns níveis pelos quais a criança passa até fazer uso efetivo da escrita. Na escola, este estudo é muito utilizado sobretudo em avaliações oficiais dos estudantes que buscam saber quantas crianças estão alfabéticas no decorrer do período de alfabetização. O termo “alfabética”, neste contexto, refere- se

A à hipótese alfabética, termo cunhado por Ferreiro para se referir ao nível em que as crianças passam a escrever com a consciência de que a palavra é formada por sílabas que contém consoantes e vogais.
B ao fato de a criança já estar plenamente alfabetizada com as capacidades de codificação e decodificação íntegras e dentro da ortografia do português.
C à hipótese alfabética de Ferreiro que se refere ao nível em que a criança se preocupa com o aspecto qualitativo de suas produções e passa a eleger a consoante para marcar cada sílaba da palavra.
D ao fato de a criança saber que podemos representar sons da fala por letras do alfabeto.
E à hipótese alfabética de Ferreiro que se refere ao momento em que a criança tem consciência de que a palavra deve ter mais de três letras.

Carlos é um menino de 8 anos que não fala nem apresenta escrita funcional desenvolvida. No processo de avaliação, o fonoaudiólogo identificou capacidade comunicativa por outros canais de comunicação como gestos, sons, expressões faciais e também significativa capacidade de observar e distinguir figuras. Com esses dados, o correto é o fonoaudiólogo fazer o seguinte encaminhamento:

A Indicar o uso de AASI porque as características de sua comunicação são típicas de deficiência Auditiva que necessita de correção.
B Persistir no trabalho exclusivo com a comunicação oral pois pelas capacidades apresentadas, Carlos está prestes a falar.
C Sugerir um trabalho intensivo conjunto fonoaudiológico e psicopedagógico para tornar a escrita funcional pois este é o meio mais apropriado de comunicação.
D Sugerir a introdução apenas da comunicação alternativa com auxílio externo para que não haja interferência de vocalizações ou expressões corporais que retardem ou prejudiquem o uso correto das pranchas de comunicação.
E Sugerir a introdução de comunicação alternativa sem e com auxílio externo, visto que Carlos demonstrou capacidade de se comunicar por expressões faciais e corporais, além de usar cartões ou pranchas com um número mais variado de elementos do repertório comunicativo.

A Disartria é um distúrbio de

A leitura, de origem neurobiológica, que traz problemas de soletração dos sons da língua e dificulta a aprendizagem da leitura e da escrita.
B fala, causado por lesão no Sistema Nervoso Central e traz alterações na emissão oral devido a uma falha na programação do gesto motor dos músculos da fala.
C leitura, de origem neurobiológica que traz problemas na codificação e decodificação da escrita.
D fala, causado por lesão no Sistema Nervoso Central ou Periférico que traz alterações na emissão oral devido a uma paralisia, fraqueza ou falta de coordenação dos músculos da fala.
E fala, causado por lesão do Sistema Nervoso Central e acarreta problemas de soletração e leitura lenta devido a uma falha neuronal na área responsável pelos processos fonológicos.

Sobre a inserção de alunos disfágicos e usuários de sonda na escola, é INCORRETO afirmar:

A É fundamental que, no período de adaptação, um familiar permaneça na escola para orientar a equipe escolar em como lidar com a criança.
B É preciso adaptar os horários de alimentação de toda a classe para que o estudante usuário de sonda se sinta integrado ao grupo, já que necessita de mais tempo para se alimentar.
C Considerando a complexidade da alimentação por sonda gástrica, geralmente feita em hospitais, a presença de crianças disfágicas na escola só é possível se se considerar um tempo reduzido do período diário escolar.
D Cabe ao fonoaudiólogo fazer a interlocução entre equipe escolar, família e profissionais clínicos do estudante para melhor adaptação da criança disfágica na escola.
E É essencial que todos os agentes envolvidos se sintam apropriados e tranquilos em relação aos cuidados necessários para a permanência da criança na escola.

Sobre a perda auditiva sensório-neural:

A em função da possibilidade de perda de pistas auditivas, pode trazer consequências para o desenvolvimento oral, relacionadas ao grau da perda.
B quando severa à profunda é necessária a utilização de aparelho de amplificação sonora individual para que possa ter audição binaural.
C é irreversível, já que as alterações apresentadas na orelha externa e média, ainda que tratáveis, trazem prejuízos permanentes para a função auditiva.
D é determinada quando há atenuação da energia sonora no caminho que passa pelas orelhas externa, média e interna.
E afeta a orelha média bem como o nervo auditivo, trazendo prejuízos por afetar estruturas do sistema nervoso.

Anita tinha 78 anos quando teve um AVE isquêmico no hemisfério esquerdo. Após a alta hospitalar, as condutas mais adequadas a serem tomadas são:

A Imediata introdução de comunicação alternativa, visto que AVE isquêmico no hemisfério esquerdo provoca mutismo em pacientes com idade avançada e capacitação da família para o uso de pranchas de comunicação.
B Solicitação de atendimento de terapia ocupacional porque AVE no hemisfério esquerdo provoca problemas motores dos membros superiores, dificultando a realização das atividades cotidianas e introdução imediata de comunicação alternativa.
C Recomendação de repouso absoluto pelo período de dois meses que é o tempo médio de recuperação espontânea e acolhimento e esclarecimento à família sobre as sequelas.
D Acolhimento da família para esclarecimento das possíveis sequelas, como desorganização da linguagem e dificuldades motoras, seguido de encaminhamento para avaliação e reabilitação fonoaudiológica e fisioterápica.
E Tratamento medicamentoso, pois AVE isquêmico, ao contrário do hemorrágico, não deixa sequelas, sendo necessário fundamentalmente o uso de remédios para a circulação sanguínea e encaminhamento para um nutricionista para uma alimentação balanceada que evite variações de pressão arterial.