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Para a psicanálise:
Da perspectiva psicanalista, o campo que se estabelece entre professor e alunos que propicia a aprendizagem é de

A transferência, na medida em que o desejo inconsciente de saber do aluno se liga à figura do professor e coloca nele um
sentido especial.
B deslocamento, entendido como a energia psíquica que desliza da representação do professor para a do aluno,
estabelecendo novas associações e aprendizagens.
C repressão, uma vez que os desejos dos alunos não devem se sobrepor às interlocuções docentes em situações de
aprendizagem planejadas.
D sublimação, dado que o processo de restaurar o objeto bom destruído pelas pulsões agressivas, no caso o professor, se
sobrepõem às relações com o conhecimento.
E introjeção, durante a qual os alunos assimilam o que lhes foi transmitido pelo professor e estabelecem vínculos com seus
conhecimentos anteriores.

Wallon indica que a falta de pensamento reflexivo (capacidade de pensar o próprio pensamento) e de tomada de posição
(capacidade de assumir um ponto de vista) configuram

A a incompletude do pensamento categorial.
B os indícios centrais da falta de sincretismo lógico.
C duas particularidades do pensamento infantil.
D as contradições reais ou imaginárias da criança.
E duas simbolizações que marcam a linguagem e o pensamento.

Em casos como o de Ana, a melhor conduta é que o psicólogo escolar

A acolha a aluna, demonstre que está disponível para escuta e que pode compreender seus problemas.
B entre em contato imediatamente com a família e indique que encaminhem a filha para um especialista cuidar do caso.
C oriente os pais para ficar em cima e não deixar a aluna sozinha em nenhum momento até passar a crise.
D converse com a aluna, ofereça conforto e compreensão, procure entender a situação e, depois, chame os pais para
conversar.
E conte para a aluna que o problema é bastante grave, tem solução, e, por isso, insista para que procure logo um
tratamento.

Pensamento crítico de José Saramago

Brilhante provocador intelectual, consciência insatisfeita, duro polemista e detonador de conformismos, além de refinado analista e observador atento de seu tempo, o escritor português José Saramago assumiu, com visível energia a partir da década de 1990, a função crítica do homem de cultura envolvido pelo pulsar de seu tempo. Concernido pelo mundo e pela natureza do ser humano, empreendeu a tarefa de desestabilizar, mediante o questionamento, uma realidade social que julgou opaca, confusa e injusta.
Saramago destacava “a necessidade de abrir os olhos” e, como Aristóteles, apegava-se à obrigação de elevar o julgamento ao nível da maior lucidez possível. Essa busca exigente das facetas ocultas da verdade – “as verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global”, garante – o conduziria a explorar o outro lado do visível, circulando por caminhos que escapavam ao costume. Tratava-se, em resumo, de procurar enxergar com clareza, para o que se tornava iniludível a tarefa de revelar e resgatar as omissões. Iluminar e desentranhar o real constituía uma aspiração central de seu pensamento.
Com base nesses pressupostos, enfrentou o que chamava pensamento único – ou pensamento zero, como também o qualificava – opondo-lhe a resistência de uma autêntica barricada moral e intelectual. Suas visões alternativas foram expressas com a clareza e a autonomia de um livre-pensador que reage contra as deformações dos mitos e as limitações das versões oficiais. Praticou, como o filósofo francês Voltaire, a dúvida sistemática, reagindo com firmeza à indolência da frase que diz “sábio é aquele que se contenta com o espetáculo do mundo”, defendida pelo poeta Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa.
(Comentário sem indicação autoral ao livro As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 453-454)
No 2º parágrafo do texto, a “necessidade de abrir os olhos”, tão valorizada por Saramago, indica que ele

A considera insuficiente a visão já constituída das coisas, o que torna premente a busca da verdade nas facetas ocultas do real.
B recomenda a quem queira compreender o mundo a busca da verdade das coisas nas formas sob as quais elas se apresentam.
C aceita que a globalização da mentira se deve ao fato de que ela goza de mais prestígio em nossa época do que a busca da verdade.
D reluta em comungar com a tese daqueles que acreditam estar a verdade das coisas mais no que elas ocultam do que no que elas mostram.
E prefere investir mais na clareza do senso comum do que no esforço de desentranhar das coisas um significado mais complexo que nelas se oculta.