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Segundo estudo sobre a poluição plástica, publicado em O Estado de S.Paulo em 05.06.2018, 75% do número total de toneladas de plástico produzidas pelo ser humano desde a sua invenção já viraram lixo, das quais apenas 20% foram incineradas ou recicladas de algum modo. Os outros 80%, cerca de 5 bilhões de toneladas, estão espalhados pelo planeta, contaminando o solo, os rios, os oceanos e a atmosfera. Com base nessas informações, conclui-se que, desde a invenção do plástico, o número total de toneladas já produzidas pelo ser humano é de, aproximadamente,

A 8,15 bilhões.
B 6,66 bilhões.
C 7,55 bilhões.
D 8,33 bilhões.
E 6,25 bilhões.

Considere duas misturas, M e M’, obtidas a partir de duas substâncias líquidas, x e y. Em M, para cada 7 partes de y há 3 partes de x. Em M’, para cada 2 partes de y há 3 partes de x. Na mistura de 1 litro de M com 1 litro de M’, a razão entre as quantidades de x e de y, nesta ordem, é igual a

A 7/9
B 9/10
C 8/11
D 9/11
E 4/11

Impulsionado pela Copa do Mundo, um grande varejista elaborou uma previsão de vendas de televisores para o 1o semestre de 2018, na qual os números de unidades a serem vendidas a cada mês constituíam uma progressão aritmética crescente. Sabe-se que para janeiro estavam previstas 3500 unidades e que 60% do número de unidades previstas para o bimestre março/abril correspondia a 7200 unidades. De acordo com a previsão, o número de unidades a serem vendidas de janeiro até maio era igual a

A 25500.
B 27500.
C 26000.
D 27000.
E 24000.

O aparecimento de elementos de linguagem poética, fantasiosa, no interior de um formato tipicamente jurídico reafirma

A a estrutura racional do texto, que apela à rigidez da lógica para prescrever modos estritos de comportamento.
B a ideologia política dominante no poder central brasileiro que, na época em que o poema foi publicado, defendia a imposição da autoridade sobre excessos da liberdade.
C o teor libertário do texto, como crítica ao autoritarismo da situação histórica em que o poema foi publicado.
D a necessidade de regulamentar as atividades culturais, a fim de que a arte não extrapole os limites da civilidade.
E o apelo do poema a um tom regional, a fim de chamar a atenção do poder federal para uma questão amazônica.

Leia os versos do poema “Os estatutos do homem”, de Thiago de Mello, para responder às questões 32 e 33. Artigo 12 Decreta-se que nada será obrigado nem proibido. Tudo será permitido, sobretudo brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. ( Estatutos do homem , 1986.) No poema, expressam uma regra geral e um exemplo dessa regra, respectivamente,

A “Decreta-se que nada será obrigado nem proibido” e “Tudo será permitido”.
B “Tudo será permitido” e “caminhar pelas tardes / com uma imensa begônia na lapela”.
C “caminhar pelas tardes” e “com uma imensa begônia na lapela”.
D “brincar com os rinocerontes” e “caminhar pelas tardes / com uma imensa begônia na lapela”.
E “Decreta-se que nada será obrigado” e “nem proibido”.
Texto associado
Considere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão. Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos. Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre. Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum. ( Indústria cultural: uma introdução , 2010.)

Segundo o texto, na Idade Média,

A algumas das atividades da aristocracia eram, ao mesmo tempo, parte de uma exigência social e fonte de satisfação pessoal.
B o trabalho produtivo exercido pela aristocracia constituía, ainda que se tratasse de exigência social, também uma fonte de prazer.
C o tempo dedicado ao trabalho pelas classes servis era, também, parte de seu tempo de diversão.
D o tempo dedicado ao prazer pelas classes servis estava limitado a horários reservados especificamente para esse fim.
E a separação entre os tempos dedicados ao prazer e ao trabalho era mais nítida do que é hoje.
Texto associado
Considere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão. Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos. Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre. Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum. ( Indústria cultural: uma introdução , 2010.)

“Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim” (1º parágrafo) No contexto em que se encontra, a locução sublinhada indica uma

A consequência.
B concessão.
C condição.
D explicação.
E causa.