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As formas farmacêuticas fornecem um meio para obtenção de doses exatas, de modo seguro e conveniente. Sobre as formas farmacêuticas, assinale a alternativa correta.

A As soluções são preparações líquidas de substâncias insolúveis ou instáveis no veículo desejado.
B As injeções permitem a colocação do fármaco diretamente na circulação sanguínea ou tecidos corporais.
C As suspensões ocultam o sabor amargo, salgado ou repugnante, bem como o odor do fármaco.
D As cápsulas protegem o fármaco da influência destrutiva do ácido gástrico após a administração oral.
E Os comprimidos mastigáveis protegem o fármaco da influência destrutiva do oxigênio da atmosfera e da umidade do ar.

A validação de metodologia analítica demonstra se o método utilizado é apropriado para a finalidade pretendida, ou seja, se a determinação qualitativa, semiquantitativa e/ou quantitativa de fármacos e outras substâncias em produtos farmacêuticos é confiável. Um farmacêutico obteve durante o processo de validação de metodologia analítica por espectrofotometria um coeficiente de correlação (r) de 0,97. Analisando apenas esse parâmetro, segundo a RE 899/2003, o farmacêutico deve

A confiar no método, pois o critério mínimo de aceitação do coeficiente de correlação (r) é 0,95.
B não confiar no método, pois o critério mínimo de aceitação do coeficiente de correlação (r) é 0,98.
C não confiar no método, pois o critério mínimo de aceitação do coeficiente de correlação (r) é 0,99.
D não confiar no método, pois o critério mínimo de aceitação do coeficiente de correlação (r) é 1,0.
E considerar validada a metodologia analítica proposta.

Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

________________ se caracterizam por possuírem propriedades básicas ou elementares, cuja comprovação não seja inicialmente necessária e não requeiram informações detalhadas quanto ao seu modo de usar e suas restrições de uso, como ___________________.

A Produtos de grau 2 / xampú anticaspa
B Produtos de grau 1 / perfume sólido
C Produtos oficinais / creme com ureia
D Produtos magistrais / xampú de cetoconazol
E Especialidades farmacêuticas / Inneov Nutri Care®

Nas indústrias químicas, farmacêuticas, alimentícias, refinarias, petroquímicas, laboratórios de análises clínicas, ambiental e forense, entre outras, frequentemente é necessário separar, isolar, purificar, identificar e quantificar os componentes de misturas, muitas vezes bastante complexas. A Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) é bastante utilizada na realização de separações e análises quantitativas de uma grande quantidade de compostos presentes em vários tipos de amostras, em escala de tempo de poucos minutos, com alta resolução, eficiência e sensibilidade. Sobre a CLAE, assinale a alternativa correta.

A A identificação e separação dos analitos é caracterizada pelo fator de retenção (Fr), que corresponde à razão entre a distância percorrida pelo analito e a distância percorrida pela fase móvel.
B As amostras são aplicadas nas cromatoplacas na forma de soluções, em solventes não voláteis.
C Em geral, os métodos químicos de revelação não são destrutivos, como a revelação com solução ácida de sulfato cérico ou com o reagente de Dragendorff.
D eficiência da coluna é medida em pratos teóricos (N). Quanto maior o número de pratos teóricos ou a altura equivalente a um prato (H), maior a sua eficiência.
E Na cromatografia em fase normal, a fase estacionária é mais apolar que a fase móvel, ao contrário da cromatografia em fase reversa.

Referente ao teste de irritação primária de pele pelo método de Draize, assinale a alternativa INCORRETA.

A A irritação primária de pele é medida por uma técnica de patch-test na pele tricotomizada de coelhos albinos, intacta e após a abrasão.
B Um mínimo de 06 coelhos são usados para cada condição de pele. A substância teste aplicada é de 0,5 mL para líquidos ou 0,5 g para sólidos.
C Os produtos semissólidos são dissolvidos em solventes adequados e aplicados na forma líquida no local do teste.
D A abrasão é um recurso adotado para aumentar o efeito que se espera de um agente irritante, fazendo com que a absorção percutânea passe a não ser um fator limitante.
E A região do corpo entre os membros é envolvida com material impermeável, por um período de 12 horas, a fim de manter a amostra aplicada no local. Depois desse período, são analisadas as reações resultantes.

As Boas Práticas de Fabricação (BPF) são a parte da Garantia da Qualidade que assegura que os produtos são consistentemente produzidos e controlados, com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido e requerido pelo registro. O cumprimento das BPF está dirigido primeiramente à diminuição dos riscos inerentes a qualquer produção farmacêutica os quais não podem ser detectados por meio da realização de ensaios nos produtos terminados. Qual é a legislação que regula as Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos (BPFM) na indústria farmacêutica?

A RDC nº 17, de 16 de abril de 2010.
B RDC nº 210, de 04 de fevereiro de 2003.
C RDC nº 67, de 08 de outubro de 2007.
D RDC nº 33, de 19 de abril de 2000.
E RDC nº 64, de 23 de fevereiro de 2016.

Sobre a titulometria em meio aquoso e não aquoso, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

I. Segundo Bronsted-Lowry, os ácidos são definidos como aceitadores de prótons e bases doadoras de prótons.
II. É possível medir a concentração de hidrogênio iônico em uma solução a partir de uma escala logarítmica inversa, que recebe o nome de potencial hidrogeniônico ou, simplesmente, escala de pH.
III. Por meio do cálculo de titulação, é possível descobrir a concentração do ácido em uma solução.
IV. Recomenda-se sempre adicionar o ácido concentrado sobre a água e nunca o contrário.
V. Os fármacos que não podem ser dosados em meio aquoso, por serem demasiadamente pouco básicos ou pouco ácidos, podem ser dosados em meio não aquoso.

A I, II, III, IV e V estão corretas.
B I, II, III, IV e V estão incorretas.
C Apenas I está incorreta.
D Apenas I, IV e V estão incorretas.
E Apenas IV e V estão incorretas.
Texto associado
Quem precisa da Barbie, tenha o corpo que tiver? –
Por Eliane Brum

Demorou só 57 anos para a Mattel “descobrir” que as mulheres reais do planeta têm cores e formas variadas. A notícia de que a Barbie ganharia mais três tipos de corpos foi comemorada como uma vitória da diversidade. Por décadas movimentos denunciaram a imposição de um único padrão de beleza. Mas só nos últimos anos, quando as vendas começaram a cair, a Mattel “sensibilizou-se” e reconheceu a multiplicidade das mulheres do mundo. Em 2015, a empresa já tinha iniciado a conversão da Barbie, lançando sua criação com novas tonalidades de pele, penteados e estruturas faciais, sem deixar de manter a “clássica”. Com a inclusão de novas formas, a boneca é lançada agora com sete tons de pele, quatro tipos de corpos, 22 cores de olhos e 24 estilos de cabelos diferentes, na linha que chama de “Fashionistas”. Quando a mudança é anunciada, a Mattel já povoou a Terra com uma superpopulação de suas criaturas loiras, altas e magras. E a cabeça das crianças com um modelo que vai muito além de um padrão de beleza. Barbie é aquela que ensina as meninas que se nasce para consumir. Já foram produzidas mais de 1 bilhão dessas replicantes, há mais Barbies no mundo do que europeus na Europa. Nenhuma delas é “apenas” uma boneca. Se a pressão dos protestos contra a Barbie e o crescente protagonismo das minorias na afirmação da diversidade conseguiu fazer as vendas do produto caírem a ponto de obrigar uma das maiores fabricantes de brinquedos a se mover, não é pequena essa conquista. Mas é também assustadoramente fascinante observar o capitalismo em ação.
A estratégia da Mattel, que parece estar obtendo considerável sucesso, é fazer a liberação dos corpos barbísticos vendendo a imagem de uma empresa afinada com o seu tempo, defensora das “diferenças” e até mesmo inovadora. Se conseguir, se transformará num case obrigatório em livros de marketing, em mais uma prova de que o capitalismo sempre pode contar com a adesão pela fé quando as pessoas são reduzidas a consumidores. Que modelo de mulher é a Barbie, que reinou por mais de meio século como um ideal feminino a ser atingido? Um que não existe. E não é que Barbie não exista por ser linda demais, inatingível para pobres mortais com seus genes imperfeitos, mas sim por ser bizarra demais, uma arquitetura que literalmente não para em pé. Segundo infográfico do Rehabs.com, graças a sua cinturinha, Barbie só teria espaço para acomodar metade de um rim e alguns centímetros de intestino. Como o pescoço é duas vezes maior do que o de uma mulher e 15 centímetros mais fino, ela não teria como manter a cabeça erguida. Andar, só de quatro. Se fosse uma mulher de carne e osso, Barbie seria uma anoréxica.
O que pode ser perturbador, porém, é a aceitação tácita de que precisamos de Barbies e outros produtos do gênero. De que não há brinquedos ou imaginação fora da indústria. De que é preciso consumir mercadorias do tipo – e de que a autonomia possível é influenciar aquilo que as corporações vendem, reduzindo toda intervenção ao papel de “consumidores conscientes”. Pode ser perturbador constatar que a insubordinação máxima seja não comprar porque não se reconhece. Mas, caso se reconheça no produto que chega às prateleiras, toda a cadeia simbólica e concreta implicada nesse ato está justificada? Será que se reconhecer num brinquedo é o suficiente para se sentir representado? É a naturalização que pode soar preocupante quando se testemunha ativistas comemorarem a “evolução” da Barbie, aceitando sua existência no quarto das meninas como fato consumado, presença imprescindível, já dada, sem questionar as engrenagens mais ocultas que levam a boneca até a vida das crianças.
Quem precisa da Barbie, afinal, tenha ela a forma, a cor e o cabelo que tiver? A pergunta parece ter silenciado. Quanto mais realista a boneca, menos imaginação precisa a criança. Sem esquecer que “realista” dá conta de uma realidade determinada, planejada e autorizada por uma equipe de profissionais do marketing. E não da realidade como experiência e conflito. Uma boneca serve justamente para se pensar a vida enquanto se brinca. E brincar não é imitar. Para que, então, serve uma Barbie e o seu “mundo mágico” onde #VocêPodeSerTudoQueQuiser? Para que serve uma Barbie, mesmo que seja a “Barbie da diversidade”?

Texto adaptado. Disponível em: < http://brasil.elpais.com/bra
sil/2016/02/01/opinion/1454337243_379959.html> Acesso em: 17 maio
2016.

Em relação à estratégia da Mattel, a autora, Eliane Brum,

A é irônica e questiona a estratégia de vendas da Mattel ao propor a inclusão e a diversidade nos modelos da boneca.
B aplaude a Mattel e vê nas ações da empresa a evolução da inclusão.
C questiona o fato das outras empresas não seguirem o caminho da Mattel. Afinal, todas as crianças precisam de um pouco de realidade e ilusão.
D considera a estratégia da empresa Mattel inovadora e fashionista em relação às outras empresas.
E denuncia a estratégia inicial da empresa Mattel pelo fato de impor um único padrão de beleza, mas defende a mudança realizada após 57 anos.