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As dispraxias e as disartrofonias são distúrbios da fala de origem neurológica. Estabelecer o diagnóstico diferencial entre eles é fundamental para a reabilitação adequada do paciente.

Nesse sentido, a disartrofonia caracteriza-se por

A alterações articulatórias da fala, de caráter transitório, de origem central ou periférica.
B imprecisão articulatória, monoaltura, monointensidade e velocidade lenta da fala.
C perda da capacidade de sequenciar os movimentos de produção espontânea de fonemas.
D piores alterações articulatórias nas consoantes iniciais, se comparadas a outras posições.
E bom desempenho na fala automática e prejuízo na produção da fala espontânea.

A fonoaudiologia colabora, de forma reconhecida, promovendo o equilíbrio miofuncional e estomatognático na reabilitação dos pacientes queimados.

A contribuição da fonoaudiologia para esses casos tem como característica a abordagem na fase

A aguda, antes do término do processo de formação do tecido de granulação.
B ambulatorial, aplicada ao tecido tegumentar resultante da queimadura, reduzindo retração cicatricial
C crítica, objetivando manipulação firme, aplicada de modo a atingir os músculos mais profundos
D de internação, direcionada para técnicas de massoterapia que objetivam alívio da dor
E pós-cirúrgica, com mobilização do tecido superficial, utilizando lubrificantes nas fricções.

As distorções de fonemas encontradas em todos os tipos de disartrofonias decorrem de alterações neuromusculares. Desse modo, a avaliação da fala no seu componente articulatório consiste em

A avaliar a fala espontânea e a fala dirigida, assim como automatismo e leitura em voz alta.
B analisar o discurso descritivo, com ênfase na sílaba e apropriação das pausas.
C solicitar a produção da fala dirigida por discurso descritivo, com ênfase na inteligibilidade.
D estabelecer tarefas de fala espontânea, com ênfase em velocidade e ritmo.
E observar a produção espontânea da fala, com ênfase na modificação dos parâmetros vocais.

Paciente do sexo masculino, 60 anos, trabalha há 25 anos como motorista de ônibus, com audiograma indicando perda auditiva neurossensorial de grau leve com entalhe em 4.000 Hz bilateral.

De acordo com o caso apresentado, a hipótese diagnóstica é

A Otosclerose estapediana ou clínica
B Neurinoma do acústico
C Trauma acústico
D Perda auditiva induzida pelo ruído
E Neuropatia auditiva
Texto associado
Considere o caso clínico apresentado abaixo para responder às questões de n os 57 e 58

Criança de 5 anos, muito gripada, foi ao otorrinolaringologista com queixa de dificuldade de escutar há alguns dias. Na avaliação clínica, foi observada secreção na orelha média.

Nesse caso, é provável que a audiometria apresente

A perda auditiva neurossensorial de grau severo a profundo
B perda auditiva neurossensorial de grau leve a moderado
C perda auditiva mista de grau moderado a severo.
D perda auditiva condutiva de grau leve a moderado.
E perda auditiva condutiva de grau profundo.

O gerador de padrão central (GPC) mastigatório apresenta dois componentes, sendo, respectivamente, o gerador de

A ritmo, localizado na formação reticular bulbar, e o de disparo, localizado no território dos núcleos supratrigemiais.
B ritmo, localizado no território dos núcleos da base, e de disparo, situados no núcleo do nervo trigêmeo.
C disparo cortical e o de ritmo, ambos localizados na cápsula interna.
D ritmo, situado na formação reticular, e o de disparo, situado no território dos núcleos corticais
E ritmo e o de disparo, ambos situados no córtex cerebelar e trato corticocerebelar

A classificação das disartrofonias é feita de acordo com a topografia da lesão e a característica da manifestação. A disartrofonia espástica é caracterizada pela

A presença de ataque vocal brusco e maior facilidade na articulação dos plosivos do que na dos fricativos.
B qualidade vocal soprosa, com possível aspereza por conta de hipertonia da musculatura laríngea.
C ocorrência de pausas inapropriadas, imprecisão de fonemas, sejam plosivos ou fricativos e flutuação de tônus.
D imprecisão articulatória das vogais, flutuação de tônus e mobilidade excessiva.
E predominância de hipernasalidade e dificuldade na produção das vogais.

250
500
1000
2000
3000
4000
6000
8000
OD
VA
55
60
65
70
75
100
100
100

VO

60
65
70
aus.
aus.

OE
VA
10
5
10
10
15
15
10
10

VO

5
10
10
15
15

Baseando-se no audiograma acima, verifica-se que é necessário fazer uso do mascaramento na pesquisa dos limiares da via aérea porque

A não existe diferença entre os limiares da via aérea e da via óssea na orelha direita.
B a diferença entre os limiares tonais das duas vias áreas, assim como o da via aérea direita e o da via óssea esquerda, excede os valores de atenuação interaural.
C a diferença entre os limiares tonais das duas vias áreas, assim como o da via aérea direita e o da via óssea esquerda, não excede os valores de atenuação interaura
D sempre há necessidade de pesquisar a via aérea.
E sempre é mascarada a via aérea quando se pesquisa a via óssea.

O fonoaudiólogo está cada vez mais presente nas maternidades, atuando tanto nas UTIs neonatais (1a etapa) e nas unidades de cuidados intermediários Canguru (2a etapa), como nos ambulatórios de acompanhamento (3a etapa).

Na 1a etapa, é muito comum o recém-nascido apresentar algumas dificuldades, como problema na dinâmica da ordenha, decorrentes de:

A boca pequena; retração mandibular exacerbada; micrognatia; pré-maxila projetada; frêmulo da língua curto
B reflexos orais incoordenados, exacerbados ou incompletos; padrão mordedor; língua posteriorizada e/ou com ausência e diminuição do canolamento no movimento de sucção
C boca com pouca abertura durante o reflexo de procura; retração labial; ausência ou dificuldade de sustentação da pega correta
D mamas gigantes; mamilos pouco protrusos; mamas com cirurgias plásticas redutoras e próteses de silicone
E bebês muito sonolentos, com tempo de atenção diminuída; bebês excessivamente excitados (estressados), com dificuldades para se acalmarem sozinhos na mamada

Crianças com dificuldades de aprendizagem escolar, sem outras alterações, devem ser encaminhadas para a realização de

A análise computadorizada da fala
B potencial evocado auditivo de tronco encefálico
C avaliação de processamento auditivo central
D vectoeletronistagmografia
E emissão otoacústica