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Ao observar a natureza das fontes das matérias jornalísticas, o professor Nilson Lage propôs classificá-las em oficiais, oficiosas e independentes. Sobre essa classificação, analise as afirmativas a seguir.

I. As fontes independentes são consideradas as mais confiáveis e é comum não serem mencionadas, pois os dados que propõem são tomados a priori como verdadeiros.

II. A expressão fontes oficiosas foi banalizada pelo jornalismo estadunidense, aplicando-a, quando a fonte (que não quer ser mencionada) são organizações não governamentais (ONGs), chamadas nos EUA, de sem fins lucrativos.

III. Fontes oficiais são mantidas pelo Estado; por instituições que preservam algum poder de Estado, como as juntas comerciais e os cartórios de ofício; por empresas e organizações, como sindicatos e associações. Está correto o que se afirma em

A I, apenas.
B II, apenas.
C III, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

Quanto às circunstâncias de realização de entrevistas jornalísticas, elas podem ser classificadas em: ocasionais, coletivas, confrontos ou dialogais. Sobre elas, é correto afirmar que

A nas entrevistas dialogais, o repórter assume o papel de inquisidor, contra-argumentando o entrevistado, com veemência e com base em dados documentais.
B nas entrevistas ocasionais, o comando dos assuntos questionados fica com o entrevistado ou com um de seus assessores que se encarrega de entregar o briefing ao repórter.
C nas entrevistas dialogais, o entrevistado é submetido a perguntas de vários repórteres, que representam diferentes veículos, em ambiente de maior ou menor formalidade.
D as entrevistas coletivas não são pré-agendadas nem programadas e o entrevistado desconhece sobre qual assunto será questionado.
E nas entrevistas dialogais, entrevistador e entrevistado constroem o tom de sua conversa, que evolui a partir de questões colocadas pelo primeiro e permite aprofundamento dos pontos abordados.

Leia o texto a seguir sobre as rotinas de uma assessoria de comunicação nos anos 1990. Quando algo negativo acontecia - casos como acidentes de trabalho ou suposto envolvimento de donos ou executivos em ilegalidades -, respondia-se algo evasivo e apenas se houvesse o “vazamento” da informação ou se algum repórter descobrisse. Pensar em tomar a iniciativa para comunicar à opinião pública não era algo que passava pela cabeça da maioria dos executivos e seus assessores. (CECATO, Valdete, 2011) Hoje, a passividade dos executivos e de seus assessores de comunicação em situações de crise

A permanece adequada, pois “o silêncio é de ouro” e informações negativas para empresa raramente chegam até os veículos de mídia;
B seria considerada “Old School”, na medida em que, hoje, é preciso garantir visibilidade midiática para os clientes, especialmente “plantando” notícias negativas sobre eles;
C segue válida, pois os veículos de comunicação não se ocupam mais dos vazamentos de informação nem questionam o comportamento das empresas;
D seria prudente, pois espera-se que justificativas evasivas sejam dadas espontaneamente pelos stakeholders nas redes sociais digitais para defender os valores da empresa;
E poderia ser vista quase como um “suicídio corporativo”, visto que há cada vez mais meios para fiscalizar, questionar e opinar sobre produtos, marcas e comportamento empresarial.

Pesquisadores organizam a história do webjornalismo em fases. Segundo Mielniczuk

( 2003 ), as duas primeiras foram: 1. Transposição e 2. Metáfora. A segunda se diferencia da primeira, pois

A aposta nas cópias para a web do conteúdo de jornais existentes no papel sem explorar as potencialidades da rede.
B começa a usar links com chamadas para notícias de fatos que acontecem no período entre as edições impressas.
C surgem veículos multimídia integralmente pensados para o ambiente digital.
D abandona o jornalismo factual e dedica o espaço ilimitado do ambiente digital ao jornalismo literário.
E as bases de dados passam a ser estruturantes para a construção de um jornalismo convergente.

Leia o lead abaixo: Lucas Malasuerte, de 47 anos, era, a despeito do nome, um sujeito feliz: casado, com dois filhos, casa própria e um bom emprego como ferramenteiro em São José dos Campos, São Paulo. Em janeiro passado, perdeu o emprego; em março, a mulher o deixou, levando os filhos; vendeu a casa em maio, para pagar dívidas. Ontem, Lucas escreveu um bilhete de despedida, enfiou um revólver na boca e se matou, em frente ao guichê do Sine, a agência de empregos do Ministério do Trabalho . (LAGE, 2015) Esse tipo de estrutura textual que, nas palavras do autor, “é como um pequeno conto de poucas linhas” é o lead

A resumo.
B flash.
C narrativo.
D secundário.
E clássico.

A comunicação jornalística é, por definição, referencial, isto é, fala de algo no mundo, exterior ao emissor, ao receptor e ao processo de comunicação em si. Isso impõe o uso quase obrigatório da terceira pessoa. As exceções – uso em primeira pessoa – são encontradas em poucos textos jornalísticos, tais como:

A Notícia e matéria.
B Nota e reportagem.
C Artigo científico e charge.
D Reportagem-testemunho e crônica.

O lide é uma palavra aportuguesada do inglês lead , que significa conduzir, liderar. (MARTINS, 1997.) De acordo com as funções e características do lide na redação jornalística, assinale a alternativa INCORRETA.

A Deve ter objetividade, concisão e precisão, restringindo-se em expor, com clareza, o tema do fato noticiado.
B É usado no Jornalismo para resumir a função do primeiro parágrafo, que é introduzir o leitor ao texto e prender a sua atenção.
C É a abertura da matéria, que deve incluir, em duas ou três frases, as informações essenciais que transmitam ao leitor um resumo completo do fato.
D Precisa ser objetivo, completo, simples e, de preferência, na ordem direta, respondendo às questões fundamentais do jornalismo: o que, quem, quando, onde, como e por quê.

Sobre a relação do assessor de imprensa e o gestor de uma instituição assessorada, em entrevistas com veículos de comunicação, analise as afirmativas a seguir.

I. O assessor é o responsável pelos contatos e a organização de todos os detalhes para a realização de entrevistas com a imprensa, mas, na hora de responder às questões dos repórteres, é o assessorado quem deve ter autonomia e iniciativa para atender os jornalistas, mesmo diante de perguntas mais embaraçosas.

II. O assessorado deve ir para a entrevista com um discurso preparado. Deve fazer notas breves, que sirvam como um roteiro, para auxiliá-lo na condução das respostas. A entrevista deve ter um tom de declamação, para persuadir a imprensa.

III. O jornalista de A.

I. (Assessoria de Imprensa) deve instruir seu assessorado sobre como tratar a imprensa e como se portar durante as entrevistas. As orientações devem incluir desde normas de procedimento moral até dicas de como se comportar diante de um microfone.

IV. Nas entrevistas coletivas, nunca é indicada a distribuição de brindes para os jornalistas, já que podem se sentir comprados e isso influenciar negativamente na divulgação das informações. Estão corretas as afirmativas

A I, II, III e IV.
B I e III, apenas.
C I e IV, apenas.
D I, III e IV, apenas.

Webwriting é o conjunto de técnicas que auxiliam na distribuição de conteúdo informativo em ambientes digitais. Sobre as características de webwriting , assinale a alternativa correta.

A Um título que traga a palavra-chave e um texto que inclua o aspecto principal do conteúdo, de forma sensacionalista, são critérios de atratividade indicados na chamada webwriting.
B Jakob Nielsen, Crawford Kilian, Amy Gahrane e Jonathan Price são referências em estudos sobre webwriting , que tiveram seus primeiros trabalhos sobre o tema publicados em 2007.
C O termo webwriting pode ser corretamente substituído por jornalismo online ou redação online , pois suas ações se restringem às técnicas de texto e redação de notícias para os meios digitais.
D O advento da tecnologia permitiu que o conteúdo informacional convergisse para as plataformas digitais, possibilitando o acesso em diversos suportes e criando uma redação própria para a mídia digital.