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Um jornalista deve redigir uma notícia, sobre uma premiação, a ser publicada no site de uma instituição. Nesta notícia, é necessário colocar o link para o site de outra empresa. A forma correta de inserir esse link na notícia é

A redigir o endereço do site dentro do texto, com link , e fazer o comando para abrir em outra janela, assim não se perde o internauta e não se atrapalha a leitura.
B redigir o endereço do site sem link para evitar perder o internauta para outros sites.
C redigir o endereço do site , com link . Os internautas estão acostumados com a navegação em hipertexto e não há o risco deles se dispersarem na navegação.
D direcionar o internauta para as redes sociais e nelas inserir o link para o site da outra empresa.
E inserir no rodapé dos textos os links externos e as redes sociais. Essa forma não atrapalha a leitura do internauta

O Manual de Redação da Presidência da República regula, dentro da Administração pública brasileira, a formatação do texto em redação do tipo

A jornalística.
B oficial.
C instrumental.
D científica.
E publicitária.

Considere as afirmativas abaixo:

I. O jornalismo regional, em geral, aborda assuntos que afetam diretamente a vida das populações em seu local de moradia e na vida cotidiana. A mídia local se ancora na informação gerada dentro do território de pertença e de identidade em uma dada localidade ou região.
II. Os canais de uso gratuito na tevê a cabo – canais universitários, legislativos e educativo-culturais − e as rádios, os jornais e as tevês comunitárias são outros exemplos de jornalismo regional.
III. Não é comum existir a tendência de a mídia local reproduzir a grande-imprensa, ao imitar o estilo de tratamento da informação ou dedicar amplos espaços para notícias nacionais e internacionais, às vezes por exigência das matrizes, como no caso das redes de televisão.
IV. Pressupõe-se que o jornalismo local seja aquele que retrate a realidade regional ou local, trabalhando a informação de proximidade. Um instrumento bastante usado em cidades do interior são os press releases emitidos pelas assessorias de comunicação dos poderes executivo e legislativo, principalmente, mas também de instituições privadas.
(Textos adaptados de: PERUZZO, Cicilia M. Krohling. Mídia regional e local: aspectos conceituais e tendências. In: Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo, SP: Póscom-Umesp, a. 26, n. 43, p. 67-84, 1 o sem. 2005)

Está correto o que se afirma APENAS em

A III e IV.
B I, III e IV.
C II e III.
D I, II e IV.
E I e II.
Texto associado
Insignificâncias indomáveis
Carla Dias
Eu tenho medo de lagartixa e de atravessar rua quando o sinal está vermelho, ainda que não haja carros por perto. Meu medo é um algo estupendo, com suas pequenas armadilhas. Faz com que eu tema a alegria, enquanto me preencho de coragem ao lidar com desesperos indeléveis.
Eu tenho medo de errar a palavra, de sair a outra, a mais torta, a menos a ver com o que eu, de fato, gostaria de dizer. E ainda tem o tom... sou desprovida de talento, quando dele depende o tudo do momento. Aquela coisa de a voz sair rascante, de se entregar à possibilidade de se aventurar no impossível, envergonhando-se dessa ousadia no segundo seguinte.
Envergonhamento feroz é este.
(...)
Tenho medo reverberante de nunca chegar. Não a um lugar, a um destino. Falo sobre chegar ao ser invadida pelo pertencimento. Zerar a ansiedade desconcertante de não ter sido escolhida pela sensação plena de estar onde, tornar-se quem.
Há quem diga que meus medos são banalidades travestidas de tragédias. Há os que não suportam meus dramas, de tão ridículos os tantos lhes parecem. Contudo, tenho certa dificuldade em compreender a irrelevância de se sentir deslocada no tempo e no espaço, desprovida de identidade, além daquela criada para atender à necessidade de tocar a vida, sem direito a toque que não seja o de recolher-se na própria impotência de provocar o movimento.
Estagnar-se em conluio com um adiantamento robusto de arrependimentos.
Meus dramas, essas insignificâncias indomáveis, embebidas em esperança desmilinguida de, dia desses, a vida me oferecer e entregar o oferecido.
Que susto será!
Que prazer de curar azedumes!
Que loucura eficaz!
Reviravoltas constantes me deixam com desejo aguçado de parar à porta da insanidade, para observar obsoletos santos sendo pessoas em busca de pessoas para conversar sobre seus desvios de conduta, ao se proclamarem heróis, enquanto comentem suas covardias e benevolências.
Falar mal, fazer bem, desacreditar para então identificar o que vale a pena.
Amar... odiar... amar odiar. Odiar a mando do tempo perdido com o vazio.
Mas que o ser humano é de uma incoerência que encanta, enquanto aflige.
(...)
A mente tem seus truques, e como ótima equilibrista de absurdos que é, acontece de ela projetar na nossa história uma proteção que acaba por se mostrar precipício. Então, há vezes em que ela se desapega de nós, inventando uma realidade alternativa na qual nos enveredarmos, feito o filme que assisti, sobre a mente de um homem mudando todo o enredo do ocorrido, a fim de protegê-lo do impossível que ele acabara de cometer.
Sim, ela também comete benevolência, improváveis realizações, descobertas necessárias.
Sim, ela tem seu lado sórdido.
A mente me mete medo. Ainda assim, é ela que mais me fascina. Não a minha, que dela eu nunca vou saber ao certo. A tal vai seguir os seus delírios e, talvez, eu nem me dê conta da existência deles ou venha a saber quais provocações eles lideraram.
A do outro...
A mente que para mim é mistério, que me provoca a curiosidade sobre o que não sou ou penso. Sobre as versões do que conheço. Basta um espaço que a mente injeta na certeza para se construir aquela pausa onde moram frágeis pontes que conectam improváveis, porém compatíveis buscas.
Tenho medo de viver busca que é tempo perdido disfarçado de exuberante conquista. É ali, no limiar das suas agonias, que eu me esparramo. Meu corpo vibra buscas e medos e perdas e fantasias.
Minha mente diz que não tenho saída.
Permaneço.
Meu sentimento diz que minha mente mente.
Fujo.
Meu medo, ah, meu medo...
Ele me coloca cara a cara com a vida.
Vivo.
Adaptado de: . Acesso em: 17 nov. 2019.

Assinale a alternativa correta em relação à figura de linguagem presente no trecho “Meu corpo vibra buscas e medos e perdas e fantasias.”.

A Há uma metáfora, pois atribui-se a ação de vibrar ao corpo.
B Ocorre um polissíndeto, devido à repetição da conjunção “e”.
C Ocorre um caso de metonímia, haja vista que a palavra “fantasias” foi usada fora de seu contexto semântico comum.
D Há uma assonância, já que o som de “s” está presente em palavras seguidas: “buscas”, “medos”, “perdas”, “fantasias”.

Pompeu de Souza foi o jornalista que trouxe para o Brasil um conceito, já muito utilizado pela imprensa norte-americana, que prometia revolucionar as redações e trazer objetividade ao jornalismo brasileiro: o lead . Qual é a função do lead no relato?

A Apontar a singularidade da história, deixando-a o mais compacta possível. O lead deve ser um resumo de todo o relato.
B Resumir a história a ponto de o leitor não ter o desejo de ler o restante da matéria.
C Relatar o fato de forma cronológica para que o leitor entenda melhor o acontecimento.
D Informar o que se sabe de mais novo sobre um acontecimento e deixar para explicar o contexto em que ocorreu o evento nos demais parágrafos.

O release é apontado por diversos autores como o símbolo máximo da assessoria de imprensa. Em relação ao release, assinale a alternativa correta.

A O release deve ser criativo e original, podendo, para convencer o jornalista a publicá-lo, não ligar para a estrutura formal da notícia, até porque cabe ao jornalista transformá-lo em um texto publicável.
B Um release deve conter as informações importantes de forma resumida, parecendo com um folder de propaganda, com o objetivo de facilitar a leitura do jornalista.
C Um bom release deve conter um bom gancho, mas sem se preocupar com datas ou locais, de forma a tornar o assunto tratado mais universal e imparcial.
D No primeiro parágrafo, o release deve conter as informações que conduzem ao lead clássico, respondendo às perguntas básicas que direcionam um texto informativo.

Atualmente, as instituições têm consciência do poder da comunicação e da necessidade de se produzir notícias para a imprensa, promovendo os assuntos institucionais a acontecimentos públicos. Uma das estratégias para emplacar um assunto, acontecimento ou problemática na mídia é o uso do newspeg . O que é newspeg?

A É o que os jornalistas chamam de gancho. Ocorre quando a assessoria de imprensa utiliza qualquer acontecimento atual (como datas comemorativas) para legitimar a noticiabilidade de outro assunto, acontecimento ou problemática que pretende divulgar.
B É o envio constante de notícias por e-mail. Ocorre quando a assessoria de imprensa envia releases para todo o seu mailing. Para isso, é preciso diariamente produzir releases com assuntos que possam gerar interesse nos jornalistas para que ocorra a divulgação dos temas de interesse de uma determinada instituição.
C É quando uma assessoria de imprensa, para emplacar uma determinada notícia em um jornal, oferece algum assunto com exclusividade para um veículo de comunicação. Essa estratégia é extremamente eficiente, pois a possibilidade do furo aumenta as chances de publicação de uma notícia institucional.
D É a estratégia que mais exige criatividade dos assessores de imprensa, os quais precisam sempre enviar um fato novo para os jornalistas. O envio de notícias repetidas ou requentadas, sem atender ao critério da novidade, torna os releases maçantes e impublicáveis.

Sobre os tipos de veículos empresariais, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O informativo se apresenta na forma de notas e notícias curtas, privilegiando a informação imediata.
( ) A newsletter tem as mesmas características do informativo, mas não tem um tema específico.
( ) A revista, por circular em intervalos maiores de tempo, pode publicar notícias frias e defasadas.

A V – F – F.
B V – V – F.
C F – F – F.
D F – V – V.

Não há dúvidas de que a imagem é o patrimônio mais valioso de qualquer corporação e a responsável pela construção dessa imagem corporativa é a comunicação. Com base nessa premissa, assinale a alternativa INCORRETA.

A A comunicação interna é uma das estratégias de comunicação para a imagem corporativa e tem como objetivo gerar um comprometimento maior dos seus colaboradores, além de aumentar a produtividade e os índices de qualidade de qualquer empresa.
B A assessoria de imprensa é responsável pela divulgação e pelo relacionamento de uma corporação com a mídia e se trata de uma função legítima, uma vez que a difusão das ideias de uma empresa (seja levando ao conhecimento do público o trabalho desenvolvido ou o serviço oferecido, seja exercendo, quando necessário, sua defesa) é um direito inerente da democracia.
C Com sentido semelhante ao de imagem, identidade é um conceito utilizado na área da administração. No entanto o reconhecimento de uma determinada imagem empresarial não implica relação nem conflitos ou negociações estabelecidas entre a sua estrutura produtiva, os recursos humanos da organização e o cenário que os envolve.
D Uma das áreas estratégicas para o monitoramento da imagem corporativa é o atendimento eficiente, mas desde que seja compreendido simultaneamente como forma de pesquisa e como gestão de informação. Isso porque os dados coletados dos clientes, quando cruzados e analisados da maneira correta, dão informações importantes sobre o comportamento do consumidor e ajudam as empresas a enfrentar a concorrência.
Texto associado
Insignificâncias indomáveis
Carla Dias
Eu tenho medo de lagartixa e de atravessar rua quando o sinal está vermelho, ainda que não haja carros por perto. Meu medo é um algo estupendo, com suas pequenas armadilhas. Faz com que eu tema a alegria, enquanto me preencho de coragem ao lidar com desesperos indeléveis.
Eu tenho medo de errar a palavra, de sair a outra, a mais torta, a menos a ver com o que eu, de fato, gostaria de dizer. E ainda tem o tom... sou desprovida de talento, quando dele depende o tudo do momento. Aquela coisa de a voz sair rascante, de se entregar à possibilidade de se aventurar no impossível, envergonhando-se dessa ousadia no segundo seguinte.
Envergonhamento feroz é este.
(...)
Tenho medo reverberante de nunca chegar. Não a um lugar, a um destino. Falo sobre chegar ao ser invadida pelo pertencimento. Zerar a ansiedade desconcertante de não ter sido escolhida pela sensação plena de estar onde, tornar-se quem.
Há quem diga que meus medos são banalidades travestidas de tragédias. Há os que não suportam meus dramas, de tão ridículos os tantos lhes parecem. Contudo, tenho certa dificuldade em compreender a irrelevância de se sentir deslocada no tempo e no espaço, desprovida de identidade, além daquela criada para atender à necessidade de tocar a vida, sem direito a toque que não seja o de recolher-se na própria impotência de provocar o movimento.
Estagnar-se em conluio com um adiantamento robusto de arrependimentos.
Meus dramas, essas insignificâncias indomáveis, embebidas em esperança desmilinguida de, dia desses, a vida me oferecer e entregar o oferecido.
Que susto será!
Que prazer de curar azedumes!
Que loucura eficaz!
Reviravoltas constantes me deixam com desejo aguçado de parar à porta da insanidade, para observar obsoletos santos sendo pessoas em busca de pessoas para conversar sobre seus desvios de conduta, ao se proclamarem heróis, enquanto comentem suas covardias e benevolências.
Falar mal, fazer bem, desacreditar para então identificar o que vale a pena.
Amar... odiar... amar odiar. Odiar a mando do tempo perdido com o vazio.
Mas que o ser humano é de uma incoerência que encanta, enquanto aflige.
(...)
A mente tem seus truques, e como ótima equilibrista de absurdos que é, acontece de ela projetar na nossa história uma proteção que acaba por se mostrar precipício. Então, há vezes em que ela se desapega de nós, inventando uma realidade alternativa na qual nos enveredarmos, feito o filme que assisti, sobre a mente de um homem mudando todo o enredo do ocorrido, a fim de protegê-lo do impossível que ele acabara de cometer.
Sim, ela também comete benevolência, improváveis realizações, descobertas necessárias.
Sim, ela tem seu lado sórdido.
A mente me mete medo. Ainda assim, é ela que mais me fascina. Não a minha, que dela eu nunca vou saber ao certo. A tal vai seguir os seus delírios e, talvez, eu nem me dê conta da existência deles ou venha a saber quais provocações eles lideraram.
A do outro...
A mente que para mim é mistério, que me provoca a curiosidade sobre o que não sou ou penso. Sobre as versões do que conheço. Basta um espaço que a mente injeta na certeza para se construir aquela pausa onde moram frágeis pontes que conectam improváveis, porém compatíveis buscas.
Tenho medo de viver busca que é tempo perdido disfarçado de exuberante conquista. É ali, no limiar das suas agonias, que eu me esparramo. Meu corpo vibra buscas e medos e perdas e fantasias.
Minha mente diz que não tenho saída.
Permaneço.
Meu sentimento diz que minha mente mente.
Fujo.
Meu medo, ah, meu medo...
Ele me coloca cara a cara com a vida.
Vivo.
Adaptado de: . Acesso em: 17 nov. 2019.

Ao analisar o fim do texto “Minha mente diz que não tenho saída. Permaneço. Meu sentimento diz que minha mente mente. Fujo. Meu medo, ah, meu medo... Ele me coloca cara a cara com a vida. Vivo.”, pode-se afirmar que

A o narrador compreende que sentir medo faz parte da vida.
B a mente contraria o desejo do narrador, que mente para si mesmo.
C a mente é capaz de dominar o sentimento.
D o medo faz o narrador fugir de tudo.