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Para a realização de trombólise química no infarto agudo do miocárdio, NÃO é uma contraindicação absoluta:

A Sangramento intracraniano.
B Acidente vascular isquêmico, nos últimos 3 meses.
C Neoplasia no sistema nervoso central.
D Gravidez.
E Qualquer lesão cerebral vascular conhecida.

Paciente de 48 anos, cirrótico por álcool, abstêmio há 8 meses, admitido no pronto-socorro com quadro de aumento do volume abdominal há 3 meses. Refere ainda dor abdominal e febre não aferida. Nega episódios prévios de icterícia, hemorragia digestiva ou encefalopatia hepática. Encontra-se estável hemodinamicamente com ascite tensa ao exame abdominal. O padrão de líquido ascítico mais provável de ser encontrado é:

A Celularidade 2.400 leucócitos/mm 3 , neutrófilos 40%, proteínas totais 1,8 g/dL, DHL 105 μm/mL, glicose 90 mg/dL.
B Celularidade 1.500 leucócitos/mm 3 , linfócitos 60%, proteínas totais 4,0 g/dL, DHL 305 μm/mL, glicose 40 mg/dL.
C Celularidade 300 leucócitos/mm 3 , neutrófilos 30%, proteínas totais 1,5 g/dL, DHL μm/mL, glicose 105 mg/dL.
D Celularidade 800 leucócitos/mm 3 , linfócitos 50%, proteínas totais 2,8 g/dL, DHL 210 μm/mL, glicose 90 mg/dL.
E Celularidade 50 leucócitos/mm 3 , neutrófilos 5%, proteínas totais 1,0 g/dL, DHL 40 μm/ml, glicose 90 mg/dL.

Paciente de 77 anos, sexo masculino, vem em consulta por sintomas de dispneia aos moderados esforços e fadiga nos últimos meses. Acreditava que os sintomas estavam relacionados à depressão, porém, há 1 semana, notou alteração da coloração urinária e apresentou calafrios. Ao exame físico, se encontrava ictérico +/IV+, apresentava baço aumentado e livedo reticular em MMII. Exames laboratoriais evidenciam anemia com Hb: 10 mg/dL, aumento de bilirrubina indireta, aumento de DHL e haptoglobina reduzida. Coombs direto é positivo. O exame diagnóstico mais acurado no caso em questão é:

A Coombs indireto.
B Biópsia de medula óssea.
C Ferritina e capacidade total de ligação ao ferro.
D Dosagem de crioaglutininas.
E Sorologia para Mycoplasma.

Paciente de 60 anos, sexo feminino, traz exames complementares, abaixo, em consulta ambulatorial:

Hb:
12,5 mg/dL
Leuco:
6.400 mil/mm 3
Plq:
140.000/mm 3
AST:
90 U/L
ALT:
110 U/L
FA:
420 U/L
GGT:
370 U/L
BT:
1,7 mg/dL
BD:
1,2 mg/dL
Proteínas totais:
8,5 g/dL
Albumina:
3,5 g/dL
FAN reagente 1:
1240 padrão citoplasmático
IgM:
3.500 g/dL, IgG, 850 g/dL
Antimitocôndria:
reagente
Antimúsculo liso:
1:40 vaso e túbulo
Anti-LKM:
não reagente

A medicação que está relacionada ao aumento de sobrevida é:

A Vitamina E.
B Azatioprina.
C Prednisona.
D Ácido ursodesoxicólico.
E Ciprofibrato.

Paciente de 55 anos, sexo feminino e obesa, no décimo dia pós-operatório de cirurgia de Wertheim-Meigs para tratamento de neoplasia de endométrio. Apresenta taquidispneia de início súbito, dando entrada no PS com PA de 160 x 90 mmHg, FC 120 bpm, SpO 2 88% com O 2 a 3L/min. Radiografia simples de tórax sem alterações. O ECG apresentava o seguinte traçado:
Diante dos dados apresentados, o diagnóstico mais provável é de

A edema agudo de pulmão hipertensivo.
B tromboembolismo pulmonar.
C taquicardia supraventricular paroxística.
D taquicardia atrial multifocal.
E infecção de sítio cirúrgico.

O sr. José, de 70 anos de idade, chega à emergência com quadro de melena e lipotímia. A esposa relata que o paciente teve uma síndrome coronariana aguda há pouco mais de um ano, e o cateterismo realizado à época mostrou lesão tratável em artéria circunflexa, tendo sido instalado stent farmacológico. Ela relata, ainda, que o sr. José fazia dupla anti-agregação até pouco tempo, mas há um mês só utiliza AAS 81 mg como antiplaquetário. Segundo a acompanhante, o paciente se manteve assintomático do ponto de vista cardiovascular nesse último ano e não utiliza nenhum inibidor de bomba de próton (IBP). É solicitada uma endoscopia digestiva alta que revela uma úlcera antral com um vaso visível que não tinha sangramento ativo no momento do exame e foi tratado endoscopicamente por clipagem do vaso. A biópsia não mostrou presença de H. pylori . Além de iniciar um IBP, qual é a melhor recomendação para o caso?

A Suspender AAS definitivamente.
B Reiniciar AAS em 4 a 6 semanas.
C Reiniciar AAS em 1 semana.
D Reiniciar AAS + clopidogrel em 1 semana.
E Substituir AAS por Clopidogrel, a ser iniciado em 4 semanas.

Para paciente assintomático, com teste sorológico positivo para H. pylori e história de tratamento prévio para doença ulcerosa péptica com H. pylori positivo, a conduta correta, nessa situação, é

A realizar endoscopia digestiva alta com biópsia para confirmar a persistência da infecção pelo H. pylori.
B confirmar a persistência ou recorrência do H. pylori de forma não invasiva por meio da pesquisa de antígenos fecais ou teste respiratório com ureia marcada.
C realizar novo tratamento associando metronidazol ao esquema e substituindo omeprazol por lansoprazol, em dose dobrada.
D realizar novo tratamento com a combinação de omeprazol em dose dobrada, tetraciclina, bismuto e amoxicilina.
E repetir o sorológico devido à possibilidade de falso positivo.

O novo Código de Ética Médica, publicado em 2019, estabelece em seu artigo 22 que é vedado ao médico “deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte.” . Sobre o consentimento informado, é correto afirmar que

A é uma prática muito recente no exercício da medicina, estando completamente ausente na história da medicina até as últimas décadas do século XX.
B é uma prática cada vez menos utilizada no exercício da medicina, justificando, portanto, que seja explicitamente apresentada no Código de Ética Médica.
C é uma obrigação ética e legal para cirurgiões desde o século XVIII, inclusive com registro de julgamentos em tribunais devido à ausência de consentimento pelo paciente.
D é uma obrigação ética e legal dos médicos desde a época de Platão.
E é desnecessária a sua presença no Código de Ética Médica, tendo em vista que qualquer médico atualmente já aplica integralmente o consentimento em sua prática.