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Em relação aos nódulos hepáticos, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Lesão menor de 3 cm, em fígado normal, se na ultrassonografia for descrita como: homogeneamente hiperecogênica, margem nítida, realce posterior e ausência de sinal de halo, o exame é suficiente para definir tal lesão como hemangioma.
( ) Hiperplasia nodular focal não requer seguimento, a não ser que haja doença vascular hepática subjacente.
( ) Na presença de adenoma, os pacientes devem ser orientados a mudanças de estilo de vida para emagrecimento.
( ) Lesões sugestivas de hepatocarcinoma, em pacientes cirróticos, com captação arterial de contraste seguida de washout nas fases portal e tardia, necessitam de biópsia hepática para confirmação.

A V – V – V – F.
B F – V – F – V.
C F – F – F – F.
D V – F – V – F.
E F – V – V – V.

A respeito das hepatites virais, é correto afirmar que

A pacientes portadores de hepatite C crônica, sem tratamento prévio, necessitam de genotipagem para escolha do tratamento.
B a hepatite A apresenta transmissão fecal-oral e tem vacinação para todas as faixas etárias na rede pública de saúde.
C paciente com anti-HBc total positivo, HBsAg e anti-HBs negativo, com alteração de transaminases sem outras causas, deve ser testado para hepatite B oculta com carga viral.
D pacientes com transmissão vertical de hepatite B devem ter tratamento crônico desde os 10 anos de idade, independentemente de carga viral ou transaminases.
E a hepatite D é uma hepatite com chance de cronificação nos pacientes com hepatite B crônica, devendo ser testada em pacientes imigrados do sudeste asiático, mas não nos brasileiros, por não termos transmissão local.

A respeito de doenças inflamatórias intestinais, assinale a alternativa correta.

A No diagnóstico de doença de Crohn, recomenda-se a realização de enterografia, de preferência por ressonância em detrimento da tomografia, por apresentar melhor performance diagnóstica.
B Avaliação de anemia, status nutricional, imunização e marcadores inflamatórios fazem parte dos pacientes graves ao diagnóstico e dos demais pacientes no seguimento.
C Pacientes com retocolite ulcerativa, fenótipo de proctite, com remissão clínica, endoscópica e histológica, não requerem rastreio de neoplasia colorretal diferenciado.
D Os imunobiológicos disponíveis para tratamento de doença inflamatória intestinal apresentam o mesmo perfil de segurança.
E SES-CD, Rutgeerts, Mayo e CDEIS são escores endoscópicos utilizados na doença de Crohn.

Em relação aos cistos pancreáticos relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Neoplasia cística mucinosa.
2. Cistoadenoma seroso.
3. Neoplasia neuroendócrina cística.
4. Neoplasia ucinosa papilar intraductal.
5. Pseudocisto pancreático.

( ) Amilase do líquido cístico menor de 250 U/l exclui a sua etiologia com especificidade de 98%.
( ) Produtora de mucina e estroma tipo ovárico.
( ) Normalmente apresenta comunicação com os ductos pancreáticos, principal ou secundário.
( ) Benigno, com taxa de malignização inferior a 1%.
( ) Pode estar associada à neoplasia endócrina múltipla tipo 1.

A 1 – 2 – 3 – 4 – 5.
B 2 – 1 – 4 – 5 – 3.
C 5 – 4 – 3 – 2 – 1.
D 5 – 1 – 4 – 2 – 3.
E 2 – 3 – 5 – 4 – 1.

Sobre a qualidade do serviço de endoscopia, assinale a alternativa correta.

A Para a realização de endoscopia sob sedação, o paciente deve estar com acompanhante acima de 18 anos ou de 16 anos emancipado.
B Os serviços de endoscopia tipo I são aqueles que realizam procedimentos sob qualquer tipo de sedação ou anestesia.
C Os serviços de endoscopia tipo I, II e III devem possuir: registro diário dos procedimentos, registro de intercorrências e eventos adversos, registro de controle de substâncias e medicamentos com controle especial e registro de acidentes ocupacionais.
D Os serviços de endoscopia tipo I, II e III devem possuir sala de recuperação.
E Os acessórios semicríticos são aqueles que entram em contato com a pele e a mucosa através de procedimentos invasivos com penetração destas.

Em relação ao esôfago de Barrett, assinale a alternativa correta.

A Recomenda-se ablação endoscópica como tratamento para esôfago de Barrett com displasia de alto grau em biópsia sem lesões visíveis.
B Recomenda-se biópsia de seguimento em todas as lesões visíveis e nos quatro quadrantes, a cada 1 cm.
C Recomenda-se seguimento endoscópico até os 60 anos ou expectativa de vida inferior a 5 anos.
D Um exame, no qual foi visualizada mucosa de aspecto rosa-salmão acima da junção esofagogástrica, de 6 mm, deve ser biopsiado para realização do diagnóstico de esôfago de Barrett.
E Nas biópsias de seguimento, se a histologia acusar displasia de alto grau, deve haver confirmação por patologista especialista em trato gastrointestinal, o que não é necessário para diagnóstico de Barrett ou displasia de baixo grau.

Sobre H. pylori, assinale a alternativa correta.

A O risco de aquisição de H. pylori no Brasil é baixo, pois está associada às condições sanitárias.
B O controle de erradicação do H. pylori pode ser realizado através de histologia, antígeno fecal, teste respiratório e urease.
C O controle de erradicação de H. pylori pode ser realizado a partir de 12 semanas após o término do tratamento.
D A realização de sorologia para H. pylori pode ser usada como teste diagnóstico inicial, especialmente em pacientes com gastrite atrófica e câncer gástrico.
E Existe associação da infecção por H. pylori e doenças como dispepsia funcional, deficiência de vitamina B12, púrpura trombocitopênica imune e doença do refluxo gastroesofágico.

Paciente feminina, 47 anos, apresentou-se para consulta, encaminhada pela ginecologista, por queixa de disfagia de condução há 6 meses. Como conclusão da endoscopia realizada há uma semana, recebeu o seguinte laudo: esofagite erosiva distal grau C de Los Angeles, gastrite endoscópica enantematosa leve de antro, teste de urease negativo. Sobre esse caso, é correto afirmar que

A a descrição da alteração esofágica da paciente é: erosões contínuas/confluentes que envolvem 75% ou mais da circunferência do lúmen esofágico.
B pela queixa de disfagia, deveriam ter sido realizadas biópsias esofágicas. Na presença de eosinofilia em esôfago distal, é possível afirmar que a paciente tem esofagite eosinofílica.
C a paciente deve prosseguir investigação nesse momento com manometria esofágica para exclusão de distúrbios motores esofagianos.
D em pacientes com disfagia, a realização de exame contrastado de esôfago mantém-se relevante na prática clínica, podendo auxiliar na identificação de divertículo esofágico.
E a classificação Kimura-Takemoto foi a utilizada pelo endoscopista na descrição da gastrite.

Paciente feminina, 35 anos, vem em consulta por queixa de diarreia há 3 meses, cerca de 4 episódios ao dia, sem produtos patológicos, precedida de dor abdominal que melhora com a evacuação, ela nega produtos patológicos nas fezes ou emagrecimento. Paciente faz uso de anti-hipertensivo, nega fatores de piora ou melhora, bem como história mórbida familiar relevante. A respeito desse caso, é correto afirmar que

A a paciente tem dispepsia funcional.
B a paciente apresenta indicação de colonoscopia.
C a paciente deve realizar endoscopia digestiva alta nesse momento para triagem de exclusão de doença celíaca.
D o uso de olmesartana, bloqueador de receptor angiotensina aldosterona, pode levar a resultado de biópsia duodenal com atrofia de vilosidades e linfocitose intraepitelial.
E se a paciente realizar o teste oral de tolerância à lactose, apresentando glicemia de jejum de 83 mg/dL e, após ingestão de lactose, 95 mg/dL, é possível que ela tenha intolerância à lactose, independentemente dos sintomas apresentados.

Paciente masculino, 25 anos, portador de HIV há 5 anos, com carga viral indetectável e CD4 de 150, foi encaminhado para endoscopia por disfagia e odinofagia. Dentre as seguintes possibilidades diagnósticas, assinale a alternativa correta.

A O paciente pode apresentar múltiplas placas esbranquiçadas, acima de 2 mm, sem úlceras, que, à histologia, serão PAS positivas, classificadas como esofagite por cândida Kodsi III.
B O paciente pode apresentar úlcera em esôfago distal, próxima à junção esofagogástrica, com cerca de 15 mm, que, associada a uma esofagite grau A de Los Angeles, pode ser atribuída à esofagite péptica, sem necessidade de biópsias.
C O paciente pode apresentar uma úlcera próxima ao músculo cricofaríngeo, potencialmente em decorrência de impactação por comprimido, sendo alendronato um dos mais comuns.
D No contexto do paciente, há possibilidade de esofagite infecciosa, como citomegalovírus e herpes vírus, cuja biópsia deve ser encaminhada para histologia e citologia.
E Se o paciente apresentar membrana esofágica e anemia ferropriva, é possível afirmar que ele tem Síndrome de Plummer-Vinson, a qual é corrigida com reposição de ferro, sem conferir risco aumentado de neoplasia esofágica.