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A respeito das recomendações da diretriz de hipertensão de 2025, assinale a alternativa correta.

A Recomenda-se tratamento medicamentoso, após 3 meses de medidas não farmacológicas, para indivíduos com PA 130-139/80-89 mmHg e alto risco CV.
B Recomenda-se o início de tratamento medicamentoso para indivíduos com PA ≥ 120/80 mmHg.
C Recomenda-se a meta de PA < 120/80 mmHg para pacientes com PA 130-139/80-89 mmHg ou risco CV alto.
D Recomenda-se, para a maioria dos pacientes, o início do tratamento da HA com associação dupla de medicamentos, em doses moderadas, preferencialmente em comprimido único, se disponível.
E Recomenda-se o uso de espironolactona para atingir metas rigorosas de PA (< 120/80 mmHg) desde o início do tratamento, isolada ou associada, a fim de reduzir o risco cardiovascular e renal.

Paciente do sexo feminino, 29 anos, em tratamento de esclerose sistêmica há 3 anos, é encaminhada pelo reumatologista à Unidade Ambulatorial de uma prefeitura devido à hematúria e difícil controle pressórico. Paciente relata que sua visão vem sendo afetada pela hipertensão de início abrupto e que o exame de creatinina em uma das crises subiu. Leva a MAPA, que mostra PA média 178/102 mmHg, autoanticorpos para RNA polimerase III reagente. Está em uso de prednisona 40 mg/dia há 6 meses e notou que o comprometimento da pele vem aumentando difusamente nos últimos meses. Ao exame, presença de retinopatia hipertensiva e PA 160/92 mmHg. Diante desse contexto, assinale a alternativa correta.

A A paciente em questão não necessita de biópsia renal para diagnosticar CRE.
B Atualmente, o benefício do uso dos IECA ocorre no tratamento e na prevenção da CRE.
C Na CRE, o fator de risco mais importante é a positividade do anticorpo anti-RNA polimerase III.
D A manifestação renal mais grave é a crise renal esclerodérmica (CRE) que ocorre na maioria dos pacientes.
E O que fala contra ser CRE é o tempo de surgimento precoce, que tradicionalmente surge tardiamente, depois de mais de 5 anos de doença.

Recentemente a Sociedade Brasileira de Nefrologia publicou o Consenso Brasileiro de Fabry. A respeito da Doença de Fabry (DF), assinale a alternativa correta.

A Os órgãos mais impactados na DF são rins, coração e sistema nervoso central (SNC).
B Na DF, há aumento da atividade da enzima α-galactosidase A (α-GAL) que resulta em acúmulo intralisossomal progressivo de glicoesfingolipídios.
C É uma doença genética, com herança ligada ao cromossomo Y, causada por uma variante no gene GLA que codifica a enzima α-galactosidase A (α-GAL).
D No fenótipo clássico tipo 1, a “crise de Fabry” ocorre geralmente após 18 anos, com dor de moderada intensidade, pouco incapacitante, que inicia em ombros e migra para mãos e pés.
E No acometimento renal da DF, evidencia-se deposição de GL3 localizada nos túbulos distais, poupando outras áreas, inclusive os podócitos, progredindo com hipertrofia celular da região acometida para a fibrose.

Paciente de 60 anos, hipertensa há 10 anos, sem outras comorbidades ou queixas, comparece à consulta na UBS e relata que, em exame de rotina, a tomografia computadorizada multidetectores apontou alteração:

sem realce sólido claro, mas aparência mais complexa; presença de um cisto simples de 3,5 cm com múltiplos septos finos, paredes minimamente espessadas e contorno regular. Nota-se calcificação irregular em pequena quantidade.

Considerando que o laudo foi emitido por um excelente radiologista, assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico e a conduta a ser adotada para essa paciente.

A Bosniak I, sem risco de malignidade, não havendo necessidade de seguimento com exame de imagem.
B Bosniak II, com risco muito baixo de malignidade, não havendo necessidade de cirurgia.
C Bosniak IIF, minimamente complicado, havendo necessidade de seguimento.
D Bosniak III, com necessidade de atenção, devendo ser monitorado e, se evoluir, indicar cirurgia.
E Bosniak IV, encaminhar diretamente ao urologista para cirurgia.

Paciente de 48 anos, transplantado renal há 3 meses, com boa evolução, procura o ambulatório de nefrologia na atenção secundária do SUS para obter orientações sobre vacinação. Relata que não sabe quais vacinas já tomou na vida. Segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Nefrologia, esse paciente deve evitar a vacina

A contra o HPV.
B contra a Varicela.
C dupla adulto (dT).
D meningocócica conjugada.
E contra a gripe sazonal ( influenzae tipo B).

Paciente de 40 anos vai à consulta com nefrologista na UBS e relata estar preocupado com os rins e receoso de fazer hemodiálise. Refere ter diabetes tipo II (DMII) diagnosticada há 1 ano e que nunca fez exames para verificar os rins. Faz uso de metformina 850 mg 1 x dia.

Considerando as diretrizes atuais sobre DM-DRD (Doença Renal da Diabetes), é necessário

A explicar ao paciente que DRD é um fator de risco dependente da doença cardiovascular (DCV).
B informar ao paciente que a pesquisa de albuminúria deve ser feita no momento do diagnóstico da DM, tanto na do tipo I, quanto na do tipo II.
C informar ao paciente sobre a importância de dosar a albuminúria, já que ela é preditora independente para eventos cardiovasculares e para IC no indivíduo com DM e DRC.
D recomendar que o primeiro rastreamento da DRD seja feito com amostra de urina aleatória para determinação da Razão Albumina Creatinina (RAC) e da creatinina sérica isolada.
E alertar o paciente de que a DRD apresenta 2 fenótipos distintos: com regressão da albuminúria, sem melhora total ou com perda rápida da função renal; com progressão da albuminúria, não existindo DRD sem albuminúria.

São fatores de risco para infecção por citomegalovírus em pacientes transplantados renais, EXCETO

A idade do receptor.
B imunossupressores.
C presença de neutrofilia.
D tipo de órgão transplantado.
E estado sorológico de doador e receptor pré-transplante.

Após desabamentos e enchentes sucessivas em um município, vários pacientes são levados ao Hospital Estadual. Devido à alta demanda, a unidade de TRS teve sua capacidade reduzida, restando apenas uma máquina disponível para início imediato de hemodiálise. O nefrologista avaliou 18 pacientes e diagnosticou insuficiência renal aguda (IRA) em 5 que apresentavam indicação formal de diálise:

• Paciente A: 25 anos, vítima de trauma abdominal, estável, com sangramento controlado, anúria há 8 horas, K = 6,0 mEq/L.
• Paciente B: 69 anos, DPOC e ICC classe III, confuso, K = 5,8 mEq/L, diurese residual.
• Paciente C: 42 anos, oligossintomático, ficou soterrado, creatinina 6,0 mg/dl, K = 5,5 mEq/L, estável hemodinamicamente.
• Paciente D: 24 anos, sem comorbidades, choque hipovolêmico reversível, anúria há 12 horas, K = 7,0 mEq/L, acidose metabólica grave (pH 7,00).
• Paciente E: 78 anos, sepse grave, hipotenso, múltiplas comorbidades, dependente de noradrenalina, sem diurese há 24 horas.

Seguindo o princípio da equidade e as recomendações clínicas e éticas vigentes, qual seria o primeiro paciente a fazer hemodiálise e qual seria o último, respectivamente?

A E e D.
B A e E.
C A e D.
D D e E.
E E e C.

De acordo com o controle da hiperfosfatemia e manutenção da calcemia na DRC, assinale a alternativa correta.

A Recomenda-se preparar as refeições em casa, preferindo, sempre que necessário, métodos de cozimentos úmidos, como a fervura, aproveitando, inclusive, a água do cozimento.
B O sevelamer é um quelante de fósforo de baixa potência, o qual apresenta como efeitos colaterais principais diarreia ou constipação, flatulência, náuseas e dispepsia.
C O acetato de cálcio (25% de cálcio elementar) tem poder quelante moderado, apresentando maior poder quelante com menor oferta de cálcio que o carbonato de cálcio.
D O fósforo é um elemento predominantemente extracelular que, durante a primeira hora de uma sessão de hemodiálise, ocorre sua rápida remoção, a qual atinge seu pico por volta dos 90 minutos.
E A hemodiálise convencional é um método excelente para o controle do fósforo, mesmo nas hiperfosfatemias graves, não há necessidade de ajustes nas sessões.

Acerca do Lúpus Eritematoso Sistêmicos (LES) e da Nefrite Lúpica (NL), é correto afirmar que

A ao alcançar a remissão, o benefício maior é a rara ocorrência de recidivas.
B o principal objetivo do tratamento da NL é alcançar a remissão completa, que está associada a bom prognóstico renal em longo prazo.
C a biópsia renal, quando disponível, permanece como padrão-ouro para a definição da classe da NL e para o diagnóstico diferencial, porém peca em graduar atividade e cronicidade.
D diante da suspeita de abertura de um quadro de atividade renal, a biópsia é opcional, uma vez que a determinação da classificação da NL com base em parâmetros clínicos e laboratoriais está ampla e específica, segundo a nova diretriz.
E as infecções são atualmente uma das principais causas de óbito no paciente com LES e, por isso, a profilaxia atualmente com sulfametoxazol/trimetoprim no período inicial do tratamento, quando a imunossupressão é mais intensa, é fortemente recomendada para qualquer classe de NL.