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Segundo o sistema ACR TI-RADS, qual combinação de características descreve um nódulo classificado como TR5 (alto risco de malignidade)?

A Espongiforme, isoecogênico, margens lisas.
B Misto, isoecogênico, macrocalcificações.
C Sólido, muito hipoecogênico, margens irregulares, microcalcificações.
D Cístico, anecoico, sem focos ecogênicos.
E Hipoecogênico, mais largo que alto, margens regulares.

Em TC de crânio de neonato, observa-se faixa hipodensa falsa no cerebelo entre as pirâmides petrosas. A imagem foi obtida com 120 kVp e colimação grossa. Qual ajuste técnico reduziria esse artefato sem aumentar exposição?

A Reduzir pitch e tempo de rotação.
B Aplicar filtro de correção de feixe e reconstrução iterativa.
C Aumentar kVp e mA simultaneamente.
D Reduzir o tamanho do pixel e a espessura de corte.
E Repetir o exame com meio de contraste.

Homem de 68 anos, com fibrilação atrial, apresenta dor abdominal intensa e discreta distensão. A TC contrastada mostra pneumatose intestinal e gás portal. Diante desse contexto, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável e a conduta inicial recomendada.

A Apendicite perfurada; antibioticoterapia.
B Isquemia mesentérica aguda; avaliação cirúrgica urgente.
C Colite isquêmica; observação ambulatorial.
D Oclusão intestinal mecânica; descompressão endoscópica.
E Pancreatite necrosante; hidratação e analgesia.

Em relação à radiação ionizante em TC, qual princípio norteia a campanha “Image Gently”?

A Substituição obrigatória de TC por RM em todas as crianças.
B Aplicação do princípio ALARA para reduzir dose sem comprometer diagnóstico.
C Aumento do kVp para melhorar a relação sinal-ruído.
D Eliminação de qualquer exame com contraste iodado.
E Padronização de dose única para todas as idades.

Durante investigação de dor pélvica em mulher de 36 anos, o ultrassom mostra massa anexial de 6 cm, conteúdo predominantemente cístico, parede lisa e sem vascularização ao Doppler. Segundo o sistema O-RADS US, a classificação mais provável e a conduta adequada são

A O-RADS 2 – benigno; acompanhamento anual.
B O-RADS 3 – risco intermediário; RM complementar.
C O-RADS 4 – suspeito; encaminhar para biópsia.
D O-RADS 5 – altamente suspeito; cirurgia imediata.
E O-RADS 1 – normal; sem necessidade de seguimento.

Em pacientes com suspeita de apendicite aguda, qual achado ultrassonográfico é mais específico para o diagnóstico?

A Aumento do diâmetro do apêndice (> 6 mm).
B Espessamento de parede cecal adjacente.
C Compressibilidade preservada.
D Presença de apendicolito com sombra acústica.
E Pequena quantidade de líquido periapendicular.
Texto associado
A falta que o sono
faz

Yuri
Al'Hanati

A mente sem o sono é oca. A informação que
chega ao cérebro via buracos do crânio parece
ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne
sem qualquer tipo de processamento. Registra-se
apenas: fio desencapado, cheiro de queimado,
madeira crepitando, fogo. A reação do sistema
a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa
exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns
das críticas, os talvezes das ponderações, os
vejabens do discernimento, tudo se afoga em um
ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de
quem não dormiu.
A escritora
australiana Anna Funder, em seu
elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou
investigar, entre outros fenômenos sociais da
Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi,
a polícia secreta do país. Mais do que a privação
de comida ou de água, fisiologicamente mais
elementares, a crueldade do sistema se mostrou
na técnica da privação do sono por parte de seus
prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela
do investigado tinha a incumbência de acordá-lo
toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais
do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede,
somava-se a esse expediente o desespero louco
da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece
em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante
de uma necessidade de raciocínio um pouco
maior do que a de um símio fazem de Jack um
bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas
três instâncias freudianas em um blend perfeito
de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade
perene de conseguir um sono prolongado. Como
quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a
dizer sobre si mesmo além do fato de estar com
sono, para parafrasear a escritora romena. Um
reino por uma pestana.
Quando
finalmente o imperativo fisiológico se
faz presente, entretanto, não se recompõe por
inteiro. O insone que dorme é um restaurador de
cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode
apenas transformá-la em mosaico aquebrantado,
simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de
sono. Dormir… talvez
sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e
meia e o sono não vem.

Disponível em:
< http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-
falta-que-
o-sono-faz/ >. Acesso em: 12 jul. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta
o motivo pelo qual a crase foi utilizada
no excerto “Não pode aspirar à obra
completa, pode apenas transformá-la em
mosaico aquebrantado [...]”.

A A crase ocorreu porque o verbo aspirar está
com o sentido de sugar, exigindo, assim, o
uso da preposição “a”.
B A crase ocorreu por causa da presença
de uma expressão adverbial com palavra
feminina.
C A crase ocorreu porque o verbo aspirar, com
o sentido de desejar, exige a preposição “a”,
a qual se funde com o artigo feminino que
antecede o substantivo “obra”.
D A crase ocorreu devido ao uso do advérbio
“não” antes da locução verbal “pode aspirar”.

A neurofibromatose tipo 1, também conhecida como doença de Von Recklinghausen, é a facomatose mais frequente e uma das doenças hereditárias autossômicas dominantes que mais comprometem o encéfalo. Qual achado de imagem faz parte dos critérios diagnósticos dessa doença?

A Neurinoma vestibular.
B Meningiomas múltiplos.
C Astrocitoma subependimário.
D Glioma óptico.