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19 questões encontradas

Paciente do sexo feminino, 31 anos, realiza exame para avaliar a posição do dispositivo intrauterino (DIU). O radiologista observa o dispositivo na topografia do colo. Logo, pode-se concluir que

A a posição e a localização ideal do DIU variam de acordo com a técnica utilizada para a sua introdução.
B se o fio de remoção do DIU estiver acessível, considera-se que o posicionamento esteja adequado.
C o DIU está em posição e localização adequadas.
D o DIU está infradeslocado.

Paciente do sexo masculino, 45 anos, realiza tomografia de abdome para pesquisa de litíase renal. Foi encontrada imagem oval de contornos regulares, hipodensa em relação ao parênquima renal (14 UH), na cortical do terço médio do rim direito, que mede 1.9 cm no seu maior eixo. Observou-se que a imagem não sofre realce pelo meio de contraste. Logo, conclui-se que se trata de um(a)

A cisto denso homogêneo (Bosniak II).
B cisto renal simples (Bosniak I).
C angiomiolipoma renal.
D lesão indeterminada por este método. A ressonância magnética poderá trazer maiores subsídios diagnósticos.

A tomografia computadorizada do crânio e a ressonância magnética do encéfalo podem ser usadas no diagnóstico do acidente vascular isquêmico encefálico. Dentre os seguintes achados, qual deles NÃO é encontrado na fase aguda?

A Artéria cerebral média hiperdensa na tomografia.
B Lesão com restrição à difusão na ressonância magnética.
C Área de gliose na região dos núcleos da base.
D Alteração de sinal luminar na sequência FLAIR da ressonância magnética.

Gestante (G2 P0 C1) de 33 semanas queixa-se que o bebê está mexendo pouco. A biometria é compatível com a idade gestacional, BCF: 144 bpm e os dados disponíveis da Dopplerfluxometria são: Índice de Resistência da Artéria Cerebral Média: 0,63; Índice de Resistência da Artéria Umbilical: 0,78. Com base nas informações expostas, é correto afirmar que

A o feto está centralizado. O obstetra deve ser comunicado imediatamente.
B o feto está pré-centralizado. O obstetra deve ser alertado.
C o perfil hemodinâmico fetal está dentro dos limites da normalidade.
D a definição do quadro de sofrimento fetal depende da avaliação do Ducto Venoso para poder ser concluída.

Paciente do sexo feminino, 56 anos, recebeu laudo da sua mamografia anual de rastreamento, com classificação BI-RADS 0, justificada por assimetria focal no QSL da mama direita. Na ecografia complementar, observou-se o achado da seguinte imagem na topografia da assimetria descrita. Com base na análise das imagens, assinale a alternativa correta.

A Essa lesão tem indicação de controle ecográfico semestral.
B A classificação final será seguida por recomendação de biópsia.
C O achado continua sendo inconclusivo, portanto, a ressonância magnética de mama está indicada.
D Trata-se de um achado tipicamente benigno. A paciente deve ser tranquilizada.

Um médico radiologista está de sobreaviso e recebe a ligação do plantonista da cirurgia geral para avaliar a tomografia de paciente feminino, 60 anos, com queixa de dor abdominal baixa há 1 dia. De acordo com as seguintes imagens, qual é o diagnóstico mais provável?

A Mucocele de apêndice.
B Apendicite.
C Apendagite.
D Diverticulite.

Paciente do sexo feminino, 1 ano e 3 meses, é levada pela mãe ao pronto atendimento pediátrico, com relato de choro forte acompanhado de movimento de flexão das pernas e fezes em “geleia de framboesa”. Com base no quadro clínico e nas imagens ecográficas realizadas no flanco direito, qual é a principal hipótese diagnó stica?

A Volvo intestinal.
B Intussuscepção intestinal.
C Apendicite aguda.
D Adenite mesentérica.

Assinale a alternativa que classifica adequadamente o achado mamográfico, de acordo com a Classificação BI-RADS.

A Nódulo circunscrito com calcificação em “pipoca”: BI-RADS 3.
B Microcalcificações pleomórficas finas agrupadas: BI-RADS 6.
C Linfonodo intramamário: BI-RADS 1.
D Distorção arquitetural bilateral secundária à mamoplastia: BI-RADS 2.
Texto associado
A falta que o sono
faz

Yuri
Al'Hanati

A mente sem o sono é oca. A informação que
chega ao cérebro via buracos do crânio parece
ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne
sem qualquer tipo de processamento. Registra-se
apenas: fio desencapado, cheiro de queimado,
madeira crepitando, fogo. A reação do sistema
a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa
exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns
das críticas, os talvezes das ponderações, os
vejabens do discernimento, tudo se afoga em um
ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de
quem não dormiu.
A escritora
australiana Anna Funder, em seu
elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou
investigar, entre outros fenômenos sociais da
Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi,
a polícia secreta do país. Mais do que a privação
de comida ou de água, fisiologicamente mais
elementares, a crueldade do sistema se mostrou
na técnica da privação do sono por parte de seus
prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela
do investigado tinha a incumbência de acordá-lo
toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais
do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede,
somava-se a esse expediente o desespero louco
da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece
em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante
de uma necessidade de raciocínio um pouco
maior do que a de um símio fazem de Jack um
bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas
três instâncias freudianas em um blend perfeito
de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade
perene de conseguir um sono prolongado. Como
quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a
dizer sobre si mesmo além do fato de estar com
sono, para parafrasear a escritora romena. Um
reino por uma pestana.
Quando
finalmente o imperativo fisiológico se
faz presente, entretanto, não se recompõe por
inteiro. O insone que dorme é um restaurador de
cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode
apenas transformá-la em mosaico aquebrantado,
simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de
sono. Dormir… talvez
sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e
meia e o sono não vem.

Disponível em:
< http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-
falta-que-
o-sono-faz/ >. Acesso em: 12 jul. 2019.

Assinale a alternativa em que se
encontra a interpretação adequada para
o trecho “Os poréns das críticas, os
talvezes das ponderações, os vejabens
do discernimento, tudo se afoga em
um ruído branco que só ecoa dentro da
cabeça de quem não dormiu.”.

A A falta de sono dificulta a compreensão
da completude dos fatos e a tomada de
decisões, visto que se perde o autocontrole
e falha a inteligência, que se apaga na
mente vazia.
B A privação do sono deixa as pessoas
estressadas, ocasionando um
comportamento irritado e severo com os
outros.
C A tomada de decisões é dificultada pela
insônia, já que o raciocínio fica lento.
D As pessoas privadas do sono enxergam
apenas os pensamentos alheios, excluindo-se
a capacidade de considerar o que os
próprios pensamentos promovem.