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Durante um surto de uma doença em uma cidade do interior, o pediatra da emergência observa que várias famílias não têm acesso rápido a serviços básicos de saúde, e as crianças chegam em estado grave. Ele questiona como o sistema de saúde deve ser estruturado para garantir acesso adequado a todos os cidadãos, alegando que essa ausência de acesso de todos os cidadãos aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência fere o princípio da

A integralidade da assistência.
B equidade na atenção.
C universalidade de acesso.
D regionalização dos serviços.
E descentralização político-administrativa.

De acordo com o Programa Nacional de Segurança do Paciente, diante de um caso de reação adversa grave causada por um erro na administração de um antibiótico, o gestor da Unidade de Terapia Intensiva deve, entre as diferentes condutas,

A aguardar vaga em qualquer hospital da capital, sem necessidade de avaliação prévia de referência.
B acionar a Central de Regulação Estadual, garantindo a transferência assistida para unidade de referência em trauma pediátrico.
C transferir o paciente diretamente por decisão do médico, sem comunicação à regulação.
D solicitar transporte básico do SAMU, independentemente da gravidade.
E manter o paciente na unidade de origem até vaga em hospital privado conveniado.

Durante o planejamento da rede regional de atenção à saúde, discute-se qual ente federativo é responsável pela execução direta da maior parte das ações e serviços públicos de saúde. Segundo a Lei nº 8.080/1990, essa responsabilidade cabe predominantemente

A ao Ministério da Saúde.
B às Secretarias Estaduais de Saúde.
C às Secretarias Municipais de Saúde.
D aos Conselhos de Saúde.
E às Comissões Intergestores.

Um menino de 7 anos, previamente saudável, é admitido na emergência com sepse de foco pulmonar. Recebeu ampicilina e gentamicina empiricamente, mas a equipe assistencial questiona se o espectro de cobertura é adequado. Com base nas evidências atuais sobre etiologia bacteriana em sepse pediátrica, qual é a melhor conduta empírica inicial?

A Manter o esquema atual até o resultado de culturas, pois cobre todos os principais agentes.
B Substituir por vancomicina isoladamente, considerando o risco de MRSA comunitário.
C Avaliar risco individual para patógenos resistentes e ajustar cobertura de acordo com perfil local.
D Introduzir carbapenêmico de amplo espectro como primeira escolha.
E Suspender antimicrobianos até confirmação laboratorial do agente.

Uma adolescente imunossuprimida em tratamento para leucemia linfoide aguda apresenta febre persistente após 72 horas de antibioticoterapia empírica de amplo espectro. Diante da ausência de melhora clínica, a equipe assistencial considera a ampliação da cobertura antimicrobiana com a introdução de antifúngico.

À luz dos princípios do uso racional de antimicrobianos e da reavaliação sistemática da terapêutica anti-infecciosa em pediatria, o próximo passo mais adequado na condução do caso é

A introduzir antifúngico imediatamente, sem reavaliação diagnóstica.
B reavaliar exames de imagem, culturas e parâmetros clínicos antes de ampliar cobertura.
C suspender antibióticos e iniciar antifúngico de rotina.
D manter esquema atual e aguardar nova febre.
E solicitar avaliação apenas após isolamento microbiológico positivo.

Durante um acidente automobilístico, um lactente de 3 meses foi ejetado do carro por estar no colo da mãe. Durante o atendimento no local, foi realizada intubação orotraqueal. Na chegada ao pronto-socorro, observa-se que o paciente se encontra inconsciente, com múltiplas escoriações, pálido, com fontanela anterior abaulada, hipotenso e taquicárdico. Em relação ao atendimento ao paciente, assinale a alternativa correta.

A Esse paciente apresenta a tríade de Cushing e deve receber medidas imediatas para tratamento de hipertensão intracraniana.
B O tórax do lactente é menos elástico que do adulto, portanto esse paciente tem mais risco de fratura de costela e instabilidade torácica.
C O paciente pode estar com tamponamento cardíaco, pois apresenta a tríade de Charcot, caracterizada por hipotensão, taquicardia e palidez.
D Caso não se consiga um acesso venoso periférico durante o atendimento inicial, deve-se realizar as medicações por via intramuscular até conseguir um acesso venoso periférico.
E A hipovolemia é uma provável causa do choque nesse paciente, por se tratar de um paciente vítima de trauma.

Em relação ao desmame da ventilação mecânica e ao processo de extubação, é correto afirmar que

A se deve deixar prescrita nebulização com corticoide para evitar edema de vias aéreas.
B se deve fazer um período de suspensão de dieta 24 horas antes da extubação.
C a falha de extubação é a necessidade de reintubação até 4 dias após a remoção do tubo traqueal.
D sepse, excesso de sedação e obstrução alta de vias aéreas estão associados à falha de extubação.
E se deve evitar a ventilação não invasiva após extubação pelo aumento do risco de falha por obstrução alta de vias aéreas.

Paciente com 3 anos está internado na unidade de terapia intensiva com suspeita de morte encefálica. Foi realizado o primeiro exame clínico e precisa ser realizado o segundo exame. Qual é o intervalo mínimo que se deve aguardar para esse segundo exame?

A De 1 hora.
B De 6 horas.
C De 12 horas.
D De 24 horas.
E De 48 horas.

Referente à classificação do choque na criança, assinale a alternativa correta.

A A sepse e a anafilaxia são exemplos de choque distributivo e cursam com débito cardíaco (DC) diminuído.
B Exemplos de causas de choque cardiogênico são os quadros de pneumotórax e tamponamento cardíaco.
C O choque cardiogênico é manifestado fisiologicamente com aumento da função sistólica e DC normal ou aumentado.
D No choque hipovolêmico, o retorno venoso ao coração aumenta, diminuindo a pré-carga, e aumentando o volume de ejeção e o DC.
E No choque distributivo, há diminuição da pré-carga e, ao contrário dos outros tipos de choque, associa-se a um DC normal ou aumentado.

Durante um surto de Acinetobacter baumannii multirresistente em uma UTI pediátrica, a equipe enfrenta limitações de pessoal e insumos. Considerando as diretrizes da RDC nº 222/2018 e recomendações internacionais, qual é a estratégia mais efetiva e factível a ser mantida mesmo em cenários de escassez?

A Implantar desinfecção terminal com peróxido de hidrogênio após cada turno.
B Suspender precauções por contato para economizar EPI, priorizando apenas isolamento respiratório.
C Garantir limpeza e desinfecção ambiental rigorosas com monitoramento de superfícies de alto toque.
D Iniciar triagem microbiológica universal de todos os profissionais da UTI.
E Reduzir a frequência de troca de circuitos de ventiladores para minimizar manipulação.