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Ao final de uma consulta de rotina em ambulatório de reumatologia pediátrica, um paciente de 16 anos pede para conversar a sós com o médico, sem a presença dos pais. Ele relata ter suspendido o uso de metotrexato por conta própria há cerca de quatro semanas, devido a receio de efeitos adversos. Até o momento, apresenta apenas discreta rigidez matinal, sem piora funcional evidente. O adolescente pede que essa informação não seja compartilhada com seus responsáveis. Considerando as normas éticas aplicáveis ao exercício profissional, a conduta mais adequada é

A garantir que a informação não será compartilhada com terceiros, mantendo a confidencialidade como regra central do cuidado.
B solicitar que o paciente revele espontaneamente o ocorrido aos responsáveis, mantendo o sigilo caso ele recuse.
C registrar integralmente a situação em prontuário, mas postergar decisão sobre comunicação à família até eventual piora clínica.
D encaminhar o adolescente para avaliação psicológica e, enquanto isso, manter a suspensão medicamentosa em sigilo.
E conversar com o paciente para compreender o contexto e estimular sua autonomia, informando os responsáveis se houver risco significativo decorrente da suspensão do tratamento.

Paciente do sexo feminino, 15 anos, com diagnóstico de artrite idiopática juvenil desde os 2 anos, em transição de terapias devido à falha secundária, apresenta agudização da dor crônica, limitação funcional e absenteísmo escolar nos últimos meses. A família relata isolamento social progressivo, piora do humor, crises de choro e declínio no desempenho escolar. Na consulta, a paciente refere perda de interesse em atividades antes prazerosas e dificuldade para dormir, negando ideação suicida. Considerando a organização da atenção à saúde da criança e do adolescente no SUS, a abordagem mais adequada nesse contexto é

A intensificar o manejo clínico da dor enquanto se mantém vigilância da evolução emocional.
B priorizar internação psiquiátrica imediata.
C encaminhar para acompanhamento psicoterápico especializado, articulando com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e com a equipe multiprofissional.
D iniciar antidepressivo tricíclico como conduta inicial, mantendo acompanhamento exclusivo no ambulatório de reumatologia.
E orientar busca de psicoterapia particular, pois o SUS não contempla esse tipo de atendimento especializado.

Paciente do sexo feminino, 5 anos, é atendida no pronto-socorro com dor abdominal em cólica há três dias, associada à artralgia em punhos e tornozelos. Há relato de manchas arroxeadas, palpáveis, distribuídas principalmente em membros inferiores, variando de milímetros a 3 cm, que não desaparecem à digitopressão. No histórico recente, foi atendida há duas semanas com quadro de tosse, rinorreia e dispneia, e recebeu amoxicilina, utilizada por 10 dias, encerrada há cinco dias. Antecedentes pessoais: asma e dermatite atópica.

Acerca desse quadro, assinale a alternativa correta.

A É necessária biópsia das lesões para confirmação diagnóstica.
B Deve ser prescrita corticoterapia, considerando os diagnósticos mais prováveis.
C Trata-se de provável doença de Kawasaki, devendo ser solicitado ecocardiograma.
D A hipótese diagnóstica mais provável é de farmacodermia secundária ao uso de amoxicilina.
E Trata-se de vasculite por IgA e a conduta no momento deve ser expectante.

No ambulatório de reumatologia pediátrica, discute-se o início de adalimumabe em uma adolescente de 14 anos com espondiloartrite juvenil ativa e refratária ao metotrexato. Antes do início do biológico, foram solicitados exames de triagem, que revelaram radiografia de tórax normal e teste tuberculínico (PPD) com 12 mm. A paciente está assintomática, sem história conhecida de contato com tuberculose. Considerando as recomendações vigentes para prevenção de infecção em pacientes imunossuprimidos, a conduta mais adequada antes do início do imunobiológico é

A iniciar imediatamente o adalimumabe, pois PPD < 15 mm não caracteriza infecção latente.
B repetir o PPD em oito semanas enquanto mantém o plano terapêutico.
C tratar tuberculose latente antes de iniciar o biológico.
D solicitar tomografia de tórax como critério obrigatório antes de conduta.
E manter apenas vigilância clínica, pois não há alterações radiológicas.

Durante avaliação em ambulatório de reumatologia pediátrica, uma adolescente de 14 anos relata fenômeno de Raynaud há aproximadamente um ano, com episódios de palidez e cianose em dedos das mãos ao frio, seguidos de hiperemia. Menciona ainda endurecimento cutâneo progressivo em mãos e face, associado à dificuldade para realizar movimentos finos. Ao exame, observam-se esclerodactilia e telangiectasias faciais. A capilaroscopia periungueal revela redução de alças capilares e áreas de extravasamento focal. Assinale a alternativa que apresenta o achado laboratorial mais compatível com esse quadro.

A Anticorpo anti-DNA de dupla hélice.
B Anticorpo anticentrômero.
C Anticorpo anti-Mi-2.
D Anticorpo anti-MDA5.
E Anticorpo anti-CCP.

Durante consulta em ambulatório de cardiologia pediátrica, você é solicitado a reavaliar um rapaz de 17 anos que, alguns meses antes, apresentou quadro compatível com febre reumática. Na ocasião, cursou com dor em grandes articulações e lesões cutâneas serpiginosas, de bordas elevadas e centro mais claro, distribuídas pelo tronco – sugestivas de eritema marginado. O exame físico identificou sopro cardíaco, e o ecocardiograma confirmou envolvimento valvar com refluxo mitral discreto. O paciente recebeu tratamento adequado e segue em acompanhamento.

Considerando que esse foi o primeiro surto da doença e que há comprometimento cardíaco leve, até qual idade deve ser mantida a profilaxia secundária com penicilina benzatina?

A 18 anos.
B 25 anos.
C 27 anos.
D 40 anos.
E Por toda a vida.