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Um médico é chamado para ajudar a ressuscitar uma lactente de 4 meses, que havia sido internada em uma enfermaria com uma hipótese diagnóstica de bronquiolite; durante a noite, a mãe solicitou a enfermagem várias vezes por achar que a lactente estava mais cansada e com dificuldade de mamar no peito. Há poucos minutos, a mãe saiu no corredor gritando que a filha havia desmaiado. O médico entra no quarto e encontra um bebê com pulso presente, fraco e lento, com uma frequência cardíaca menor que 60 e com respiração agônica. Quais são, respectivamente, a conduta imediata e a primeira droga a ser administrada?

A Iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade, com 15 compressões para cada 2 ventilações, solicitar monitorização e acesso venoso e, assim que obtiver acesso venoso, administrar epinefrina.
B Avaliar a via aérea, se necessário, realizar aspiração e iniciar ventilação com bolsa-valva-máscara, solicitar monitorização e obtenção de um acesso venoso e avaliar se ventilação e oxigenação estão eficazes; se a frequência cardíaca não melhora com a ventilação eficaz, avaliar pressão arterial e, se houver hipotensão e sinais de choque, iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade; se não houver melhora da frequência cardíaca, administrar epinefrina.
C Iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade, com 15 compressões para cada 2 ventilações, solicitar monitorização e acesso venoso e, assim que obtiver acesso venoso, administrar atropina.
D Avaliar a via aérea, se necessário, realizar aspiração e iniciar ventilação com bolsa-valva-máscara, obter um acesso venoso e administrar epinefrina assim que o acesso for obtido.
E Avalia a via aérea, se necessário, realizar aspiração e iniciar ventilação com bolsa-valva-máscara, solicitar monitorização e obtenção de um acesso venoso e avaliar se ventilação e oxigenação estão eficazes; se não melhorar ventilação, avaliar pressão arterial e, se houver hipotensão e sinais de choque, iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade; se não houver melhora da frequência cardíaca, administrar atropina.

Com relação às queimaduras, assinale a alternativa correta

A Queimaduras deflagram aumento importante na taxa metabólica e requerem suporte nutricional adequado. A nutrição deve ser introduzida o mais precocemente possível e com um aporte calórico de cerca de 1000 calorias para os lactentes, 1500 calorias para crianças de 6 a 12 anos e 2000 calorias para adolescentes.
B Além da oferta de proteína (especialmente o aminoácido glutamina), glicose e lipídios, parece haver benefício na suplementação de micronutrientes como zinco e vitamina C. A glutamina age reduzindo o estado hipercatabólico e tem efeito imunomodulador.
C Nas crianças, apenas as queimaduras com mais de 50% de superfície corpórea queimada requerem internação para hidratação endovenosa.
D Pode-se classificar o paciente queimado, acometido com queimadura de segundo e terceiro grau, de acordo com a superfície corpórea queimada, como: pequeno queimado – menor ou igual a 50% da superfície corpórea total, médio queimado – entre 50 e 70% de superfície corpórea total e grande queimado – maior que 70% de superfície corpórea total.
E A abordagem cirúrgica para desbridamento deve ser realizada dentro da primeira semana pós-queimadura. Não há evidências de que a abordagem mais precoce, em até 72 h, reduza a mortalidade das crianças vítimas de queimaduras.

Em uma criança gravemente doente e imunossuprimida, qual dos seguintes agentes etiológicos é a mais provável causa de infecção?

A As crianças imunossuprimidas são mais susceptíveis a infecções de um modo geral, entretanto, raramente são acometidas por bactérias comuns como o Streptococcus pneumoniae, que é um causador de pneumonia da comunidade.
B As crianças com anemia falciforme têm predisposição a infecções devido a déficit de opsonização e de função esplênica. Estes indivíduos tornam-se mais susceptíveis a infecções por bactérias não capsuladas, como, por exemplo, a Pseudomonas aeruginosa.
C A Neisseria meningitidis é um patógeno que causa a meningite, mas raramente causa infecção em pacientes imunossuprimidos.
D Em uma criança com neutropenia febril, os agentes mais comuns são os bacilos Gram negativos ( Escherichia coli, Klebsiela sp, Acinetobacter sp e Enterobacter sp ), bactérias Gram positivas ( Staphylococcus coagulase negativo, Streptococcus viridans e Staphylococcus aureus) . Os fungos raramente são agentes etiológicos em neutropênicos, mesmo nos que fazem uso de antibióticos prolongado. Os vírus também podem ser causadores de febre nesses pacientes.
E Nas crianças com infecção pelo vírus HIV, os episódios febris mais comumente estão associados a infecções bacterianas, sendo os sítios mais comuns: pneumonia, meningite, infecções urinárias e de partes moles

Dentre os cuidados no pós-operatório de crianças submetidas a cirurgias pediátricas e que são admitidas em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica, a analgesia é sempre um dos fatores mais importantes a serem considerados na realização da prescrição. Com relação à analgesia é correto afirmar:

A são considerados medicamentos para a dor moderada a intensa: morfina, fentanil, metadona e etomidato.
B são considerados medicamentos não opioides para o tratamento da dor leve: paracetamol, dipirona, ibuprofeno e tramadol.
C deve-se evitar sempre o uso de morfina, independentemente do nível de dor devido aos efeitos colaterais, especialmente em cirurgias pediátricas abdominais.
D recomenda-se o uso de tratamento analgésico levando-se em consideração o nível de gravidade da dor: dor leve ou dor moderada a grave.
E os lactentes jovens necessitam de menor quantidade de analgésicos, pois têm menor quantidade de conexões nervosas e, portanto, tem menos dor.

No contexto do preenchimento do atestado de óbito, assinale a alternativa que apresenta opção mais adequada para o registro da causa da morte.

A Não há necessidade de se registrar as doenças presentes, que podem ter contribuído com o óbito, mas que não levaram diretamente à causa do óbito. Corresponde à parte II das causas, mas o seu preenchimento não é obrigatório.
B Tanto a causa imediata como as condições subjacentes devem ser registradas em uma ordem adequada. Parte I: linha (a) causa imediata que foi decorrente de algo que fica na segunda linha (b) e, depois, linha (c), até que, na linha (d), a causa básica que levou às anteriores.
C Apenas a causa imediata da morte deve ser registrada, sem qualquer menção as condições subjacentes.
D A causa imediata da morte deve ser registrada na segunda linha de causas, visto que, na primeira linha, sempre se colocará parada cardiorrespiratória, que ocorre em todos os óbitos.
E A causa imediata e as condições subjacentes devem ser registradas, mas não há necessidade de uma ordem específica.

Com relação aos aspectos epidemiológicos da morbimortalidade por acidentes em pediatria, é correto afirmar que

A empos de submersão superiores a 2 minutos estão associados a piores prognósticos, no que diz respeito a lesões cerebrais mais graves e à possível evolução para morte cerebral.
B o acidente de submersão é a causa mais comum de morte acidental em crianças de 1 a 4 anos e a segunda causa de morte no Brasil entre crianças e adolescentes do sexo masculino entre 5 e 14 anos.
C o acidente de submersão em água salgada leva a quadros mais graves e um pior prognóstico neurológico, se comparado ao acidente em água doce.
D quanto mais fria a água, pior o prognóstico do lactente vítima de acidente de submersão, pois, nesta condição, se associa a hipotermia que é uma causa de manutenção da parada cardiorrespiratória.
E as chances de sobrevida em acidentes de submersão não têm relação com a presença de suporte básico e avançado de vida no local do acidente, mas sim com o tempo de resposta do serviço de emergência e o tempo para chegada no serviço de emergência.

Em um cenário de terapia intensiva pediátrica, uma criança de 11 meses é admitida, proveniente da enfermaria, com imunodeficiência grave e suspeita de infecção hospitalar. Quais são as medidas a serem tomadas para tratar e prevenir a propagação da infecção neste cenário?

A Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica e toda equipe assistencial, isolar o paciente, mas não é necessária a introdução de antibioticoterapia. Deve-se coletar exames laboratoriais e culturas e aguardar o resultado; só introduzir antibiótico se a criança apresentar sinais de sepse, após abertura de protocolo de sepse.
B Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, sem necessidade de uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus e é necessário isolar o paciente
C Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos, S taphylococcus coagulase negativo e Staphylococcus aureus e isolar o paciente
D Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus , mas não é necessário isolar o paciente.
E A principal ação para evitar a propagação da infecção são os cinco momentos de higiene das mãos, que são: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo e asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente. As outras medidas tais como isolamento do paciente e introdução de antibióticos profiláticos são desnecessárias.

Em relação ao manejo do traumatismo cranioencefálico em pediatria, assinale a alternativa correta.

A A monitorização de pressão intracraniana não deve ser realizada em crianças devido ao risco aumentado de sangramento do Sistema Nervoso Central e pelo risco de infecção associado ao procedimento.
B A ressonância magnética é preferível à tomografia computadorizada na avaliação inicial das crianças com traumatismo cranioencefálico.
C A hiperventilação é frequentemente benéfica para reduzir a pressão intracraniana em crianças com traumatismo cranioencefálico e praticamente não apresenta efeitos adversos.
D O uso de hipotermia terapêutica pode ser benéfico por reduzir o fluxo sanguíneo cerebral e, assim, auxiliar no controle da pressão intracraniana, mas apresenta efeitos indesejados como discrasias sanguíneas, distúrbios eletrolíticos, arritmias cardíacas e outros.
E O uso de corticosteroides, em especial a dexametasona, é indicado e corresponde a um padrão de boas práticas em crianças com traumatismo cranioencefálico.

A síndrome do bebê sacudido, uma das formas de violência física contra a criança, leva à necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Com relação a este tipo de maus-tratos, assinale a alternativa correta.

A O quadro clínico se caracteriza por rebaixamento do nível de consciência, sonolência, irritabilidade, vômitos, convulsões, apneia e coma.
B A síndrome do bebê sacudido é definida como um tipo de traumatismo cranioencefálico por abuso. Um terço dos casos evolui a óbito e as sequelas neurológicas são raras.
C É muito mais frequente em famílias com condições socioeconômicas ruins, mas pode acontecer em famílias mais abastadas, especialmente quando há história de alcoolismo e uso de drogas ilícitas.
D A síndrome do bebê sacudido ocorre em crianças menores do que 3 anos de idade, sobretudo, em crianças menores do que 6 meses, e acomete principalmente o sexo feminino.
E Deve-se avaliar o fundo de olho à procura de hemorragias oculares decorrentes de chacoalhamento e também pesquisar fraturas em ossos longos, embora a ocorrência de fraturas e a observação de calos ósseos sejam raras.

O acesso periférico em pediatria sempre causa muita preocupação para a equipe, devido a características inerentes a esta faixa etária. A esse respeito, é correto afirmar que

A uma das complicações mais temidas em relação ao acesso intraósseo é o deslocamento da agulha e manutenção da infusão, com a formação de uma possível necrose e síndrome compartimental, porém isso só ocorre com infusão de drogas vesicantes como o bicarbonato de sódio e o gluconato de cálcio.
B nos casos de PCR sem acesso venoso, o acesso intraósseo deve ser tentado antes mesmo de se tentar um acesso venoso periférico, caso se julgue que este acesso será difícil. Deve-se evitar a canulação intraóssea se houver infecção nos tecidos subjacentes.
C o acesso intraósseo só deve ser tentado após 3 tentativas de punção venosa periférica em um período de 1 minuto e 30 segundos, pois os riscos de infecção são muito elevados.
D o acesso intraósseo deve ser lembrado precocemente em situações de PCR, choque hipotensivo e convulsão de difícil controle e, nesta última situação, mesmo antes de se tentar a via intramuscular ou intranasal.
E o acesso intraósseo deve ser utilizado em todas as situações em que a equipe de enfermagem tem dificuldade de punção do acesso periférico. Nele pode- -se administrar qualquer fluido em qualquer idade.