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Criança do sexo masculino de 3 anos é avaliada em consulta de retorno. Ele tem histórico de perda de peso e letargia. Sua mãe está preocupada, pois ele não para de chorar e reclama de dores abdominais. Ao exame abdominal, uma massa extensa é palpada. A investigação para neoplasia é iniciada. Considerando a principal hipótese diagnóstica, o exame de maior utilidade é

A hemograma com citometria de fluxo.
B catecolaminas urinárias.
C ?-fetoproteína sérica.
D amônia plasmática.
E beta-HCG sérico.

Mulheres com náuseas e vômitos leves na gravidez podem ser tratadas na comunidade com antieméticos. Constitui uma medicação de primeira escolha por via oral nessa circunstância:

A dimenidrato.
B ondansetrona.
C metoclopramida.
D domperidona.
E proclorperazina.

Em relação às diferenças sexuais e prognósticos/desfechos em pacientes diabéticos, é correto afirmar:

A a sobrevida em longo prazo é maior em mulheres submetidas à revascularização miocárdica quando comparadas aos homens.
B a taxa de revascularização é semelhante nas mulheres quando comparadas com os homens.
C homens com diabetes têm risco duas vezes maior de doenças cardiovasculares, em comparação com mulheres.
D mulheres com doença arterial periférica respondem de forma mais satisfatória ao treinamento físico quando comparadas a homens com e sem diabetes.
E infarto do miocárdio geralmente ocorre mais cedo e está associado a maior mortalidade em mulheres com diabetes, em comparação com os homens.

Mulher de 26 anos, sem comorbidades conhecidas, apresenta quadro de longa data de fraqueza, adinamia e cãibras nos braços e pernas. Nega etilismo, tabagismo ou uso de qualquer medicação. PA: 112 x 76 mmHg; o restante do exame físico não é contributivo. Exames séricos: sódio: 135 mEq/L; potássio: 2,9 mEq/L; cálcio iônico normal; fósforo: 2,7 mg/dL (normal: 2,3 a 4,6); magnésio: 1,3 mg/dL (normal: 1,6 a 2,6); bicarbonato: 30 mEq/L (normal: 22 a 26). A atividade de renina plasmática é alta e a excreção urinária de cloro é normal. Com esses dados descritos, a principal hipótese diagnóstica é

A síndrome de Liddle.
B hiperaldosteronismo primário.
C síndrome de Gitelman.
D síndrome de Bartter.
E acidose tubular renal tipo 2.

Criança de 4 meses de idade é avaliada devido a choro constante e má alimentação. Ela é alimentada por mamadeira com fórmula infantil. Sua mãe reclama que ela está achando muito difícil lidar com isso, tendo acessos de choro, e refere ter outro filho de 20 meses que, recentemente, foi encaminhado ao fonoaudiólogo por causa de atraso na linguagem. Na consulta de hoje, a criança apresenta desenvolvimento, crescimento e exame físico normais. A causa mais provável dos achados descritos é

A síndrome de Prader-Willi.
B alergia a proteína do leite de vaca.
C refluxo gastroesofágico.
D depressão/estresse pós-parto materno.
E doença genética herdada.

Mulher de 56 anos com histórico de câncer de mama tratado com mastectomia seguida de inibidor de aromatase (anastrozol). Os exames complementares, incluindo hemograma completo, função renal, perfil ósseo, níveis de 25-hidroxivitamina D e teste de função tireoidiana, estão dentro da faixa normal. A densitometria óssea evidencia escore T de – 2,8 no colo do fêmur. A abordagem mais apropriada no tratamento dessa paciente é

A suplementos de cálcio e vitamina D.
B observação e consulta anual.
C denosumabe.
D raloxifeno.
E bisfosfonatos.

Os estados fisiológicos e as manobras dinâmicas alteram as características dos sopros cardíacos. Nesse aspecto, assinale a afirmação verdadeira.

A O sopro da regurgitação aórtica aguda geralmente pode ser ouvido durante a diástole.
B O sopro da estenose aórtica, mas não da regurgitação mitral, torna-se mais intenso durante o batimento após uma contração ventricular prematura.
C O ruído diastólico da estenose mitral torna-se mais proeminente durante a fase de tensão de uma manobra de Valsalva.
D Na regurgitação mitral aguda, a pressão atrial esquerda aumenta dramaticamente, de modo que o sopro é ouvido apenas durante o final da sístole.
E Levantar-se de uma posição agachada para uma posição em pé faz com que o sopro do prolapso da válvula mitral comece mais tarde na sístole.

Mulher de 18 anos, previamente hígida, sem comorbidades, é avaliada ao fim de treino escolar extenuante. Logo após a atividade física, enquanto estava sentada, ela evolui com mal-estar, tontura, sudorese e náuseas. Imediatamente, ela perde a consciência, cai para a frente e apresenta movimentos rápidos e bruscos de seus braços e pernas. A consciência é retomada rapidamente. Inicialmente, parecia confusa, mas foi capaz de responder às perguntas de forma adequada. Apresentou alguma incontinência urinária durante o episódio, mas nenhum trauma na língua. Ela voltou ao seu estado mental basal alguns minutos após o episódio. A principal hipótese diagnóstica é

A síncope convulsiva.
B crise parcial complexa.
C crise generalizada.
D crise de ausência.
E hemorragia subaracnóidea iminente.

Mulher de 35 anos com cardiomiopatia periparto (fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25%) e cardioversor-desfibrilador implantável de dupla câmara é avaliada em consulta de retorno. Ela é capaz de realizar a maior parte de suas atividades diárias sem limitação, mas fica com falta de ar ao subir um lance de escadas. Atualmente, está em uso de metoprolol (50 mg/dia), sacubitril/ valsartan (49/51 mg, 2x/dia), furosemida (40 mg/dia), espironolactona (25 mg/dia) e empagliflozina (10 mg/dia). Glicemia capilar: 98 mg/dL. Exame físico: frequência cardíaca: 85 bpm; pressão arterial: 110 x 70 mmHg; ausculta pulmonar limpa; não há edema periférico. O ECG mostra ritmo sinusal com bloqueio de ramo direito e duração do QRS de 120 milissegundos. O NT-pró-BNP é de 1500 pg/mL. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa correta que indica o próximo passo mais apropriado no tratamento da insuficiência cardíaca.

A Adicionar ivabradina.
B Dobrar a dose da espironolactona.
C Trocar a furosemida por hidroclorotiazida.
D Dobrar a dose do metoprolol.
E Trocar o metoprolol por carvedilol.