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Uma senhora de 64 anos consulta-se por dor nas pernas. A dor é em peso, uma sensação de fadiga nas pernas, relacionada a momentos em que fica por longos períodos em pé. Não usa qualquer medicamento diariamente. Previamente sadia. O exame físico mostra apenas veias dilatadas e tortuosas da coxa e panturrilha visíveis e palpáveis quando o paciente está em pé. Não há edema, hiperpigmentação da pele nem fibrose. É correto afirmar que:

A elevar as pernas à noite não irá melhorar os sintomas;
B meias elásticas devem ser usadas diariamente durante o sono;
C somente o tratamento cirúrgico é eficaz, de modo que devemos referenciar a senhora ao especialista;
D há alto níveis de evidências justificando o uso de medicamentos venoativos como principal medida não cirúrgica;
E meias elásticas de compressão graduada (pressão de 20–30 mm Hg) reduzem a pressão venosa na perna e podem prevenir a progressão da doença.

Um senhor de 68 anos chega com tonteira do tipo sensação rotatória (“tudo em minha volta roda, doutor”), que causa intenso mal estar. Você se prepara para fazer a manobra de Dix-Hallpike, mas consegue o diagnóstico óbvio imediato porque, antes, no exame físico desse senhor, você realizou:

A otoscopia e encontrou rolha de cerume como causa;
B avaliação da força muscular e encontrou hemiparesia como causa;
C medida da pressão arterial e encontrou PA = 150 x 90 mmHg como causa;
D pesquisa da quarta bulha cardíaca (B4) e encontrou restrição diastólica como causa;
E pesquisa de desdobramentos de bulhas e encontrou desdobramento inspiratório da segunda bulha cardíaca (B2) como causa.

Mulher de 52 anos, assintomática, traz exames de triagem com glicemia de jejum de 118 mg/dL e HbA1C = 6%. Peso 78 Kg e altura 1,53 m. Exame físico sem particularidades. Devemos orientar:

A consulta com um especialista;
B fármacos redutores do apetite;
C redução do consumo de grãos integrais;
D restrição calórica e prática de atividade física;
E redução do consumo de bebidas que contêm açúcares, exclusivamente aquelas com açúcares adicionados.

Homem de 46 anos começa com quadro de cefaleia exclusivamente unilateral, retroorbitária, intensa. Notou ainda olho vermelho. No exame físico:

A vermelhidão muito intensa, exclusiva da periferia do globo ocular, poupando a região periciliar, nos obriga a uma referência imediata ao oftalmologista;
B vermelhidão restrita à região periciliar nos tranquiliza a liberar o paciente com prescrição de antimicrobiano tópico;
C vermelhidão ocular periciliar ou periférica associada a cefaleia intensa deve ser referenciada a um oftalmologista com urgência;
D vermelhidão restrita à região periciliar com midríase ipsilateral justifica referência oftalmológica urgente, por suspeita de glaucoma agudo;
E vermelhidão exclusiva da periferia do globo ocular com miose ipsilateral justifica referência oftalmológica urgente, por suspeita de glaucoma agudo.