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Em uma unidade de alimentação e nutrição de um
estabelecimento assistencial de saúde, 100 funcionários e
20 pacientes, que estavam em dieta livre, apresentaram,
em determinado dia da semana, quadros de vômitos, náuseas,
dores abdominais, diarreias e dores musculares, aproximadamente
três horas após a ingestão do almoço. No cardápio do dia,
constavam fricassê de frango, arroz, feijão e legumes. Após o fato,
acionaram-se auditores da vigilância sanitária e da vigilância
epidemiológica que, na inspeção do estabelecimento, constataram
diversas inconformidades, a exemplo da existência de
manipuladores de alimentos sem atestado de saúde ocupacional;
a ausência de pia exclusiva para a higienização das mãos; e o uso
de utensílios de madeira para o preparo de alimentos. Ademais,
verificou-se, ainda, que o fricassê tinha sido preparado no dia
anterior ao fato e, na ocasião, tinha sido acondicionado, ainda
morno, em grandes quantidades, na câmara fria. Por fim,
constatou-se que, antes de ser servido, o aquecimento do fricassê
não havia atingido 60 °C. Após as análises da taxa de ataque, dos
sintomas e do período de incubação realizadas pela inspeção da
vigilância epidemiológica, e após o resultado laboratorial da análise
dos alimentos coletados no estabelecimento pela equipe da
vigilância sanitária, concluiu-se que o agente etiológico causador
do problema alimentar foi o Staphylococcus aureus.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que
se seguem.