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A estomatite urêmica é caracterizada inicialmente por queimação e vermelhidão da mucosa, coberta com exsudato cinza para, posteriormente, evoluir para franca ulceração. Placas brancas chamadas de geadas urêmicas, causadas por deposição de cristais de ureia, podem ser observadas na mucosa oral. Tendências hemorrágicas estão evidentes, com petéquias e equimoses na mucosa labial e jugal, palato mole e margens da língua, assim como sangramento gengival. Essa condição pode ser encontrada em casos de:

A transplantados renais;
B diabetes tipo 2 não controlada;
C neoplasia renal com metástase;
D insuficiência renal crônica grave;
E insuficiência da glândula suprarrenal.

Um paciente de 8 anos de idade é levado ao consultório pelo seu responsável para um exame odontológico de rotina, sem queixas principais específicas. Ao exame clínico, notou-se uma dentição mista hígida, com incisivos superiores e inferiores irrompidos, e primeiros molares permanentes em relação de topo a topo. No entanto, percebeu-se a esfoliação precoce do elemento 73, provavelmente em decorrência de discrepâncias de tamanho dentário e erupção ectópica do elemento 32. Algumas consequências da perda precoce de um canino decíduo no desenvolvimento da oclusão durante a dentição mista são:

A a perda considerável de perímetro do arco inferior causada pelo colapso lingual do segmento dentário posterior;
B a perda de perímetro do arco inferior no lado afetado associada ao desenvolvimento de mordida aberta anterior;
C o deslocamento da linha média dentária em direção ao lado da perda e o colapso lingual do segmento dentário anterior;
D o atraso da época de erupção do sucessor permanente no lado afetado e desenvolvimento de mordida aberta anterior;
E a impacção do sucessor permanente, com deslocamento da linha média dentária em direção contrária ao lado da perda.

Durante a reabilitação com coroa total em um dente tratado endodonticamente, se a restauração é cimentada em uma preparação com efeito férula ideal, a coroa e a raiz funcionam como uma unidade integrada e as forças oclusais são transmitidas de maneira fisiologicamente normal para o periodonto. A área do dente que corresponde ao efeito férula localiza-se na:

A metade do comprimento do retentor intrarradicular;
B interface entre o retentor intrarradicular e as paredes do canal;
C superfície interna da restauração coronária após adesão ao retentor intrarradicular;
D estrutura dentária hígida remanescente envolvida pela porção cervical da restauração coronária;
E dentina radicular da região de furca, que é envolvida pela porção cervical da restauração coronária.

A técnica de compactação lateral de guta-percha é considerada padrão-ouro para obturação dos canais radiculares. Porém, a complicada morfologia dos canais, irregularidades anatômicas, curvaturas, atresias e ramificações, aliadas ao pequeno escoamento da guta-percha comparativamente aos cimentos, podem dificultar a obturação tridimensional. Dessa maneira, a técnica de compactação de guta-percha termoplastificada também tem sido recomendada, buscando um selamento resistente à penetração de fluidos e de microrganismos no sistema de canais radiculares. Sobre a técnica de compactação de guta-percha termoplastificada, é correto afirmar que:

A a manobra no sentido ápice-coroa ( backfill ) corresponde ao preenchimento do segmento apical;
B para a obturação através dessa técnica, devem-se utilizar cones de guta com pouca ou nenhuma conicidade;
C não é indicada a inserção de cimento obturador no interior do canal radicular para obturação através dessa técnica;
D no caso de cimentação de um retentor intrarradicular, a obturação está concluída após a compactação da guta-percha termoplastificada no sentido coroa-ápice ( downpack );
E compreende manobras realizadas primeiramente no sentido ápice-coroa ( backfill ), complementadas pela compactação da guta-percha termoplastificada no sentido coroa-ápice ( downpack ).

Em uma articulação temporomandibular normal, o disco encontra-se interposto entre o côndilo e a fossa glenóidea. No entanto, em algumas situações de anormalidade, o disco não se encontra exatamente entre as superfícies articulares, mas sim em uma posição anterior a elas. Em uma situação em que o disco não retorna à sua posição fisiológica sobre a cabeça do côndilo e abaixo da fossa articular durante o movimento de abertura e fechamento da boca, todo o deslocamento do côndilo se dá sobre o tecido conjuntivo dos ligamentos retrodiscais. Isso resulta em um movimento incompleto, limitado e alterado, podendo ser acompanhado de sintomatologia dolorosa. O distúrbio temporomandibular reportado acima corresponde ao deslocamento:

A lateral do côndilo;
B do disco articular sem redução;
C do disco articular com redução;
D total do complexo disco-côndilo;
E parcial do complexo disco-côndilo.

Convencionalmente, uma restauração de compósito é construída em incrementos, polimerizados sequencialmente, pois a profundidade limitada de polimerização dos compósitos odontológicos convencionais (geralmente não superior a 2 ou 2,5 mm) assim exige. Correspondem a uma classificação de compósitos restauradores que apresentam, como uma de suas vantagens, maior profundidade de polimerização, os compósitos do tipo:

A opaco;
B bioativo;
C silorano;
D autoadesivo;
E preenchimento único.

Foi demonstrado que indivíduos fumantes apresentam maior perda óssea, maior perda de inserção e bolsas periodontais mais profundas do que indivíduos não fumantes. O aumento da prevalência e gravidade da destruição periodontal associada ao tabagismo sugere que as interações entre o hospedeiro e as bactérias vistas normalmente na periodontite crônica são alteradas, resultando em maior destruição periodontal. Corresponde a uma evidência da associação positiva entre o tabagismo e a severidade da doença periodontal:

A a redução da taxa de liberação de enzimas e moléculas com atividade osteolítica;
B o aumento da quantidade de acúmulo de biofilme subgengival em pacientes fumantes;
C a redução dos sinais clínicos da inflamação gengival quando um indivíduo para de fumar;
D o aumento da ingestão de carboidratos fermentáveis em fumantes comparados a não fumantes;
E o aumento nos níveis de patógenos periodontais remanescentes nas bolsas após terapia mecânica em fumantes.

Traumatismos dentoalveolares severos, como luxações ou avulsões, frequentemente levam a necrose pulpar isquêmica e, assim, microrganismos podem alcançar o canal radicular, através de microfraturas do esmalte ou de túbulos dentinários expostos pela perda de cemento ocasionada pelo trauma, estabelecendo um processo infeccioso endodôntico. Os produtos tóxicos autolíticos pulpares ou microbianos e toxinas do canal radicular podem alcançar os tecidos periodontais e provocar uma resposta inflamatória que resulta frequentemente em reabsorção radicular. A descrição trata de uma reabsorção externa do tipo:

A transitória;
B fisiológica;
C substitutiva;
D por pressão;
E lateral progressiva.

A mucosite oral pode ocorrer como consequência de um quadro inflamatório decorrente dos efeitos citotóxicos oriundos de quimioterapia e/ou radioterapia, cuja evolução para ulcerações pode acarretar alta morbidade ao paciente. A terapia com laser de baixa potência tem se destacado nos últimos anos como uma opção na prevenção e tratamento da mucosite oral, principalmente em função de suas propriedades de estímulo ao reparo tecidual, sem acarretar efeitos colaterais significativos. Sobre os efeitos do laser de baixa potência na mucosite oral associados à quimioterapia, a maior eficácia da terapia ocorre quando as lesões:

A se encontram na fase de eritema;
B estão em fase de úlceras individuais;
C estão cobertas por pseudomembranas;
D se apresentam como úlceras coalescidas;
E apresentam superfície sangrante ao toque.

Em maio de 2021, a Associação Americana do Coração atualizou as recomendações de 2007 sobre profilaxia antibiótica antes de procedimentos odontológicos para prevenção de endocardite infecciosa. Foram mantidas as indicações para pacientes portadores de válvulas cardíacas protéticas, com histórico prévio de endocardite, que sofreram transplante cardíaco com função anormal de válvula cardíaca e alguns casos de doença cardíaca congênita cianótica. Em um paciente que necessite de profilaxia antibiótica antes de um procedimento odontológico e que seja alérgico a penicilinas, a opção antibiótica para administração via oral é:

A cefazolina;
B ampicilina;
C azitromicina;
D clindamicina;
E moxifloxacino.