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A desmitologização é um conceito importante no debate da teologia do século XX, que busca reinterpretar os elementos dos textos religiosos, especialmente no Novo Testamento da Bíblia. O argumento é que muitos dos relatos e símbolos presentes nas Escrituras eram produtos de uma cosmovisão pré-científica e devem ser reinterpretados à luz do pensamento contemporâneo. O teólogo que trabalha com esse conceito em sua obra se chama

A Gustavo Gutierrez.
B Rudolf Bultmann.
C Jurgen Moltmann.
D Edward Schillebeeckx.
E Geerhardus Vos.

Zabatiero decodifica critérios teológicos-práticos para a missão cristã contemporânea, afirmando que não faz mais sentido compreender a vida e a ação somente em termos antropocêntricos. Sua proposta considera, como ponto de partida,

A uma missiologia integral paulina.
B uma missiologia schaefferiana.
C uma missiologia kuyperiana.
D a teologia de missão integral.
E a superação do paradigma missionário para uma missiologia missional.

Cairns aponta que desde a divisão entre a Igreja do Oriente e a Igreja do Ocidente, o movimento ecumênico tem enfrentado desafios. Na contemporaneidade, apesar das tentativas de unir as diversas igrejas cristãs, o apoio da liderança da Igreja Católica Romana é limitado, e a Igreja Ortodoxa Grega oferece apenas um apoio moderado. O autor destaca que a tradição mais ativamente envolvida, e que tem desempenhado um papel crucial nesse processo, é a

A Metodista.
B Luterana.
C Protestante.
D Anglicana.
E Presbiteriana.

Há uma expressão que se refere à proclamação ou ao anúncio central da fé cristã, centrado na pessoa de Jesus Cristo e em sua ressurreição. O termo deriva do grego antigo e significa “proclamação” ou “anúncio”. O termo, portanto, concentra-se especialmente na narrativa da morte e ressurreição de Jesus Cristo, e em seu significado para a salvação da humanidade. Tal expressão nomeia-se por

A Adelphos.
B Basileia.
C Dikaiosyne.
D Eiréné.
E Querigma.

N.T. Wright identifica que, ao descrever o engajamento de Paulo com estoicos, epicureus e outros pensadores em Atenas, Lucas está apenas tornando explícito o que já era implícito no decorrer de todas as cartas de Paulo. Diante disso, é correto afirmar que

A Paulo sabia debater a fé em ambientes secularizados.
B Paulo possuía um método apologético.
C Paulo tinha sua cosmovisão cristã delineada em sua teologia.
D Paulo era um teólogo contextual.
E a missiologia paulina é dialética e dialógica.

A controvérsia filioque é um importante tema na história do Cristianismo. A controvérsia emerge em torno da inclusão da cláusula “filioque” (do latim: “e do Filho”), e que se torna uma das declarações de fé fundamentais à toda a Cristandade. O contexto dessa controvérsia se passa

A entre as igrejas siríaca, romana, etíope e luterana.
B na conjuntura dos cristãos do deserto.
C entre as igrejas do Oriente e do Ocidente.
D no processo de institucionalização da igreja primitiva.
E no período dos Pais da Igreja.
Texto associado
A alegria da música Eu gosto muito de música clássica. Comecei a ouvir música clássica antes de nascer, quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela era pianista e tocava... Sem nada ouvir, eu ouvia. E assim a música clássica se misturou com minha carne e meu sangue. Agora, quando ouço as músicas que minha mãe tocava, eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras, onde moram a perfeição e a beleza. Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavra alienação vem do latim alienum , que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressão alienar um imóvel . Pois a música produz alienação: ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro, de beleza e formas perfeitas. Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como na Rêverie , de Schumann; por vezes é maior que o universo, como no Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Porque a música é parte de mim, para me conhecer e me amar é preciso conhecer e amar as músicas que amo. Agora mesmo estou a ouvir uma fita cassete que me deu Ademar Ferreira dos Santos, um amigo português. Viajávamos de carro a caminho de Coimbra. O Ademar pôs música a tocar. Ele sempre faz isso. Fauré, numa transcrição para piano. A beleza pôs fim à nossa conversa. Nada do que disséssemos era melhor do que a música. A música produz silêncio. Toda palavra é profanação. Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino, ouvir música é oração. Assim, eu e o Ademar adoramos juntos no altar da beleza. Terminada a viagem, o Ademar retirou a fita e m’a deu. “É sua”, ele disse de forma definitiva. Protestei. Senti-me mal, como se fosse um ladrão. Mas não adiantou. Existem gestos de amizade que não podem ser rejeitados. Assim, trouxe comigo um pedaço do Ademar que é também um pedaço de mim. (Rubem Alves, Na morada das palavras. Adaptado)

A frase do texto caracterizada por um pressuposto é:

A … ela me faz sair do meu mundo medíocre...
B A palavra alienação vem do latim alienum ...
C Eu gosto muito de música clássica.
D Toda palavra é profanação.
E Ouvir música é oração.
Texto associado
A alegria da música Eu gosto muito de música clássica. Comecei a ouvir música clássica antes de nascer, quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela era pianista e tocava... Sem nada ouvir, eu ouvia. E assim a música clássica se misturou com minha carne e meu sangue. Agora, quando ouço as músicas que minha mãe tocava, eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras, onde moram a perfeição e a beleza. Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavra alienação vem do latim alienum , que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressão alienar um imóvel . Pois a música produz alienação: ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro, de beleza e formas perfeitas. Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como na Rêverie , de Schumann; por vezes é maior que o universo, como no Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Porque a música é parte de mim, para me conhecer e me amar é preciso conhecer e amar as músicas que amo. Agora mesmo estou a ouvir uma fita cassete que me deu Ademar Ferreira dos Santos, um amigo português. Viajávamos de carro a caminho de Coimbra. O Ademar pôs música a tocar. Ele sempre faz isso. Fauré, numa transcrição para piano. A beleza pôs fim à nossa conversa. Nada do que disséssemos era melhor do que a música. A música produz silêncio. Toda palavra é profanação. Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino, ouvir música é oração. Assim, eu e o Ademar adoramos juntos no altar da beleza. Terminada a viagem, o Ademar retirou a fita e m’a deu. “É sua”, ele disse de forma definitiva. Protestei. Senti-me mal, como se fosse um ladrão. Mas não adiantou. Existem gestos de amizade que não podem ser rejeitados. Assim, trouxe comigo um pedaço do Ademar que é também um pedaço de mim. (Rubem Alves, Na morada das palavras. Adaptado)

Considere os seguintes enunciados: Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, (I) ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. Protestei. Senti-me mal, (II) como se fosse um ladrão. (III) Mas não adiantou. Assinale a alternativa que expressa corretamente as relações coesivas providas pelos conectivos nos enunciados e a respectiva reescrita.

A restrição: apesar de momentaneamente; (II): comparação: sendo um ladrão; (III) oposição: Portanto não adiantou.
B contraste: mesmo que momentaneamente; (II): condição: caso fosse um ladrão; (III) ressalva: Nem adiantou.
C tempo: sempre momentaneamente; (II) modo: mesmo não sendo ladrão; (III) contraste: Contudo não adiantou.
D condição: desde que momentaneamente; (II) conformidade: de modo que eu fosse um ladrão; (III) Porém não adiantou.
E concessão: embora momentaneamente; (II) comparação: tal qual um ladrão; (III) restrição: Todavia não adiantou.
Texto associado
A alegria da música Eu gosto muito de música clássica. Comecei a ouvir música clássica antes de nascer, quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela era pianista e tocava... Sem nada ouvir, eu ouvia. E assim a música clássica se misturou com minha carne e meu sangue. Agora, quando ouço as músicas que minha mãe tocava, eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras, onde moram a perfeição e a beleza. Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavra alienação vem do latim alienum , que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressão alienar um imóvel . Pois a música produz alienação: ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro, de beleza e formas perfeitas. Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como na Rêverie , de Schumann; por vezes é maior que o universo, como no Concerto nº 3 de Rachmaninoff. Porque a música é parte de mim, para me conhecer e me amar é preciso conhecer e amar as músicas que amo. Agora mesmo estou a ouvir uma fita cassete que me deu Ademar Ferreira dos Santos, um amigo português. Viajávamos de carro a caminho de Coimbra. O Ademar pôs música a tocar. Ele sempre faz isso. Fauré, numa transcrição para piano. A beleza pôs fim à nossa conversa. Nada do que disséssemos era melhor do que a música. A música produz silêncio. Toda palavra é profanação. Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino, ouvir música é oração. Assim, eu e o Ademar adoramos juntos no altar da beleza. Terminada a viagem, o Ademar retirou a fita e m’a deu. “É sua”, ele disse de forma definitiva. Protestei. Senti-me mal, como se fosse um ladrão. Mas não adiantou. Existem gestos de amizade que não podem ser rejeitados. Assim, trouxe comigo um pedaço do Ademar que é também um pedaço de mim. (Rubem Alves, Na morada das palavras. Adaptado)

Tendo em conta as características do texto, é correto afirmar que se trata de um trecho de

A um conto, em que são narrados eventos de que o autor participa em diferentes momentos de sua vida, contestando suas memórias.
B um depoimento, em que o enunciador descreve passagens de sua existência nas quais se dedicou a estreitar relações pessoais.
C uma crônica, em que são narradas experiências introspectivas do enunciador, associadas a sua relação afetiva com a música.
D um editorial, no qual o autor apresenta argumentos próprios para sustentar a tese de que a música clássica transformou sua vida.
E uma resenha, na qual são apresentados traços culturais em composições clássicas declaradas como preferências do autor.