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Mata (ou floresta) ciliar é um tipo de vegetação que circunda os cursos de água (rios, lagos, riachos, córregos, etc.). Recebe esse nome por associação aos cílios, os quais protegem nossos olhos. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/o-que-sao- -matas-ciliares/. Acesso em: 25 jan. 2026. Adaptado. A remoção desse tipo de vegetação por ações humanas traz consequências diretas, como a(o)

A redução do processo de assoreamento, pois a terra fica retida nas áreas agrícolas.
B diminuição da ocorrência de enchentes, devido ao fluxo mais rápido da água no canal principal.
C aumento da biodiversidade aquática, que se beneficia da maior entrada de luz solar e nutrientes.
D aumento da estabilidade das margens dos rios e a prevenção de deslizamentos de terra.
E comprometimento da qualidade da água, devido à maior chegada de sedimentos e poluentes aos rios.
Texto associado
O descobridor das coisas A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo. (José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima , 1975. Adaptado)

Na rua com Totoca, o narrador sente-se

A apreensivo com a possibilidade de o irmão dar-lhe umas palmadas.
B ansioso por achar difícil aprender os ensinamentos de seu irmão.
C triste porque o irmão tinha o mesmo comportamento que em casa.
D acolhido para viver uma realidade diversa daquela vivida em casa.
E extasiado com a vida fora de casa, onde poderia fazer o que quisesse.
Texto associado
O descobridor das coisas A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo. (José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima , 1975. Adaptado)

Na passagem – Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. – prevalece o tipo textual

A narrativo, com o qual o narrador relata momentos de interação com sua mãe, na lavagem das roupas.
B expositivo, com o qual o narrador elenca as qualidades físicas e morais de sua mãe com emotividade.
C dissertativo, com o qual o narrador faz uma análise subjetiva da beleza e da dedicação de sua mãe.
D injuntivo, com o qual o narrador estabelece um diálogo mais próximo com o leitor para falar de sua mãe.
E descritivo, com o qual o narrador faz uma caracterização predominantemente objetiva de sua mãe.
Texto associado
O descobridor das coisas A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo. (José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima , 1975. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado pertence à mesma classe gramatical e exerce a mesma função sintática que o destacado em: “Até bem pouco tempo ninguém me batia.”

A Totoca vinha me ensinando a vida.
B Mas depois descobriram as coisas ...
C Aquilo era esquisito ...
D Não queria saber disso .
E ... mas se tornava muito gostoso .

Morin problematiza a temática do conhecimento em seu célebre Sete saberes necessários à educação do futuro . O autor discute, a título de exemplo, o caso da decodificação da estrutura do código genético (o DNA) empreendida por Watson e Crick, que “surpreenderam e escandalizaram a maioria dos biólogos, que jamais imaginavam que isto poderia ser transcrito em moléculas químicas”. Trata-se de um caso nas ciências que evidencia o funcionamento das ideias normativas, ancorando as causas desse erro

A nos problemas de tradução e reconstrução do conhecimento.
B nas diferenças culturais, sociais e de origem.
C na separação intrínseca entre percepção e alucinação.
D na abordagem da complexidade.
E na ausência de métodos amplamente aceitos.

Libâneo

( 2018 ) entende o planejamento escolar como um meio para se programar as ações docentes, mas também como

A um dispositivo de disciplinarização docente.
B um momento de pesquisa e reflexão ligado à avaliação.
C uma forma de priorizar o plano de aula frente às outras modalidades de planejamento.
D uma abstração das relações concretas e cotidianas.
E uma ruptura com a dinâmica interna do processo de ensino e aprendizagem.

Buckingham

( 2010 ) propõe pensar o letramento digital a partir das discussões que o precedem sobre letramento midiático. Entre os aspectos gerais que compõem o letramento midiático, o autor apresenta o seguinte aspecto conceitual geral: “Letramento envolve também saber quem está comunicando para quem e por quê. No contexto da mídia digital, os jovens precisam estar cientes da crescente importância das influências comerciais – em especial porque estas, com frequência, são invisíveis aos olhos do usuário. Há um aspecto de segurança aí: as crianças precisam saber quando estão sendo alvo de apelos comerciais e como as informações que fornecem podem ser usadas pelas corporações comerciais. Mas o letramento digital envolve também uma consciência mais ampla do papel global de publicação, promoção e patrocínio, e como elas influenciam a natureza da informação inicial disponível. É claro, esta consciência deve ser estendida às fontes não comerciais e aos grupos de interesse, que cada vez usam mais a web como meio de persuasão e de influência”. (UCKINGHAM, D. Cultura Digital, Educação Midiática e o Lugar da Escolarização. Educação & Realidade . 2010) Trata-se do componente conceitual de

A audiência.
B representação.
C acessibilidade.
D produção.
E língua.

Um professor tem pensado a respeito da dificuldade de parte de seus alunos com a leitura, o que fica ainda mais evidente em situações de leitura em voz alta, em frente ao grupo. Conversando com uma colega bastante experiente, esta indicou ao professor que consultasse a obra de Moreira

( 2023 ), em especial quando o autor apresenta os princípios de aprendizagem de Rogers. O professor passou, então, a promover um ambiente de apoio e compreensão, sem atribuir notas à atividade da leitura em voz alta. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, qual princípio específico de Rogers esse encaminhamento segue, de acordo com Moreira

( 2023 ).

A As aprendizagens que ameaçam o eu são mais facilmente percebidas e assimiladas quando as ameaças externas se reduzem a um mínimo.
B Na medida em que uma pessoa constrói os processos de construção de outra, ela pode ter um papel em um processo social envolvendo a outra pessoa.
C Uma pessoa pode empregar, sucessivamente, uma variedade de subsistemas de construção que são, por inferência, incompatíveis entre si.
D A variação no sistema de construção de uma pessoa é limitada pela permeabilidade dos construtos dentro dos âmbitos de conveniência em que as variantes se situam.
E Os processos de uma pessoa são psicologicamente canalizados pelas maneiras pelas quais ela antecipa eventos.

Moreira

( 2023 ), ao apresentar o pensamento de Vygotsky, pergunta como as relações sociais se convertem em funções psicológicas nos indivíduos. Em Vygotsky, a resposta está na

A experiência, ou ação reflexiva de desenvolvimento.
B equilibração, ou atividade de ajuste interior.
C autonomia, ou emancipação intelectual de ruptura com o meio.
D mediação, ou atividade mediada indireta.
E diferenciação de resposta, ou fortalecimento de resposta por reforço positivo.

Azzi (In Pimenta, 2018) observa que a práxis é uma atividade humana em que o sujeito deve passar por uma idealização consciente. Para isso, necessita conhecer a realidade e, então, negá-la. Para a autora, essa negação, no campo da educação, significa

A perceber a dimensão metafísica da pedagogia.
B transformar a realidade em outra.
C adotar o abstracionismo pedagógico.
D recusar a própria práxis em favor da teoria idealizada.
E substituir os saberes docentes por saberes discentes.