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O pianoforte , precursor do piano moderno, foi criado pelo construtor de cravos Bartolomeo Cristofori no início do século 18. Uma de suas principais inovações em relação aos cravos comumente utilizados na época foi a capacidade de controlar a dinâmica de cada nota pela intensidade do toque. Na verdade, o pianoforte foi o segundo instrumento de teclado da história a permitir isto; o primeiro foi o clavicórdio, criado no século 14, cujo uso era limitado devido a sua baixa potência sonora. A característica física comum a ambos os instrumentos que possibilita tal controle dinâmico é

A o uso de duas ou três cordas para cada nota do teclado.
B o fato de as cordas serem percutidas, ao invés de pinçadas.
C a presença de um mecanismo atenuador acionado por pedal.
D o emprego de vigas metálicas para suportar a tensão das cordas.
E o formato da caixa acústica, mais alta e alongada.

A partir do final do século18, e ao longo do século 19, o pianoforte sofreu uma série de modificações estruturais significativas que resultaram no piano moderno, tal como é conhecido hoje. Assinale a alternativa que identifica corretamente duas dessas modificações.

A O aumento da tessitura e a introdução do mecanismo una corda .
B A introdução do mecanismo una corda e a implementação da armação de ferro.
C O uso de cordas de aço e a implementação da armação de ferro.
D A introdução do pedal tonal e do mecanismo una corda .
E A introdução do pedal de sustentação e o uso de cordas de aço.

Assinale a alternativa que contém somente nomes de compositores que escreveram obras originais para piano solista e orquestra sinfônica.

A Franz Liszt, Anton Webern, Olivier Messiaen, Claudio Santoro.
B Franz Schubert, Arnold Schoenberg, Arthur Honegger, Radamés Gnattali.
C Franz Schubert, Igor Stravinsky, Arthur Honegger, Claudio Santoro.
D Robert Schumann, Anton Webern, Arthur Honegger, Francisco Mignone.
E Robert Schumann, Arnold Schoenberg, Olivier Messiaen, Radamés Gnattali.

Peça do século 19, escrita para piano solo, que, durante muitos anos, foi considerada a mais difícil de todo o repertório, devido ao seu uso extensivo de notas repetidas, paralelismos e arpejos em alta velocidade. Maurice Ravel declarou, certa vez, que sua motivação para compor seu “Scarbo” (terceiro movimento de Gaspard de la Nuit ) foi criar uma obra mais difícil do que essa. Trata-se de

A Reminiscências de Don Juan , de Franz Liszt.
B Sonata-Fantasia n o 2 , de Alexander Scriabin.
C Fantasia Wanderer , de Franz Schubert.
D Islamey, de Mily Balakirev.
E Sonata n o 3 , de Frédéric Chopin.

Importante pianista que, após ter seu braço direito amputado durante a Primeira Guerra Mundial, encomendou uma série de obras para piano e orquestra em que o solista toca apenas com a mão esquerda, de compositores como Maurice Ravel, Richard Strauss, Paul Hindemith e Sergei Prokofiev. Trata-se de

A Ricardo Viñes.
B Paul Wittgenstein.
C Arthur Rubinstein.
D Alfredo Casella.
E Artur Schnabel.

Entre 1938 e 1951, o compositor estadunidense John Cage compôs uma série de obras para “piano preparado”, um marco na literatura pianística, em que o som do instrumento é radicalmente transformado e expandido. Como essa transformação é operada nessas obras?

A Com dispositivos eletrônicos primitivos concebidos por Cage, precursores dos sintetizadores modernos.
B Acoplando aos martelos um mecanismo especializado que modifica a forma como estes interagem com as cordas.
C Mapeando o perfil acústico do instrumento e da sala, a fim de explorar efeitos psicoacústicos previsíveis.
D Inserindo objetos de diversos materiais, como parafusos e borrachas, entre as cordas do instrumento.
E Aplicando cargas elétricas variáveis diretamente nas cordas para distorcer ou modular o som produzido.

Antes do surgimento de estilos de improvisação “modais” como o cool jazz ou o fusion , a tradição jazzística de improvisar sobre as estruturas harmônicas de temas pré-compostos, os chamados chorus , teve seu auge no be-bop, gênero consolidado por artistas como Charlie Parker e Dizzie Gillespie. Esta forma de improvisação consiste essencialmente, de forma esquemática, em

A utilizar cromatismos para “preencher” o espaço harmônico entre as notas dos acordes que compõem a harmonia.
B buscar sonoridades inéditas ou inusitadas, explorando ao máximo o potencial timbrístico dos instrumentos.
C derivar padrões geométricos da progressão harmônica e modulá-los em tempo real por operações de combinatória.
D criar jogos de transformação e reordenação a partir de um repertório de frases e células já memorizadas.
E construir frases melódicas a partir de arpejos e escalas que delineiam as funções tonais presentes na harmonia.

Ao reduzir uma partitura orquestral ao piano, muitas vezes pode ser necessário omitir partes secundárias ou condensar harmonias que aparecem originalmente dispostas em várias oitavas. Diante do desafio de ler à primeira vista uma obra orquestral convencional do período Barroco ou Clássico, por exemplo, uma estratégia que pode ser praticada para auxiliar nesse processo é

A isolar a melodia principal e a linha de baixo e rapidamente identificar dobras instrumentais.
B priorizar as indicações de dinâmica, a fim de visualizar rapidamente todos os picos e pontos culminantes.
C definir de antemão a ordem em que as partes instrumentais serão lidas e mantê-la do começo ao fim.
D pular ritornelos e fermatas e encurtar passagens repetitivas, a fim de otimizar o tempo de estudo.
E ignorar instrumentos escritos em claves incomuns, já que estes raramente são usados para vozes principais.