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Voto? Nos EUA de 100 anos atrás, dava para
enviar até crianças pelo correio

Por Rafael Battaglia 4 nov 2020, 16h39

As eleições dos Estados Unidos deste ano terminaram na última terça (3/11). A apuração, contudo, ainda não. Motivo: parte dos votos foi enviada pelo correio, o que atrasou o resultado pela disputa da presidência entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.
Para nós, brasileiros, acostumados com a urna eletrônica, isso pode soar estranho. Acontece que, por lá, é possível votar antecipadamente, e não apenas no dia da eleição. Em 2020, por conta da pandemia, o número de votos pelo correio bateu recorde.
[...] Os americanos costumam usar bastante os correios para receber e enviar encomendas – e até cheques, usados para pagar contas e serviços, são enviados dessa forma.
Mas, 100 anos atrás, os correios da terra do Tio Sam entregavam coisas inusitadas: bebês e crianças.
Querida, enviei as crianças
Em janeiro de 1913, o governo anunciou a criação do Parcel Post, um serviço que permitiria às pessoas enviar e receber correspondências mais pesadas. Até então, os correios só trabalhavam com cartas e pacotes de até quatro libras (1,8 kg). Foi revolucionário – mas não demorou até que algumas pessoas tentassem tirar proveito da nova medida.
Poucas semanas após o começo do Parcel Post, um casal de Ohio chamado Jesse e Mathilda Beagle decidiu enviar o filho James, de apenas oito meses, até a casa de sua avó, a alguns quilômetros dali.
Esse foi o primeiro registro de uma criança enviada pelos correios – e custou a família Beagle apenas 15 centavos (US$ 4, em valores atuais). Os pais inclusive colocaram o bebê no seguro, para o caso dos correios o perderem. Se isso acontecesse, receberiam US$ 50, o que corresponde a US$ 1,3 mil hoje em dia.
Depois disso, outras histórias similares começaram a pipocar nos jornais do país. Mas o caso mais famoso talvez seja o da garota Charlotte May Pierstorff, em fevereiro de 1914. A menina, de apenas quatro anos, viajou 117 quilômetros de trem da sua casa em Grangeville, Idaho (noroeste dos EUA) até a cidade de seus avós.
“O serviço postal era mais barato do que comprar uma passagem de trem”, explicou Jenny Lynch, historiadora do USPS, à revista Smithsonian . Mas pode ficar tranquilo: a pequena Charlotte não foi empacotada como um saco de batatas. Na verdade, o primo de sua mãe trabalhava como balconista no serviço de correio ferroviário. Bastou apenas conversar com asa autoridades locais para acompanhá-la na viagem.
Com o passar dos anos, a história ganhou detalhes cada vez mais bizarros: os selos postais teriam sido colados no casaco de Charlotte, e há relatos, inclusive, de que ela havia sido taxada como carga animal, custando o mesmo que um frango.
Não é verdade: naquela época, apenas bichos como abelhas e insetos podiam ser transportados. O correio só passou a aceitar frangos em 1918. Seja como for, o caso da menina ficou tão conhecido que inspirou até um livro infantil, Mailing May , em 1997.
Ao todo, há registros de pelo menos sete crianças enviadas pelo correio nos EUA – uma dela, inclusive, teria viajado mais de 1.150 quilômetros. A prática só terminou de vez no final dos anos 1910, quando grandes jornais do país, como Washington Post, New York Times e Los Angeles Times publicaram reportagens nas quais o chefe dos correios reiterava que isso não poderia acontecer mais.
Adaptado de: . Acesso em: 16 nov. 2020.

Em “ Querida , enviei as crianças”, o termo em destaque é classificado sintaticamente como

A adjetivo.
B verbo.
C sujeito.
D aposto.
E vocativo.

A abordagem dos Temas Contemporâneos Transversais é uma ferramenta valiosa para a superação da fragmentação do conhecimento e para a formação integral do ser humano com o desenvolvimento de uma visão ampla de mundo. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, assinale a alternativa INCORRETA.

A No projeto pedagógico, os projetos transversais são uma abordagem interdisciplinar.
B No currículo, o cruzamento entre os componentes curriculares e temas contemporâneos transversais é uma abordagem interdisciplinar.
C No currículo, o cruzamento entre habilidades e temas contemporâneos transversais é uma abordagem intradisciplinar.
D Na criação dos planos de aula integrados, ocorre uma abordagem interdisciplinar.
E No projeto pedagógico, os projetos integradores e transdisciplinares são uma abordagem transdisciplinar.
Texto associado
Voto? Nos EUA de 100 anos atrás, dava para
enviar até crianças pelo correio

Por Rafael Battaglia 4 nov 2020, 16h39

As eleições dos Estados Unidos deste ano terminaram na última terça (3/11). A apuração, contudo, ainda não. Motivo: parte dos votos foi enviada pelo correio, o que atrasou o resultado pela disputa da presidência entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.
Para nós, brasileiros, acostumados com a urna eletrônica, isso pode soar estranho. Acontece que, por lá, é possível votar antecipadamente, e não apenas no dia da eleição. Em 2020, por conta da pandemia, o número de votos pelo correio bateu recorde.
[...] Os americanos costumam usar bastante os correios para receber e enviar encomendas – e até cheques, usados para pagar contas e serviços, são enviados dessa forma.
Mas, 100 anos atrás, os correios da terra do Tio Sam entregavam coisas inusitadas: bebês e crianças.
Querida, enviei as crianças
Em janeiro de 1913, o governo anunciou a criação do Parcel Post, um serviço que permitiria às pessoas enviar e receber correspondências mais pesadas. Até então, os correios só trabalhavam com cartas e pacotes de até quatro libras (1,8 kg). Foi revolucionário – mas não demorou até que algumas pessoas tentassem tirar proveito da nova medida.
Poucas semanas após o começo do Parcel Post, um casal de Ohio chamado Jesse e Mathilda Beagle decidiu enviar o filho James, de apenas oito meses, até a casa de sua avó, a alguns quilômetros dali.
Esse foi o primeiro registro de uma criança enviada pelos correios – e custou a família Beagle apenas 15 centavos (US$ 4, em valores atuais). Os pais inclusive colocaram o bebê no seguro, para o caso dos correios o perderem. Se isso acontecesse, receberiam US$ 50, o que corresponde a US$ 1,3 mil hoje em dia.
Depois disso, outras histórias similares começaram a pipocar nos jornais do país. Mas o caso mais famoso talvez seja o da garota Charlotte May Pierstorff, em fevereiro de 1914. A menina, de apenas quatro anos, viajou 117 quilômetros de trem da sua casa em Grangeville, Idaho (noroeste dos EUA) até a cidade de seus avós.
“O serviço postal era mais barato do que comprar uma passagem de trem”, explicou Jenny Lynch, historiadora do USPS, à revista Smithsonian . Mas pode ficar tranquilo: a pequena Charlotte não foi empacotada como um saco de batatas. Na verdade, o primo de sua mãe trabalhava como balconista no serviço de correio ferroviário. Bastou apenas conversar com asa autoridades locais para acompanhá-la na viagem.
Com o passar dos anos, a história ganhou detalhes cada vez mais bizarros: os selos postais teriam sido colados no casaco de Charlotte, e há relatos, inclusive, de que ela havia sido taxada como carga animal, custando o mesmo que um frango.
Não é verdade: naquela época, apenas bichos como abelhas e insetos podiam ser transportados. O correio só passou a aceitar frangos em 1918. Seja como for, o caso da menina ficou tão conhecido que inspirou até um livro infantil, Mailing May , em 1997.
Ao todo, há registros de pelo menos sete crianças enviadas pelo correio nos EUA – uma dela, inclusive, teria viajado mais de 1.150 quilômetros. A prática só terminou de vez no final dos anos 1910, quando grandes jornais do país, como Washington Post, New York Times e Los Angeles Times publicaram reportagens nas quais o chefe dos correios reiterava que isso não poderia acontecer mais.
Adaptado de: . Acesso em: 16 nov. 2020.

Sobre a concordância verbal e nominal empregada no excerto “[...] parte dos votos foi enviada pelo correio [...]”, assinale a alternativa correta.

A A concordância com o verbo no singular é a única opção aceita pela norma padrão.
B A concordância com o verbo “ser” pode se dar tanto no singular (parte dos votos foi) quanto no plural (parte dos votos foram).
C Considerando-se a norma padrão, o excerto apresenta um problema de concordância, visto que o verbo “ser” deveria estar flexionado no plural, concordando com o núcleo do sujeito “votos”.
D Caso a opção fosse pela concordância com a palavra “votos”, o verbo “ser” sofreria alteração para a forma plural, mas o termo “enviar” permaneceria em sua forma feminina.
E “Dos votos” é um adjunto adnominal, com o qual o verbo “foi” estabelece concordância.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

Os currículos e as propostas pedagógicas devem abordar temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Entre esses temas, destacam-se:

( ) direitos da criança e do adolescente (Lei nº 8.069/1990).
( ) estatuto do idoso (Lei nº 10.741/2003).
( ) educação para o trânsito (Lei nº 9.503/1997).
( ) educação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/2009).

A V – V – V – V.
B V – F – F – V.
C F – V – V – V.
D F – V – F – F.
E V – F – V – V.
Texto associado
Voto? Nos EUA de 100 anos atrás, dava para
enviar até crianças pelo correio

Por Rafael Battaglia 4 nov 2020, 16h39

As eleições dos Estados Unidos deste ano terminaram na última terça (3/11). A apuração, contudo, ainda não. Motivo: parte dos votos foi enviada pelo correio, o que atrasou o resultado pela disputa da presidência entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.
Para nós, brasileiros, acostumados com a urna eletrônica, isso pode soar estranho. Acontece que, por lá, é possível votar antecipadamente, e não apenas no dia da eleição. Em 2020, por conta da pandemia, o número de votos pelo correio bateu recorde.
[...] Os americanos costumam usar bastante os correios para receber e enviar encomendas – e até cheques, usados para pagar contas e serviços, são enviados dessa forma.
Mas, 100 anos atrás, os correios da terra do Tio Sam entregavam coisas inusitadas: bebês e crianças.
Querida, enviei as crianças
Em janeiro de 1913, o governo anunciou a criação do Parcel Post, um serviço que permitiria às pessoas enviar e receber correspondências mais pesadas. Até então, os correios só trabalhavam com cartas e pacotes de até quatro libras (1,8 kg). Foi revolucionário – mas não demorou até que algumas pessoas tentassem tirar proveito da nova medida.
Poucas semanas após o começo do Parcel Post, um casal de Ohio chamado Jesse e Mathilda Beagle decidiu enviar o filho James, de apenas oito meses, até a casa de sua avó, a alguns quilômetros dali.
Esse foi o primeiro registro de uma criança enviada pelos correios – e custou a família Beagle apenas 15 centavos (US$ 4, em valores atuais). Os pais inclusive colocaram o bebê no seguro, para o caso dos correios o perderem. Se isso acontecesse, receberiam US$ 50, o que corresponde a US$ 1,3 mil hoje em dia.
Depois disso, outras histórias similares começaram a pipocar nos jornais do país. Mas o caso mais famoso talvez seja o da garota Charlotte May Pierstorff, em fevereiro de 1914. A menina, de apenas quatro anos, viajou 117 quilômetros de trem da sua casa em Grangeville, Idaho (noroeste dos EUA) até a cidade de seus avós.
“O serviço postal era mais barato do que comprar uma passagem de trem”, explicou Jenny Lynch, historiadora do USPS, à revista Smithsonian . Mas pode ficar tranquilo: a pequena Charlotte não foi empacotada como um saco de batatas. Na verdade, o primo de sua mãe trabalhava como balconista no serviço de correio ferroviário. Bastou apenas conversar com asa autoridades locais para acompanhá-la na viagem.
Com o passar dos anos, a história ganhou detalhes cada vez mais bizarros: os selos postais teriam sido colados no casaco de Charlotte, e há relatos, inclusive, de que ela havia sido taxada como carga animal, custando o mesmo que um frango.
Não é verdade: naquela época, apenas bichos como abelhas e insetos podiam ser transportados. O correio só passou a aceitar frangos em 1918. Seja como for, o caso da menina ficou tão conhecido que inspirou até um livro infantil, Mailing May , em 1997.
Ao todo, há registros de pelo menos sete crianças enviadas pelo correio nos EUA – uma dela, inclusive, teria viajado mais de 1.150 quilômetros. A prática só terminou de vez no final dos anos 1910, quando grandes jornais do país, como Washington Post, New York Times e Los Angeles Times publicaram reportagens nas quais o chefe dos correios reiterava que isso não poderia acontecer mais.
Adaptado de: . Acesso em: 16 nov. 2020.

Sobre o título do texto, assinale a alternativa correta.

A As expressões “nos EUA” e “100 anos atrás” não são classificadas sintaticamente como adjuntos adverbiais de lugar e tempo, respectivamente.
B O verbo “dava” é bitransitivo e significa “entregar algo a alguém”.
C A expressão “dava para enviar” assinala o alto grau de formalidade do texto.
D O elemento “até” indica que as crianças eram o único tipo de encomenda enviada pelo correio naquela época.
E O termo “atrás” é um advérbio de lugar, podendo ser substituído por “detrás” sem que isso cause prejuízo semântico ao excerto.
Texto associado
Voto? Nos EUA de 100 anos atrás, dava para
enviar até crianças pelo correio

Por Rafael Battaglia 4 nov 2020, 16h39

As eleições dos Estados Unidos deste ano terminaram na última terça (3/11). A apuração, contudo, ainda não. Motivo: parte dos votos foi enviada pelo correio, o que atrasou o resultado pela disputa da presidência entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.
Para nós, brasileiros, acostumados com a urna eletrônica, isso pode soar estranho. Acontece que, por lá, é possível votar antecipadamente, e não apenas no dia da eleição. Em 2020, por conta da pandemia, o número de votos pelo correio bateu recorde.
[...] Os americanos costumam usar bastante os correios para receber e enviar encomendas – e até cheques, usados para pagar contas e serviços, são enviados dessa forma.
Mas, 100 anos atrás, os correios da terra do Tio Sam entregavam coisas inusitadas: bebês e crianças.
Querida, enviei as crianças
Em janeiro de 1913, o governo anunciou a criação do Parcel Post, um serviço que permitiria às pessoas enviar e receber correspondências mais pesadas. Até então, os correios só trabalhavam com cartas e pacotes de até quatro libras (1,8 kg). Foi revolucionário – mas não demorou até que algumas pessoas tentassem tirar proveito da nova medida.
Poucas semanas após o começo do Parcel Post, um casal de Ohio chamado Jesse e Mathilda Beagle decidiu enviar o filho James, de apenas oito meses, até a casa de sua avó, a alguns quilômetros dali.
Esse foi o primeiro registro de uma criança enviada pelos correios – e custou a família Beagle apenas 15 centavos (US$ 4, em valores atuais). Os pais inclusive colocaram o bebê no seguro, para o caso dos correios o perderem. Se isso acontecesse, receberiam US$ 50, o que corresponde a US$ 1,3 mil hoje em dia.
Depois disso, outras histórias similares começaram a pipocar nos jornais do país. Mas o caso mais famoso talvez seja o da garota Charlotte May Pierstorff, em fevereiro de 1914. A menina, de apenas quatro anos, viajou 117 quilômetros de trem da sua casa em Grangeville, Idaho (noroeste dos EUA) até a cidade de seus avós.
“O serviço postal era mais barato do que comprar uma passagem de trem”, explicou Jenny Lynch, historiadora do USPS, à revista Smithsonian . Mas pode ficar tranquilo: a pequena Charlotte não foi empacotada como um saco de batatas. Na verdade, o primo de sua mãe trabalhava como balconista no serviço de correio ferroviário. Bastou apenas conversar com asa autoridades locais para acompanhá-la na viagem.
Com o passar dos anos, a história ganhou detalhes cada vez mais bizarros: os selos postais teriam sido colados no casaco de Charlotte, e há relatos, inclusive, de que ela havia sido taxada como carga animal, custando o mesmo que um frango.
Não é verdade: naquela época, apenas bichos como abelhas e insetos podiam ser transportados. O correio só passou a aceitar frangos em 1918. Seja como for, o caso da menina ficou tão conhecido que inspirou até um livro infantil, Mailing May , em 1997.
Ao todo, há registros de pelo menos sete crianças enviadas pelo correio nos EUA – uma dela, inclusive, teria viajado mais de 1.150 quilômetros. A prática só terminou de vez no final dos anos 1910, quando grandes jornais do país, como Washington Post, New York Times e Los Angeles Times publicaram reportagens nas quais o chefe dos correios reiterava que isso não poderia acontecer mais.
Adaptado de: . Acesso em: 16 nov. 2020.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que

A seu tema central é a eleição presidencial dos EUA.
B o motivo para a demora na apuração dos votos para presidente dos EUA se deu devido à não utilização de urnas eletrônicas, diferentemente do Brasil.
C o correio foi criado nos EUA em 1913.
D as crianças eram enviadas pelo correio porque, assim, os pais poderiam economizar dinheiro.
E há absoluta certeza de que não mais que sete crianças foram enviadas pelo correio nos EUA.

Sobre o período de desenvolvimento pré-operatório, na perspectiva piagetiana, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) A lógica da criança é focada em si mesma (egocêntrica).
( ) Um pensamento peculiar dessa fase é o animismo e o antropomorfismo.
( ) A criança demonstra noção de conservação e de reversibilidade.
( ) Um importante conceito dessa fase é o desenvolvimento da reversibilidade.

A V – F – V – F.
B V – V – F – F.
C F – V – F – V.
D V – F – V – V.
E F – F – V – F.

Sobre o papel do erro na produção dos alunos, assinale a alternativa correta.

A Todos os erros cometidos pelos alunos são construtivos de estruturas cognitivas.
B Todos os erros são de uma mesma natureza e devem ser tratados de forma idêntica.
C Para sua eventual superação, são necessárias condutas pedagógicas diferenciadas.
D Dissocia-se da construção de estruturas cognitivas novas e superiores às precedentes.
E Evidencia que aprender consiste em incorporar informações já constituídas.
Texto associado
Voto? Nos EUA de 100 anos atrás, dava para
enviar até crianças pelo correio

Por Rafael Battaglia 4 nov 2020, 16h39

As eleições dos Estados Unidos deste ano terminaram na última terça (3/11). A apuração, contudo, ainda não. Motivo: parte dos votos foi enviada pelo correio, o que atrasou o resultado pela disputa da presidência entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.
Para nós, brasileiros, acostumados com a urna eletrônica, isso pode soar estranho. Acontece que, por lá, é possível votar antecipadamente, e não apenas no dia da eleição. Em 2020, por conta da pandemia, o número de votos pelo correio bateu recorde.
[...] Os americanos costumam usar bastante os correios para receber e enviar encomendas – e até cheques, usados para pagar contas e serviços, são enviados dessa forma.
Mas, 100 anos atrás, os correios da terra do Tio Sam entregavam coisas inusitadas: bebês e crianças.
Querida, enviei as crianças
Em janeiro de 1913, o governo anunciou a criação do Parcel Post, um serviço que permitiria às pessoas enviar e receber correspondências mais pesadas. Até então, os correios só trabalhavam com cartas e pacotes de até quatro libras (1,8 kg). Foi revolucionário – mas não demorou até que algumas pessoas tentassem tirar proveito da nova medida.
Poucas semanas após o começo do Parcel Post, um casal de Ohio chamado Jesse e Mathilda Beagle decidiu enviar o filho James, de apenas oito meses, até a casa de sua avó, a alguns quilômetros dali.
Esse foi o primeiro registro de uma criança enviada pelos correios – e custou a família Beagle apenas 15 centavos (US$ 4, em valores atuais). Os pais inclusive colocaram o bebê no seguro, para o caso dos correios o perderem. Se isso acontecesse, receberiam US$ 50, o que corresponde a US$ 1,3 mil hoje em dia.
Depois disso, outras histórias similares começaram a pipocar nos jornais do país. Mas o caso mais famoso talvez seja o da garota Charlotte May Pierstorff, em fevereiro de 1914. A menina, de apenas quatro anos, viajou 117 quilômetros de trem da sua casa em Grangeville, Idaho (noroeste dos EUA) até a cidade de seus avós.
“O serviço postal era mais barato do que comprar uma passagem de trem”, explicou Jenny Lynch, historiadora do USPS, à revista Smithsonian . Mas pode ficar tranquilo: a pequena Charlotte não foi empacotada como um saco de batatas. Na verdade, o primo de sua mãe trabalhava como balconista no serviço de correio ferroviário. Bastou apenas conversar com asa autoridades locais para acompanhá-la na viagem.
Com o passar dos anos, a história ganhou detalhes cada vez mais bizarros: os selos postais teriam sido colados no casaco de Charlotte, e há relatos, inclusive, de que ela havia sido taxada como carga animal, custando o mesmo que um frango.
Não é verdade: naquela época, apenas bichos como abelhas e insetos podiam ser transportados. O correio só passou a aceitar frangos em 1918. Seja como for, o caso da menina ficou tão conhecido que inspirou até um livro infantil, Mailing May , em 1997.
Ao todo, há registros de pelo menos sete crianças enviadas pelo correio nos EUA – uma dela, inclusive, teria viajado mais de 1.150 quilômetros. A prática só terminou de vez no final dos anos 1910, quando grandes jornais do país, como Washington Post, New York Times e Los Angeles Times publicaram reportagens nas quais o chefe dos correios reiterava que isso não poderia acontecer mais.
Adaptado de: . Acesso em: 16 nov. 2020.

Em que dia da semana o texto foi publicado?

A Segunda-feira.
B Terça-feira.
C Quarta-feira.
D Quinta-feira.
E Sexta-feira.

O crescimento infantil é um processo global e interligado. Sobre esse aspecto, assinale a alternativa correta.

A É produzido de forma homogênea.
B Exige intervenções para um progresso equilibrado.
C É produzido de automaticamente.
D Os processos para as aprendizagens de movimentos psicomotores finos e da linguagem são do mesmo âmbito e exigem processos semelhantes para a aprendizagem.
E Para cada aspecto a ser desenvolvido, há uma atividade específica, menos global e integradora.