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O uso da noção de protagonismo juvenil na literatura especializada e na reforma do ensino médio brasileiro, em décadas
recentes, pode ser compreendida como a

A inserção qualificada de estudantes em fóruns escolares de decisão, como a APM.
B encenação de estudantes como atores centrais em práticas culturais multivariadas.
C participação ativa dos estudantes na dinâmica social da unidade escolar e de seu entorno.
D representação de alunos e alunas da educação básica nas dinâmicas dos grupos de ensino-aprendizagem.
E agitação moralmente orientada de estudantes da educação básica nos espaços informais da unidade escolar.

Ao lado daquilo que os críticos da obra de Gregório de Matos qualificam, irrevogavelmente, de plágios, registramos também, em nossas leituras, temas, frases e procedimentos variados que o poeta foi buscar em outros autores. Em grande parte, trata-se de paródias camonianas ou de outros poetas, sendo visível a intenção do autor de estabelecer um canto paralelo ou um contraponto poético, imitando mais por espírito de emulação e sem ocultar seus desígnios, o que seria impossível, até pela projeção dos modelos. Há, contudo, exemplos expressivos de apropriação, mas como era habitual no poeta: partindo de um núcleo tomado de outro autor, reelaborar o restante, criando um novo poema. Outra maneira de que se valeu para criar em cima do texto alheio foi a paródia.
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(Adaptado de: GOMES, João Carlos Teixeira. Gregório de Matos, o Boca de Brasa (um estudo de plágio e criação). Petrópolis: Editora Vozes, 1985, p. 90-91)
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A primeira estrofe de soneto de Gregório de Matos em que se pode identificar “a desconstrução de soneto camoniano com a atitude parodística e intuito humorístico” é:

A Carregado de mim ando no mundo
E o grande peso embarga-me as passadas;
Que, como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.
B Alma ditosa, que na empírea corte,
Pisando estrelas vais de sol vestida,
Alegres com te ver fomos na vida,
Tristes com te perder somos na morte.
C Sete anos a nobreza da Bahia
Servia a uma pastora indiana e bela
Porém serviu à Índia, e não a ela,
Que à Índia só por prêmio pretendia.
D Alegre com a empresa desejosa
Corta o Cabo a espessura e busca a via
Não faltando da esquadra criminosa
Algum, que não pudesse neste dia:
Marcha triunfando a gente belicosa,
Pasmam de ver os filhos da Bahia
O sucesso, a prisão, os rebelados,
Cam. As armas e os varões assinalados.
E Triste Bahia, oh quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado;
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mim abundante.