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Os estudos que envolvem pensamento e linguagem compreendem relações interfuncionais existentes no desenvolvimento do homem, a unidade entre consciência e funções psíquicas. Como o desenvolvimento da consciência humana determina a autonomia das funções isoladas?

A As funções isoladas operam inseparavelmente em um processo mútuo.
B A essência do desenvolvimento psíquico se constitui por variações que ocorrem na estrutura interfuncional da consciência.
C A premissa da consciência é a combinação de um conjunto tácito que anula os efeitos práticos das funções isoladas.
D A relação entre as funções isoladas e a consciência são invariáveis e operam ininterruptamente.
E As relações entre percepção e atenção, entre atenção e memória são constantes nas funções isoladas.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz mudanças no currículo da Educação Básica que impactam efetivamente na inclusão de questões sociais no currículo escolar, assegurando a inserção de temas contemporâneos transversais que têm

A a condição de impor articulação entre os temas e os componentes curriculares do Ensino Médio.
B a condição de realizar maior detalhamento sobre os temas inseridos na Educação Básica, contribuindo com a dicotomia educacional.
C a condição de disseminar conhecimentos específicos e particulares, contribuindo com as vivências dos estudantes.
D a condição de retratar o elo entre os diversos componentes curriculares e realizar conexão com as vivências dos estudantes.
E a condição de práticas socioinstitucionais que atuem diretamente na motivação e na aprendizagem dos alunos.

O Ensino Fundamental de 9 anos traz uma proposta pedagógica própria que precisa ser desenvolvida nas instituições escolares. Portanto, o currículo está associado a questões sociais, econômicas, políticas e culturais, logo, para que a organização pedagógica se concretize, o currículo precisa ser entendido como:

1. áreas do conhecimento definidas pela política educacional brasileira;
2. conteúdos ensinados e aprendidos, considerando as experiências de aprendizagem dos alunos;
3. uma prerrogativa da escola que ocorre em diferentes espaços sociais;
4. progressão escolar baseada nas condições de aprendizagem dos alunos.

Em relação à organização pedagógica do Ensino Fundamental de nove anos, a categoria do currículo

A está definida em 3, sendo igual à categoria 4.
B está definida em 1 e complementa a categoria 2.
C está definida em 4, sendo igual à categoria 1.
D está definida em 2 e complementa a categoria 3.
E está definida em 1, sendo igual à categoria 3.

O ensino, quando ocorre por meio da transmissão de conhecimentos e não apresenta reflexão sobre os conteúdos abordados, não atinge os objetivos delimitados ao ensino de matemática. Assim, no âmbito do ensino de matemática, como é possível definir seus recursos didáticos?

A São recursos físicos, utilizados nas disciplinas e têm por objetivo auxiliar o educando na realização da aprendizagem.
B São técnicas e métodos naturais empregados em todas as disciplinas.
C São recursos didáticos que visam condicionar a capacidade do aluno na matemática.
D São recursos limitados que visam à seleção, à adaptação e à confecção.
E São técnicas e métodos de um sistema laboratorial indispensável na condução da prática pedagógica.

Considerando o navegador Mozilla Firefox versão 92, em português em sua instalação padrão, para realizar as ações de ABRIR uma nova aba e FECHAR a aba ativa, devem ser utilizadas, respectivamente, quais teclas de atalho?

Obs.: O caractere “+” foi utilizado apenas para interpretação da questão.

A Ctrl + N e Ctrl + F4
B Ctrl + O e Ctrl + Z
C Ctrl + T e Ctrl + W
D Ctrl + N e Alt + F4
E Ctrl + T e Atrl + Z
Texto associado
MENTIRINHAS

“É ingá”, ele diz enquanto chupa uma semente, a vagem aberta entre os dedos, e eu não consigo tirar os olhos daquele bigode desajeitado subindo e descendo, os pelos grisalhos amontoados num rosto queimado de sol. “Cê quer, Tininha?”, ele estende a mão com algumas daquelas sementes esquisitas, “não, vô, pode comer”. Ele olha divertido, como se fosse fazer piada, mas fica quieto, chupando sementes.
“Cê sabe, Tininha, cê não precisa ficar assim, né? Cê é moça nova, cê logo arruma outro rapaz”, ele fala olhando pra árvore, pra vagem, pra raiz. Nunca no meu olho. Nunca foi de jogar o olho no meu olho quando era coisa séria, só quando era de brincadeira. “Não é isso, vô. É que ele mentiu. Por que foi que ele mentiu? Por que não me falou logo que tinha esposa, que tinha filho? Por que me enrolou até agora? Dois anos, vô. Eu tava pensando em noivar. Agora não tenho mais nada.”
“É homem, Tininha”, ele fala cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço: baba de sapo, perna de lagarto, um abracadabra brabo e viscoso. E eu aperto os dentes para não chorar de novo, mais uma vez, pra não me debulhar de lágrima imerecida. “Que que tem que é homem, vô? Só porque é homem tem que mentir? Vai me dizer que o senhor mentia pra vó?
Ele fica de olho comprido no horizonte, os dedos futucando outra vagem, como minhoquinhas na terra. “Menti pra muita gente, Tininha. Menti pros meus pais, pros professores, pros amigos, pra sua mãe... Menti pra sua vó... A vida é assim. Um monte de mentirinhas que a gente vai contando. Até pra gente mesmo”. Ele funga um pouco, limpa a testa com as costas da mão e fica quieto, o olho no ingá. Eu já menti pra caramba também, não sei por que o espanto. Minto desde criança, para não apanhar, para ganhar uma qualquer coisa a mais, dinheiro, uma bala, um dadinho de amendoim. Quem não mente?
“Cê arruma outro rapaz”, ele repete por fim, encerrando o assunto e levantando do banco de madeira mal feito. Vai arrastando um pé depois do outro na direção da cozinha e pela primeira vez na vida penso que talvez meu avô não tenha sido tão feliz quanto parecia quando contava as aventuras da juventude. O vô de repente era grande por dentro, maior do que eu nem sei. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

Assinale a alternativa correta sobre o seguinte excerto: “‘É homem, Tininha’, ele fala cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço: baba de sapo, perna de lagarto, um abracadabra brabo e viscoso.”.

A Ao falar cuspindo o caroço, o avô lança três feitiços: baba de sapo, perna de lagarto e abracadabra.
B O termo “viscoso” é sinônimo de “perigoso”.
C Em “[...] cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço [...]” há seis repetições do fonema /s/.
D O termo “brabo” poderia ser substituído por “venenoso” sem que isso causasse prejuízo semântico à frase.
E A norma padrão preconiza o uso do termo “guspindo” ao invés de “cuspindo”.

A alfabetização na perspectiva freiriana propõe que esse processo

A seja autônomo e independente do letramento.
B parta do raciocínio lógico dos sujeitos-aprendizes.
C seja simultâneo no mundo imaterial do sujeito.
D parta do contexto maturacional que o indivíduo vive.
E parta do concreto real para o sujeito-aprendiz.

Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
No ano de 2012, Paulo Freire foi reconhecido e nomeado o Patrono da Educação Brasileira. Sua proposta de educação problematizadora está assentada em:

I. Indissociabilidade do contexto e da história de vida na formação dos sujeitos.
II. Uma diversidade de textos que circulam socialmente entre os sujeitos, garantindo o domínio da técnica.
III. Práticas que envolvem o diálogo e a relação entre aluno e professor.
IV. Imergir o indivíduo em um mundo onde há, com frequência, objetos culturais.

A Apenas IV.
B Apenas II e IV.
C Apenas II e III.
D Apenas I e III.
E Apenas I e IV.
Texto associado
MENTIRINHAS

“É ingá”, ele diz enquanto chupa uma semente, a vagem aberta entre os dedos, e eu não consigo tirar os olhos daquele bigode desajeitado subindo e descendo, os pelos grisalhos amontoados num rosto queimado de sol. “Cê quer, Tininha?”, ele estende a mão com algumas daquelas sementes esquisitas, “não, vô, pode comer”. Ele olha divertido, como se fosse fazer piada, mas fica quieto, chupando sementes.
“Cê sabe, Tininha, cê não precisa ficar assim, né? Cê é moça nova, cê logo arruma outro rapaz”, ele fala olhando pra árvore, pra vagem, pra raiz. Nunca no meu olho. Nunca foi de jogar o olho no meu olho quando era coisa séria, só quando era de brincadeira. “Não é isso, vô. É que ele mentiu. Por que foi que ele mentiu? Por que não me falou logo que tinha esposa, que tinha filho? Por que me enrolou até agora? Dois anos, vô. Eu tava pensando em noivar. Agora não tenho mais nada.”
“É homem, Tininha”, ele fala cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço: baba de sapo, perna de lagarto, um abracadabra brabo e viscoso. E eu aperto os dentes para não chorar de novo, mais uma vez, pra não me debulhar de lágrima imerecida. “Que que tem que é homem, vô? Só porque é homem tem que mentir? Vai me dizer que o senhor mentia pra vó?
Ele fica de olho comprido no horizonte, os dedos futucando outra vagem, como minhoquinhas na terra. “Menti pra muita gente, Tininha. Menti pros meus pais, pros professores, pros amigos, pra sua mãe... Menti pra sua vó... A vida é assim. Um monte de mentirinhas que a gente vai contando. Até pra gente mesmo”. Ele funga um pouco, limpa a testa com as costas da mão e fica quieto, o olho no ingá. Eu já menti pra caramba também, não sei por que o espanto. Minto desde criança, para não apanhar, para ganhar uma qualquer coisa a mais, dinheiro, uma bala, um dadinho de amendoim. Quem não mente?
“Cê arruma outro rapaz”, ele repete por fim, encerrando o assunto e levantando do banco de madeira mal feito. Vai arrastando um pé depois do outro na direção da cozinha e pela primeira vez na vida penso que talvez meu avô não tenha sido tão feliz quanto parecia quando contava as aventuras da juventude. O vô de repente era grande por dentro, maior do que eu nem sei. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

Assinale a alternativa correta sobre o seguinte excerto presente no 2º parágrafo: “Não é isso, vô. É que ele mentiu. Por que foi que ele mentiu? Por que não me falou logo que tinha esposa, que tinha filho?”.

A O pronome “isso” se refere ao substantivo “brincadeira”.
B O pronome “me” poderia estar posposto ao verbo “falou” sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.
C Em “[...] que tinha esposa [...]”, o item em destaque serve para introduzir uma oração que funciona como complemento do verbo “falou”.
D No excerto, o termo “logo” exerce papel de conjunção conclusiva.
E A palavra “filho” contém o encontro consonantal “lh”.

O professor da Educação Básica precisa desenvolver sua prática pedagógica alfabetizando e letrando concomitantemente, pois o professor nesse nível da educação tem papel político, humano e pedagógico. Assim, na dimensão pedagógica, cabe ao professor

A viabilizar a formação contínua da equipe pedagógica, apresentando novos conteúdos e propostas para a alfabetização e o letramento.
B inserir no projeto político pedagógico da escola projetos interdisciplinares que envolvam alunos e comunidade externa.
C transformar a sala de aula em um ambiente lúdico, dinâmico, enriquecedor, utilizando recursos e metodologias que contribuam para esse processo.
D efetivar cursos que estimulem os pais a lerem em casa para seus filhos.
E sensibilizar a família por meio de palestras acerca da importância do letramento na formação e desenvolvimento dos alunos.