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A partir da leitura do artigo 3o do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos do Estado do Espirito Santo a alternativa que fundamenta três de seus princípios é:

A Democracia ampla, geral e irrestrita; Práticas efetivas de respeito aos professores; Transversalidade de conteúdos dogmá ticos e conteúdos conceituais.
B Transversalidade, vivência e respeito; Democracia horizontal; Autonomia para gerenciar conflitos.
C Democracia na educação; Transversalidade, vivência e globalidade; Sustentabilidade socioambiental.
D Orientação de credo religioso que não seja doutrinário; Democracia vertical da educação; Promover um ambiente de paz e tranquilidade.
E Igualdade de direitos respeitando a hierarquia de credos; Laicidade na Educação; Transversalidade, interunidade e respeito.
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 7 referem-se ao texto abaixo.

Medo da eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Um dos elementos mais importantes na organização do texto de Clarice Lispector é o advérbio de tempo, como o que se encontra grifado em:

I. Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade . (1º parágrafo)
II. E eis -me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta . (7º parágrafo)
III. E agora que é que eu faço? perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. (9º parágrafo)
IV. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. (16º parágrafo)

Atende ao enunciado APENAS o que consta de

A I, II e IV.
B II e IV.
C II e III.
D I e III.
E I, III e IV.

“Inserções em circuitos ideológicos” é o nome de um trabalho de Cildo Meireles, realizado em 1975, no qual cédulas de um Cruzeiro (moeda vigente na época) eram suporte para uma ação do artista. É correto afirmar que as cédulas

A eram distribuídas a funcionários de bancos internacionais que as utilizavam em operações financeiras.
B eram arremessadas no alto dos edifícios de centros comerciais, causando transtorno aos transeuntes.
C recebiam carimbada a pergunta "Quem matou Herzog?", e colocadas em circulação.
D recebiam frases de ordem e ditos populares escolhidos pela população por meio de pesquisa prévia.
E eram dadas aos moradores de rua como forma de redistribuição de renda.

Considere a situação abaixo.

Um grupo de alunos em deslocamento para uma visita a um museu aborda o professor durante o percurso fazendo perguntas e comentando sobre o percurso em que transitam.

Partindo dos conceitos de Fernando Hernández, tal postura deve ser estimulada por

A ocupar os alunos durante o trajeto a fim de evitar atritos e situações que estimulem o bulling. Favorecendo a possibilidade de novos laços afetivos e sociais.
B reconhecer o trajeto entre escola e museu possibilitando que o aluno consiga retornar de maneira autônoma individualmente ou com seus familiares. Favorecendo a construção da independência e maturidade.
C buscar exemplos na cultura que nos cerca tem a função de aprender a interpretá-los a partir de diferentes pontos de vista e favorecer a tomada de consciência dos aluno sobre si mesmos e sobre o mundo de que fazem parte.
D buscar exemplos na cultura que nos cerca fortalecendo um olhar crítico as diferentes classes sociais que colaboram com a depreciação do patrimônio cultural. Favorecendo, desta maneira, a tomada de consciência da necessidade de novos projetos de trabalho.
E reconhecer as diferenças entre a cultura visual da escola, da rua e do museu com o objetivo de impor uma mudança educativa na postura dos alunos em sala de aula para que melhorem seus conceitos em projetos de trabalho.

Considere a obra abaixo.

(https://makingarthappen.files.wordpress.com/2011/09/rh2.jpg)

A obra denominada “O que Exatamente Torna os Lares de Hoje Tão Diferentes, Tão Atraentes?”, de 1956, com autoria de Richard Hamilton foi concebida como pôster e ilustração para o catálogo da exposição This Is Tomorrow [Este É o Amanhã] do Independent Group de Londres. O quadro carrega temas e técnicas dominantes de uma nova expressão artística que despon tava nos EUA.

O nome do Movimento artístico a que a obra pertence e a técnica utilizada pelo artista para sua composição são, respectiva mente:

A Op Art, fotografia.
B Pop Art, colagem.
C Pop Art, fotografia.
D Web Art, photoshop.
E Merchandising, colagem.

Considere a imagem abaixo.

A imagem faz parte do conjunto de pinturas rupestres do Parque Nacional da Serra da
Capivara no Estado do Piauí.

Este costume de se exprimir graficamente é uma manifestação do sistema de comunicação social. Como tal, a representação gráfica é portadora de uma mensagem cujo significado só pode ser compreendido no contexto social no qual foi formulado.

É correto afirmar:

A A imagem representa um ato de afeto pois apresenta uma cena de beijo entre duas pessoas.
B A imagem representa uma situação de manutenção da espécie pois apresenta uma mãe transferindo alimento de sua boca para seu filho.
C Não é possível decifrar seu código visual, pois a imagem é composta por elementos icônicos, cuja completa significação perdeu-se definitivamente no tempo por não conhecermos o código social dos grupos que o fizeram.
D Não é possível afirmar seu código visual no momento. Antropólogos e artistas do FUMDHAM ainda estão no início das investigações arqueológicas no Parque.
E Para que a imagem seja compreendida em sua totalidade visual é fundamental uma política voltada a preservação do patrimônio nacional. Infelizmente a falta de verbas e subsídios ao Parque Nacional da Serra da Capivara impede uma investigação aprofundada relativa as temáticas de suas pinturas rupestres.
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 7 referem-se ao texto abaixo.

Medo da eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Parei um instante na rua, perplexa . (5º parágrafo)
Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. (7º parágrafo)
– E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. (9º parágrafo)

As palavras grifadas nessas frases assumem no texto, respectivamente, o sentido de:

A atônita – figurava – cerimônia
B inerme – transcendia – liturgia
C atônita – simbolizava – périplo
D desorientada – figurava – imolação
E assustada – transcendia – périplo

A obra In advanceof the broken arm de1915 é o primeiro readymade de Marcel Duchamp.

(http://minerva.union.edu/duncanc
/surrealism/Marcel%20Duchamp%
20In%20Advance%20of%20a%20B
roken%20Arm.jpg)

Considere o texto abaixo.

“Trata-se da primeira obra − se é que o termo “obra” se aplica − a que Duchamp deu o nome de “readymade”. Comprou-a numa loja de ferragens em 1915. Como é típico de um readymade não retrabalhado pelo artista, a pá de limpar neve foi apenas transportada para locais de exposição.”
(TASSINARI, Alberto. O espaço Moderno , p. 81)

A partir do texto é possível afirmar que a atitude provocativa de Duchamp ao criar os readymades foi de:

A criar uma zona de instabilidade ao incorporar à obra o valor do espaço em que está exposta.
B criticar a produção industrial utilizando uma pá de lixo como elemento.
C valorizar o trabalho do desenhista industrial em detrimento ao do artista.
D valorizar a mão de obra operária em detrimento a arte burguesa.
E banalizar a arte e os artistas através do Movimento Cubista.

Sobre o Impressionismo, é correto afirmar que

A contou, como movimento artístico, com artistas vindos de outras vanguardas do período do entre guerras, como Pablo Picasso e Salvador Dali.
B teve grande representação na França, com compositores como Claude Debussy, autor bastante influenciado pela sonoridade da música oriental.
C contou com artistas como Edouard Manet e Auguste Renoir, que tinham como principal referência o cânone renascentista, especialmente quanto ao desenho da anatomia humana.
D priorizava a representação da natureza tendo por foco a observação da luz e da cor, tendo por grande influência René Magritte.
E tratava de ser, em boa medida, um desdobramento dócil do Romantismo, movimento anterior que influenciou Paul Cézanne e contou com o artista Jean-Auguste Dominique Ingres.

Todos têm o direito de aprender. Por isso, sua proposta consiste fundamentalmente no planejamento racional da atividade pedagógica, com operacionalização dos objetivos, privilegiando as funções de planejar, organizar, dirigir e controlar. O plano pedagógico deve se submeter ao administrativo.

As características apresentadas estão relacionadas à tendência da educação

A tecnicista.
B construtivista.
C crítica.
D antiautoritária.
E crítico-reprodutivista.