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Um currículo construído na perspectiva da Educação Integral precisa dar respostas teóricas e práticas para o por quê, o quê, onde, quando e como ensinar e avaliar aprendizagens. Mas não só: estas precisam estar contextualizadas, oferecendo oportunidades para que os alunos se desenvolvam integralmente. O currículo da Educação Integral tem por objetivo garantir a construção de sentido e significado das aprendizagens para os estudantes. Este currículo deve ser capaz de articular três elementos: a visão de desenvolvimento integral como objetivo das aprendizagens, o uso de metodologias mais ativas para manter o interesse e a curiosidade dos estudantes, e:

A o reconhecimento de identidades para contextualizar as aprendizagens.
B o desafio de aprender, compartilhado com toda a comunidade escolar.
C a estruturação do movimento da não-violência e da cultura de paz.
D a ampliação de habilidades e competências necessárias ao futuro.
E o envolvimento com projetos em parcerias, do tipo gestão de conflitos.

“Segundo Amorim Neto e Rosito

( 2009 ) o educador, além de sua formação acadêmica, deve trazer em si sinais de amadurecimento moral, afetivo e emocional para que ele possa conhecer-se e encontrar-se em si mesmo para depois dedicar-se verdadeiramente aos educandos. Segundo os autores a questão crucial para uma sociedade mais humana e fraterna é a valorização do convívio solidário entre os seres humanos. Sem isso a sociedade e as relações humanas serão caracterizadas pela indiferença e pela anulação do outro. Desta forma, verificamos que as relações interpessoais que desenvolvemos ao longo de nossas vidas têm implicações decisivas em nossa maneira de agir e pensar. No ambiente escolar, especificamente, essa relação assume proporções muito significativas e repercute no processo ensino-aprendizagem, uma vez que educadores e educandos precisam estar sintonizados e voltados para um mesmo objetivo, ou seja, a construção e transformação do conhecimento. E esse objetivo só será alcançado de forma eficaz se a relação estabelecida entre os envolvidos no processo for positiva.” (Eliana Garcia) Assim, vínculos positivos poderão despertar no aluno um interesse especial sobre determinado assunto ou conteúdo, por outro lado, vínculos negativos poderão trazer desinteresse e até mesmo aversão ao tema tratado ou disciplina. Para a autora, o educador é o:

A mediador entre os estudantes e os diferentes objetos e experiências do conhecimento.
B coordenador das ações educativas, estritamente relacionadas ao âmbito cognitivo dos alunos.
C responsável pela relação que estabelece com os educandos e com os vínculos que serão criados.
D mestre em quem todos os alunos podem depositar confiança e respeito irrestritos.
E condutor dos caminhos pedagógicos relacionados aos diferentes componentes curriculares.

Avançar na compreensão de currículo como categoria técnica e instrumental (derivada da concepção cartesiana) ou como uma categoria puramente sociológica (derivada, sobretudo, da concepção crítica) constitui um dos principais desafios que se apresentam no campo da educação. A releitura dos conceitos de tempo e espaço da escola passa pela necessária releitura dessas concepções de currículo. As discussões que estão em curso, e que incluem novas questões ao tema do currículo, estão auxiliando essa necessária atualização conceitual. São elas:

A infância, adolescência, historicidade e inteligência artificial.
B religião, liberdade de expressão, sustentabilidade e leis.
C tecnologia, mudança de paradigma, inovação e criatividade.
D cultura, gênero, diversidade e identidades.
E discurso de ódio, robótica, fake News e gamificação.

A concepção de criança, na Educação Infantil, é de um ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos, assimila valores e que, ainda, constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social. Esse conjunto de aspirações não deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de desenvolvimento natural ou espontâneo. Ao contrário, impõe-se a necessidade de imprimir às práticas pedagógicas, sempre uma:

A rotina de atividades lúdicas.
B intencionalidade educativa.
C vertente social e política.
D variedade de recreação.
E ampliação das noções novas.

Segundo as Diretrizes Nacionais, a Educação em Direitos Humanos tem por base os seguintes princípios: Art. 3º - A Educação em Direitos Humanos, com a finalidade de promover a educação para a mudança e a transformação social, fundamenta-se nos seguintes princípios: I - dignidade humana; II - igualdade de direitos; III - reconhecimento e valorização das diferenças e das diversidades; IV - laicidade do Estado; V - democracia na educação; VI - transversalidade, vivência e globalidade; VII - sustentabilidade socioambiental. Para a Profª Vera Candau: “ A expressão ‘educação em direitos humanos’ tem sido objeto de muitos debates. Existem diferentes concepções que disputam sentidos e ênfases conceituais e políticas. ” Podemos afirmar que, academicamente, algumas estão centradas fundamentalmente na perspectiva da igualdade e, outras, mais recentes, procuram:

A organizar as tendências contemporâneas.
B articular a perspectiva da igualdade e da diferença.
C socializar os debates e popularizar as discussões.
D centrar as discussões nas questões dos direitos dos cidadãos.
E deixar de lado essas questões que provocam polêmicas.

Na nossa sociedade, a participação social é intensamente mediada pelo texto escrito, e os que dela participam se apropriam não apenas de suas convenções linguísticas, mas, sobretudo, das práticas sociais mediadas por esses textos. Na concepção de Mikhail Bakhtin (filósofo e pensador russo), os gêneros textuais, são:

A produtos resultantes de tendências dominantes no processo histórico de constituição da língua pelo trabalho dos falantes.
B estruturas textuais peculiares que surgem dos diferentes tipos de textos a partir de sua constituição e observando sua finalidade.
C as classificações usadas para determinar os textos de acordo com suas características em relação a um contexto.
D a forma sob a qual o texto se apresenta, determinando a estrutura padrão que rege como cada um será construído.
E as organizações recebidas por um texto de acordo com as regras gramaticais, dependendo de suas características.

Na Educação Infantil, as crianças constroem noções de identidade e subjetividade que precisam ser apoiadas. A postura do professor na condução das atividades de rotina é essencial ao aprendizado. Ao definir o currículo, as redes estaduais, municipais e a equipe gestora de cada escola vão decidir os objetos de conhecimento do patrimônio social, científico e cultural que serão apresentados às crianças. Isso significa que, embora haja uma valorização das atividades do cotidiano enquanto eixos estruturantes da educação e da formação das crianças, não se pode utilizar apenas essas referências no dia a dia da escola, o que empobreceria o cotidiano. As crianças devem ser estimuladas a explorar livremente, porém, em contextos cuidadosamente planejados pelo professor. Esse propósitoe se expressa, principalmente:

A na observação das atividades da vida cotidiana, como no refeitório e no pátio.
B nas brincadeiras, jogos e interações que as crianças criam espontaneamente.
C na organização dos espaços, na escolha dos materiais que serão oferecidos para as crianças.
D no cumprimento das regras e horários estabelecidos em grupo para o grupo.
E nos momentos de maior atenção e concentração, ao lidar com materiais diferentes.

As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) são normas obrigatórias para a Educação Básica que orientam o planejamento curricular das escolas e dos sistemas de ensino. Elas são discutidas, concebidas e fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). As Diretrizes buscam promover a equidade de aprendizagem, garantindo que conteúdos básicos sejam ensinados para todos os alunos, sem deixar de levar em consideração os diversos contextos nos quais eles estão inseridos. Mesmo depois que o Brasil elaborou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as Diretrizes continuam valendo, porque os documentos são complementares: as Diretrizes dão a estrutura e a Base apresenta:

A a organização das habilidades cognitivas, afetivas e motoras.
B a elaboração de atividades adequadas a cada faixa etária.
C a maneira como deve se realizar a interdisciplinaridade.
D o delineamento dos possíveis planejamentos de curso.
E o detalhamento de conteúdos e as competências.

Um aspecto fundamental quando se fala em organização do currículo escolar é a forma como se avaliam as aprendizagens que os alunos efetivam durante seu desenvolvimento. Uma questão importante é a da relação entre a concepção de conhecimento e a forma de organizar o currículo e de avaliar as aprendizagens dos alunos. O Conselho Nacional de Educação, em mais de um Parecer em que a avaliação do rendimento escolar é analisada, demonstra a visão de avaliação recomendada aos Sistemas de Ensino e às escolas (públicas e particulares), destacando seu caráter formativo predominando sobre o:

A comparativo.
B somativo.
C diagnóstico.
D normativo.
E classificatório.

A Aprendizagem Baseada em Projetos é uma proposta pedagógica que defende a ideia de que a aprendizagem significativa deve ser baseada na solução de problemas. A ABP funciona de uma forma bastante diferente da metodologia tradicional. Ela elimina as barreiras entre as diversas disciplinas curriculares e utiliza as contribuições das diversas áreas do conhecimento para propor e solucionar problemas. Em termos de procedimentos, esta metodologia também traz diferenças em relação à pedagogia tradicional. O início do processo ocorre com o aluno:

A escolhendo o que ele quer pesquisar e montando o seu próprio grupo de trabalho.
B analisando um conteúdo de sua preferência e relatando suas conclusões.
C vivenciando uma atividade prática e fazendo anotações pertinentes à atividade.
D pesquisando individualmente um tema determinado pelo professor, fora da aula.
E entrevistando pessoas que possam contribuir com o seu projeto.