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Entre as décadas de 1970 e 1980, vários professores de Educação Física brasileiros iniciaram suas trajetórias na pós-graduação, principalmente no exterior. Muitos deles fizeram seus cursos de mes-trado e doutorado em programas de ciências sociais e humanas. Isso foi definitivo para que surgissem movimentos de crítica ao paradigma conhecido como aptidão física, hegemônico até aquele momento. Esse momento de crítica ficou conhecido como movimento renovador da Educação Física brasileira e resultou no surgimento de novas concepções para a área no país, especialmente para o contexto escolar. Sobre essas concepções, assinale a afirmativa INCORRETA.

A A concepção crítico-emancipatória é apresentada a partir de uma abordagem dialógica, ou seja, o movimento humano compreendido como uma forma de comunicação com o mundo.
B A concepção das aulas abertas à experiência parte do princípio de que uma abordagem fechada limita a participação dos alunos nas decisões sobre o ensino e dificulta a formação de sujeitos autônomos e críticos.
C A utilização do movimento humano como possibilidade de desenvolver habilidades que auxiliem no trabalho de professores de outras áreas presentes na escola ficou conhecida como concep-ção psicomotora.
D O movimento humano, tanto a sua qualidade como as melhores formas de ensiná-lo, é o objeto de estudo da concepção culturalista que apresenta manuais para o ensino de diferentes jogos e modalidades esportivas.
E O tratamento da cultura corporal a partir de uma abordagem histórico-crítica caracteriza a con-cepção crítico-superadora, que tinha como finalidade a compreensão do conhecimento em seus movimentos contraditórios.

Alexandre é morador de uma cidade do interior e aluno de Ensino Médio de uma escola estadual em Minas Gerais. Em 2018, sua cidade participará do JIMI, Jogos do Interior de Minas. Para participar da equipe de Handebol, ele precisou passar por uma seletiva, na qual foi avaliado do ponto de vista motor para que os treinadores identificassem em que fase na aprendizagem da modalidade se encontrava. Os avaliadores verificaram baixa ocorrência de erros, alta eficiência energética e que era desneces-sário prestar atenção na execução do próprio movimento, o que lhe dava liberdade para se ocupar de outros aspectos da modalidade, como a posição em quadra dos seus colegas de equipe e dos adver-sários. Para os treinadores da equipe, os avaliadores informaram corretamente que Alexandre estava com os movimentos

A automatizados.
B imaturos.
C inexperientes.
D iniciados.
E intermediários.

Uma das orientações metodológicas para facilitar a aprendizagem de modalidades esportivas para crianças e adolescentes é a adaptação da atividade que pode fazer ficar mais simples e fácil de ser realizada. A adaptação torna possível a realização da tarefa e permite o aumento progressivo da sua complexidade com o tempo. Assinale a alternativa que NÃO representa a utilização de uma adaptação que facilite a aprendizagem no ensino do esporte.

A A inclusão de uma segunda bola em um jogo de basquetebol.
B A permissão de um toque da bola no chão para o jogo de voleibol.
C A possibilidade de agarrar a bola no jogo de voleibol.
D A redução do número de jogadores no futebol.
E O uso de uma tabela com a cesta mais baixa em um jogo de basquetebol.

Para ensinar sobre uma determinada capacidade física aos alunos da segunda parte do Ensino Fun-damental, o professor André utilizou o Voleibol como exemplo. Para isso, descreveu as ações da modalidade esportiva caracterizada por terem durações distintas. No alto rendimento, a execução de um gesto técnico dura frações de segundo. Um rally ou ponto, que é composto por uma série de gestos técnicos, dura cerca de 30 segundos. Um set, formado por um conjunto de pontos, por sua vez, dura cerca de 30 minutos. Por fim, a partida completa, formada por pelo menos 3 sets, dura perto de 2 horas. O professor explicou, em seguida, a importância desta capacidade física, pois permite que um atleta de Voleibol suporte a duração de uma partida completa, com seus gestos, pontos e sets, além de facilitar a sua recuperação para novos treinos e partidas. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a capacidade física ensinada por André aos seus alunos.

A Agilidade.
B Flexibilidade.
C Força.
D Resistência.
E Velocidade.

Pode-se afirmar que o processo de “globalização” ou “mundialização” é uma caracteri?stica do pro-cesso de desenvolvimento e expansão do modo de produção capitalista. Consiste na integração / articulação do espaço geográfico, em escala global, por meio de processos econômicos, poli?ticos, sociais e culturais, estando intimamente ligada ao desenvolvimento técnico, especialmente nos seto-res de transporte, comunicação e informação. Suas rai?zes remontam à expansão capitalista ocorrida na expansão colonial, se intensificando com o desenvolvimento industrial e o avanço das práticas imperialistas. Após a

II Guerra Mundial, o processo de globalização se intensificou, com a expansão global das grandes corporações (multinacionais), a ampliação do comércio internacional, a formação dos blocos econômicos e, em especial, com a cons-tituição de novos padrões de governança, em escala global, com a criação da ONU, do Banco Mundial, FMI, OMC etc. Nas últimas décadas do Século XX, o desenvolvimento e a expansão de um novo sistema técnico, sustentado nas tecnologias de informação, nos sistemas de comunicação por satéli-tes, na utilização maciça dos recursos da informática, na modernização dos sistemas de transportes e telefonia proporcionaram o aparato técnico e estrutural para a intensificação das relações socioeco-nômicas em âmbito mundial. No entanto, nos últimos anos, alguns cientistas sociais e analistas políticos têm chamado a atenção para um suposto esfacelamento dos ideais e das características da globalização econômica, social e cultural, como reação aos efeitos perversos produzidos pela mesma. Analisando alguns desses indi-cativos, tais cientistas passaram a utilizar o termo “desglobalização”, para caracterizar essa nova ten-dência, marcada por um conjunto de fatos, dentre os quais se destacou a vitória do movimento Brexit no Reino Unido, que decidiu pela retirada do Reino Unido da União Europeia. Além desse fato, os estudiosos indicam vários outros, que apontariam na mesma direção. Dentre os aspectos apresentados abaixo, NÃO possui relação com a suposta tendência indicada no texto:

A As inúmeras dificuldades enfrentadas no processo de negociações para o avanço dos processos de integração ou de intensificação de relações econômicas entre blocos econômicos.
B O enfraquecimento do Sistema Internacional de Estados, em especial da ONU, com decisões unilaterais tomadas por parte dos Estados Membros.
C O fortalecimento dos discursos políticos ultraconservadores, contrários à integração econômica e política e voltados para o fortalecimento dos Estados Nacionais.
D O surgimento de novas potências econômicas globais, que fragilizam o sistema tradicional de forças econômicas e políticas do mundo, criando um cenário de desequilíbrio e incertezas.
E Ressurgimento dos nacionalismos em várias regiões do mundo, trazendo de volta a perspectiva da fragmentação territorial.

A dinâmica demográfica no território brasileiro parece indicar uma nova tendência: uma desmetropo-lização que se verifica em paralelo à permanência do fenômeno da metropolização. A opção que MELHOR explicita a tendência apresentada pelo texto é:

A As metrópoles, em função da própria composição orgânica do capital e do espaço, continuam a acolher populações pobres e despreparadas frente às demandas econômicas e de mercado de trabalho.
B O crescimento da população agrícola ganha relevância nas regiões Norte e Nordeste com impli-cações diretas no processo de desmetropolização no país.
C O crescimento de indústrias de alimentos e, portanto, do emprego no setor fora dos espaços metropolitanos contribui para o processo de desmetropolização no país.
D Cidades de mais de meio milhão de habitantes, localizadas dentro ou fora das regiões metropo-litanas, vêm apresentando um crescimento relativo de sua população que supera o crescimento relativo da população nas metrópoles, embora estas continuem a apresentar um crescimento positivo de população em valores absolutos.
E O Nordeste, onde se instalam muitas indústrias modernas, aponta para uma melhor distribuição nacional do emprego industrial, influindo diretamente no processo de desmetropolização da re-gião Sudeste.

O professor, ao lecionar, tem entre seus objetivos formar nos alunos uma série de conceitos que per-mitam a compreensão da sua disciplina. No caso da Geografia, existem importantes categorias geo-gráficas a serem analisadas e desenvolvidas, para se chegar a um raciocínio geográfico. Para cada uma dessas categorias, é possível encontrar uma congregação de autores que se dedicam a explicá-las e exemplificá-las, em função da corrente do pensamento geográfico de que são adeptos. No caso específico da Geografia Humanística, esta corrente refere-se a uma categoria geográfica como sendo o espaço que se torna familiar ao indivíduo, o espaço do vivido, do experienciado e do imediato. A categoria conceituada pela supracitada corrente é:

A Lugar
B Paisagem
C Região
D Território
E Não lugar

Mesmo preservando seu lugar de maior economia do mundo, nas últimas décadas, os Estados Unidos da América vêm perdendo seu poder e influência, diante do surgimento de novas potências econômi-cas globais, ancoradas na organização de sistemas produtivos altamente eficientes e produtivos, como é o caso da China. Por outro lado, é bastante perceptível a ampliação do poder de influência de algumas nações como o Japão ou a Alemanha, que passaram por uma rápida recuperação econômica nas décadas que se seguiram ao Pós

II Guerra Mundial. Acrescente-se a isso a formação de grandes espaços econômicos, integrando mercados e centros de produção, como a União Europeia, ou o ritmo acelerado de crescimento de algumas economias emergentes, em todo o mundo. Diante disso, as estratégias do governo americano vinham buscando a integração de sua economia aos novos centros dinâmicos da economia global, ao incentivo de novos setores da economia, conec-tados à chamada “nova economia”, ou ainda uma presença mais marcante nos grandes debates glo-bais, envolvendo questões ambientais, novas fontes de energia limpa e renovável e uma nova forma de inserção dos EUA nos espaços multilaterais, como a ONU, a OMC e outros. No entanto, com a eleição de Donald Trump, estamos acompanhando a um verdadeiro desmonte das estratégias anteriores, com consequências ainda imprevisíveis na geopolítica global e no papel hege-mônico exercido pelos Estados Unidos na ordem global. A seguir estão listadas algumas dessas iniciativas controversas do novo Governo dos Estados Unidos, que vêm sendo indicadas como fatos potencializadores deste novo cenário, EXCETO:

A A adoção de uma estratégia de campanha eleitoral, baseada no slogan “América First”, ou a América em primeiro lugar, que parece indicar uma visão mais voltada para os problemas e as questões internas, em detrimento de uma agenda global, protagonizada pelos EUA.
B A adoção de uma política bastante receptiva à imigração estrangeira, num momento em que se acirram as tensões multiculturais nos EUA.
C A decisão dos EUA de se retirar dos Acordos do Clima e da UNESCO, indicando sua indisposição em participar da discussão de temas ou de se comprometer com compromissos que integram a Agenda Global, promovida pelas grandes organizações multilaterais do mundo.
D A iniciativa de construção do muro com a fronteira mexicana, estabelecendo um acirramento diplomático com um dos países que integram o NAFTA, área de livre comércio que promoveu uma elevada integração econômica e produtiva entre as economias dos dois países, além do Canadá.
E A retirada dos EUA do Acordo Transpacífico, iniciativa que visava integrar a economia dos EUA aos centros mais dinâmicos da economia global na atualidade.

No Brasil, o movimento de renovação da Geografia centrou-se na categoria espaço geográfico, rece-bendo uma grande contribuição de autores da Geografia Crítica. Na perspectiva da abordagem crítica, ou seja, da dialética de Marx e Engels, é CORRETO afirmar:

A Construção de modelos locacionais e/ou arranjos espaciais obtidos a partir de padrões de loca-lização e distribuição de população, mercadorias, atividades econômicas etc.
B Descrição do espaço a partir da identificação das atividades de uso do solo, ou seja, descrição da população, habitações, indústrias, etc., na busca de classificações tipológicas.
C Descrição do sítio e da posição geográfica do objeto de estudo.
D Estudo do espaço centrado na percepção de seus habitantes, traduzida a partir de observações sobre a aparência física e as impressões subjetivas.
E Estudo do espaço, sendo o homem sujeito, as técnicas de mediação e o espaço como um produto histórico, produzido através das ações do homem (trabalho) sobre o próprio espaço.

Pode-se afirmar que, ao longo da maior parte do Século XX, a aplicação do Paradigma Fordista-Tay-lorista estruturou a lógica dos processos de produção fabril, a organização espacial da produção de bens e mercadorias e a divisão internacional do trabalho em quase todo o mundo. Esse paradigma se fundamentou, basicamente, na divisão técnica do trabalho nas linhas de produção e montagem, na utilização intensiva do trabalho repetitivo, especializado e semiqualificado e, em especial, na padroni-zação da produção. Nesse sentido, o espaço geográfico da produção se caracterizava, normalmente, pelas grandes concentrações industriais em grandes cidades, normalmente localizadas próximas aos locais de exploração das matérias-primas ou próximas às ferrovias, rodovias ou portos de exportação. No final do Século XX, uma revolução de caráter técnico-científico foi modificando profundamente esses padrões de organização e localização. O conceito de produção massificada e em série foi sendo substituído pelo conceito de produção flexível, com a diversificação de produtos e modelos, voltados a diferentes tipos de consumidores e mercados. O trabalho intensivo, repetitivo e em série vem sendo reestruturado, agora com a utilização de processos sofisticados de automação, utilização de força de trabalho polivalente e altamente qualificada e na estruturação de novos espaços produtivos, com pro-fundas modificações no espaço da produção e da circulação em todo o mundo. Esse novo paradigma, chamado de Paradigma da Produção Flexível, levou à organização de um meio geográfico bastante distinto do anterior, sendo chamado, nesse novo contexto, de meio técnico-cien-tífico-informacional. As características a seguir relacionam-se à estruturação desse meio técnico-científico e informacional, EXCETO:

A A economia global passou a se organizar em sistemas integrados em rede, em escala global, onde a produção, a circulação e o consumo são impactados e mediados pelas tecnologias de informação.
B As empresas passaram a constituir grandes redes integradas de fornecedores de produtos e serviços, integradas a modernos centros de montagem e distribuição, estrategicamente localiza-dos em várias partes do mundo.
C As grandes corporações passaram a investir em modernos centros de pesquisa e inovação téc-nica, como forma de ocupar posições de destaque no campo da propriedade intelectual e domí-nio de patentes, localizando-os preferencialmente em países e/ou regiões com forte presença de trabalhadores formados em sistemas de ensino altamente qualificados.
D Concentração da produção de componentes, montagem de produtos e sistemas de distribuição em um único local, como forma de reduzir custos, levando ao superdimensionamento das plantas industriais e à restrição das opções locacionais.
E Novos países, regiões e economias foram incorporadas ao circuito da produção e do consumo globais, adquirindo significativa importância no cenário econômico global.