Textos 14A1-I
A luta do negro brasileiro vem desde que começou a escravidão. Não é de agora. Há mais de quatrocentos anos, quando se iniciava o processo de escravização no Brasil, começava também a reação dos negros.
Lélia Gonzalez. O racismo no Brasil é profundamente disfarçado. In: Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
Pelo que até agora foi exposto, já se pode perceber a profunda importância do papel da mulher negra em nossa sociedade e como o estudo desse tema assume um valor de tal ordem que acaba por revelar certos aspectos de nossa realidade cultural de que muitos pesquisadores nem sequer desconfiam. Antes de mais nada, importa caracterizar o racismo como uma construção ideológica cujas práticas se concretizam nos diferentes processos de discriminação racial. Enquanto discurso de exclusão que é, ele tem sido perpetuado e reinterpretado de acordo com os interesses dos que dele se beneficiam.
Lélia Gonzalez. A mulher negra na sociedade brasileira. In: Por um feminismo afro-latino-americano . Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
A racialidade é aqui compreendida como uma noção relacional que corresponde a uma dimensão social, que emerge da interação de grupos racialmente demarcados sob os quais pesam concepções histórica e culturalmente construídas acerca da diversidade humana. Disso decorre que ser branco e ser negro são consideradas polaridades que encerram, respectivamente, valores culturais, privilégios e prejuízos decorrentes do pertencimento a cada um dos polos das racialidades.
Sueli Carneiro. Dispositivo de racialidade . Rio de Janeiro, Zahar, 2023.
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Para T. H. Marshall, a cidadania se constitui enquanto status pleno de igualdade nos Estados democráticos de direito, promovendo, assim, a diminuição das desigualdades sociais postas pelo capitalismo. Para o autor, a cidadania se divide em três dimensões. Assinale a opção em que essas três dimensões são corretamente apresentadas.
Texto associado
Textos 14A1-I
A luta do negro brasileiro vem desde que começou a escravidão. Não é de agora. Há mais de quatrocentos anos, quando se iniciava o processo de escravização no Brasil, começava também a reação dos negros.
Lélia Gonzalez. O racismo no Brasil é profundamente disfarçado. In: Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
Pelo que até agora foi exposto, já se pode perceber a profunda importância do papel da mulher negra em nossa sociedade e como o estudo desse tema assume um valor de tal ordem que acaba por revelar certos aspectos de nossa realidade cultural de que muitos pesquisadores nem sequer desconfiam. Antes de mais nada, importa caracterizar o racismo como uma construção ideológica cujas práticas se concretizam nos diferentes processos de discriminação racial. Enquanto discurso de exclusão que é, ele tem sido perpetuado e reinterpretado de acordo com os interesses dos que dele se beneficiam.
Lélia Gonzalez. A mulher negra na sociedade brasileira. In: Por um feminismo afro-latino-americano . Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
A racialidade é aqui compreendida como uma noção relacional que corresponde a uma dimensão social, que emerge da interação de grupos racialmente demarcados sob os quais pesam concepções histórica e culturalmente construídas acerca da diversidade humana. Disso decorre que ser branco e ser negro são consideradas polaridades que encerram, respectivamente, valores culturais, privilégios e prejuízos decorrentes do pertencimento a cada um dos polos das racialidades.
Sueli Carneiro. Dispositivo de racialidade . Rio de Janeiro, Zahar, 2023.
A luta do negro brasileiro vem desde que começou a escravidão. Não é de agora. Há mais de quatrocentos anos, quando se iniciava o processo de escravização no Brasil, começava também a reação dos negros.
Lélia Gonzalez. O racismo no Brasil é profundamente disfarçado. In: Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
Pelo que até agora foi exposto, já se pode perceber a profunda importância do papel da mulher negra em nossa sociedade e como o estudo desse tema assume um valor de tal ordem que acaba por revelar certos aspectos de nossa realidade cultural de que muitos pesquisadores nem sequer desconfiam. Antes de mais nada, importa caracterizar o racismo como uma construção ideológica cujas práticas se concretizam nos diferentes processos de discriminação racial. Enquanto discurso de exclusão que é, ele tem sido perpetuado e reinterpretado de acordo com os interesses dos que dele se beneficiam.
Lélia Gonzalez. A mulher negra na sociedade brasileira. In: Por um feminismo afro-latino-americano . Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
A racialidade é aqui compreendida como uma noção relacional que corresponde a uma dimensão social, que emerge da interação de grupos racialmente demarcados sob os quais pesam concepções histórica e culturalmente construídas acerca da diversidade humana. Disso decorre que ser branco e ser negro são consideradas polaridades que encerram, respectivamente, valores culturais, privilégios e prejuízos decorrentes do pertencimento a cada um dos polos das racialidades.
Sueli Carneiro. Dispositivo de racialidade . Rio de Janeiro, Zahar, 2023.
Sueli Carneiro, autora de um dos textos 14A1-I, denomina como dispositivo de racialidade as práticas de racialização que permeiam a sociedade brasileira desde os efeitos dos processos de escravização. Na sua concepção de dispositivo de racialidade, a autora evoca
Texto associado
1 Quando indaguei a alguns escritores de sucesso que
manuais de estilo tinham consultado durante seu aprendizado,
a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever,
4 para eles, aconteceu naturalmente.
Eu seria o último dos mortais a duvidar que os bons
escritores foram abençoados com uma dose inata de fluência
7 mais sintaxe e memória para as palavras. Ninguém nasceu com
competência para redigir. Essa competência pode não se ter
originado nos manuais de estilo, mas deve ter vindo de algum
10 lugar.
Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons
escritores são leitores ávidos. Assimilaram um grande
13 inventário de palavras, expressões idiomáticas, construções,
tropos e truques retóricos e, com eles, a sensibilidade para o
modo como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa
16 “sensibilidade” de um escritor hábil — o tácito sentido de
estilo que os manuais de estilo honestos admitem ser
impossível ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes
19 autores sempre tentam rastrear os livros que seus personagens
leram na juventude, porque sabem que essas fontes escondem
o segredo de seu aperfeiçoamento como escritores.
22 O ponto de partida para alguém tornar-se um bom
escritor é ser um bom leitor. Os escritores adquirem sua técnica
identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em
25 exemplos de boa prosa.
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto
com clareza, precisão e elegância. Trad. Rodolfo Ilari.
São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
No que se refere ao texto precedente, julgue os itens a seguir.
manuais de estilo tinham consultado durante seu aprendizado,
a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever,
4 para eles, aconteceu naturalmente.
Eu seria o último dos mortais a duvidar que os bons
escritores foram abençoados com uma dose inata de fluência
7 mais sintaxe e memória para as palavras. Ninguém nasceu com
competência para redigir. Essa competência pode não se ter
originado nos manuais de estilo, mas deve ter vindo de algum
10 lugar.
Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons
escritores são leitores ávidos. Assimilaram um grande
13 inventário de palavras, expressões idiomáticas, construções,
tropos e truques retóricos e, com eles, a sensibilidade para o
modo como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa
16 “sensibilidade” de um escritor hábil — o tácito sentido de
estilo que os manuais de estilo honestos admitem ser
impossível ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes
19 autores sempre tentam rastrear os livros que seus personagens
leram na juventude, porque sabem que essas fontes escondem
o segredo de seu aperfeiçoamento como escritores.
22 O ponto de partida para alguém tornar-se um bom
escritor é ser um bom leitor. Os escritores adquirem sua técnica
identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em
25 exemplos de boa prosa.
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto
com clareza, precisão e elegância. Trad. Rodolfo Ilari.
São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
No que se refere ao texto precedente, julgue os itens a seguir.
Na linha 19, o pronome “que” retoma “os livros”, e ambos os
termos exercem a mesma função sintática nas orações em que
ocorrem.
Texto associado
Acerca de estratégias didáticas no ensino de sociologia, julgue
os próximos itens.
os próximos itens.
A organização de projetos interdisciplinares potencializa
o alcance didático-pedagógico, uma vez que o aluno é
estimulado a mobilizar diferentes conhecimentos antes vistos
como estanques em cada uma das disciplinas do currículo.
Texto associado
Julgue os itens seguintes, a respeito das temáticas e dos autores
que têm ganhado projeção nos estudos sociológicos na passagem
do século XX ao século XXI.
que têm ganhado projeção nos estudos sociológicos na passagem
do século XX ao século XXI.
Historicamente, a luta dos diversos movimentos negros no
Brasil contra a discriminação racial, apesar de suas diversas
nuances, confunde-se com a luta pela democracia.
Texto associado
Considerando os fundamentos teórico-metodológicos das ciências
sociais, julgue os itens subsequentes.
sociais, julgue os itens subsequentes.
Para Max Weber, os elementos explicativos da sociologia
deveriam levar em consideração o que ele denominou
tipos-ideais, isto é, concepções que se mostram valorativas
acerca de como a realidade deveria se organizar.
Texto associado
1 Quando indaguei a alguns escritores de sucesso que
manuais de estilo tinham consultado durante seu aprendizado,
a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever,
4 para eles, aconteceu naturalmente.
Eu seria o último dos mortais a duvidar que os bons
escritores foram abençoados com uma dose inata de fluência
7 mais sintaxe e memória para as palavras. Ninguém nasceu com
competência para redigir. Essa competência pode não se ter
originado nos manuais de estilo, mas deve ter vindo de algum
10 lugar.
Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons
escritores são leitores ávidos. Assimilaram um grande
13 inventário de palavras, expressões idiomáticas, construções,
tropos e truques retóricos e, com eles, a sensibilidade para o
modo como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa
16 “sensibilidade” de um escritor hábil — o tácito sentido de
estilo que os manuais de estilo honestos admitem ser
impossível ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes
19 autores sempre tentam rastrear os livros que seus personagens
leram na juventude, porque sabem que essas fontes escondem
o segredo de seu aperfeiçoamento como escritores.
22 O ponto de partida para alguém tornar-se um bom
escritor é ser um bom leitor. Os escritores adquirem sua técnica
identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em
25 exemplos de boa prosa.
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto
com clareza, precisão e elegância. Trad. Rodolfo Ilari.
São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
No que se refere ao texto precedente, julgue os itens a seguir.
manuais de estilo tinham consultado durante seu aprendizado,
a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever,
4 para eles, aconteceu naturalmente.
Eu seria o último dos mortais a duvidar que os bons
escritores foram abençoados com uma dose inata de fluência
7 mais sintaxe e memória para as palavras. Ninguém nasceu com
competência para redigir. Essa competência pode não se ter
originado nos manuais de estilo, mas deve ter vindo de algum
10 lugar.
Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons
escritores são leitores ávidos. Assimilaram um grande
13 inventário de palavras, expressões idiomáticas, construções,
tropos e truques retóricos e, com eles, a sensibilidade para o
modo como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa
16 “sensibilidade” de um escritor hábil — o tácito sentido de
estilo que os manuais de estilo honestos admitem ser
impossível ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes
19 autores sempre tentam rastrear os livros que seus personagens
leram na juventude, porque sabem que essas fontes escondem
o segredo de seu aperfeiçoamento como escritores.
22 O ponto de partida para alguém tornar-se um bom
escritor é ser um bom leitor. Os escritores adquirem sua técnica
identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em
25 exemplos de boa prosa.
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto
com clareza, precisão e elegância. Trad. Rodolfo Ilari.
São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
No que se refere ao texto precedente, julgue os itens a seguir.
De acordo com o texto, os manuais de estilo não contribuem para despertar o desejo de ler boa prosa nem para desenvolver a competência para redigir.
Texto associado
Acerca de estratégias didáticas no ensino de sociologia, julgue
os próximos itens.
os próximos itens.
O conhecimento das ciências humanas visa afastar os alunos do senso comum e das suas impressões mais imediatas. Sendo assim, o uso de obras de arte torna-se problemático, na medida em que a arte é polissêmica e, portanto, geradora de conhecimentos imprecisos na prática didática para o ensino médio.
Texto associado
Considerando o texto 26A2BBB, julgue os itens subsequentes.