Texto para as questões de 1 a 9.
1 Simples, barata, integrada, fácil de ser reproduzida e continuada. Com essas características, a tecnologia social começa a
ser compreendida e a ganhar espaço entre organizações de terceiro setor, governos e empresas que investem em comunidades.
Enquanto a chamada tecnologia convencional olha para o mercado e visa lucro, a tecnologia social tem como meta o
4 desenvolvimento humano. Para tanto, fundamenta‐se em princípios muito particulares, como, por exemplo, a transparência total
no lugar do segredo industrial, o máximo aproveitamento do potencial humano em vez da redução permanente de mão de obra
e a cooperação em detrimento da concorrência.
7 Na tecnologia social, as técnicas e os procedimentos são associados a formas de organização coletiva que produzam, em
larga escala, resultados positivos para a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida. Não exigem investimento financeiro de
grande monta e possibilitam novas aplicações mediante adaptações às peculiaridades locais.
10 ____ Para Carlos Seabra, diretor de tecnologia do Instituto de Pesquisa e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), a origem da
tecnologia social está na associação do pensamento acadêmico à ação coletiva da comunidade. “O ser humano faz tecnologia
social desde que começou a andar em duas pernas. Ele busca soluções locais e o papel da academia é identificá‐las e refiná‐las.
13 Assim, as comunidades são despertadas para o protagonismo e cada uma constrói o seu próprio caminho. Como resultado,
espera‐se uma conscientização que permita engajamento, autonomia e senso crítico na transformação da realidade.”
No Brasil, empresas e instituições que adotam o conceito de tecnologia social começam a se organizar. Já existe uma Rede
16 de Tecnologia Social (RTS) abrigando quase duas dezenas delas em torno do objetivo de disseminar a nova metodologia de ação
social. “Buscamos a melhoria da qualidade de vida da população ao unir o conhecimento científico gerado nas instituições de
pesquisa com o saber tradicional da comunidade”, diz Rodrigo Fonseca, do Finep, órgão de financiamento ligado ao Ministério da
19 Ciência e Tecnologia e integrante da RTS. “Com o trabalho em rede, queremos que algumas dessas tecnologias se transformem
em políticas públicas, algo que, felizmente, já vem acontecendo.”
Segundo Fonseca, a principal força da rede são o porte e a credibilidade das instituições que a compõem. “As ações
22 implementadas consistem em resultado de um processo efetivo de discussão entre quem pode financiar e quem lida diretamente
com os problemas sociais”, avalia. Em relação ao retorno para seus integrantes, o técnico da Finep inclui o acesso a informações
sobre experiências práticas e a troca de apoios na hora de reaplicar uma tecnologia.
25 Diretor do Grupo Cherto, Marcelo Cherto, especialista em franquias e associado à RTS, defende essa técnica como a melhor
forma de reaplicação de tecnologias sociais. Para ele, um franqueado social difere de um comercial apenas pelo fato de não
pretender auferir lucros de natureza financeira por meio da operação de sua franquia. “Estou envolvido na estruturação e
28 implementação de diversas operações de franquia social. Nelas são empregadas as mesmas técnicas e ferramentas utilizadas para
uma loja ou um restaurante. Constatei que é viável reaplicar, com sucesso, uma creche para crianças de famílias de baixa renda,
uma unidade de alfabetização de adultos ou qualquer outra atividade sem fins lucrativos bem‐sucedida”, afirma Cherto.
Internet: (com adaptações).
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Em relação ao contexto do espaço industrial, julgue o item a seguir. A desconcentração industrial de São Paulo é um fato irreversível da atual fase do capitalismo globalizante; além disso, as políticas governamentais de desenvolvimento de outras regiões do país têm provocado um equilíbrio suficiente para que esse processo se consolide.
Em relação ao contexto do espaço industrial, julgue o item a seguir. A expressão terciarização da economia revela o grau de importância que uma profunda intensificação do setor terciário (ligado aos serviços, à tecnologia e à comunicação) passou a ter na atualidade, sendo nítidas as fronteiras entre os setores da economia.
A água, principalmente quando escassa, é um recurso de poder. É preciso compreender como o acesso a esse recurso se contrapõe aos recursos tradicionais das relações internacionais ou em que medida o acesso à água altera as relações de poder entre compartilhadores de recursos hídricos.
Internet: .
É foco de tensão entre três países do Oriente Médio – Turquia, Síria e Iraque – a gestão das águas
Texto associado
De acordo com o texto, com a adoção da tecnologia social, espera‐se que
As últimas décadas assinalam um vigoroso processo de modernização da produção, mediante o surgimento de novas técnicas e novos modos de organização das relações de trabalho. Acerca desse assunto e de temas correlatos, assinale a alternativa correta.
Por volta de 2030, o número de pessoas com mais de sessenta anos de idade deve superar, pela primeira vez, a quantidade de crianças e adolescentes (zero a catorze anos de idade) no Brasil. O País continuará a assistir, nas próximas décadas, a um aumento da população idosa (pessoas com sessenta anos de idade ou mais) e a uma diminuição no número de jovens, o que exige políticas públicas a partir de hoje, segundo especialistas ouvidos pelo R7.
Internet: (com adaptações).
Quanto à estrutura etária da população do mundo e do Brasil, além de temas correlatos, assinale a alternativa correta.
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 7.
1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é
determinada por nosso sistema bioquímico, então a única
maneira de assegurar um contentamento duradouro é
4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento
econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:
para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos
7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que
começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta
anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo
10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o
bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da
população toma remédios psiquiátricos regularmente, não
13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas
também para enfrentar depressões mais corriqueiras e
melancolias ocasionais.
16 Um número crescente de crianças em idade escolar
toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de
crianças americanas tomaram medicamentos para o
19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino
Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para
786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar
22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente
saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o
desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e
25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o
problema está no sistema educacional, e não nas crianças.
Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e
28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser
atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes
lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez
31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É
interessante observar como esses argumentos evoluíram.
Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há
34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã‐Bretanha
vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se
opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há
37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder
melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,
pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que
40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.
Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma
breve história do amanhã . São Paulo: Companhia
das Letras, 2016, p. 47‐8 (com adaptações).
1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é
determinada por nosso sistema bioquímico, então a única
maneira de assegurar um contentamento duradouro é
4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento
econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:
para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos
7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que
começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta
anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo
10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o
bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da
população toma remédios psiquiátricos regularmente, não
13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas
também para enfrentar depressões mais corriqueiras e
melancolias ocasionais.
16 Um número crescente de crianças em idade escolar
toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de
crianças americanas tomaram medicamentos para o
19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino
Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para
786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar
22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente
saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o
desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e
25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o
problema está no sistema educacional, e não nas crianças.
Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e
28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser
atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes
lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez
31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É
interessante observar como esses argumentos evoluíram.
Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há
34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã‐Bretanha
vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se
opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há
37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder
melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,
pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que
40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.
Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma
breve história do amanhã . São Paulo: Companhia
das Letras, 2016, p. 47‐8 (com adaptações).
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse
O modal marítimo é o mais utilizado para o transporte internacional de cargas, sendo essencial para manter a economia em movimento. Para se ter uma ideia, todos os anos, cerca de 11 bilhões de toneladas são transportadas por meio das diversas rotas marítimas presentes ao redor do mundo. Nesse contexto, os estreitos e os canais desempenham papel de capital importância.
Internet: (com adaptações).
A respeito da temática abordada no texto acima, assinale a alternativa correta.
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 7.
1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é
determinada por nosso sistema bioquímico, então a única
maneira de assegurar um contentamento duradouro é
4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento
econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:
para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos
7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que
começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta
anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo
10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o
bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da
população toma remédios psiquiátricos regularmente, não
13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas
também para enfrentar depressões mais corriqueiras e
melancolias ocasionais.
16 Um número crescente de crianças em idade escolar
toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de
crianças americanas tomaram medicamentos para o
19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino
Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para
786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar
22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente
saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o
desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e
25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o
problema está no sistema educacional, e não nas crianças.
Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e
28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser
atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes
lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez
31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É
interessante observar como esses argumentos evoluíram.
Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há
34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã‐Bretanha
vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se
opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há
37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder
melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,
pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que
40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.
Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma
breve história do amanhã . São Paulo: Companhia
das Letras, 2016, p. 47‐8 (com adaptações).
1 Se a ciência está certa e nossa felicidade é
determinada por nosso sistema bioquímico, então a única
maneira de assegurar um contentamento duradouro é
4 equipar esse sistema. Esqueçamos o crescimento
econômico, as reformas sociais e as revoluções políticas:
para elevar os níveis globais de felicidade, precisamos
7 manipular a bioquímica humana. E foi exatamente isso que
começamos a fazer durante as últimas décadas. Cinquenta
anos atrás, as drogas psiquiátricas carregavam em seu bojo
10 um grave estigma. Hoje esse estigma foi quebrado. Para o
bem ou para o mal, uma porcentagem crescente da
população toma remédios psiquiátricos regularmente, não
13 apenas para curar doenças mentais debilitantes, mas
também para enfrentar depressões mais corriqueiras e
melancolias ocasionais.
16 Um número crescente de crianças em idade escolar
toma estimulantes neurológicos. Em 2011, 3,5 milhões de
crianças americanas tomaram medicamentos para o
19 transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. No Reino
Unido, o número se elevou de 92 mil crianças em 1997 para
786 mil em 2012. O objetivo original consistia em tratar
22 distúrbios de atenção, mas hoje crianças totalmente
saudáveis ingerem esses remédios para melhorar o
desempenho e atender às crescentes expectativas de pais e
25 professores. Muitos se opõem a isso e alegam que o
problema está no sistema educacional, e não nas crianças.
Se existem alunos que sofrem de transtornos de atenção e
28 de estresse e tiram notas baixas, talvez o problema deva ser
atribuído aos métodos de ensino antiquados, às classes
lotadas e a um ritmo de vida que não é natural. Talvez
31 devamos modificar as escolas, e não as crianças. É
interessante observar como esses argumentos evoluíram.
Os métodos educacionais têm sido motivo de discussão há
34 milhares de anos. Tanto na China como na Grã‐Bretanha
vitoriana, cada um tinha um método de sua preferência e se
opunha veementemente às alternativas existentes. Mas há
37 um ponto com que todos sempre concordaram: para poder
melhorar a educação, era preciso mudar as escolas. Hoje,
pela primeira vez na história, algumas pessoas pensam que
40 seria mais eficaz mudar a bioquímica dos alunos.
Yuval Noah Harari (trad. Paulo Geiger). Homo Deus: uma
breve história do amanhã . São Paulo: Companhia
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