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Segundo a proposta de Edgar Morin

( 2011 ), os sete saberes buscam superar a fragmentação do conhecimento. No ensino da Geografia e da Cartografia, isso significa adotar caminhos que articulem interdisciplinaridade, contexto, globalidade, multidimensionalidade e complexidade, de modo a tornar o conhecimento mais pertinente e conectado. O autor enumera os “Sete Caminhos” sugeridos ao ensino da Geografia e da Cartografia Escolar para alcançarmos os sete saberes. Fazem parte dos “Sete Caminhos”, EXCETO:

A Construir o conhecimento cartográfico motivando os sujeitos a gostarem de estudar Geografia.
B Para construir o conhecimento cartográfico nas aulas de Geografia.
C Trabalhar a práxis da Geografia/Cartografia unindo os múltiplos e os diversos constituindo um amálgama.
D Saber enfrentar as incertezas advindas da formação, através da prática, transformando-se num professor pesquisador.
E Separar o conhecimento cartográfico do conhecimento geográfico.

O ensino de Geografia na contemporaneidade é um desafio diário. Ao usar imagens em suas aulas, o professor poderá desenvolver uma forma de ensinar Cartografia, saindo da zona de conforto e de aulas tradicionais. Atualmente, para o ensino de Cartografia, é indicado ao professor de Geografia:

A Ministrar aulas não lineares, consolidando a prática do professor e a tecnologia, com a diversidade de softwares e ferramentas disponíveis na Internet.
B Utilizar mapas do século XV, pois são corretos e isentos de influências.
C Ministrar aulas lineares, dando mais foco aos mapas eurocêntricos.
D Não utilizar imagens, pois distraem os estudantes e tiram o foco principal.
E Usar o recurso da cópia manual dos mapas, sem contextualizar para o estudante.

A história da América Latina é perpassada por vários exemplos marcantes de intervenções de países sobre os seus vizinhos, garantindo interesses econômicos e/ou territoriais. Ainda hoje podemos observar a presença constante de um país, tentando substituir o poder colonial europeu sobre a América Latina. Qual é esse país?

A Trinidad & Tobago.
B Guiana Francesa.
C Bolívia.
D Estados Unidos da América.
E Argentina.

Segundo Andrade

( 1922 ), em seu livro “Uma Geografia para o século XXI”, a geografia agrária não pode mais ser isolada da geografia urbana e industrial, evidenciando o papel das agroindústrias na transformação da produção agrícola e sua inserção no mercado global. Diante do exposto, qual das alternativas abaixo melhor expressa as transformações atuais do espaço agrário brasileiro?

A A produção agrícola no Brasil mantém-se isolada da indústria e do setor urbano, voltada quase exclusivamente para o autoconsumo.
B A agroindústria, ao transformar e integrar a produção agrícola, reforça a articulação entre campo e cidade, atendendo tanto ao mercado interno quanto ao externo.
C A geografia agrária contemporânea caracteriza-se pela ausência de grandes capitais, já que a produção se concentra em pequenas propriedades familiares.
D O setor agroindustrial brasileiro restringe-se à produção de alimentos básicos, não estando conectado a redes globais de transporte e consumo.
E As transformações recentes diminuíram a importância da agroindústria, tornando o setor secundário irrelevante na organização do espaço geográfico.

Para muitos estudantes, a Geografia é uma disciplina desinteressante e desinteressada, associada a uma cultura que depende da memória para reter nomes de rios, regiões, países, etc. No entanto, a partir da primeira década do século XXI, houve um esforço para colocar no centro das atenções uma reflexão sobre a ação humana. Qual das alternativas abaixo reflete corretamente a afirmação de que a disciplina de Geografia deve se voltar para esse estudo?

A A Geografia deve preocupar-se com as inquietações do mundo atual, buscando a compreensão da complexidade da forma como ocorre a ordem e a desordem no planeta.
B Na realidade, para os governos deterem o poder, é necessário descentralizar o estudo sobre a ação humana.
C São fontes de explicação para as facilidades que os estudantes possam vir a ter na sua vida diária, provando que o ensino não está relacionado ao cotidiano.
D Estudar a ação humana no centro das atenções não interfere na detenção do poder na ordem mundial.
E Essa afirmação pode ser reduzida a uma percepção, descontextualizada.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe um ensino de Geografia voltado à formação crítica do estudante, articulando sociedade e natureza em diferentes escalas e contextos. É um objetivo da Geografia escolar, conforme a BNCC:

A Estimular a memorização de capitais e países, reforçando uma visão descritiva e neutra do espaço geográfico.
B Compreender o espaço geográfico como resultado das interações entre sociedade e natureza, desenvolvendo o pensamento crítico e a leitura multiescalar da realidade.
C Reduzir o ensino de Geografia ao estudo de técnicas cartográficas e estatísticas, sem a necessidade de relacioná-las a fenômenos sociais.
D Substituir a análise espacial por conteúdos de História, eliminando a especificidade da Geografia escolar.
E Priorizar exclusivamente os elementos físicos do território (relevo, clima, vegetação), sem articulação com os processos humanos.

Para Santos

( 2009 ), em “O Negro na Geografia do Brasil”, o sentido do aprender e ensinar a Geografia é “se posicionar no mundo”. Considerando essa concepção do autor, é correto afirmar que saber Geografia é:

A Utilizar os recursos naturais com sabedoria, no entanto, sempre aproveitando tudo o que a natureza proporciona indiscriminadamente.
B Memorizar o nome de rios, tipos de relevo, tipos de clima, sendo assim um cidadão do mundo.
C Reviver o passado, de forma que o estudo sempre será estático.
D Saber onde você está, conhecer o mundo e tomar posição, agir.
E Saber se inspirar, sem conhecimento prévio.

Os conflitos armados do século XXI apresentam características distintas em relação às guerras do século passado. Considerando a contemporaneidade sobre a Geografia Política, qual é uma das principais marcas dos conflitos atuais?

A A maioria dos conflitos armados é sobre Estados nacionais em guerras formais, com declarações oficiais diárias.
B Os conflitos armados contemporâneos se caracterizam exclusivamente pela dimensão do poder terrestre.
C O cenário atual tem a prevalência de conflitos internos, relacionados a questões étnicas, religiosas, territoriais e de controle de recursos estratégicos.
D Os países desenvolvidos não se envolvem mais em conflitos armados, adotando apenas medidas econômicas, como sanções, contra nações rivais.
E O papel das organizações internacionais, como a ONU, tornou-se irrelevante, já que não existe mais nenhuma mediação de conflitos.

Analise o trecho abaixo, retirado do livro “O negro na Geografia do Brasil”, de Santos

( 2009 ): • “Se havia uma Geografia da dominação, da opressão e da exploração com suas plantations latifundiárias, monoculturas e escravizadoras havia também uma Geografia da liberdade em que camponeses ocupavam espaços para além dos latifúndios como posseiros e os negros construíram espaços de liberdade nos quilombos, pallenques e cumbes”. No ensino de Geografia, as ciências humanas, não estavam preparadas para a emergência desses movimentos. Qual é um dos motivos pelos quais a Geografia não está preparada para atuar como uma Geografia da Liberdade?

A A afinidade entre os grupos dificulta o ensino da Geografia da Liberdade.
B O ensino de Geografia continua prisioneiro do eurocentrismo.
C A Geografia da Liberdade está relacionada ao poder militar europeu.
D Somente uma ciência social colonizada torna a Geografia da libertária.
E A alienação dos grupos possibilita uma Geografia libertária.

Atualmente, o Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de suínos do Brasil, de acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE, registrando, em média, no triênio 2020-2022, um efetivo de 6,1 milhões de cabeças. O aumento da criação de porcos no RS está ligado a qual fator?

A Surgimento de muitos frigoríficos voltados para a industrialização de carnes, como presunto e linguiça.
B Deferimento de políticas exclusivas a esse setor voltadas ao comércio interestadual.
C Aumento da criação de aves, que deixou de ser uma atividade realizada apenas em ambientes com infraestrutura precária, passando a ser feita em estabelecimentos modernos.
D Favorecimento da concentração de terras, acentuando um dos maiores problemas fundiários do RS: os minifúndios.
E Crescimento da criação de ovinos praticada nos campos próximos às lagoas costeiras do sul do estado.