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GARCIA (2003) aponta que o paralelismo sintático e semântico remete à lógica da correlação e associação de ideias, por isso
sua ausência pode provocar incoerência. No entanto, autores de várias épocas usaram-na com propósito estilístico.

O enunciado que corresponde a essa asserção é:

A Duas coisas prega hoje a igreja a todos os mortais: ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas certas.
(Pe. Antonio Vieira)
B O corpo do vaqueiro derreava-se, as pernas faziam dois arcos, os braços moviam-se desengonçados. (Graciliano Ramos)
C De estado calado, ele sempre aceitava todo bom e justo conselho. Mas não louvava cantoria. Estavam falando todos
juntos? Então Medeiro Vaz não estava lá. (Guimarães Rosa)
D Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista. (Machado de Assis)
E Já um estirão era andado quando, numa roça de mandioca, adveio aquele figurão de cachorro, uma peça de vinte palmos
de pelo e raiva. (José Cândido de Carvalho)

Em relação aos modos de organização textual, esse texto apresenta, em sequência, a

A descrição e a narração observadas na recuperação histórica de fatos, em formas verbais do pretérito; a argumentação,
apoiada em argumentos de autoridade, em formas verbais do presente.
B descrição de acontecimentos do passado, por meio de relato histórico, em formas verbais do presente; a narração,
responsável pela apreciação do autor, em formas verbais do pretérito.
C narração, em formas verbais do pretérito, fundamentada na descrição de acontecimentos históricos, situados no tempo
presente.
D argumentação, no pretérito, sobre acontecimentos históricos; a descrição e a narração de argumentos e de pontos de
vista, em formas verbais do presente.
E narração de fatos historicamente situados, em formas verbais do pretérito; a argumentação, observada nas opiniões
emitidas em formas verbais do presente.