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A década de 1970 representa um momento novo da história da Amazônia. A ditadura militar [1964-1985] começou a implantar um projeto de ocupação para a Amazônia, procurando atrair o capital de grandes empresas do Sudeste para os projetos agropecuários na região. [...] A ditadura disseminou a noção de que a Amazônia era um vazio demográfico para justificar suas ações. Se era, o que se deveria fazer? Ocupar, encher o vazio. (Francisco de Assis Costa. “As múltiplas faces da Amazônia”. Pesquisa Fapesp, março de 2019.) Economista e professor da Universidade Federal de Belém, Francisco de Assis Costa descreve políticas de desenvolvimento econômico aplicadas na região amazônica. Essas políticas estavam baseadas

A na valorização da diversidade de estruturas produtivas já estabelecidas ao longo da história.
B no empenho de preservação das reservas indígenas contra a infiltração de garimpeiros.
C na necessidade de defesa militar de uma região petrolífera ambicionada internacionalmente.
D na incorporação das reivindicações culturais do conjunto das populações ribeirinhas.
E no discurso de deslegitimação das práticas socioeconômicas previamente existentes.

Na diluição de 100 mL de uma solução de hidróxido de sódio (NaOH), de concentração 20 g/L, adicionou-se água até completar o volume de 250 mL. O valor da concentração da solução após a diluição equivale a

A 13,3 g/L.
B 30,0 g/L.
C 6,6 g/L.
D 8,0 g/L.
E 50,0 g/L.
Texto associado
Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio. E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia. (A hora da estrela, 1998.) 1 iridescente: colorido como o arco-íris.

No fim do primeiro parágrafo, a expressão “café frio” é equivalente a

A simples.
B desagradável.
C desinteressante.
D superficial.
E pobre.
Texto associado
Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio. E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia. (A hora da estrela, 1998.) 1 iridescente: colorido como o arco-íris.

No segundo parágrafo, a referência a um cachorro serve para afirmar que a personagem tinha

A dificuldades em se comunicar.
B pouca experiência na vida.
C pouca educação formal.
D dificuldades com temas complexos.
E pouca consciência de si mesma.
Texto associado
Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio. E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia. (A hora da estrela, 1998.) 1 iridescente: colorido como o arco-íris.

Em A hora da estrela , a história é contada

A por um personagem nomeado, que, conforme narra, faz questionamentos sobre a existência humana e o processo de escrita.
B por um narrador em terceira pessoa, que mantém a objetividade, enunciando os fatos como uma matéria bruta, sem comentários nem digressões.
C por um narrador em primeira pessoa, que relata, em um tempo posterior aos fatos, as memórias de quando interagiu com a personagem.
D pela própria protagonista, que narra os fatos de modo tumultuado, tecendo frequentes comentários sobre a própria escrita.
E pela própria protagonista, que se coloca como narradora em terceira pessoa da própria vida, como se observasse tudo a partir de um ponto de vista externo aos fatos.
Texto associado
Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio. E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia. (A hora da estrela, 1998.) 1 iridescente: colorido como o arco-íris.

O termo sublinhado introduz uma oração com sentido de concessão em:

A “Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro.” (2º parágrafo)
B “Nada nela era iridescente, embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala.” (1º parágrafo)
C “Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento.” (1º parágrafo)
D “Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver.” (2º parágrafo)
E “E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la.” (1º parágrafo)
Texto associado
Leia o texto de João Vicente Ganzarolli de Oliveira para responder à questão No sentido amplo, a arte é uma atividade produtora, responsável pela criação de seres que, sem a intervenção humana, não existiriam. Entendendo dessa forma, são frutos da arte tanto um moteto1 de Palestrina quanto um automóvel; uma ferramenta pré-histórica e um computador. Como a arte, também a natureza é geradora. Nelas temos duas fontes de existência das criaturas; ambas insurgem- -se contra o nada. Como diz Étienne Gilson, “A missão do artista é enriquecer o mundo com novos seres. O artista sente um impulso irresistível de violentar o nada”. (A humanização da arte, 2006. Adaptado.) 1 moteto: tipo de composição musical medieval.

Segundo o conceito amplo de arte exposto no texto,

A um automóvel é um objeto de arte na medida em que é composto de materiais da natureza.
B a arte é a capacidade que a natureza tem de ocupar o nada com novos objetos.
C a natureza produz objetos artísticos, ainda que sem a participação do ser humano.
D uma diferença entre arte e natureza é que a produção do objeto de arte depende da participação humana.
E um computador é um objeto de arte porque pode ser utilizado pelo ser humano.
Texto associado
Leia o texto de João Vicente Ganzarolli de Oliveira para responder à questão No sentido amplo, a arte é uma atividade produtora, responsável pela criação de seres que, sem a intervenção humana, não existiriam. Entendendo dessa forma, são frutos da arte tanto um moteto1 de Palestrina quanto um automóvel; uma ferramenta pré-histórica e um computador. Como a arte, também a natureza é geradora. Nelas temos duas fontes de existência das criaturas; ambas insurgem- -se contra o nada. Como diz Étienne Gilson, “A missão do artista é enriquecer o mundo com novos seres. O artista sente um impulso irresistível de violentar o nada”. (A humanização da arte, 2006. Adaptado.) 1 moteto: tipo de composição musical medieval.

O predicativo do sujeito é o termo que qualifica (ou caracteriza) o sujeito da oração. O termo sublinhado exerce a função de predicativo do sujeito em:

A “Nelas temos duas fontes de existência de criaturas ”
B “ a arte é uma atividade produtora”.
C “ambas insurgem-se contra o nada ”.
D “O artista sente um impulso irresistível de violentar o nada”.
E “São frutos da arte tanto um moteto de Palestrina quanto um automóvel”.
Texto associado
Wood wide web: trees’ social networks are mapped Research has shown that beneath every forest and wood there is a complex underground web of roots, fungi and bacteria helping to connect trees and plants to one another. This subterranean social network, nearly 500 million years old, has become known as the “wood wide web”. Now, an international study has produced the first global map of the “mycorrhizal fungi networks” dominating this secretive world. Using machine-learning, researchers from the Crowther Lab at ETH Zurich, Switzerland, and Stanford University in the US used the database of the Global Forest Initiative, which covers 1.2 million forest tree plots with 28,000 species, from more than 70 countries. Using millions of direct observations of trees and their symbiotic associations on the ground, the researchers could build models from the bottom up to visualise these fungal networks for the first time. Prof Thomas Crowther, one of the authors of the report, told the BBC, “It’s the first time that we’ve been able to understand the world beneath our feet, but at a global scale.” The research reveals how important mycorrhizal networks are to limiting climate change — and how vulnerable they are to the effects of it. “Just like an Magnetic Resonance Imaging scan of the brain helps us to understand how the brain works, this global map of the fungi beneath the soil helps us to understand how global ecosystems work,” said Prof Crowther. “What we find is that certain types of microorganisms live in certain parts of the world, and by understanding that we can figure out how to restore different types of ecosystems and also how the climate is changing.” Losing chunks of the wood wide web could well increase “the feedback loop of warming temperatures and carbon emissions.” Mycorrhizal fungi are those that form a symbiotic relationship with plants. There are two main groups of mycorrhizal fungi: arbuscular fungi (AM) that penetrate the host’s roots, and ectomycorrhizal fungi (EM) which surround the tree’s roots without penetrating them. (Claire Marshall. www.bbc.com, 15.05.2019. Adaptado.)

De acordo com o texto, a “wood wide web”, conhecida como a “internet das florestas”, corresponde

A ao sistema de nutrição das árvores por meio da decomposição de matéria orgânica por fungos e bactérias.
B ao conjunto de fungos e bactérias que se desenvolvem como parasitas das árvores.
C à rede de microrganismos nocivos que pode acelerar a devastação das florestas.
D à maneira secreta de sobrevivência encontrada pelos fungos e bactérias em um ambiente florestal hostil.
E a uma trama entre raízes, fungos e bactérias que promove conexões entre os vegetais da floresta.
Texto associado
Wood wide web: trees’ social networks are mapped Research has shown that beneath every forest and wood there is a complex underground web of roots, fungi and bacteria helping to connect trees and plants to one another. This subterranean social network, nearly 500 million years old, has become known as the “wood wide web”. Now, an international study has produced the first global map of the “mycorrhizal fungi networks” dominating this secretive world. Using machine-learning, researchers from the Crowther Lab at ETH Zurich, Switzerland, and Stanford University in the US used the database of the Global Forest Initiative, which covers 1.2 million forest tree plots with 28,000 species, from more than 70 countries. Using millions of direct observations of trees and their symbiotic associations on the ground, the researchers could build models from the bottom up to visualise these fungal networks for the first time. Prof Thomas Crowther, one of the authors of the report, told the BBC, “It’s the first time that we’ve been able to understand the world beneath our feet, but at a global scale.” The research reveals how important mycorrhizal networks are to limiting climate change — and how vulnerable they are to the effects of it. “Just like an Magnetic Resonance Imaging scan of the brain helps us to understand how the brain works, this global map of the fungi beneath the soil helps us to understand how global ecosystems work,” said Prof Crowther. “What we find is that certain types of microorganisms live in certain parts of the world, and by understanding that we can figure out how to restore different types of ecosystems and also how the climate is changing.” Losing chunks of the wood wide web could well increase “the feedback loop of warming temperatures and carbon emissions.” Mycorrhizal fungi are those that form a symbiotic relationship with plants. There are two main groups of mycorrhizal fungi: arbuscular fungi (AM) that penetrate the host’s roots, and ectomycorrhizal fungi (EM) which surround the tree’s roots without penetrating them. (Claire Marshall. www.bbc.com, 15.05.2019. Adaptado.)

De acordo com o segundo e o terceiro parágrafos, os pesquisadores

A perceberam que as espécies de animais e vegetais formam um todo simbiótico.
B identificaram 28 mil espécies de fungos e bactérias nas florestas estudadas.
C utilizaram informações da Global Forest Initiative, que abrange florestas de mais de 70 países.
D relataram que o mundo subterrâneo de microrganismos e raízes cria grupos de árvores do mesmo tipo.
E criaram um mapa das florestas, identificando as espécies de árvores e animais que se comunicam.