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A saúde mental no trabalho é um campo multidisciplinar que abrange diversas vertentes teóricas, cada uma oferecendo uma perspectiva distinta sobre os fatores que influenciam o bemestar psicológico dos trabalhadores. Acerca desse tema, assinale a alternativa INCORRETA.

A A Psicodinâmica do Trabalho, desenvolvida principalmente por Christophe Dejours, explora como as condições de trabalho impactam a saúde mental dos trabalhadores, com enfoque nos processos de defesa que os indivíduos desenvolvem para lidar com o sofrimento no trabalho e em como as organizações podem gerar tanto patologia quanto prazer. A teoria destaca a importância do reconhecimento no trabalho e os efeitos negativos da ausência de reconhecimento, controle rígido e falta de autonomia.
B A Ecologia Social, proposta por Urie Bronfenbrenner, considera que a saúde mental no trabalho é influenciada por múltiplos níveis de contexto, desde o ambiente imediato (microssistema) até as influências mais amplas da sociedade (macrossistema). Essa vertente destaca a necessidade de intervenções em vários níveis, como práticas de gestão, suporte social e políticas públicas, para promover a saúde mental no ambiente de trabalho.
C A Teoria da Alienação, de Richard Sennett, explora como as mudanças no mundo do trabalho, especialmente no contexto do novo capitalismo, impactam a identidade e a vida pessoal dos trabalhadores. Sennett argumenta que a ênfase na flexibilidade e na adaptação rápida gera insegurança, fragmenta as experiências de vida e dificulta a construção de uma identidade consistente. Ele critica o aumento do individualismo e a perda de estabilidade no trabalho, o que resulta em isolamento social e pressões emocionais que corroem o caráter e as relações pessoais.
D A Clínica do Trabalho é uma abordagem dentro da Psicossociologia do Trabalho, desenvolvida por Yves Clot e outros, que se concentra nas dinâmicas subjetivas e nas relações de poder dentro das organizações. A Clínica do Trabalho propõe que as intervenções devem focar a restauração do “poder de agir” do trabalhador, ajudando-o a reconfigurar sua relação com o trabalho de forma que reduza o sofrimento psíquico e previna o adoecimento mental.
E A Teoria da Autoeficácia, proposta por Albert Bandura, sugere que a percepção que o trabalhador tem de sua capacidade de lidar com as demandas do trabalho é fundamental para sua saúde mental. A teoria enfatiza o papel do fortalecimento da autoeficácia individual, através de treinamentos e desenvolvimento de competências, como forma de prevenir o estresse e o burnout, oferecendo, assim, uma visão holística, que considera os fatores individuais, contextuais e organizacionais.

O acolhimento institucional de crianças e adolescentes é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir os direitos daqueles que se encontram em situação de risco. Considerando a legislação e as diretrizes psicossociais que orientam o acolhimento institucional, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) O acolhimento institucional é uma das medidas de proteção previstas pelo ECA, sendo outras medidas previstas: encaminhamento para programa de acompanhamento, acolhimento familiar, reintegração familiar, colocação em família substituta, entre outras.
( ) O acolhimento institucional é uma medida prevista quando a criança ou o adolescente se encontra em situação de vulnerabilidade social e não pode permanecer com sua família de origem. Essa medida é estabelecida com base na necessidade de garantir um ambiente seguro e saudável para o desenvolvimento do jovem, enquanto se buscam alternativas para a reintegração familiar ou outras formas de proteção.
( ) O acolhimento institucional deve ocorrer em instituições que garantam um ambiente seguro, acolhedor e que respeitem os direitos da criança ou do adolescente. As instituições devem cumprir as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), visto que deverão ser a residência definitiva da criança/adolescente que receber a medida.
( ) Ao aplicar a medida de acolhimento institucional, o foco deve ser a temporalidade (medida provisória e temporária), com revisão periódica e a busca por soluções que priorizem a convivência familiar e comunitária, garantindo o desenvolvimento integral das crianças e dos adolescentes.

A F – V – F – V.
B F – F – V – V.
C V – V – V – V.
D V – V – F – V.
E V – V – F – F.
Texto associado
Como a consciência pode ter evoluído para beneficiar a sociedade, não os indivíduos

Peter W Halligan e David A Oakley

Por que a experiência da consciência evoluiu a partir da nossa fisiologia cerebral subjacente? Apesar de ser uma área empolgante da neurociência, as pesquisas atuais sobre a consciência são caracterizadas por divergências e controvérsias. Existe uma disputa entre uma série de teorias concorrentes. [...]

Perigos da intuição

As principais crenças intuitivas – por exemplo, que nossos processos mentais são distintos dos nossos corpos físicos (dualismo mente-corpo) e que os nossos processos mentais dão origem e controlam as nossas decisões e ações (causalidade mental) – são reforçadas por uma vida inteira de experiências subjetivas.
Estas crenças são encontradas em todas as culturas humanas. São importantes porque servem como crenças fundamentais para a maioria das democracias liberais e dos sistemas de justiça criminal. Elas são resistentes a contraprovas. Isto porque são fortemente validadas por conceitos sociais e culturais como o livre-arbítrio, os direitos humanos, a democracia, a justiça e a responsabilidade moral. Todos esses conceitos pressupõem que a consciência desempenha uma influência controladora central.
A intuição, no entanto, é um processo cognitivo automático que evoluiu para fornecer explicações e previsões rápidas e confiáveis. Na verdade, ela faz isso sem a necessidade de sabermos como ou por que sabemos disso. Os resultados da intuição moldam, portanto, a forma como percebemos e explicamos nosso mundo cotidiano, sem a necessidade de uma reflexão extensa ou de explicações analíticas formais.
Embora úteis e cruciais para muitas atividades cotidianas, as crenças intuitivas podem estar erradas. E também podem interferir na alfabetização científica. [...]
O problema para os modelos científicos de consciência continua a ser acomodar estas explicações intuitivas dentro de uma estrutura materialista consistente com as descobertas da neurociência. Embora não haja uma explicação científica atual sobre como o tecido cerebral gera ou mantém a experiência subjetiva, o consenso entre (a maioria dos) neurocientistas é que ela é um produto de processos cerebrais.

Propósito social

Se for esse o caso, por que a consciência, definida como percepção subjetiva, evoluiu?
A consciência provavelmente evoluiu como parte da evolução do sistema nervoso. De acordo com várias teorias, a principal função adaptativa (proporcionar ao organismo vantagens reprodutivas e de sobrevivência) da consciência é tornar possível o movimento volitivo. E a volição é algo que, em última análise, associamos à vontade, ao arbítrio e à individualidade. Portanto, é fácil pensar que a consciência evoluiu para nos beneficiar como indivíduos.
Mas argumentamos que a consciência pode ter evoluído para facilitar funções adaptativas sociais fundamentais. Em vez de ajudar os indivíduos a sobreviver, ela evoluiu para nos ajudar a transmitir as nossas ideias e sentimentos vivenciados para o resto do mundo. E isto pode beneficiar a sobrevivência e o bem-estar da espécie como um todo.
A ideia se encaixa no novo pensamento sobre genética. Embora a ciência evolucionista se concentre tradicionalmente nos genes individuais, há um reconhecimento cada vez maior de que a seleção natural entre os humanos opera em vários níveis. Por exemplo, a cultura e a sociedade influenciam características transmitidas entre gerações – valorizamos algumas mais do que outras.
No centro da nossa explicação, está a ideia de que a sociabilidade [...] é uma estratégia de sobrevivência fundamental que influencia a forma como o cérebro e a cognição evoluem.
Adotando esta estrutura social evolutiva, nós propomos que a percepção subjetiva carece de qualquer capacidade independente de influenciar causalmente outros processos ou ações psicológicas. [...] Afirmar que a percepção subjetiva não tem influência causal não significa negar a realidade da experiência subjetiva ou afirmar que a experiência é uma ilusão. [...]
Na verdade, é justamente devido ao valor que damos a estas experiências que os relatos intuitivos permanecem convincentes e difundidos nos sistemas de organização social e jurídica e na psicologia.
Apesar de ser contraintuitivo atribuir arbítrio e responsabilidade pessoal a um conjunto biológico de células nervosas, faz sentido que construções sociais altamente valorizadas, como o livre-arbítrio, a verdade, a honestidade e a justiça, possam ser atribuídas de forma significativa aos indivíduos como pessoas responsáveis numa comunidade social.
Pense nisso. Embora estejamos profundamente arraigados à nossa natureza biológica, a nossa natureza social é amplamente definida por nossos papéis e interações na sociedade. Dessa forma, a arquitetura mental da mente deve estar fortemente adaptada para a troca e recepção de informações, ideias e sentimentos. [...]
Para se chegar a uma explicação mais científica para a percepção subjetiva, é necessário aceitar que a biologia e a cultura trabalham coletivamente para moldar a forma como os cérebros evoluem. [...]

Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9xwge33zko. Acesso em: 05 ago. 2024.

Assinale a alternativa cujo verbo ou locução verbal destacado(a) esteja empregado(a) no mesmo modo verbal em que está o verbo sublinhado em:

“Embora não haja uma explicação científica atual sobre como o tecido cerebral gera ou mantém a experiência subjetiva, o consenso [...] é que ela é um produto de processos cerebrais”.

A “E também podem interferir na alfabetização científica.”
B “Se for esse o caso, por que a consciência, definida como percepção subjetiva, evoluiu?”
C “ Pense nisso.”
D “Dessa forma, a arquitetura mental da mente deve estar fortemente adaptada [...].”
E “[...] a biologia e a cultura trabalham coletivamente [...].”

De acordo com a Lei Federal nº 10.048/2000, alguns grupos de pessoas possuem direito a atendimento prioritário em determinadas circunstâncias. São considerados grupo prioritário, EXCETO

A os obesos com mobilidade comum.
B as pessoas com transtorno do espectro autista.
C as pessoas idosas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
D as pessoas com criança de colo.
E as pessoas portadoras de cardiopatia congênita.
Texto associado
Como a consciência pode ter evoluído para beneficiar a sociedade, não os indivíduos

Peter W Halligan e David A Oakley

Por que a experiência da consciência evoluiu a partir da nossa fisiologia cerebral subjacente? Apesar de ser uma área empolgante da neurociência, as pesquisas atuais sobre a consciência são caracterizadas por divergências e controvérsias. Existe uma disputa entre uma série de teorias concorrentes. [...]

Perigos da intuição

As principais crenças intuitivas – por exemplo, que nossos processos mentais são distintos dos nossos corpos físicos (dualismo mente-corpo) e que os nossos processos mentais dão origem e controlam as nossas decisões e ações (causalidade mental) – são reforçadas por uma vida inteira de experiências subjetivas.
Estas crenças são encontradas em todas as culturas humanas. São importantes porque servem como crenças fundamentais para a maioria das democracias liberais e dos sistemas de justiça criminal. Elas são resistentes a contraprovas. Isto porque são fortemente validadas por conceitos sociais e culturais como o livre-arbítrio, os direitos humanos, a democracia, a justiça e a responsabilidade moral. Todos esses conceitos pressupõem que a consciência desempenha uma influência controladora central.
A intuição, no entanto, é um processo cognitivo automático que evoluiu para fornecer explicações e previsões rápidas e confiáveis. Na verdade, ela faz isso sem a necessidade de sabermos como ou por que sabemos disso. Os resultados da intuição moldam, portanto, a forma como percebemos e explicamos nosso mundo cotidiano, sem a necessidade de uma reflexão extensa ou de explicações analíticas formais.
Embora úteis e cruciais para muitas atividades cotidianas, as crenças intuitivas podem estar erradas. E também podem interferir na alfabetização científica. [...]
O problema para os modelos científicos de consciência continua a ser acomodar estas explicações intuitivas dentro de uma estrutura materialista consistente com as descobertas da neurociência. Embora não haja uma explicação científica atual sobre como o tecido cerebral gera ou mantém a experiência subjetiva, o consenso entre (a maioria dos) neurocientistas é que ela é um produto de processos cerebrais.

Propósito social

Se for esse o caso, por que a consciência, definida como percepção subjetiva, evoluiu?
A consciência provavelmente evoluiu como parte da evolução do sistema nervoso. De acordo com várias teorias, a principal função adaptativa (proporcionar ao organismo vantagens reprodutivas e de sobrevivência) da consciência é tornar possível o movimento volitivo. E a volição é algo que, em última análise, associamos à vontade, ao arbítrio e à individualidade. Portanto, é fácil pensar que a consciência evoluiu para nos beneficiar como indivíduos.
Mas argumentamos que a consciência pode ter evoluído para facilitar funções adaptativas sociais fundamentais. Em vez de ajudar os indivíduos a sobreviver, ela evoluiu para nos ajudar a transmitir as nossas ideias e sentimentos vivenciados para o resto do mundo. E isto pode beneficiar a sobrevivência e o bem-estar da espécie como um todo.
A ideia se encaixa no novo pensamento sobre genética. Embora a ciência evolucionista se concentre tradicionalmente nos genes individuais, há um reconhecimento cada vez maior de que a seleção natural entre os humanos opera em vários níveis. Por exemplo, a cultura e a sociedade influenciam características transmitidas entre gerações – valorizamos algumas mais do que outras.
No centro da nossa explicação, está a ideia de que a sociabilidade [...] é uma estratégia de sobrevivência fundamental que influencia a forma como o cérebro e a cognição evoluem.
Adotando esta estrutura social evolutiva, nós propomos que a percepção subjetiva carece de qualquer capacidade independente de influenciar causalmente outros processos ou ações psicológicas. [...] Afirmar que a percepção subjetiva não tem influência causal não significa negar a realidade da experiência subjetiva ou afirmar que a experiência é uma ilusão. [...]
Na verdade, é justamente devido ao valor que damos a estas experiências que os relatos intuitivos permanecem convincentes e difundidos nos sistemas de organização social e jurídica e na psicologia.
Apesar de ser contraintuitivo atribuir arbítrio e responsabilidade pessoal a um conjunto biológico de células nervosas, faz sentido que construções sociais altamente valorizadas, como o livre-arbítrio, a verdade, a honestidade e a justiça, possam ser atribuídas de forma significativa aos indivíduos como pessoas responsáveis numa comunidade social.
Pense nisso. Embora estejamos profundamente arraigados à nossa natureza biológica, a nossa natureza social é amplamente definida por nossos papéis e interações na sociedade. Dessa forma, a arquitetura mental da mente deve estar fortemente adaptada para a troca e recepção de informações, ideias e sentimentos. [...]
Para se chegar a uma explicação mais científica para a percepção subjetiva, é necessário aceitar que a biologia e a cultura trabalham coletivamente para moldar a forma como os cérebros evoluem. [...]

Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9xwge33zko. Acesso em: 05 ago. 2024.

Considerando os processos de formação de palavras, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. No trecho “[...] nossos processos mentais são distintos dos nossos corpos físicos ( dualismo mente-corpo ) [...]”, “dualismo” formou-se por derivação sufixal, enquanto “mente-corpo”, por composição por justaposição.
II. Em “[...] estas explicações intuitivas dentro de uma estrutura materialista consistente com as descobertas da neurociência .”, os termos destacados originaram-se mediante um mesmo processo de formação de palavras.
III. No trecho “Dessa forma, a arquitetura mental da mente deve estar fortemente adaptada [...]”, os termos destacados apresentam sufixos nominais.
IV. Em “Apesar de ser contraintuitivo atribuir arbítrio e responsabilidade pessoal a um conjunto biológico de células nervosas [...]”, o termo destacado formou-se por composição por justaposição.
V. No trecho “Em vez de ajudar os indivíduos a sobreviver , ela evoluiu para nos ajudar [...]”, o verbo destacado formou-se por derivação prefixal.

A Apenas I, II e III.
B Apenas II, III e IV.
C Apenas II e IV.
D Apenas I e V.
E Apenas I, IV e V.

Alguns autores psicanalíticos investigam e desenvolvem teorias acerca do processo de adoção. Em relação a esse tema e às discussões apresentadas pelos autores, assinale a alternativa correta.

A Na adoção, a ruptura com a família biológica deve ser minimizada, e os pais adotivos devem evitar discutir qualquer aspecto do passado da criança para facilitar a adaptação.
B A construção de novos laços afetivos na adoção deve ocorrer rapidamente para ajudar a criança a se ajustar ao novo ambiente familiar.
C O suporte emocional contínuo e a compreensão das experiências passadas da criança são fundamentais para a formação de vínculos seguros com a nova família.
D As regras e rotinas rígidas são essenciais para a adaptação da criança adotada, pois estabelecem uma estrutura clara que facilita a integração.
E Manter contato constante com os antigos cuidadores do abrigo é crucial para proporcionar à criança um sentimento de continuidade e segurança.

Uma psicóloga clínica está atendendo uma adolescente de 16 anos. Nas sessões de psicoterapia, a adolescente revelou detalhes sobre sua relação com as amigas, seus relacionamentos amorosos e dificuldades relacionadas à autoestima, sem apresentar risco ou sintomas graves. Disse também que estava sendo bom ter um espaço para falar sobre tudo isso, já que não consegue se abrir com os pais. Após algum tempo de psicoterapia, os pais da adolescente procuraram a psicóloga e disseram que desejam saber sobre o que está acontecendo na vida da filha, para poderem ajudá-la. Maysa não pode intervir, mesmo que o serviço seja multiprofissional e a intervenção faça parte da metodologia adotada.

Considerando esse cenário e as diretrizes do Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale a alternativa que apresenta uma conduta adequada.

A Visto que se trata de uma menor de idade, a psicóloga deve colocar os responsáveis a par dos conteúdos que estão sendo trabalhados nas sessões.
B A psicóloga deve garantir a confidencialidade das informações compartilhadas pela paciente durante as sessões, comunicando aos pais o estritamente essencial para promover medidas em benefício da adolescente.
C Na situação descrita, existe conflito entre o princípio de confidencialidade e os princípios fundamentais do Código de Ética; portanto, é permitida uma quebra de sigilo.
D A psicóloga deve redigir um relatório psicológico, a fim de apresentar aos pais quais estão sendo os resultados da psicoterapia.
E A psicóloga deve encerrar o atendimento caso a adolescente não concorde em compartilhar os conteúdos das sessões com os pais, pois os responsáveis têm o direito de estar informados sobre a psicoterapia.

As técnicas de entrevista psicológica são uma das ferramentas fundamentais no trabalho do psicólogo. Considerando as principais teorias sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.

A A entrevista psicológica vai além de uma simples coleta de informações, é um encontro humano. Portanto, deve ser criado um ambiente acolhedor, de confiança e segurança.
B A entrevista psicológica tem sempre como objetivo uma avaliação diagnóstica.
C A qualidade da comunicação entre entrevistador e entrevistado é central, envolvendo não apenas a escuta das palavras, mas a observação de gestos, expressões faciais e outras formas de comunicação não verbal.
D Uma escuta de qualidade por parte do psicólogo envolve um equilíbrio entre neutralidade técnica e implicação emocional.
E Bleger, um dos principais teóricos sobre o tema, entende a entrevista como um processo dinâmico, em que o entrevistador deve ser capaz de ajustar suas perguntas e intervenções com base no que é revelado pelo paciente, sem seguir rigidamente um roteiro.

No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), os diagnósticos descritivos desempenham um papel central na categorização dos transtornos mentais. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa correta acerca dos diagnósticos descritivos no DSM-5.

A Os diagnósticos descritivos no DSM-5 são baseados exclusivamente em teorias psicanalíticas, enfocando principalmente a etiologia dos transtornos.
B O DSM-5 adota uma abordagem descritiva para os diagnósticos, enfatizando a observação de sintomas e comportamentos, sem especulação sobre as causas subjacentes dos transtornos mentais.
C Os diagnósticos descritivos no DSM-5 são usados apenas para transtornos de humor, enquanto outros tipos de transtornos são classificados por suas causas subjacentes.
D O DSM-5 evita o uso de diagnósticos descritivos, preferindo uma abordagem baseada em biomarcadores e testes laboratoriais para os transtornos mentais.
E A abordagem descritiva do DSM-5 leva em conta as experiências subjetivas dos pacientes, sendo usada para diagnosticar transtornos relacionados ao trauma.

Roberto foi nomeado como psicólogo perito pelo juiz para atuar em um processo de disputa de guarda. Ao entrevistar Camila, uma das partes envolvidas na disputa judicial, ela solicita que Roberto não revele parte do que foi dito durante a entrevista, com medo de que essas informações possam prejudicá-la. A partir desse contexto, assinale a alternativa correta.

A A confidencialidade das informações é garantida em todos os casos, e o psicólogo perito pode decidir não incluir essas informações no laudo pericial, independentemente das exigências legais.
B O psicólogo perito pode manter as informações confidenciais apenas se a pericianda concordar formalmente em assinar um documento de não divulgação.
C O psicólogo perito é obrigado a relatar todas as informações relevantes para a questão pericial, mesmo que isso possa prejudicar a pericianda, devido à natureza do trabalho pericial e ao princípio da transparência.
D O psicólogo perito pode omitir essas informações no laudo pericial se a pericianda solicitar, mesmo que as considere importantes para o caso.
E Devem constar no parecer apenas os dados obtidos por meio dos testes psicológicos, visto sua objetividade e confiabilidade.