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O uso do divã na psicanálise foi justificado por Freud como ferramenta para evitar que o psicanalista interferisse na associação livre. Com a leitura lacaniana das questões técnicas, o divã passa a ser justificado como um(a)

A recurso que favorece a regressão, já que a posição deitada estimula a infantilização do pensamento e das fantasias inconscientes mais antigas.
B artifício que facilita suspender a dimensão imaginária presente nas relações de ego a ego, favorecendo a emergência do sujeito inconsciente.
C remanescente, na psicanálise, das práticas hipnóticas em sua origem, onde o paciente era colocado em uma posição relaxada e submissa.
D forma de garantir a neutralidade do psicanalista, assegurando que a transferência ocorra unicamente com elementos do paciente.
E ferramenta que protege o psicanalista das inferências e julgamentos dos pacientes sobre suas emoções pessoais e reações ao que escuta.

[...] a Psicologia em contextos de saúde se ancorava em uma perspectiva de diagnóstico e cura, realizando a aplicação de testes e métodos de avaliação psicológicos nos serviços públicos de orientação [...]. Com a instituição do SUS, em 1988, surge uma nova proposta de atenção em saúde mental, o trabalho em equipes multiprofissionais passa a ser uma prioridade. O psicólogo, então, ao lado de outros profissionais, passa a integrar o novo modelo de atenção.

POUBEL, P. F. Psicologia da Saúde Pública, ECOS - Estudos Contemporâneos da Subjetividade , Volume 4, Número 2, 2014). Disponível em: . Acesso em: 22 jul. 2019.

Nesse novo modelo de atenção à saúde, qual é o papel do psicólogo como profissional integrante de equipes interdisciplinares e multiprofissionais de cuidados básicos em saúde?

A Identificar os fatores psicológicos, comportamentais e sociais da doença, auxiliando a equipe a compreender o processo de adoecimento e desenvolvendo ações e estratégias para promover e manter a saúde, prevenindo e tratando a doença.
B Utilizar como fundamento da prática psicoterapêutica individual o modelo biomédico, permitindo o diagnóstico diferencial preciso dos problemas de ordem psicológica, associado ao tratamento medicamentoso prescrito pelo serviço especializado, quando for o caso.
C Contribuir com os conhecimentos científicos específicos da Psicologia Clínica para o entendimento da psicologização do processo saúde-doença, auxiliando na elaboração de diagnósticos diferenciais em saúde mental e orientando as práticas psicoterápicas individuais.
D Facilitar o trabalho do médico que integra a equipe de saúde no serviço de atendimento hospitalar de emergências, atuando no acolhimento dos pacientes e identificando dificuldades psicológicas para o diagnóstico e tratamento da doença, bem como para a reabilitação do paciente.
E Desenvolver as políticas públicas dos recursos humanos da saúde, com base nos preceitos da Psicologia Organizacional e do Trabalho, enfatizando os treinamentos dos profissionais de saúde para o trabalho em equipe multiprofissional, interdisciplinar e de alto desempenho.

Em uma determinada empresa, um psicólogo realizou uma pesquisa para reconhecer competências e habilidades dos funcionários. Um dos funcionários avaliados apresentou melhor desempenho na capacidade de resolver problemas usando a visualização, boa memória, habilidade para discriminar cores e formas, boa coordenação motora e capacidade de orientação.
Considerando-se a proposta de inteligências múltiplas de Gardner, que tipo de inteligência está caracterizada nos resultados desse funcionário?

A Lógico-matemática
B Corporal-cinestésica
C Linguística
D Espacial
E Intrapessoal

Os testes psicológicos são instrumentos de medida, fundados em critérios científicos que atestam sua eficácia. Mensurar aspectos da personalidade, por exemplo, é uma tarefa complexa que produz diferentes métodos e técnicas de avaliação. Considerando-se o método, que tipo de teste é o Teste de Rorschach?

A Livre
B Projetivo
C Psicométrico
D Miocinético
E Situacional

Nos dias atuais, as doenças crônicas substituíram as doenças infecciosas como principal causa de mortalidade nos países desenvolvidos. Essas doenças crônicas são fortemente determinadas por fatores ambientais e comportamentais, tornando difícil imaginar uma atividade ou comportamento que não influencie a saúde direta ou indiretamente.

STRAUB, R. O. Psicologia da saúde. Porto Alegre: Artmed, 2014. Adaptado.

Tendo-se em vista essas evidências acerca das doenças crônicas, para tratá-las adequadamente, é necessário compreender que

A a cronificação de doenças agudas decorre das doenças crônicas, as quais, por essa razão, apresentam, ao longo de seu curso, períodos de reiteradas agudizações que dificultam a adesão ao tratamento e a consequente reabilitação.
B a não adesão dos doentes aos tratamentos e a dificuldade que apresentam para enfrentamento da cronicidade das doenças são determinadas pelo impacto do diagnóstico e por barreiras comportamentais.
C as suas características, diferentemente das características das doenças agudas, são: causas múltiplas e duração indefinida; além disso, os conhecimentos e as ações clínicas são compartilhados pelos profissionais da equipe de saúde.
D os patógenos comportamentais são comportamentos e/ou hábitos benéficos à promoção da saúde de doentes crônicos, devendo integrar os planos de tratamento e reabilitação.
E os imunógenos comportamentais são tratamentos imunoterapêuticos, realizados para retardar a cronificação do agravo, evitando quadros de agudização e facilitando o enfrentamento e a reabilitação.

O transtorno de espectro autista (TEA) está entre os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) que afetam a escolarização.
Sendo assim, na atuação escolar com crianças portadoras de TEA, deve-se considerar que

A a inclusão de crianças autistas é impossível.
B a ênfase deve ser nos fatores pedagógicos a serem reforçados.
C a aceitação de toda a equipe escolar é fundamental para o acolhimento.
D as crianças com esse transtorno devem ser separadas da turma regular.
E os campos de saúde e educação, neste caso, devem ser dissociados.

O acento grave indicativo de crase é necessário e está empregado de acordo com a norma-padrão em:

A É bom manter-nos à distância de dez passos.
B O sol estava à pino e precisamos nos proteger do calor.
C A volta à Portugal, seu país natal, fez meu pai muito feliz.
D Com muito esforço, os idosos acompanham às novas tecnologias.
E Sempre reconhecemos àqueles que são nossos verdadeiros amigos.

A doença e a hospitalização impõem ao doente vivências de quebra de uma linha de continuidade da vida, das funções desempenhadas no dia a dia, de certa previsibilidade sobre o futuro. O impacto da doença imobiliza e congela a existência e, em consequência, a relação do indivíduo doente com o mundo. É um tempo de supressão: difícil ligá-lo à vida passada ou conectá-lo ao futuro.

BOTEGA, N. J. (org.). Prática psiquiátrica no hospital geral : interconsulta e emergência. Porto Alegre: Artmed, 2017. Adaptado.

Nesse sentido, essa quebra na linha de continuidade da vida, causada pelos processos de adoecimento e hospitalização,

A demanda atendimento especializado do psicólogo, em caráter de intervenção psicoterápica breve, como preparo para a intervenção posterior da equipe multidisciplinar de saúde.
B faz com que os pacientes reajam, mobilizando estratégias de enfrentamento da doença, independentemente das características de personalidade e sociais, da natureza da doença e do tipo de tratamento.
C gera quadros de ansiedade e depressão no paciente, tratados com intervenção psiquiátrica, seguida de intervenção psicológica na modalidade entrevista motivacional de natureza comportamental.
D atenua-se com a presença do acompanhante familiar que fornece suporte emocional ao paciente, mantendo os vínculos sociais fora do hospital e possibilitando a redução de sintomas psicológicos.
E dificulta a adesão dos pacientes aos tratamentos necessários, desencadeando episódios de agudização das doenças crônicas, que são superados com orientação e aconselhamentos psiquiátricos.

Diante de queixas de problemas auditivos e lombalgias, uma empresa adquire e oferece protetores de ouvido e promove treinamento postural. Em outra ocasião, diante do aumento no número de acidentes do trabalho, essa mesma empresa contrata uma equipe que ministra para os funcionários uma formação específica em segurança do trabalho. Do ponto de vista da ergonomia da atividade, a empresa

A oferece o que, na contemporaneidade, é mais valioso: a capacitação do trabalhador para o trabalho que deve executar, habilitando-o para a tarefa e garantindo a sua permanência na empresa.
B não está levando em conta a especificidade do trabalho prescrito, já que a intervenção foca exclusivamente o trabalhador, ou seja, leva em conta apenas a subjetividade do trabalhador.
C trata o trabalhador como problema e visa à manutenção do trabalho, sem levar em conta a concepção do local de trabalho e das questões que ocupam o trabalhador em situação real.
D deve oferecer o treinamento para os trabalhadores, conduzido por membros da própria equipe, além de estimular treinamento, também, para uso dos equipamentos de proteção individuais.
E deve, antes de tudo, avaliar as características pessoais dos trabalhadores que não tiverem se envolvido em acidentes nem tiverem desenvolvido problemas físicos para, só então, promover tais ações.

Uma pessoa apresenta um quadro depressivo por um período prolongado (mais de dois anos), sem períodos assintomáticos que ultrapassassem dois meses. Não há qualquer transtorno do espectro da esquizofrenia ou psicótico, especificado ou não, que explique melhor a perturbação. Seus sintomas não são devidos aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a qualquer outra condição médica. Essa pessoa deve ser diagnosticada com transtorno depressivo persistente (distimia) se

A houver um fator etiológico evidente na origem do episódio depressivo, como: morte de alguém próximo, perda de emprego, perda de alguma função ou capacidade vital e perda de status social.
B houver comorbidade com outros transtornos, como: transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e anorexia nervosa, dentre outros.
C houver a ocorrência de, ao menos, três sintomas, dentre os seguintes: diminuição acentuada de interesse e prazer em quase todas as atividades, insônia/hipersonia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, ideação suicida, fadiga, agitação/retardo psicomotor diários e dificuldade de concentração.
D não houver ocorrido um episódio maníaco ou um episódio hipomaníaco e jamais tiverem sido satisfeitos os critérios para transtorno ciclotímico.
E não houver prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.