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Considerando as contribuições teóricas de Melanie Klein, assinale a alternativa correta.

A Postulou um inato ego rudimentar no recém-nascido.
B Expôs que a pulsão de morte se insere na dinâmica psíquica a partir dos seis meses.
C Afirmou a impossibilidade de análises de pessoas com características psicóticas.
D Conservou concepções relativas ao complexo de Édipo e ao superego, estabelecidos por volta dos cinco anos de idade.
E Afirmou que a inveja primitiva do seio da mãe, entendida como objeto parcial, inicia-se no momento do desmame e é descrita aos dois anos.

Referente à reforma psiquiátrica no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.

A O primeiro Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) foi implantado em São Paulo.
B O temário debatido na I Conferência Nacional em Saúde Mental foi a mudança do modelo assistencial.
C O projeto do deputado Paulo Delgado, propondo a “Extinção progressiva dos manicômios no Brasil”, influenciou a formulação da política de saúde mental.
D A Lei n° 10.216/2001, quando instituída, visava reforçar a estrutura e o cuidado centrado na internação psiquiátrica e foi combatida na Luta Antimanicomial.
E Em 1989, os Núcleos de atenção psicossocial (Naps) foram implantados para substituir um hospital em Santos.
Texto associado
Borderline: o transtorno que faz pessoas irem do "céu ao inferno" em horas
Tatiana Pronin

Uma alegria contagiante pode se transformar em tristeza profunda em um piscar de olhos porque alguém "pisou na bola". O amor intenso vira ódio profundo, porque a atitude foi interpretada como traição; o sentimento sai de controle e se traduz em gritos, palavrões e até socos. E, então, bate uma culpa enorme e o medo de ser abandonado, como sempre. Dá vontade de se cortar, de beber e até de morrer, porque a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis. As emoções e comportamentos exaltados podem dar uma ideia do que vive alguém com transtorno de personalidade borderline (ou "limítrofe").
Reconhecido como um dos transtornos mais lesivos, leva a episódios de automutilação, abuso de substâncias e agressões físicas. Além disso, cerca de 10% dos pacientes cometem suicídio. Além da montanha-russa emocional e da dificuldade em controlar os impulsos, o borderline tende a enxergar a si mesmo e aos outros na base do "tudo ou nada", o que torna as relações familiares, amorosas, de amizade e até mesmo a com o médico ou terapeuta extremamente desgastantes.
Muitos comportamentos do "border" (apelido usado pelos especialistas) lembram os de um jovem rebelde sem tolerância à frustração. Mas, enquanto um adolescente problemático pode melhorar com o tempo ou depois de uma boa terapia, o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.
Ainda que seja inteligente, talentoso e brilhante no que faz, reage como uma criança ao se relacionar com os outros e com as próprias emoções — o que os psicanalistas chamam de "ego imaturo". Em muitos casos, o transtorno fica camuflado entre outros, como o bipolar, a depressão e o uso abusivo de álcool, remédios e drogas ilícitas.
De forma resumida, um transtorno de personalidade pode ser descrito como um jeito de ser, de sentir, se perceber e se relacionar com os outros que foge do padrão considerado "normal" ou saudável. Ou seja, causa sofrimento para a própria pessoa e/ou para os outros. Enquadrar um indivíduo em uma categoria não é fácil — cada pessoa é um universo, com características próprias. [...]
O diagnóstico é bem mais frequente entre as mulheres, mas estudos sugerem que a incidência seja igual em ambos os sexos. O que acontece é que elas tendem a pedir mais socorro, enquanto os homens são mais propensos a se meter em encrencas, ir para a cadeira ou até morrer mais precocemente por causa de comportamentos de risco. Quase sempre o transtorno é identificado em adultos jovens e os sintomas tendem a se tornar atenuados com o passar da idade.
Transtornos de personalidade são diferentes de transtornos mentais (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, psicose etc.), embora seja difícil para leigos e desafiante até para especialistas fazer essa distinção, já que sobreposições ou comorbidades (existência de duas ou mais condições ao mesmo tempo) são muito frequentes. Não é raro que o borderline desenvolva transtorno bipolar, depressão, transtornos alimentares (em especial a bulimia), estresse pós-traumático, déficit de atenção/hiperatividade e transtorno por abuso de substâncias, entre outros. [...]
O paciente borderline sofre os períodos de instabilidade mais intensos no início da vida adulta. Há situações de crise, ou maior descontrole, que podem até resultar em internações porque o paciente coloca sua própria vida ou a dos outros em risco. Por volta dos 40 ou 50 anos, a maioria dos "borders" melhora bastante, probabilidade que aumenta se o paciente se engaja no tratamento. [...]
A personalidade envolve não só aspectos herdados, mas também aprendidos, por isso a melhora é possível, ainda que seja difícil de acreditar no início. Se a psicoterapia é importante para ajudar o bipolar a identificar uma virada e evitar perdas, no transtorno de personalidade ela é o carro-chefe do tratamento. [...]
Medicamentos ajudam a aliviar os sintomas depressivos, a agressividade e o perfeccionismo exagerado, e são ainda mais importantes quando existe um transtorno mental associado. Os fármacos mais utilizados são os antidepressivos (flluoxetina, escitalopram, venlafaxina etc.), os estabilizadores de humor (lítio, lamotrigina, ácido valproico etc.), os antipsicóticos (olanzapina, risperidona, quietiapina etc.) e, em situações pontuais, sedativos ou remédios para dormir (clonazepan, diazepan, alprazolan etc.). Esses últimos costumam ser até solicitados pelos pacientes, mas devem ser evitados ao máximo, porque podem afrouxar o controle dos impulsos, assim como o álcool, além de causarem dependência. [...]

Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/04/16/borderlinea-doenca-que-faz-10-dos-diagnosticados-cometerem-suicidio.htm. Acesso em: 04 jan. 2021.

Em relação aos usos da vírgula, assinale a alternativa em que tal sinal de pontuação tenha sido usado para separar orações coordenadas.

A “[...] o sentimento sai de controle e se traduz em gritos, palavrões e até socos.”
B “E, então, bate uma culpa enorme e o medo de ser abandonado [...]”.
C “Mas, enquanto um adolescente problemático pode melhorar com o tempo ou depois de uma boa terapia, o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.”.
D “Por volta dos 40 ou 50 anos, a maioria dos "borders" melhora bastante [...]”.
E “Esses últimos costumam ser até solicitados pelos pacientes, mas devem ser evitados ao máximo [...]”.

Sobre psicodiagnóstico, assinale a alternativa correta.

A Deve-se valorizar os testes psicométricos em detrimento de entrevistas.
B Os testes projetivos encontram-se em uso desfavorável pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI).
C Quando o teste possuir resultado de correção on-line, imprime-se esse resultado que deve ser entregue na devolutiva, sem necessidade de elaborar um documento escrito com integração de outros conteúdos.
D Quando se decidir por utilizar discussão teórica, o preconizado é fundamentar com diferentes abordagens da psicologia, em suas diversas bases epistemológicas.
E Pode-se realizar intervenções durante o processo psicodiagnóstico.

Sobre violência contra criança, assinale a alternativa correta.

A Castigo corporal é diferente de violência física, pois é um recurso pedagógico para impor limites à criança.
B O trabalho infantil é uma forma de proteção para as crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social.
C Bebês e crianças abaixo de dois anos que tiveram experiências de violência mantêm-se isentos de sofrimento psicossocial, devido à faixa etária.
D A violência sexual contra crianças é predominantemente doméstica em um contexto de relações incestuosas.
E O Bullying deve ser naturalizado ou ignorado para ter diminuído seus efeitos de violência psicológica.

Uma adolescente de 15 anos chegou no acolhimento em saúde mental relatando que realiza pequenos cortes, com gilete, nos braços e nas pernas toda semana. A respeito da situação relatada, assinale a alternativa correta.

A Caracteriza-se como um tipo de violência autoprovocada e seria importante avaliar ideações e planejamento suicida.
B A principal hipótese é que essa adolescente está realizando tal ação para chamar atenção, estando isenta de sofrimento psicossocial.
C Deve-se orientar a família a ignorar essas ações a fim de não aumentá-las.
D Caracteriza-se como uma fase esperada para a síndrome da adolescência normal.
E Deve-se orientar a família a aumentar as punições e os castigos até que a adolescente compreenda que essa ação é errada.

Sobre financiamento e cadastramento dos CAPS pelo SUS, com base na portaria nº 3.089, de 23 de dezembro de 2011, assinale a alternativa correta.

A O recurso financeiro fixo favorecido ao CAPS III é de R$ 67.000,00 (sessenta e sete mil reais).
B O recurso financeiro fixo cedido ao CAPS AD III é de R$ 78.000,00 (setenta e oito mil reais).
C O processo da documentação de cadastramento das novas unidades ou alterações de tipos de CAPS é de responsabilidade do gestor estadual.
D O recurso financeiro fixo destinado ao CAPS I é de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).
E O recurso financeiro fixo disponibilizado ao CAPS II é de R$ 102.000,00 (cento e dois mil reais).

Uma psicóloga está planejando um grupo, com finalidade de ensino e aprendizagem. Ela definiu que seria um grupo de mulheres adultas do território da Unidade Básica de Saúde que passaram por relacionamentos abusivos e convidou as participantes a construírem o grupo em conjunto, assim como a definição dos temas e tarefas. Utilizou como base teórica Pichon Rivière. Com base no exposto, assinale a alternativa correta.

A Essa psicóloga está planejando um grupo operativo.
B Essa psicóloga está planejando um grupo psicoterapêutico cognitivo-comportamental.
C Nessa configuração, essa psicóloga deve evitar articulação com profissionais da Assistência Social ou Jurídica.
D Essa psicóloga está planejando Grupoterapia baseada na teoria sistêmica.
E Essa psicóloga está planejando um grupo psicoterapêutico de base psicodramática.