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Uma paciente grávida teve uma intercorrência na gestação de alto risco. O médico detectou a ruptura espontânea da membrana amniótica na 21ª semana de gravidez. O feto se encontrava prematuro e o colo imaturo. Depois do nascimento, a mãe apresenta quadros de ansiedade e de culpa decorrente do rompimento da bolsa, tentando dar sentido ao ocorrido.

Esse quadro caracteriza

A Diabetes Gestacional
B Amnionexia Prematura
C Doença Hipertensiva Específica da Gravidez
D Aborto espontâneo
E Trabalho de Parto Prematuro

Uma equipe de um hospital utiliza o procedimento de interconsulta em relação ao seguinte paciente: uma criança de sete anos que será submetida a uma intervenção de transplante cardíaco.
Assim, a equipe se atém às reações psicológicas esperadas de um paciente de sete anos que será submetido à tal intervenção.
Essa atenção da equipe retrata o modelo de psiquiatria de ligação e interconsulta

A de educação e treinamento de equipe pediátrica
B de atendimento a intercorrências
C de atendimento colaborativo e continuado
D de detecção de casos
E antecipatório

A dor, em maior ou menor grau, está presente frequentemente nas doenças. Muitas das dores podem ser eliminadas com remédios, mas muitas outras resistem à mais potente das medicações. A Sociedade Internacional de Estudos sobre a Dor propõe que a dor seja vista como uma experiência sensorial e emocional desagradável, vivida de forma subjetiva, ressaltando que cada indivíduo utiliza este termo por meio de suas próprias experiências traumáticas. Desse modo, cada dor é a dor de uma pessoa. Nesse contexto, considere o caso descrito abaixo.

Um homem, 67 anos, diagnosticado com câncer, passou a ter dores muito fortes. Diante disso, ele conseguiu atenção e amparo de sua família, antes muito afastada. Os médicos receitaram analgésicos, porém ele não os tomava, justificando problemas no estômago. Na verdade, ele temia perder o acolhimento recém-conquistado de seus familiares.

Nesse caso, a equipe de psicologia deve atuar com a compreensão de que as dores do paciente

A têm um sentido de manipulação dos afetos das relações familiares, devendo, por isso, ser ignoradas pela equipe.
B têm significados ocultos e complexos que atendem a objetivos singulares que devem ser considerados e expressados.
C devem ser tratadas com firmeza, na medida em que estão prejudicando o tratamento do paciente.
D trazem restrições físicas e afetivas ao paciente, que deve ser forçado a tomar os analgésicos em nome de seu bem-estar.
E têm um significado de falseamento da realidade, o que aponta para um quadro psicótico.

A convivência de pessoas de diferentes religiões é uma característica da diversidade cultural da realidade brasileira.

Em respeito a isso, o psicólogo deve sustentar diante da equipe multidisciplinar e dos usuários do serviço hospitalar que

A a qualidade e a eficácia dos serviços prestados são independentes da consideração de questões pertinentes à relação do paciente com a espiritualidade.
B a naturalização do funcionamento do organismo, ao promover a impessoalidade, facilita lidar com a inevitável intrusão dos cuidados médicos.
C o funcionamento do corpo é laico e que o hospital é um lugar onde esse corpo deve ser tratado de forma técnica e independente das crenças de pacientes e profissionais.
D o respeito ao diferente valor dado à privacidade, à alimentação, à sexualidade e aos rituais em cada fé favorece o restabelecimento da saúde.
E as questões de foro íntimo precisam se manter privadas, uma vez que as rotinas do hospital não poderiam ser adaptadas às peculiaridades de cada credo.

No trabalho nas maternidades, algumas das intercorrências com que o psicólogo precisa lidar são situações de óbito fetal.

Que diferenças o psicólogo encontrará no processo de luto relativo ao óbito fetal, em comparação com outros lutos?

A A ausência de memórias do filho perdido, a menor valoração social da perda sofrida e a subvaloração do luto na figura masculina farão com que esse luto tenha dificuldades muito peculiares para se estabelecer
B O luto nesses casos é muito mais da função parental perdida do que da criança, sendo preciso trabalhar a perda dos ideais parentais, já que, na realidade, a criança não chegou a existir
C O valor social dado à perda de um filho determina, em grande parte, os sentimentos experimentados pelos pais, devendo-se sustentar que a gravidez interrompida pode ser substituída por outra gravidez, permitindo que o processo de luto não assuma proporções patológicas.
D O luto perinatal tende a ser menos doloroso, uma vez que o que torna o processo de luto mais ou menos trabalhoso diz respeito à magnitude das adaptações que precisarão ser feitas na vida prática, que, nesse caso, inexistem.
E Se o luto é pensado a partir das teorias que o descrevem em fases, pode-se entender que no luto perinatal não são possíveis as fases de negação e barganha, o que torna o processo particularmente difícil e jamais completamente resolvido.

Quando o psicólogo atua na maternidade, ele lida com condições e significações muito singulares, visto que a gravidez e a parentalidade têm, para cada família específica, distintos significados.

Diante disso, o psicólogo precisa considerar que

A o comportamento de maternagem ou o instinto materno é natural e independente de contexto social, manifestando-se sempre quando não há intercorrência durante a gravidez e o parto.
B sua atuação se faz necessária quando há rejeição às mudanças que a nova criança trará ao seio familiar, recomendando-se o seu afastamento nos casos em que a gravidez é sem intercorrências e foi desejada e planejada.
C quando lida com famílias de bom nível socioeconômico, escolaridade alta e uma rede bem constituída de suporte social para a puérpera, a impossibilidade de significar os inevitáveis sentimentos negativos presentes aumenta a chance do desenvolvimento da depressão pós-parto
D uma vez que a gravidez só é possível ao fim da infância, o psicólogo lidará com o psiquismo de uma mulher plenamente desenvolvida, independentemente da idade dela
E toda gravidez é marcada por fantasias inconscientes, muitas vezes contraditórias com os ideais conscientes, que podem influenciar muito na forma como a mãe significa sua própria condição, a condição da criança e dos familiares envolvidos.

Um psicólogo hospitalar que trabalha em uma UTI, devido à exposição à rotina de casos entre a vida e a morte, comum entre seus pacientes, desenvolve uma síndrome decorrente da prevalência de estresse, caracterizada por esgotamento emocional e psíquico com desenvolvimento de imagem negativa de si, atitudes negativas em relação ao trabalho, despersonalização e desinteresse pelos seus pacientes. Além de se ausentar do trabalho com mais frequência, vem desenvolvendo comportamento cínico, em relação aos seus colegas de trabalho, e dependência de álcool.

O quadro patológico descrito na história é característico de

A Fibromialgia
B Síndrome de Burnout
C Transtorno de Personalidade Narcísica
D Transtorno de Personalidade Histriônica
E Transtorno de Personalidade Antissocial

A avaliação neuropsicológica consiste no mapeamento das habilidades cognitivas do paciente com intuito de detectar facilidades e dificuldades no seu desempenho cotidiano.

Dentre os objetivos da avaliação neuropsicológica, estão o diagnóstico, o prognóstico, a definição do tratamento, a eficácia e a pesquisa.

Uma das habilidades requeridas para se alcançar o objetivo da eficácia na avaliação neuropsicológica é

A saber utilizar a metodologia de pesquisa.
B conhecer com amplitude os diversos testes neuropsicológicos, sabendo avaliar os seus valores psicométricos.
C conhecer os quadros clínicos neuropsicológicos, psiquiátricos e emocionais.
D conhecer o perfil neuropsicológico de determinados quadros clínicos.
E ter o conhecimento do tratamento possível.

A psicóloga do Hospital Universitário X observa, na avaliação da paciente Y, diagnosticada, recentemente, com câncer no colo uterino, que Y tem conhecimento claro sobre o prognóstico e o tratamento proposto pelo médico e apresenta sentimentos de aceitação em relação à doença.
Sabendo-se que as metas de avaliação de um psicólogo hospitalar recaem sobre quatro domínios: o biológico, o afetivo, o cognitivo e o comportamental, no relato apresentado pela psicóloga, os domínios enfatizados são:

A o biológico e o afetivo
B o afetivo e o biológico
C o cognitivo e o afetivo
D o comportamental e o cognitivo
E o comportamental e o afetivo

X é técnico de informática, 28 anos, sexo masculino, solteiro, data de internação 28/01/2016. No Hospital Z, ele foi diagnosticado com câncer no fígado. Ao conversar com o psicólogo responsável por seu acompanhamento, demonstrou estar incrédulo em relação ao diagnóstico e à competência da equipe que o atendeu. Além disso, ele apresenta muita ansiedade em relação à notícia de sua doença.

A partir do caso relatado, conclui-se que o estado psicológico de X, decorrente da elaboração da sua doença, é característico do que se identifica como

A Barganha
B Ganho Secundário
C Negação
D Revolta
E Depressão