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São princípios norteadores das práticas do psicólogo no Centro de Referência de Assistência Social-CRAS, EXCETO :

A Atuar a partir do diálogo entre o saber popular e o saber científico da Psicologia, valorizando as expectativas, as experiências e os conhecimentos, propondo ações e intervenções.
B Atuar dentro da perspectiva interdisciplinar, em especial nas interfaces entre a Psicologia e o Serviço Social, buscando o intercâmbio de saberes e a complementação de ações, objetivando a maior agilidade dos serviços oferecidos.
C Atuar em conformidade com as diretrizes e os objetivos da PNAS e da Proteção Social Básica (PSB), colaborando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social e para a construção de sujeitos cidadãos.
D Atuar fundamentado na leitura e na inserção no tecido comunitário, para melhor compreendê-lo, e intervir junto aos seus moradores.

Com relação às diretrizes básicas para a realização de avaliação psicológica no exercício profissional do psicólogo e de acordo com a Resolução nº 9 de 25/04/2018, NÃO

está correto o que se afirma em:

A Será considerada falta ética do psicólogo a utilização de testes psicológicos com parecer desfavorável ou que constem na lista de Testes Psicológicos.
B Os testes psicológicos incluem também as escalas, os inventários, os questionários e os métodos projetivos/expressivos.
C O psicólogo só poderá escolher os métodos, as técnicas e os instrumentos que irá utilizar na Avaliação Psicológica após prévio consentimento do Conselho Federal de Psicologia.
D Documentos decorrentes do processo de Avaliação Psicológica deverão ser elaborados em conformidade com a(s) resolução(ões) vigente(s) do Conselho Federal de Psicologia - CFP.
Texto associado
QUE TEMPOS, ESTES!Lya Luft Em todas as épocas houve quem desse esta exclamação: que tempos! “A gente não entende mais nada” é outra. Mas as pessoas sempre querem saber tudo, entender tudo, com preguiça de usar a sua própria maravilhosa imaginação. Corremos com o tempo, ou contra ele, para outra vida, para novos horizontes, em círculo nos lugares e pessoas que amamos, finalmente para o nada ou para “um lugar melhor”, como se diz. Não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar o brilho dos afetos, o calor dos abraços. “De repente, eu tenho oitenta anos”, comentou com ar de surpresa minha mãe, antes que a enfermidade lhe roubasse a consciência de si e de nós. De repente, quem sabe, então, vão-se resolver nossas aflições civis de hoje, e as econômicas, e o sentimento de desamparo e confusão. E voltaremos a ser um país simpático, um pouco malandro, quem sabe, mas não criminoso, não corrupto, não destruidor do cotidiano digno ou possível de seus filhos. “Vivemos tempos estranhos” é frase repetida em todos os níveis. Tempos confusos, surpreendentes, cada dia uma chateação maior, uma confusão mais elaborada, uma perplexidade mais pungente. (Ainda bem que nos salvamos com novidades boas: os bebês que nascem, as crianças que começam a trotar naquele encantador jeito só delas, os amigos que recuperam a saúde, a família que se encontra, os amados distantes que se comunicam mais, o flamboyant delirando em vermelhos surreais na rua.) Nós, os incautos pagadores de contas, contadores de trocados e trocadores de emprego (ou simplesmente sem ele), não sabemos bem o que fazer. “Tá tudo muito esquisito”, comentamos uns com os outros, alguns querendo ir embora, outros querendo aguentar até que tudo melhore, porque é a terra da gente, e muitos são, como esta que escreve, reis em sua zona de conforto. Todos imaginamos, procuramos, uma solução, que parece impossível ou distante. Mas que está ruim está, todas as providências hoje nos deixam duvidosos, e as festas andam sem o brilho de outros tempos, essa é a verdade. Onde estão as ruas iluminadas numa competição de beleza em tantos bairros da cidade no Natal, por exemplo? A gente pegava o carro para ver, de noite, toda aquela cintilação. Hoje mal saímos de casa na noite escura. Mas não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar outro brilho, nos tempos tormentosos: o brilho dos afetos, o calor dos abraços, a sinceridade na tolerância e o respeito pelas manias, esquisitices, aflições alheias – porque é tempo de aflições. Dá algum trabalho manter a ciranda emocional lubrificada e funcionando com certa mansidão, mas também traz um enorme conforto, apesar da unhada eventual da mágoa, da saudade ou da preocupação – que, diga-se de passagem, é a inefugível marca das mães. Complicado: se de um lado corre, de outro lado o rio parece se arrastar. Depende do ângulo pelo qual olhamos, do quanto sobra no bolso antes do fim do mês, depende do emprego seguro, da capacidade de alegria, depende de pessoas decentes, depende de recursos, para que a grande engrenagem enferrujada volte a funcionar, e o tempo seja de mais alegria e mais aconchego de uns com os outros.

Em: “[...] depende de recursos, para que a grande engrenagem enferrujada volte a funcionar, e o tempo seja de mais alegria e mais aconchego de uns com os outros.”, o verbo destacado está flexionado no

A presente do indicativo.
B presente do subjuntivo.
C futuro do subjuntivo.
D pretérito imperfeito do subjuntivo.

Considerando a Resolução do CFP nº 11, de 11 de maio de 2018, que regulamenta a prestação de serviços psicológicos realizados por meios de tecnologias da informação e da comunicação, NÃO está correto o que indica a alternativa:

A Atendimento de pessoas e grupos em situação de emergência e desastres.
B Consultas e/ou atendimentos psicológicos de diferentes tipos de maneira síncrona ou assíncrona.
C Processos de Recrutamento e Seleção de Pessoas.
D Supervisão técnica dos serviços prestados por psicólogos nos mais diversos contextos de atuação.
Texto associado
QUE TEMPOS, ESTES!Lya Luft Em todas as épocas houve quem desse esta exclamação: que tempos! “A gente não entende mais nada” é outra. Mas as pessoas sempre querem saber tudo, entender tudo, com preguiça de usar a sua própria maravilhosa imaginação. Corremos com o tempo, ou contra ele, para outra vida, para novos horizontes, em círculo nos lugares e pessoas que amamos, finalmente para o nada ou para “um lugar melhor”, como se diz. Não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar o brilho dos afetos, o calor dos abraços. “De repente, eu tenho oitenta anos”, comentou com ar de surpresa minha mãe, antes que a enfermidade lhe roubasse a consciência de si e de nós. De repente, quem sabe, então, vão-se resolver nossas aflições civis de hoje, e as econômicas, e o sentimento de desamparo e confusão. E voltaremos a ser um país simpático, um pouco malandro, quem sabe, mas não criminoso, não corrupto, não destruidor do cotidiano digno ou possível de seus filhos. “Vivemos tempos estranhos” é frase repetida em todos os níveis. Tempos confusos, surpreendentes, cada dia uma chateação maior, uma confusão mais elaborada, uma perplexidade mais pungente. (Ainda bem que nos salvamos com novidades boas: os bebês que nascem, as crianças que começam a trotar naquele encantador jeito só delas, os amigos que recuperam a saúde, a família que se encontra, os amados distantes que se comunicam mais, o flamboyant delirando em vermelhos surreais na rua.) Nós, os incautos pagadores de contas, contadores de trocados e trocadores de emprego (ou simplesmente sem ele), não sabemos bem o que fazer. “Tá tudo muito esquisito”, comentamos uns com os outros, alguns querendo ir embora, outros querendo aguentar até que tudo melhore, porque é a terra da gente, e muitos são, como esta que escreve, reis em sua zona de conforto. Todos imaginamos, procuramos, uma solução, que parece impossível ou distante. Mas que está ruim está, todas as providências hoje nos deixam duvidosos, e as festas andam sem o brilho de outros tempos, essa é a verdade. Onde estão as ruas iluminadas numa competição de beleza em tantos bairros da cidade no Natal, por exemplo? A gente pegava o carro para ver, de noite, toda aquela cintilação. Hoje mal saímos de casa na noite escura. Mas não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar outro brilho, nos tempos tormentosos: o brilho dos afetos, o calor dos abraços, a sinceridade na tolerância e o respeito pelas manias, esquisitices, aflições alheias – porque é tempo de aflições. Dá algum trabalho manter a ciranda emocional lubrificada e funcionando com certa mansidão, mas também traz um enorme conforto, apesar da unhada eventual da mágoa, da saudade ou da preocupação – que, diga-se de passagem, é a inefugível marca das mães. Complicado: se de um lado corre, de outro lado o rio parece se arrastar. Depende do ângulo pelo qual olhamos, do quanto sobra no bolso antes do fim do mês, depende do emprego seguro, da capacidade de alegria, depende de pessoas decentes, depende de recursos, para que a grande engrenagem enferrujada volte a funcionar, e o tempo seja de mais alegria e mais aconchego de uns com os outros.

Em: “Nós, os incautos pagadores de contas, contadores de trocados e trocadores de emprego (ou simplesmente sem ele), não sabemos bem o que fazer.” O termo destacado é

A artigo definido.
B artigo indefinido.
C pronome demonstrativo.
D pronome indefinido.

A psicóloga Maria foi convidada para ser perita de um caso de impedimento de um jovem de 27 anos de idade por transtorno mental. No andamento do processo, ficou sabendo que um primo do paciente, diretamente envolvido no caso, foi seu colega de infância, porém, nos dias atuais, eles não tinham uma convivência diária. Considerando o caso descrito, é CORRETO afirmar:

A A psicóloga Maria deveria procurar o primo do paciente, comunicando que é um dos peritos, porém não tinha conhecimento do parentesco antes de receber o processo.
B A psicóloga Maria deveria se afastar do caso, pedindo sua substituição.
C A psicóloga Maria não deveria se comunicar com o primo do paciente antes da conclusão da perícia.
D O Código de Ética do Psicólogo não apresenta nenhuma orientação especifica para esta situação.

A psicóloga Joana foi convocada para trabalhar em uma situação emergencial, quando da queda da barragem em Minas Gerais, em que se configurava um acidente. Com relação a essa situação, analise as afirmativas a seguir:

I. Joana atrelou sua presença ao pagamento de horas-extras.

II. Joana se apresentou no local solicitado, atendendo a demanda.

III. Joana condicionou sua participação ao recebimento de alguma vantagem, como abono de férias ou contagem de dias para o banco de horas. Está CORRETO apenas o que se afirma em:

A I.
B II.
C III.
D II e III.

Pedro é psicólogo no Centro de Saúde e foi solicitado pelo pai de uma paciente antiga, que entrasse em contato com ela, menor de idade. O pai solicitou que Pedro, como psicólogo, atendesse sua filha, na medida em que ela estava em sofrimento psíquico, em decorrência de uma doença crônica, que a deixou hospitalizada. Por estar em litígio com a mãe da menor, o pai estava impedido de acompanhar a filha nos procedimentos médicos de internação e tratamento. Pedro atendeu a paciente e redigiu um documento que será anexado ao processo dos pais. Conforme a Resolução 06/2019 do Conselho Federal de Psicologia, Pedro deverá redigir

A um laudo multiprofissional, decorrente da avaliação pericial da paciente.
B um laudo, constando diagnóstico, prognóstico e orientações de atendimento psicológico da paciente.
C um parecer, descrevendo detalhadamente as condições psicológicas da paciente.
D uma declaração, não destacando condições ou estados psicológicos da paciente.