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Em relação ao delírio, é correto afirmar que:

A não está associado a transtornos psiquiátricos;
B envolve crenças falsas que não são modificadas por evidências;
C é causado por condições médicas gerais, como infecções;
D tem curso geralmente agudo, com duração limitada e flutua ao longo do dia;
E não tem relação com experiências pessoais.

Quanto à síndrome de Munchausen, é correto afirmar que:

A não traz riscos ao paciente;
B tem como uma característica proeminente a retração social;
C envolve benefícios financeiros como sua principal motivação;
D é caracterizada pela ausência de ganhos externos óbvios;
E se caracteriza por piora das funções executivas em esquizofrênicos.

Um paciente de 20 anos, estudante universitário, reside com os pais. Não tem histórico de problemas clínicos ou neurológicos significativos. É tabagista e faz uso eventual de bebidas alcoólicas. Nega uso de drogas ilícitas. Seus pais começaram a ficar preocupados com ele, especialmente nos últimos 6 meses, quando começou a ter comportamentos estranhos. Dizia que estava sendo seguido por agentes secretos e começou a passar cada vez mais tempo sozinho, fechado no seu quarto. Perguntado sobre o que lhe estava ocorrendo, disse que ouvia vozes comentando seus atos ou o insultando. Disse também que seus professores da universidade estavam conspirando para prejudicar sua carreira. O diagnóstico mais provável e o tratamento mais adequado são, respectivamente:

A transtorno bipolar do humor; internar imediatamente e iniciar carbonato de lítio;
B transtorno depressivo maior; iniciar psicoterapia familiar incluindo o paciente para elucidar as ideias de perseguição, típicas desse transtorno;
C transtorno de ansiedade generalizada; iniciar alprazolam;
D esquizofrenia; iniciar quetiapina ou outro neuroléptico;
E depressão grave; iniciar venlafaxina.

Quando ocorrem alterações na percepção, o indivíduo interpreta algo inexistente como parte da realidade. Quando uma pessoa afirma ouvir vozes conversando com elas, embora não haja ninguém presente, está-se diante do sintoma conhecido como:

A episódio depressivo maior;
B delírio de referência (de alusão ou autorreferência);
C delírio de perseguição;
D alucinação;
E esquizofrenia.

Um paciente de 50 anos apresentou inicialmente os seguintes sintomas: sensação de exploração, preocupação com a lealdade ou confiança de amigos e frequentes interpretações de comentários como ameaças. O comportamento não era evidentemente bizarro ou estranho. Passou a ter problemas conjugais, pois estava convencido de que seu cônjuge o estava traindo. Essa convicção era baseada em interpretações incorretas apoiadas em evidências duvidosas. Foi descartado o transtorno por uso de substâncias, porque não havia relato do uso de drogas ou álcool. O provável diagnóstico é:

A transtorno bipolar;
B episódio depressivo maior;
C transtorno delirante;
D esquizofrenia;
E transtorno obsessivo compulsivo.

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) pode ser analisado por instrumentos como a escala de impacto de evento revisada (IES-R). Essa escala permite identificar várias dimensões do TEPT. As dimensões avaliadas por essa escala são:

A intrusão e desesperança;
B pensamentos obsessivos e ideias recorrentes;
C angústia, medo e evitação;
D dificuldade de concentração e desesperança;
E evitação, intrusão e hiperestimulação.

Um paciente de 70 anos, ensino superior, relata estar sendo furtado por sua esposa e afirma haver um complô para matá-lo. No miniexame do estado mental, encontra-se desorientado no tempo e no espaço e não consegue evocar as três palavras, embora as tenha repetido corretamente alguns minutos antes. Sua esposa relata que sua memória para fatos recentes vem piorando de maneira progressiva há 1 ano, levando a prejuízos significativos em suas atividades instrumentais da vida diária. O diagnóstico mais provável é:

A transtorno esquizoide;
B doença de Alzheimer;
C episódio depressivo maior;
D crise psicótica aguda;
E atrofia de múltiplos sistemas.
Texto associado
Uma mulher de 30 anos, sem história de doença psiquiátrica prévia, apresenta há alguns anos quadros alternantes de dois grupamentos de sintomas. Primeiro grupo: ideação suicida, tristeza intensa, desvalia, fadiga e alterações no sono. Segundo grupo: excesso de euforia, logorreia, autoestima inflada, aceleração de pensamentos com “fuga de ideias”, perda de controle sobre as atitudes com intensificação de compulsões (alimentar, jogos, compras e desejos sexuais), irritabilidade, agressividade e delírios de grandeza.

Considerando o caso clínico relatado no texto 1, o diagnóstico mais provável da paciente em questão é:

A depressão recorrente;
B esquizofrenia;
C transtorno bipolar;
D demência precoce;
E transtorno obsessivo-compulsivo.

Uma paciente de 25 anos procura consultório de psiquiatria queixando-se de medo de ser abandonada e alegando não ser compreendida por seus amigos e familiares. Relata mudanças bruscas de humor que se iniciaram na adolescência, levando inclusive a brigas físicas com suas irmãs. Tem dificuldade em seus relacionamentos, pois não se julga boa o suficiente para os parceiros; posteriormente, porém, afirma que esses parceiros "não eram nada" e não mereciam sua atenção. Relata múltiplos parceiros e relações sexuais desprotegidas. Houve tentativa de suicídio há 5 anos. Refere também desconfiar que suas irmãs estão tramando para que ela não receba a herança do pai, que está doente. Faz uso ocasional de cocaína. Durante a anamnese, mostra-se bastante agitada e irritada com as perguntas do examinador. O diagnóstico mais provável é transtorno:

A bipolar;
B depressivo maior;
C de ansiedade generalizada;
D de personalidade borderline;
E de personalidade antissocial.