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Felipe

( 2007 ) destaca que na Libras, os sinais são formados a partir de cinco parâmetros, que podem ser comparados a “pedacinhos” de um sinal porque, no nível morfológico, eles podem ter significados, sendo, portanto, morfemas. Os parâmetros da Libras são:

A movimentos corporais, expressão facial, articulação manual, sinais e mobilidade das mãos.
B datilologia, expressão facial, oralização, orientação espacial e posição das mãos.
C configuração de mãos, movimento, orientação das mãos, ponto de articulação e expressão facial/corporal.
D articulação das mãos, expressão visual, vocalização, movimento corporal e alfabeto manual.
E composição de mãos, posição articulatória, expressões facial/corporal/vocalização, datilologia e símbolos.

Quadros e Karnopp

( 2004 ) destacam que há alguns mitos sobre a língua de sinais, sendo um deles: “A língua de sinais seria uma mistura de pantomima e gesticulação concreta, incapaz de expressar conceitos abstratos”. Tal concepção defende que

A as línguas de sinais são independentes das línguas faladas, pois carregam sentido único em cada gesto realizado.
B as línguas de sinais são ricas lexical e gramaticalmente, expressando os mais diferentes conceitos.
C os sinais não são símbolos arbitrários como as palavras, mas carregam uma relação icônica ou representacional de seus referentes.
D as línguas de sinais expressam conceitos básicos, podendo se discutir sobre quaisquer temas.
E as línguas de sinais não são as únicas e universais, havendo uma diversidade assim como as línguas faladas.

Segundo Quadros e Karnopp

( 2004 ), a língua de sinais é denominada de modalidade gestual-visual, pois

A a informação linguística é recebida pelos olhos e produzida pelas mãos.
B é gesticulada nas interações de comunicação expressiva e receptiva.
C é formada pela articulação das mãos e pelas expressões faciais.
D a organização espacial das mãos e dos olhos estão em sincronia.
E a expressão e a recepção da linguagem são realizadas pelos movimentos das mãos.

Em relação à aquisição da língua de sinais, segundo Domínguez (In: Bernardino, 2000), os pais deveriam expor o bebê surdo desde muito cedo à língua de sinais, pois isso permitirá

A simbolizar o mundo e desenvolver através da linguagem funções emocionais e intelectuais.
B comunicar, desde a mais tenra infância, os desejos e o sentimento em relação ao seu contexto.
C estruturar a língua materna em situações naturais de comunicação e interação com os pares.
D desenvolver pensamento e linguagem de acordo com o nível lexical de cada faixa do desenvolvimento.
E organizar repertório linguístico para as habilidades comunicativas ao longo do desenvolvimento cognitivo da criança.

Kezio

( 2016 ), em seus estudos sobre o aprendizado da escrita e leitura, destaca que muitos surdos enfrentam problemas devido à prática pedagógica que considera

A a língua de sinais como primeira língua, destacando a necessidade de comunicação e expressão pela língua natural da comunidade surda.
B a língua portuguesa, como segunda língua na modalidade escrita, e a Libras, como primeira língua para alunos surdos.
C a repetitividade como aspecto essencial no aprendizado de pessoas surdas, sendo essa prática a responsável por muitos dos fracassos educacionais.
D que surdos e ouvintes aprendem a língua portuguesa de modos diferentes, havendo recursos e estratégias para as especificidades de cada caso.
E a exclusão da cópia e dos ditados de palavras por meio de datilologia e sinais isolados de Libras para a decodificação e memorização das palavras.

Segundo Capovilla e Raphael

( 2005 ), a expressão “família em libras” é representada da seguinte forma:

A Mãos em F, palma a palma. Movem-se em um arco para os lados opostos e para frente, finalizando com os mínimos tocando-se e as palmas para dentro.
B Mão direita horizontal aberta, dedos unidos e ligeiramente curvados, palma para baixo ao lado direito da cintura. Move-se em arcos para cima e para direita.
C Mãos em F, palmas para frente a cada lado da cabeça. Baixar as mãos com movimento ondulatório.
D Mão direita horizontal aberta, palma para dentro tocando o peito. Move-se em círculos horizontais para a esquerda.
E Mão direita em F horizontal, palma para baixo e tocando o lado esquerdo do peito, balançando os dedos para cima e para baixo duas vezes.

Skliar

( 1998 ) explica, em seu texto, que é hábito definir a comunidade de surdos como uma minoria linguística. Segundo o autor, essa descrição baseia-se no fato de que a língua de sinais (o autor utilizou o termo linguagem) é utilizada por um grupo

A restrito de usuários que vivem uma situação de desvantagem social, de desigualdade, e que participam de modo limitado da vida da sociedade majoritária.
B reduzido de pessoas, que, por terem deficiência múltipla sensorial, utilizam a língua de sinais em contraponto à língua portuguesa do grupo majoritário.
C composto de pessoas com reduzido nível de perda auditiva e que se comunicam pela língua de sinais brasileira em contextos com seus pares.
D socialmente excluído devido a forma de comunicação não ser reconhecida pelo grupo majoritário de surdos e que utilizam a língua de seu país de origem.
E formado por sujeitos com deficiência sensorial e que utilizam a libras como meio de comunicação e expressão em reposta à língua oral do grupo minoritário.

Quadros e Karnopp

( 2004 ) afirmaram que há diferentes formas para que verbos e substantivos na língua de sinais brasileira apresentem flexão de número, sendo que a mais básica é a distinção entre singular e plural, que é marcada através da

A sinalização do sinal de mais.
B repetição do sinal.
C expressão facial de quantidade.
D reprodução do sinal em libras para “vários”.
E inclusão do sinal de quantidade.

Para Skliar

( 1998 ), citando (Johnson, Liddell & Erting, 1991), destaca que, quando se discute o fracasso escolar dos surdos, não se está diante de um único problema, mas de um duplo sistema de problemas, sendo o primeiro deles, e um dos mais destacados pelo autor ao longo do seu seguinte artigo:

A Os poderes e saberes dos ouvintes em torno das modalidades de comunicação e de linguagem adequadas para os surdos.
B O ensino da língua de sinais a partir do ensino fundamental, atrasando o processo de desenvolvimento da cognição das crianças.
C Os interesses de grupos de surdos e ouvintes em organizar o ensino da língua de sinais em torno de ideologias e práticas pedagógicas excludentes.
D O diagnóstico tardio da surdez e a insistência na oralização desde a primeira infância, com mais intensidade ao longo do percurso escolar.
E O ensino da língua portuguesa como primeira língua em escolas inclusivas em oposição às escolas bilíngues para surdos e ouvintes.