QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
114 questões encontradas

Apesar de a língua de sinais ser considerada a língua natural dos surdos, não basta ser surdo para adquiri-la, ou seja, sua apropriação não é inerente à condição de surdez (Almeida, Santos e Lacerda, 2015). Para o surdo se tornar usuário da Libras, é necessário que

A aprenda a língua de sinais concomitantemente com a língua portuguesa na fase de alfabetização.
B seja incluído em comunidades de surdos oralizados para o contato com a Libras e a língua portuguesa.
C tenha contato com a língua de sinais em sala de recursos, desde a educação infantil e perpassando o ensino fundamental.
D esteja inserido em ambientes propícios à troca dialógica de experiências com outros falantes dessa língua.
E tenha acesso a aulas de Libras no contexto de escolas bilíngues para surdos, com professores ouvintes e fluentes na língua.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão. O trabalho pedagógico com os alunos com surdez, nas escolas comuns, deve ser desenvolvido em um ambiente bilíngue, ou seja, em um espaço em que se utilize a Língua de Sinais e a Língua Portuguesa. Um período adicional de horas diárias de estudo é indicado para a execução do Atendimento Educacional Especializado. Nele destacam-se três momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras na escola comum; Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras na escola comum e Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa .” (grifo nosso) (Damazio, 2007. Adaptado)

Conforme indica Damázio

( 2007 ), quem organiza o trabalho no momento didático-pedagógico do Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras, respeitando as especificidades dessa língua, principalmente o estudo dos termos científicos a serem introduzidos pelo conteúdo curricular, é o

A educador polivalente da sala comum.
B professor especialista em deficiência auditiva e surdez.
C professor do Atendimento Educacional Especializado.
D professor e/ou instrutor de Libras.
E tradutor e intérprete de Libras.

Em relação à educação do aluno surdo, Kezio

( 2016 ) afirma que o Método Oral enfatizou

A as aulas da língua portuguesa escrita e sinalizada com o objetivo de comparar os códigos gestual e escrito para a apreensão das duas línguas pelo aluno surdo em fase de oralização.
B a escrita de forma mecânica, na qual havia o condicionamento à repetição sucessiva de textos, formando alunos com baixa compreensão na leitura e na escrita devido ao vocabulário reduzido.
C o contato com textos produzidos com vocabulário restrito e em combinação com a oralização realizada pelo professor e pelo aluno surdo em processo de alfabetização em língua portuguesa.
D a leitura e a escrita de forma contextualizada e com respeito ao direito da pessoa surda de utilizar o meio natural para comunicação em sua comunidade linguísticas.
E a produção de textos que tenham como base a oralidade, dificultando a compreensão global pelos alunos surdos, acarretando em avanços na aprendizagem ao longo de toda a vida escolar.

Em relação ao desenvolvimento da linguagem, Moura (in Lacerda e Santos, 2014) destaca que a criança surda precisa ver a língua de sinais circulando por diferentes “portadores”, com estilos e formas variadas de se comunicar, lembrando que usuários da língua de diferentes idades comunicam-se de formas diferentes e sobre assuntos distintos. Com base nisso, destaca ainda que a aquisição da linguagem precisa ser em

A condições elaboradas para a criança.
B circunstâncias artificiais.
C estruturas organizadas.
D oportunidades de expressão.
E situações espontâneas.

“A imposição das regras de normalização representou uma grande tensão entre surdos devido à violência contra a cultura surda, marcada até hoje na história da educação de surdos” (Campos in Lacerda e Santos, 2014). Segundo a autora, são formas de agressões aos surdos:

A a eliminação da diferença, a ridicularização da Libras, imposição da língua oral, a inclusão dos surdos entre os com deficiência e a inclusão do surdo entre ouvintes.
B a falta de acesso adequado à informação, o tratamento da Libras como mímica e gestos aleatórios e a consideração da Libras como língua natural pelos ouvintes.
C os recursos escolares sem acessibilidade, o uso da língua oral nos espaços públicos, a não comunicação em Libras nos diferentes espaços sociais e oferta de guias-intérpretes na escola.
D o tratamento diferenciado, a inclusão na escola comum, a definição da surdez como deficiência, as barreiras atitudinais e de comunicação.
E o sistema escolar bilíngue, a matrícula na escola comum, o respeito às diferenças linguísticas, a organização dos tempos e espaços escolares que visem à alfabetização dos ouvintes.

Segundo Felipe

( 2007 ), na Libras, diferentemente do que acontece com a língua portuguesa, os pronomes possessivos são apresentados

A com flexão para gênero e número, garantindo a relação com o que indicam como posse.
B sem marca para gênero e estão relacionados às pessoas do discurso e não à coisa possuída.
C flexionados em gênero, mas não em número ou grau, possibilitando identificar o que se possui.
D com conjugação de tempo, espaço e plural, explicitando qual é o objeto ou pessoa que se possui.
E gestualmente, indicando a coisa possuída pelo movimento das mãos, e flexionados em gênero, número e grau.

As línguas de sinais utilizam as expressões faciais e corporais para estabelecer tipos de frases, como as entonações na língua portuguesa, por isso, para perceber se uma frase em Libras está na forma afirmativa, exclamativa, interrogativa, negativa ou imperativa, precisa-se estar atento às expressões facial e corporal que são feitas simultaneamente com certos sinais ou com toda a frase. (Felipe, 2007) Segundo a autora, em uma frase afirmativa,

A há um aceno de cabeça, que pode ser feito simultaneamente com a ação de afirmação com o polegar.
B as sobrancelhas são franzidas e há um aceno da cabeça afirmando.
C a expressão corporal indica afirmação.
D a expressão facial é neutra.
E as sobrancelhas são levantadas e há um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima e para baixo.

De acordo com Felipe

( 2007 ), na Libras não há marca de tempo nas formas verbais; é como se, nas frases, muitos verbos ficassem no infinitivo. Portanto, o tempo é marcado

A morfologicamente por sinais que indicam o tempo em que ocorre a ação descrita na frase.
B por flexão verbal e a inclusão de advérbios sinalizados para indicação de tempo verbal na frase.
C pelo uso de adjuntos adverbiais indicados por sinais e expressões faciais específicas de indicação de tempo.
D por sinais da Libras que indicam os tempos verbais como na língua portuguesa: presente, pretérito e futuro.
E sintaticamente por advérbios de tempo que indicam se a ação está ocorrendo no presente, passado ou futuro.

Quadros e Karnopp

( 2004 ) apresentam seis mitos sobre a língua de sinais, sendo o mito 4 a ideia de que “a língua de sinais seria um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo esteticamente expressiva e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral”. Esse mito reforça a ideia de que

A as línguas de sinais têm potencial para a expressão de diferentes ideias sobre os mais variados temas concretos e abstratos.
B os sinais não são símbolos arbitrários, carregando uma relação icônica ou representacional dos seus significados.
C faltam às línguas de sinais complexidade e poder expressivo, sendo consideradas empobrecidas lexical e gramaticalmente não expressando proposições abstratas.
D a Libras é considerada um sistema pantomímico com possibilidade de expressar simbolicamente a língua em complexidade.
E a língua de sinais, como língua natural, tem estrutura gramatical que necessita de suporte na língua oral.