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Atenção : Para responder às questões de números 7 a 10, baseie-se no texto abaixo.

[Em torno da felicidade]

Discute-se a felicidade como se esta fosse, em grande medida, produto de fatores materiais, como saúde, dieta e riqueza. Se as pessoas são mais ricas e mais saudáveis, também devem ser mais felizes. Mas isso é mesmo assim tão óbvio? Filósofos, padres e poetas refletiram sobre a natureza da felicidade durante milênios, e muitos concluíram que fatores sociais, éticos e espirituais têm tanta influência sobre nossa felicidade quanto as condições materiais. E se as pessoas nas sociedades afluentes modernas sofrem muitíssimo de alienação e carência de sentido, apesar de sua prosperidade? E se nossos ancestrais menos abastados encontravam grande contentamento na comunidade, na religião e em vínculo com a natureza?
Nas últimas décadas, psicólogos e biólogos aceitaram o desafio de estudar cientificamente o que de fato deixa as pessoas felizes. A descoberta mais importante de todas é que a felicidade não depende de condições objetivas de riqueza, saúde ou mesmo espírito de comunidade. Em vez disso, depende da correlação entre condições objetivas e expectativas subjetivas.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. Sapiens – uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 390-393, passim)

Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e é adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

A Na conclusão do texto, em que não podemos deixar de dar atenção, é evidente uma fórmula de madura sabedoria.
B Nas afluentes sociedades modernas, de cuja prosperidade ninguém hesita em admitir, a felicidade continua sendo uma
expectativa.
C Devem conjugar-se condições objetivas e expectativas subjetivas para que se acesse a felicidade a que se aspira.
D Não deixam de ser alienadas as pessoas a cujas ocorre que a felicidade depende de bens materiais.
E O estado de felicidade, ao qual ninguém admite se excluir, depende de uma adequada articulação de fatores.

O absolutismo, como o próprio termo sugere, tem como base o poder absoluto do governante, que dessa forma

A assume o comando das Forças Armadas e passa a instituir um regime militar autoritário, com a finalidade de transferir
gradativamente seus poderes para uma instituição estatal considerada sólida, absoluta e impessoal.
B exerce o poder amparado pela tese de que sua autoridade tem origem divina, e que a monarquia é o regime ideal de governo,
capaz de assegurar vitórias militares, prosperidade e o sentimento de unidade em torno da figura de um soberano.
C age como déspota ou tirano, obedecendo a seus caprichos e interesses, sem a preocupação de justificar seu poder, expor
sua imagem ou estabelecer alianças.
D centraliza o governo em suas mãos, exercendo, para isso, uma estratégia populista de comunicação para conquistar a
aprovação dos setores emergentes da sociedade, como a burguesia.
E se torna o grande líder espiritual e religioso de seus país, fundando uma igreja baseada no culto personalista de sua figura
e em regras por ele inventadas.

Considere o trecho a seguir.

Neste regime, […] a verdadeira força política, que no apertado unitarismo do Império residia no poder central, deslocou-se para os Estados. A política dos Estados, isto é, a política que fortifica os vínculos de harmonia entre os Estados e a União é, pois, na sua essência, a política nacional.

(SALES, Campos. Mensagem de 3 de maio de 1902. In: ____. Manifestos e mensagens. São Paulo: Fundap/Imprensa Oficial, 2007, p. 202)

O trecho acima revela uma estratégia política do Presidente Campos Sales, no começo da república brasileira, para pacificar as facções regionais e organizar sua relação com o poder central. Essa estratégia ficou conhecida na historiografia como Política

A da Boa Vizinhança.
B da Espada.
C das Salvações.
D do Café com Leite.
E dos Governadores.

Marcelo e Samanta desenharam, na quadra de sua escola, uma circunferência com letras, como na figura abaixo.

Eles brincam de saltar de uma letra para outra letra vizinha toda vez que uma moeda é lançada segundo a seguinte regra: se o resultado do lançamento for cara, Marcelo salta no sentido horário para a letra vizinha de onde ele está e Samanta fica parada. Se o resultado for coroa, Samanta salta no sentido anti-horário para uma letra vizinha de onde ela está e Marcelo fica parado. Marcelo começa em A e Samanta em E. Após 70 lançamentos da moeda que resultaram em exatamente 37 caras, Marcelo e Samanta estarão, respectivamente, nas letras

A G e D
B A e E
C F e E
D H e C
E F e D
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Atenção : Para responder às questões de números 33 e 34, baseie-se no texto abaixo.

Assim, tanto o indianismo quanto o regionalismo de Alencar se construíram em um esquema sobredeterminado pela exaltação da nobreza do colonizador que só a devoção do colonizado pode igualar. A ambivalência dessa posição ideológica é resolvida poeticamente em Iracema, lenda que conta a fundação do Ceará consumada graças à “doce escravidão” (expressão de Machado de Assis) à qual se submeteu a “virgem dos lábios de mel”. Iracema fugirá de sua tribo e se entregará ao conquistador europeu, Martim Soares Moreno. Dessa união fatal para a mulher, que morrerá ao dar à luz, nasceria Moacir, “filho do sofrimento”, o primeiro cearense. A coragem de Peri e a beleza de Iracema são a fonte de poesia desses romances ao mesmo tempo históricos e lendários. Mas o poder que imanta os enredos vem do colonizador: homem, branco, português.

(BOSI, Alfredo. “A cultura no Brasil Império – literatura ideias”. In: História do Brasil nação ? A construção nacional 1830-1889 ? v. 2, Rio de Janeiro: Objetiva, 2012, p. 245)

O trecho Mas o poder que imanta os enredos vem do colonizador: homem, branco, português

A é objetivo ao assinalar a origem do cearense de forma heroica.
B ressalta o sentimento nacionalista e enfoca elementos da brasilidade.
C retoma a expressão de Machado de Assis, refutando-a.
D aponta a prevalência do europeu ao primeiro cearense.
E constitui um complemento às qualidades de Iracema.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 39 a 44, baseie-se no texto abaixo.

Estabelecida na Sicília no século V a.C., a retórica terá como primeiros cultores a Empédocles, Córax e Tísias. Segundo Armando Plebe (1968, p. 3-6, passim), já nesse momento nebuloso de suas origens, a disciplina conheceria duas linhagens: primeira, uma demonstração técnica e racional do verossímil; segunda, uma psicagogia (literalmente, “condução da alma”), isto é, exploração do potencial de sedução da palavra, aquém ou além de sua inteligibilidade. A primeira linhagem aspira a tornar mais potente o discurso válido de uma perspectiva lógica, tendo como fonte Córax, Tísias e Protágoras; a segunda, mergulhada em princípios pitagóricos − magia, medicina e música como terapias − e parmenídicos − distinção entre a via da verdade e a da opinião − pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates.
A partir de fins do século V a. C., a retórica entra num período que ficou melhor documentado, podendo-se dizer, contudo, que a controvérsia já referida, entre a arte da palavra como embalagem do raciocínio ou como encantamento e ilusionismo, se transforma em verdadeiro mote do debate filosófico que atravessaria os séculos. Desse período, são de destacar as obras de Platão − que em geral reagiu contra a retórica enquanto hipertrofia da linguagem como forma sedutora, ou então a avaliou positivamente, desde que identificada com a dialética − e de Aristóteles − que lhe dedicou um tratado específico destinado a ampla influência, concebendo-a como técnica rigorosa de argumentação e como arte do estilo, além de estudá-la sob os pontos de vista do ethos do orador e do pathos dos ouvintes.

(Adaptado de ACÍZELO, Roberto. O império da eloquência: retórica e poética no Brasil oitocentista. Rio de Janeiro: EdUERJ: EdUFF, 1999, p. 7)

Em linhas gerais, os sofistas foram mestres da retórica e da oratória, que ensinavam na pólis aos cidadãos interessados em dominar as técnicas do discurso. No entanto, eram constantemente acusados por Platão e por Aristóteles, por exemplo, de empregar sofismas, silogismos falsos, para impressionar os seus ouvintes. Referência semelhante sobre a sofística e sobre os sofistas está presente em:

A [...] uma demonstração técnica e racional do verossímil. (1º parágrafo)
B Desse período são de destacar as obras de Platão [...]. (2º parágrafo)
C [...] pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates. (1º parágrafo)
D [...] já nesse momento nebuloso de suas origens, a disciplina conheceria duas linhagens [...]. (1º parágrafo)
E A partir de fins do século V a. C., a retórica entra num período que ficou melhor documentado [...]. (2º parágrafo)

O Estado brasileiro, no período após a independência e antes da proclamação da República, tinha como características políticas

A a disputa constante de poder entre um partido conservador, monarquista, e outro liberal, republicano, e problemas legais
de indefinição das fronteiras no sul do território brasileiro.
B a existência de um exército nacional forte, responsável por anexações de territórios originais da América Hispânica, e
oferta de ensino público e universal.
C a ausência de separação entre Igreja e Estado, e a vigência do Código Manuelino como lei geral do Brasil.
D a sucessão de governos parlamentares, sob tutela monárquica, que buscaram assegurar a manutenção do trabalho
escravo, e a ocupação de cargos políticos por representantes da maçonaria.
E o vínculo formal com Portugal, uma vez que não se tratava de um estado soberano e sim de “Reino Unido”, e a tradição do
voto censitário nas eleições municipais.

A libertação dos escravos na Província do Ceará, quatro anos antes da Lei Áurea, está inserida em contexto específico,
marcado pela

A ação da Campanha Abolicionista, que contava com amplo apoio popular na Província, e pela ineficácia econômica do
sistema escravista devido às características da economia regional.
B crise econômica da lavoura de cana, que não mais pagava os custos da escravidão, e pela introdução da pecuária que
demandava trabalhadores livres.
C eleição do Partido Republicano para comandar a Província e pela insuficiente imigração europeia que, introduzida antes da
abolição, não atendia às altas demandas por mão de obra local.
D revolta dos oficiais do Exército, majoritariamente republicanos, e pelo estímulo direto do Imperador, que era criticado pelos
fazendeiros do café por ser simpático ao abolicionismo.
E atuação política dos maçons que comandavam a vida econômica da Província e pela rebelião geral dos escravos por conta
da Lei Saraiva, em 1881.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 39 a 44, baseie-se no texto abaixo.

Estabelecida na Sicília no século V a.C., a retórica terá como primeiros cultores a Empédocles, Córax e Tísias. Segundo Armando Plebe (1968, p. 3-6, passim), já nesse momento nebuloso de suas origens, a disciplina conheceria duas linhagens: primeira, uma demonstração técnica e racional do verossímil; segunda, uma psicagogia (literalmente, “condução da alma”), isto é, exploração do potencial de sedução da palavra, aquém ou além de sua inteligibilidade. A primeira linhagem aspira a tornar mais potente o discurso válido de uma perspectiva lógica, tendo como fonte Córax, Tísias e Protágoras; a segunda, mergulhada em princípios pitagóricos − magia, medicina e música como terapias − e parmenídicos − distinção entre a via da verdade e a da opinião − pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates.
A partir de fins do século V a. C., a retórica entra num período que ficou melhor documentado, podendo-se dizer, contudo, que a controvérsia já referida, entre a arte da palavra como embalagem do raciocínio ou como encantamento e ilusionismo, se transforma em verdadeiro mote do debate filosófico que atravessaria os séculos. Desse período, são de destacar as obras de Platão − que em geral reagiu contra a retórica enquanto hipertrofia da linguagem como forma sedutora, ou então a avaliou positivamente, desde que identificada com a dialética − e de Aristóteles − que lhe dedicou um tratado específico destinado a ampla influência, concebendo-a como técnica rigorosa de argumentação e como arte do estilo, além de estudá-la sob os pontos de vista do ethos do orador e do pathos dos ouvintes.

(Adaptado de ACÍZELO, Roberto. O império da eloquência: retórica e poética no Brasil oitocentista. Rio de Janeiro: EdUERJ: EdUFF, 1999, p. 7)

Segundo a exposição presente no texto, a retórica teria historicamente duas linhagens: uma demonstrativa, na elaboração do
sentido verossímil, e outra psicagógica, no sentido de indução. Respectivamente, estas duas linhagens se associam

A à elaboração de ficções e ao combate de discursos mentirosos.
B ao encadeamento lógico do discurso e à condução do auditório.
C à condução da verdade e à elaboração de um interlocutor do discurso.
D ao discurso filosófico e à enunciação de discursos fúnebres.
E ao elogio da razão e ao falseamento das palavras.