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48 questões encontradas

São exemplos da emergência do liberalismo como força política, nos séculos XVIII e XIX, respectivamente, os seguintes
eventos históricos:

A Restauração na França e Movimento Cartista inglês, que lutavam pelo sufrágio universal masculino e pela república.
B Revolução Francesa e Conspiração da Pólvora na Inglaterra, que derrubaram as monarquias vigentes e instauraram
repúblicas liberais.
C Revolução Mexicana e Revolução de 1848 em Paris, que expressaram a luta da classe camponesa e operária.
D Guerra de Independência Americana e Santa Aliança, que afirmavam os direitos dos povos à autodeterminação.
E Revolução Americana e Revolução de Cádiz, que afirmavam os direitos naturais e a importância de um pacto constitucional.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 39 a 44, baseie-se no texto abaixo.

Estabelecida na Sicília no século V a.C., a retórica terá como primeiros cultores a Empédocles, Córax e Tísias. Segundo Armando Plebe (1968, p. 3-6, passim), já nesse momento nebuloso de suas origens, a disciplina conheceria duas linhagens: primeira, uma demonstração técnica e racional do verossímil; segunda, uma psicagogia (literalmente, “condução da alma”), isto é, exploração do potencial de sedução da palavra, aquém ou além de sua inteligibilidade. A primeira linhagem aspira a tornar mais potente o discurso válido de uma perspectiva lógica, tendo como fonte Córax, Tísias e Protágoras; a segunda, mergulhada em princípios pitagóricos − magia, medicina e música como terapias − e parmenídicos − distinção entre a via da verdade e a da opinião − pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates.
A partir de fins do século V a. C., a retórica entra num período que ficou melhor documentado, podendo-se dizer, contudo, que a controvérsia já referida, entre a arte da palavra como embalagem do raciocínio ou como encantamento e ilusionismo, se transforma em verdadeiro mote do debate filosófico que atravessaria os séculos. Desse período, são de destacar as obras de Platão − que em geral reagiu contra a retórica enquanto hipertrofia da linguagem como forma sedutora, ou então a avaliou positivamente, desde que identificada com a dialética − e de Aristóteles − que lhe dedicou um tratado específico destinado a ampla influência, concebendo-a como técnica rigorosa de argumentação e como arte do estilo, além de estudá-la sob os pontos de vista do ethos do orador e do pathos dos ouvintes.

(Adaptado de ACÍZELO, Roberto. O império da eloquência: retórica e poética no Brasil oitocentista. Rio de Janeiro: EdUERJ: EdUFF, 1999, p. 7)

O texto atribui a Platão e a Aristóteles concepções distintas sobre a retórica. Para Platão, a retórica

A é uma controvérsia sobre a filosofia iniciada com os filósofos pré-socráticos; para Aristóteles, enquanto arte do estilo, é o estudo da argumentação por meio do ethos e do pathos com a finalidade de persuadir o auditório.
B é apenas uma embalagem do raciocínio com a finalidade de iludir; para Aristóteles, é a arte de influenciar por meio do conhecimento das técnicas da argumentação.
C é a arte do diálogo, no combate ao engano e à palavra estilosa; para Aristóteles, é a arte do ethos e do pathos , com a finalidade argumentativa.
D é a arte do engano e da embalagem do raciocínio, por isso contrária à dialética; para Aristóteles, é um tratado que estuda apenas as técnicas da argumentação.
E identifica-se com a dialética, quando se difere da palavra enganosa; já para Aristóteles, é a técnica da argumentação, do estilo, bem como um tratado sobre o ethos do orador e sobre os modos de conduzir o pathos do auditório.

O objeto próprio dessa virtude é atribuir a cada um o seu, conforme a fórmula tradicional já mencionada por Platão e que será retomada por toda a literatura clássica: que se efetue uma partilha adequada, em que cada um não recebe nem mais nem menos do que a boa medida exige. Aristóteles encontra, portanto, uma explicação de sua teoria geral da virtude como busca do meio-termo: mas, aqui, o meio-termo está nas próprias coisas, que são atribuídas a cada um em quantidades nem grandes nem pequenas demais, mas média entre esses dois excessos [...]. O objetivo é obter ou preservar uma certa harmonia social; procurar conseguir o que Aristóteles chama uma igualdade.

(Adaptado de: VILLEY, Michel. A formação do pensamento jurídico Moderno. São Paulo: Martins Fontes, 2009, p. 41 e 42)

O texto acima caracteriza o que se entende corretamente por

A justiça distributiva, que nos tempos atuais e por uma ótica dogmática pode ser realizada por meio do Direito Público, quando este busca efetivar a justa distribuição dos bens.
B justiça pautada na reciprocidade, em que o dinheiro opera uma equivalência entre produtos e serviços.
C justiça corretiva, expressa modernamente e por uma ótica dogmática no direito privado.
D direito privado (direito de família, contratos de compra e venda etc.), que expressa uma justa distribuição entre os cidadãos da cidade.
E justiça comutativa, que se dá a partir do princípio de igualdade simples ou aritmética.

Sobre a presença daquele que é possivelmente seu mais famoso e lido livro, Pedagogia do oprimido, Paulo Freire critica aquilo que chama de
uma visão “bancária” da educação, em que os educadores mantêm com os alunos uma relação que detém informações que são
“depositadas” numa sala de aula, que está ali para memorizar, e não aprender. “Em lugar de comunicar-se, o educador faz ‘comunicados’ e
depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí a concepção ‘bancária’ da educação,
em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los.”
(ALMEIDA, Carol. Disponível em: Suplemento Pernambuco , p. 12, janeiro de 201
Sobre o uso de aspas no texto, é correto afirmar:

A Deriva do discurso direto, com o intuito de criar intertextualidade.
B Decorre de situações diferentes, entre elas a referência de título e a citação.
C Fere, em ‘ comunicados ’, o uso normativo desse sinal gráfico.
D É reservado à citação de outro autor, como argumento de autoridade.
E Tenciona, em “ bancária ”, realçar um termo deslocado de seu sentido denotativo.

O trecho acima indica três tipos de autoridade política, que podem ser identificados, conforme a ordem em que aparecem no texto, com as seguintes formas de legitimação do poder:

A tradicional, carismática e burocrática.
B religiosa, despótica e política.
C carismática, ideológica e partidária.
D patriarcal, pessoal e coletivista.
E tradicionalista, classista e estatal.

Dentre os aspectos positivos e negativos da globalização que pontuaram o debate acima, mencionam-se, respectivamente, argumentos como

A os benefícios da internet para a democratização da informação, e a gradativa dificuldade de acesso à tecnologia computacional, dada a diversidade de sistemas vigentes.
B o aumento da facilidade de comunicação e deslocamento entre as diversas regiões do globo, e a intensificação das desigualdades econômicas e assimetrias entre os países.
C a acolhida humanitária e incondicional, pelos países desenvolvidos, dos grupos de refugiados e imigrantes vindos de países pobres, e a disseminação do inglês como língua franca.
D a possibilidade de intercâmbio cultural entre países e populações distantes, e a gradativa falência das empresas do setor de turismo, dada a queda no interesse pela experiência in loco.
E a universalização da ciência resultando no fim de epidemias e na exploração democrática do espaço, e o desenvolvimento tecnológico de países essencialmente agrários como ameaça para um grande desequilíbrio na economia global.

Durante a II Guerra Mundial, o governo brasileiro implantou, no Ceará, o Serviço Especial de Mobilização dos Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA). Esse organismo foi

A responsável pelo recrutamento dos chamados “soldados da borracha”, para assegurar a extração de látex nos seringais da Amazônia e a exportação dessa matéria-prima para os Aliados, por meio de acordos político-econômicos firmados entre Brasil e EUA.
B criado como parte dos Acordos de Washington, que estabeleceu compromissos entre o Brasil e os países Aliados no sentido da cooperação militar e econômica para ocupar e desenvolver a Amazônia, região de fronteiras porosas e vulnerável à invasão por parte dos países do Eixo.
C uma instituição de fachada, como exigia o contexto de guerra, que administrava as várias bases militares no Ceará e em outros estados nordestinos, encarregadas de garantir o fornecimento de combustíveis e outros insumos para a indústria norte-americana.
D resultado da política de Getúlio Vargas, que, para evitar uma revolta popular decorrente da calamidade social causada pela seca na região, criou frentes de trabalho na Amazônia visando o combate à fome e o assistencialismo social permanente às famílias.
E implementado pelo governo norte-americano como parte do acordo de que os Estados Unidos defenderiam o Brasil em caso de ataque inimigo, em troca da livre exploração da Amazônia para sanar suas necessidades de guerra e de mercado.

Considerado um dos principais filósofos da humanidade, Platão teorizou, em suas obras, acerca da política, desenvolvendo reflexões sobre temas como

A a divisão necessária do governo em três poderes (executivo, legislativo e judiciário) de modo que houvesse uma autorregulação dos mesmos.
B a liberdade de expressão na imprensa e a tolerância religiosa no espaço público, elementos por ele considerados fundamentais para a manutenção da democracia.
C o uso justificado dos mais variados meios para se atingir um fim nobre e garantir a permanência do governante no poder.
D o papel imprescindível do Estado no estabelecimento de um contrato social que garantisse os direitos de todos os cidadãos e decisões consensuais.
E a ética necessária na conduta dos governantes, de forma a atender aos interesses coletivos e não individuais.

A libertação dos escravos na Província do Ceará, quatro anos antes da Lei Áurea, está inserida em contexto específico, marcado pela

A eleição do Partido Republicano para comandar a Província e pela insuficiente imigração europeia que, introduzida antes da abolição, não atendia às altas demandas por mão de obra local.
B revolta dos oficiais do Exército, majoritariamente republicanos, e pelo estímulo direto do Imperador, que era criticado pelos fazendeiros do café por ser simpático ao abolicionismo.
C atuação política dos maçons que comandavam a vida econômica da Província e pela rebelião geral dos escravos por conta da Lei Saraiva, em 1881.
D ação da Campanha Abolicionista, que contava com amplo apoio popular na Província, e pela ineficácia econômica do sistema escravista devido às características da economia regional.
E crise econômica da lavoura de cana, que não mais pagava os custos da escravidão, e pela introdução da pecuária que demandava trabalhadores livres.

As políticas desenvolvimentistas dos anos 1950, levadas a cabo sobretudo nos governos de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek, acabaram por gerar dois efeitos colaterais em termos socioeconômicos, perceptíveis entre o fim dos anos 1950 e a década de 1960, tais como:

A o aumento dos índices de pobreza causado pela superexploração dos trabalhadores, e a diminuição da classe operária, uma vez que foram efetivados projetos de empreendedorismo rural.
B o incremento de impostos e tributos, devido aos custos demandados para se construir Brasília, e a devastação da Amazônia setentrional com vistas à ocupação demográfica e à exploração agrícola.
C a intensificação da desigualdade inter-regional, causada pela concentração de investimentos no centro-sul, e o aumento da migração interna, principalmente do Nordeste para o Sudeste do país.
D a crise do agronegócio monopolista, por causa da política de financiamento ao pequeno produtor, e a favelização da periferia das grandes cidades, acompanhando a instalação de grandes parques industriais.
E a erradicação do analfabetismo, resultante de políticas nacionais de alfabetização, e a urbanização do Centro-Oeste, em virtude da abertura de estradas e núcleos de povoamento.