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Um escolar previamente saudável apresenta agudamente febre, tosse e dificuldade respiratória. Havia 3 dias que apresentava sintomas gripais leves. Não houve relato de contato com Sars-CoV-2 nos últimos 14 dias. A oximetria de pulso mostrou saturação de oxigênio de 90%. A radiografia do tórax mostrou imagem de condensação em lobo inferior do pulmão direito.

Nesse caso clínico, o agente etiológico mais provável é

A Streptococcus pneumoniae.
B vírus sincicial respiratório.
C Stafilococcus aureus.
D adenovírus.

Hemorragia periventricular e intraventricular são comorbidades encontradas com frequência variável em prematuros com menos de 31 semanas gestacionais, dependendo da idade gestacional e da assistência no pré-natal, no parto e ao recém-nascido.

São medidas que, se aplicadas oportunamente, reduzem a ocorrência dessas comorbidades

I administração de corticosteroide após 14 dias de ventilação mecânica.
II administração de corticosteroide antenatal entre 26 e 34 semanas gestacionais.
III assistência ventilatória não invasiva.
IV manuseio mínimo.

Estão certos apenas os itens

A I e II.
B I e IV.
C II e III.
D II, III e IV.

Kellen, de 34 anos de idade, com 32 semanas de gestação, segue dieta balanceada por nutricionista do núcleo ampliado de saúde da família e está em uso de metildopa por hipertensão gestacional com alto risco para pré-eclâmpsia.
A tabela a seguir mostra recomendações estabelecidas pela 7.ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

recomendação
nível de recomendação
nível de evidência
baixas doses de ácido acetilsalicílico (75 mg/dia a 150 mg/dia) no final do primeiro trimestre da gestação, para prevenção primária de pré-eclâmpsia em gestantes com risco moderado e aumentado para pré-eclâmpsia
IIa
B
suplementação de cálcio (> 1 g ao dia) para gestantes com ingestão normal desse íon e em risco moderado e aumentado de pré-eclâmpsia
III
A
solicitação dos seguintes exames de rotina para paciente com hipertensão arterial (HA): análise de urina; potássio plasmático; glicemia de jejum; HbA1C; ácido úrico plasmático
I
C
uso de tratamento não medicamentoso em situações de HA acima de 150 mmHg persistente por mais de 15 minutos em gestantes
III
B

Considerando a situação hipotética anterior e a tabela apresentada, assinale a opção correta.

A O uso de ácido acetilsalicílico em baixa dose, para casos como o de Kellen, é indicado, ainda que baseado em opinião de especialistas.
B Existem fortes evidências que indicam a suplementação de cálcio para casos como o de Kellen.
C Conforme consenso geral baseado na opinião de especialistas, os exames de rotina mencionados devem ser pedidos para pacientes com quadro semelhante ao de Kellen.
D Evidências conflitantes indicam que, caso Kellen permaneça com nível pressórico acima de 150 mmHg, mesmo após repouso de 15 minutos, deve-se instituir um tratamento não medicamentoso para sua HA.
Texto associado
Caso clínico 1A4-II

Uma paciente de 71 anos de idade compareceu à emergência hospitalar com queixa de dispneia progressiva e piora da tosse produtiva havia três dias. Ela era tabagista de 50 anos/maço e morava só, sem limitações para a realização das atividades diárias habituais. Ela relatou ter sido internada em duas outras ocasiões neste mesmo ano, a despeito do uso regular de indacaterol associado ao glicopirrônio. Ao exame físico, apresentava: saturação de oxigênio em ar ambiente (SO2) de 87%, frequência respiratória de 31 irpm, pressão arterial de 108 mmHg × 62 mmHg, frequência cardíaca de 104 bpm e ritmo cardíaco regular em dois tempos sem sopros. A ausculta pulmonar revelou murmúrio vesicular diminuído globalmente, com crepitações em bases. O restante do exame físico não apresentou mudanças significativas. Os exames laboratoriais na admissão revelaram: pH 7,31; pO2 90; pCo2 53; HCO3 24; BE 1 (gasometria arterial em ar ambiente); hemoglobina 12 g%; leucócitos 7200 com 1% bastonetes, 10% de eosinófilos e creatinina 1 mg/dL. A espirometria prévia demonstrou: volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) = 48% do predito (após broncodilatador). Após três nebulizações com fenoterol e ipatrópio, evoluiu com discreta melhora da dispneia, SO2 de 89% e frequência respiratória de 29 irpm.

No caso clínico 1A4-II, melhor conduta inicial a ser tomada é

A instituir prednisona e azitromicina e retorno ambulatorial em uma semana.
B recomendar fenoterol e ipatrópio de resgate e retorno ambulatorial em dois dias
C internação hospitalar para modificação do esquema terapêutico.
D intubação orotraqueal e internação em unidade de terapia intensiva.

Uma paciente do sexo feminino, com 55 anos de idade, portadora de insuficiência renal crônica procura a emergência de um hospital apresentando queixa de febre associada a forte dor na região do esterno de surgimento há 2 dias, a qual é aliviada pela anteversoflexão do tórax. O exame físico mostra atrito pericárdico e pulso paradoxal.

Considerando esse caso clínico, assinale a opção correta.

A Trata-se de uma sinalização frequente da presença de uremia.
B O achado de pulso paradoxal indica bradisfigmia na presença de febre.
C O ECG provavelmente vai mostrar baixa voltagem do QRS com onda T normal.
D Há indicação absoluta para que se submeta o paciente à hemodiálise.

Determinado paciente do sexo masculino, com 68 anos de idade, cardiopata, diabético, hipertenso, apresentando lombalgia havia algumas semanas, fez uso de diclofenaco sódico 150 mg diários por 5 dias, tendo apresentado episódios de melena durante os últimos 4 dias, sem repercussão hemodinâmica. Esse paciente procurou o pronto socorro após apresentar 3 episódios de hematêmese. Ao exame, encontrava-se consciente, sudoreico e com pressão arterial de 90 mmHg × 45 mmHg. Foram-lhe administrados cristaloides, com boa repercussão hemodinâmica. O paciente foi encaminhado para o serviço de endoscopia após estabilização hemodinâmica. A videoendoscopia digestiva alta revelou úlcera de 13 mm × 10 mm de diâmetro no vértice inferior (parede posterior do bulbo duodenal), com bordos elevados, fibrina central, com vaso visível e pontos de hematina.

Considerando esse caso clínico, assinale a opção que apresenta a classificação de Forrest adequada e o tratamento adequado ao paciente, respectivamente.

A Forrest IIa; injetoterapia com adrenalina a 1:10000
B Forrest IIc; terapia térmica com heater probe
C Forrest IIb; aplicação de clipes metálicos
D Forrest IIb; injetoterapia com adrenalina e aplicação de clipes metálicos

___ Um jovem de 19 anos de idade procurou o pronto-socorro com história de 10 horas de náuseas, vômitos e fortes dores no peito, sintomas que haviam iniciado depois de ele ter comido um pedaço de pizza . Foi realizado exame contrastado, que identificou perfuração esofágica.

No caso clínico precedente, entre as opções a seguir, o melhor tratamento é

A cirurgia aberta com reparo cirúrgico primário.
B colocação de prótese por via endoscópica (endoprótese).
C prescrição de sonda nasogástrica, jejum e observação.
D cirurgia imediata com ressecção esofágica e interposição gástrica.

Para prevenir a hemorragia pós-parto (HPP), recomenda-se o uso profilático de

A ocitocina 10UI via intramuscular de uso universal em todas as puérperas pós-parto normal.
B ocitocina 10UI via endovenosa de uso universal em todas puérperas pós-parto normal.
C metilergometrina 400 mcg via intramuscular de uso universal em todas as puérperas pós-parto normal.
D metilergometrina 400 mcg via endovenosa de uso universal em todas as puérperas pós-parto normal.

Conforme os critérios de Rotterdam 2003, pode-se diagnosticar síndrome de ovários policísticos no caso de uma paciente que apresente

A eis últimos ciclos menstruais com intervalo de 40 a 50 dias, com testosterona total aumentada, mas com testosterona livre normal, sem ovários policísticos ao ultrassom.
B ciclos menstruais regulares, com ovários policísticos ao ultrassom.
C ciclos menstruais a cada 15 dias, com ovários policísticos ao ultrassom.
D ndice de Ferriman-Gallwey igual a 9, com testosterona livre aumentada, sem ovários policísticos ao ultrassom.

No que se refere à amamentação, assinale a opção correta.

A A rede de Haller é uma das alterações fisiológicas da mama na gestação e consiste em um aumento da vascularização venosa que pode ser percebido desde antes das 20 semanas de gestação.
B O sinal de Hunter corresponde ao aumento da vascularização das mamas e pode ser facilmente visualizado em puérperas com 30 dias de pós-parto.
C Os tubérculos de Montgomery são alterações patológicas das mamas.
D A amamentação cruzada deve ser encorajada, pois seus benefícios para as crianças superam seus riscos.