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Em relação a sopros encontrados na ausculta pediátrica, assinale a opção correta.

A O sopro vibratório de Still é um sopro rude e de alta frequência que ocorre no começo da diástole.
B O sopro diastólico em ruflar é encontrado mais comumente na insuficiência aórtica e pulmonar.
C O sopro sistólico da comunicação interatrial (CIA) do tipo ostium secundum é sempre acompanhado de desdobramento fixo da segunda bulha cardíaca.
D Os sopros diastólicos nem sempre são patológicos.

A respeito de miocardiopatia em pediatria, assinale a opção correta.

A A miocardiopatia hipertrófica obstrutiva da via de saída do ventrículo esquerdo (VE), embora seja um fator de risco para morte súbita, isoladamente não é um indicador para implante profilático de cardiodesfibrilador implantável (CDI).
B A biópsia endomiocárdica é exame padrão-ouro no diagnóstico de miocardites; ela permite a avaliação da extensão do processo inflamatório e da fibrose e apresenta elevada sensibilidade.
C As terapias antivirais e imunossupressoras são altamente eficazes em melhorar e proteger a função ventricular nas miocardites virais.
D A principal causa de miocardite é viral, sobretudo pelo vírus influenza e pelo vírus sincicial respiratório.

Um menino de 5 anos de idade esteve internado na UTI por 15 dias, devido a uma pneumonia. Ele teve de ser intubado e foi mantido sob sedoanalgesia contínua com midazolan e fentanil em altas doses. Após a alta da UTI, por melhora clínica, ficou sem mais sedativos ou analgésicos. Na enfermaria, o menino se apresenta taquicárdico, hipertenso, sudoreico e com tremores.

Dadas as informações apresentadas, é correto afirmar que se trata de

A síndrome de abstinência.
B dependência física.
C tolerância.
D síndrome de Reye.

Considerando que uma criança de 10 anos de idade vítima de atropelamento apresente-se com dificuldade respiratória e seja necessária intervenção na via aérea, assinale a opção correta, acerca da abordagem dessa criança vítima de trauma, dada sua idade.

A Deve-se colocar um coxim na região do dorso do paciente para se evitar flexão passiva da coluna cervical.
B Em caso de intubação, o uso de tubos orotraqueais com balonete está totalmente contraindicado pelo risco de necrose traqueal.
C Em caso de intubação assistida por drogas, deve-se obrigatoriamente utilizar sulfato de atropina como pré-medicação.
D A cricotireoidostomia cirúrgica é contraindicada, devendo-se tentar a ventilação através de máscara laríngea se não for possível a ventilação por bolsa-valva-máscara ou por intubação.
Texto associado
Caso clínico 4A3-I

Pedro nasceu de parto vaginal às 39 semanas de idade gestacional, sem intercorrências na gestação e com acompanhamento pré-natal adequado. Chorou forte ao nascer e foi amamentado pela primeira vez ainda na sala de parto. A mãe e o recém-nascido têm tipagem sanguínea O Rh+. No boletim de Apgar, o recém-nascido teve pontuação 9 tanto no primeiro quanto no quinto minuto de vida. Conforme os dados antropométricos do nascimento, Pedro tinha 3.000 g de peso, 50 cm de estatura e 34 cm de perímetro cefálico. Ele foi submetido a testes de triagem, que resultaram normais.
Com 20 dias de vida, Pedro foi levado por sua mãe a uma unidade básica de saúde, para consulta de rotina. Desde o nascimento, ele estava em aleitamento exclusivo. Na ocasião dessa consulta, seu peso era de 3.300 g, sua estatura era de 53 cm e seu perímetro cefálico era de 36 cm. Ao exame físico, apresentou-se em bom estado geral, ativo, reativo, eupneico, corado, com icterícia moderada ++/4 presente até a zona 2 de Kramer, com fontanela anterior normotensa com 3 cm de diâmetro e fontanela posterior impalpável. Não foram identificadas anormalidades no exame dos sistemas respiratório e cardiovascular nem no exame do abdome.

No caso clínico 4A3-I, o pediatra deve considerar que o ganho antropométrico de Pedro foi adequado quanto

A ao peso, à estatura e ao perímetro cefálico.
B à estatura e ao perímetro cefálico somente, tendo sido inadequado quanto ao peso.
C ao peso e à estatura somente, tendo sido insuficiente quanto ao perímetro cefálico.
D ao peso somente, tendo sido inadequado quanto à estatura e ao perímetro cefálico.

Uma adolescente de 12 anos de idade, vítima de afogamento, deu entrada no departamento de emergência comatosa, apneica, pálida e com má perfusão periférica.

Em relação à clínica e à sistematização do atendimento dessa paciente, assinale a opção correta.

A Em caso de parada cardiorrespiratória, o ritmo cardíaco mais comum esperado é a fibrilação ventricular.
B A apresentação clínica com hipotermia moderada (28 °C a 32 °C) é benéfica para a paciente e deve ser mantida por 72 horas para a proteção cerebral.
C A gravidade do quadro clínico é determinada pelo tempo de submersão.
D No caso de acidose metabólica, é mandatório o uso de bicarbonato de sódio endovenoso.

Um menino de 11 anos de idade foi levado para avaliação em ambulatório de puericultura. Os pais estavam preocupados com o crescimento dele. Nascido a termo, o menino tinha sido classificado como adequado para a idade gestacional. Sua alimentação e seu sono eram adequados. O exame físico resultou normal, e a classificação de Tanner estava em G1P1. Os pais referiram rinite alérgica moderada persistente como único antecedente patológico do menino. As estaturas da mãe e do pai do menino eram, respectivamente, 1,55 m e 1,70 m. Com relação à altura do paciente, aos 7 anos de idade, ele tinha 1,09 m; aos 9 anos, 1,19 m; aos 10 anos, 1,24 m; e aos 11 anos, 1,29 m.
A imagem seguinte apresenta a curva de altura por idade referente a meninos adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Considerando os dados do caso clínico anterior, bem como a curva de idade/altura apresentada, assinale a opção que indica o exame mais importante para a confirmação da principal hipótese diagnóstica nesse caso.

A dosagem de IGF1 e IGFBP3
B dosagem de T4 livre e TSH
C idade óssea
D ecocardiograma

Uma criança com 6 anos de idade, residente em apartamento em área urbana, com seus pais e um irmão, foi levada a uma unidade básica de saúde, com queixa de queda de cabelo havia 30 dias. A criança não tem histórico de patologias prévias. Tem contato periódico com um avô, que é tabagista, e contato diário com dois gatos e um cão domésticos, que residem com a família. A criança apresenta leve prurido no local da lesão. Ao exame físico, identificou-se uma área circular de rarefação capilar em região parietal esquerda, com cerca de 4,5 cm de diâmetro, com fios capilares esparsos, finos e tonsurados na sua base, com alguma descamação no local, além de hiperemia leve nas bordas.

Com relação a esse caso clínico hipotético, julgue os itens a seguir.

I O tratamento indicado deverá ser a aplicação tópica de um imidazólico em creme ou pomada na lesão, por 12 semanas.
II A presença de linfadenopatia cervical pode ocorrer nessa dermatose.
III O uso de antifúngicos sistêmicos está indicado para todos os casos.
IV A Malassezia furfur está implicada na etiologia dessa dermatose.

Estão certos apenas os itens

A I e III.
B I e IV.
C II e III.
D II e IV.

Criança de 10 anos de idade, com diagnóstico de choque séptico recebeu, à admissão no serviço de saúde, solução salina em alíquotas de 20 mL/kg por duas vezes, tendo-se mantido com pressão arterial de 0 mmHg × 40 mmHg, TEC = 4 segundos, pulso periférico filiforme e letargia.

O quadro descrito é de

A choque séptico frio hipotensivo, estando indicado o uso de adrenalina EV contínua na dose de 0,1 mcg/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.
B choque séptico frio, estando indicado o uso de milrinona EV contínua na dose de 0,5 mck/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.
C choque séptico quente, sendo indicado o uso de noradrenalina EV contínua na dose inicial de 0,1 mcg/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.
D choque séptico quente, sendo indicado o uso de dopamina EV contínua na dose de 0,5 mcg/kg/min, com aumento da dosagem de acordo com a resposta vasopressora.

Paciente de 1 ano de idade compareceu à emergência pediátrica com sinais severos de sibilância, apresentando sinais de insuficiência respiratória.

Nesse caso, indica-se ventilação mecânica

A pulmonar controlada, pois apresenta um número predeterminado de ciclos ventilatórios por minuto.
B assistida/controlada, pois o equipamento de ventilação pulmonar mecânica fornece um ciclo ventilatório quando a expiração do paciente deflagra, ou quando esse esforço expiratório não ocorre em determinado período preestabelecido.
C assistida, pois a frequência respiratória e o ajuste do volume corrente e da taxa de fluxo são preestabelecidos pelo médico.
D com pressão positiva contínua em vias aéreas (CPAP), pois, nesse modo de respiração, é mantida uma pressão constante nas vias aéreas que varia com o ciclo respiratório, sendo o padrão respiratório, o pico do fluxo e o volume corrente de cada respiração determinados pelo médico.