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Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. ( Poemas escolhidos , 2010.)

O soneto de Gregório de Matos aproxima-se tematicamente da citação:

A “Nada é duradouro como a mudança.” (Ludwig Börne, 1786-1837)
B “Não se deve indagar sobre tudo: é melhor que muitas coisas permaneçam ocultas.” (Sófocles, 496-406 a.C.)
C “Nada é mais forte que o hábito.” (Ovídio, 43 a.C.-17 d.C.)
D “A estrada do excesso conduz ao palácio da sabedoria.” (William Blake, 1757-1827)
E “Todos julgam segundo a aparência, ninguém segundo a essência.” (Friedrich Schiller, 1759-1805)
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Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. ( Poemas escolhidos , 2010.)

A exemplo do verso “A firmeza somente na inconstância.” (4ª estrofe), verifica-se a quebra da lógica em:

A “Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,” (3ª estrofe)
B “Se é tão formosa a Luz, por que não dura?” (2ª estrofe)
C “Depois da Luz se segue a noite escura,” (1ª estrofe)
D “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,” (1ª estrofe)
E “E na alegria sinta-se tristeza.” (3° estrofe)
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Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. ( Poemas escolhidos , 2010.)

A figura de linguagem mais recorrente nesse soneto é

A a hipérbole.
B a ironia.
C o eufemismo.
D a sinestesia.
E a antítese.
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Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. ( Poemas escolhidos , 2010.)

Em “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,” (1ª estrofe), a conjunção aditiva “e” assume valor

A causal.
B alternativo.
C conclusivo.
D adversativo.
E explicativo.
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Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. ( Poemas escolhidos , 2010.)

O verso está reescrito em ordem direta, sem alteração do seu sentido original, em:

A “Começa o mundo enfim pela ignorância,” (4° estrofe) ? Pela ignorância, enfim, o mundo começa.
B “Em tristes sombras morre a formosura,” (1ª estrofe) ? A formosura morre em tristes sombras.
C “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,” (1ª estrofe) ? O Sol não dura mais que um dia que nasce.
D “Depois da Luz se segue a noite escura,” (1ª estrofe) ? Segue-se a noite escura depois da Luz.
E “Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,” (3ª estrofe) ? Mas falte a firmeza no Sol e na Luz.

Verifica-se a ocorrência de um termo subentendido, mas citado no verso anterior, em:

A “Se é tão formosa a Luz, por que não dura?” (2ª estrofe)
B “Como o gosto da pena assim se fia?” (2ª estrofe)
C “Em contínuas tristezas a alegria.” (1ª estrofe)
D “Na formosura não se dê constância,” (3ª estrofe)
E “Depois da Luz se segue a noite escura,” (1ª estrofe)
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Leia o trecho do livro Em casa , de Bill Bryson, para responder à questão. Quase nada, no século XVII, escapava à astúcia dos que adulteravam alimentos. O açúcar e outros ingredientes caros muitas vezes eram aumentados com gesso, areia e poeira. A manteiga tinha o volume aumentado com sebo e banha. Quem tomasse chá, segundo autoridades da época, poderia ingerir, sem querer, uma série de coisas, desde serragem até esterco de carneiro pulverizado. Um carregamento inspecionado, relata Judith Flanders, demonstrou conter apenas a metade de chá; o resto era composto de areia e sujeira. Acrescentava-se ácido sulfúrico ao vinagre para dar mais acidez; giz ao leite; terebintina 1 ao gim. O arsenito de cobre era usado para tornar os vegetais mais verdes, ou para fazer a geleia brilhar. O cromato de chumbo dava um brilho dourado aos pães e também à mostarda. O acetato de chumbo era adicionado às bebidas como adoçante, e o chumbo avermelhado deixava o queijo Gloucester, se não mais seguro para comer, mais belo para olhar. Não havia praticamente nenhum gênero que não pudesse ser melhorado ou tornado mais econômico para o varejista por meio de um pouquinho de manipulação e engodo. Até as cerejas, como relata Tobias Smollett, ganhavam novo brilho depois de roladas, delicadamente, na boca do vendedor antes de serem colocadas em exposição. Quantas damas inocentes, perguntava ele, tinham saboreado um prato de deliciosas cerejas que haviam sido “umedecidas e roladas entre os maxilares imundos e, talvez, ulcerados de um mascate de Saint Giles”? O pão era particularmente atingido. Em seu romance de 1771, The expedition of Humphry Clinker , Smollett definiu o pão de Londres como um composto tóxico de “giz, alume 2 e cinzas de ossos, insípido ao paladar e destrutivo para a constituição”; mas acusações assim já eram comuns na época. A primeira acusação formal já encontrada sobre a adulteração generalizada do pão está em um livro chamado Poison detected: or frightful truths , escrito anonimamente em 1757, que revelou segundo “uma autoridade altamente confiável” que “sacos de ossos velhos são usados por alguns padeiros, não infrequentemente”, e que “os ossuários dos mortos são revolvidos para adicionar imundícies ao alimento dos vivos”. ( Em casa , 2011. Adaptado.) 1 terebintina: resina extraída de uma planta e usada na fabricação de vernizes, diluição de tintas etc. 2 alume: designação dos sulfatos duplos de alumínio e metais alcalinos, com propriedades adstringentes, usado na fabricação de corantes, papel, porcelana, na purificação de água, na clarificação de açúcar etc.

Esse autor introduziu no romance brasileiro o índio e os seus acessórios, aproveitando-o ou em plena selvageria ou em comércio com o branco. Como o quer representar no seu ambiente exato, ou que lhe parece exato, é levado a fazer também, se não antes de mais ninguém, com talento que lhe assegura a primazia, o romance da natureza brasileira. (José Veríssimo. História da literatura brasileira , 1969. Adaptado.) Tal comentário refere-se a

A Aluísio Azevedo.
B José de Alencar.
C Manuel Antônio de Almeida.
D Basílio da Gama.
E Gonçalves Dias.
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Leia o trecho do livro Em casa , de Bill Bryson, para responder à questão. Quase nada, no século XVII, escapava à astúcia dos que adulteravam alimentos. O açúcar e outros ingredientes caros muitas vezes eram aumentados com gesso, areia e poeira. A manteiga tinha o volume aumentado com sebo e banha. Quem tomasse chá, segundo autoridades da época, poderia ingerir, sem querer, uma série de coisas, desde serragem até esterco de carneiro pulverizado. Um carregamento inspecionado, relata Judith Flanders, demonstrou conter apenas a metade de chá; o resto era composto de areia e sujeira. Acrescentava-se ácido sulfúrico ao vinagre para dar mais acidez; giz ao leite; terebintina 1 ao gim. O arsenito de cobre era usado para tornar os vegetais mais verdes, ou para fazer a geleia brilhar. O cromato de chumbo dava um brilho dourado aos pães e também à mostarda. O acetato de chumbo era adicionado às bebidas como adoçante, e o chumbo avermelhado deixava o queijo Gloucester, se não mais seguro para comer, mais belo para olhar. Não havia praticamente nenhum gênero que não pudesse ser melhorado ou tornado mais econômico para o varejista por meio de um pouquinho de manipulação e engodo. Até as cerejas, como relata Tobias Smollett, ganhavam novo brilho depois de roladas, delicadamente, na boca do vendedor antes de serem colocadas em exposição. Quantas damas inocentes, perguntava ele, tinham saboreado um prato de deliciosas cerejas que haviam sido “umedecidas e roladas entre os maxilares imundos e, talvez, ulcerados de um mascate de Saint Giles”? O pão era particularmente atingido. Em seu romance de 1771, The expedition of Humphry Clinker , Smollett definiu o pão de Londres como um composto tóxico de “giz, alume 2 e cinzas de ossos, insípido ao paladar e destrutivo para a constituição”; mas acusações assim já eram comuns na época. A primeira acusação formal já encontrada sobre a adulteração generalizada do pão está em um livro chamado Poison detected: or frightful truths , escrito anonimamente em 1757, que revelou segundo “uma autoridade altamente confiável” que “sacos de ossos velhos são usados por alguns padeiros, não infrequentemente”, e que “os ossuários dos mortos são revolvidos para adicionar imundícies ao alimento dos vivos”. ( Em casa , 2011. Adaptado.) 1 terebintina: resina extraída de uma planta e usada na fabricação de vernizes, diluição de tintas etc. 2 alume: designação dos sulfatos duplos de alumínio e metais alcalinos, com propriedades adstringentes, usado na fabricação de corantes, papel, porcelana, na purificação de água, na clarificação de açúcar etc.

“O acetato de chumbo era adicionado às bebidas como adoçante” (1°parágrafo) Preservando-se a correção gramatical e o seu sentido original, essa oração pode ser reescrita na forma:

A Adicionava-se o acetato de chumbo às bebidas como adoçante.
B Adiciona-se o acetato de chumbo às bebidas como adoçantes.
C Eram adicionadas às bebidas como adoçante o acetato de chumbo.
D Adicionam-se às bebidas como adoçante o acetato de chumbo.
E Adicionavam-se às bebidas como adoçante o acetato de chumbo.
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Leia o trecho do livro Em casa , de Bill Bryson, para responder à questão. Quase nada, no século XVII, escapava à astúcia dos que adulteravam alimentos. O açúcar e outros ingredientes caros muitas vezes eram aumentados com gesso, areia e poeira. A manteiga tinha o volume aumentado com sebo e banha. Quem tomasse chá, segundo autoridades da época, poderia ingerir, sem querer, uma série de coisas, desde serragem até esterco de carneiro pulverizado. Um carregamento inspecionado, relata Judith Flanders, demonstrou conter apenas a metade de chá; o resto era composto de areia e sujeira. Acrescentava-se ácido sulfúrico ao vinagre para dar mais acidez; giz ao leite; terebintina 1 ao gim. O arsenito de cobre era usado para tornar os vegetais mais verdes, ou para fazer a geleia brilhar. O cromato de chumbo dava um brilho dourado aos pães e também à mostarda. O acetato de chumbo era adicionado às bebidas como adoçante, e o chumbo avermelhado deixava o queijo Gloucester, se não mais seguro para comer, mais belo para olhar. Não havia praticamente nenhum gênero que não pudesse ser melhorado ou tornado mais econômico para o varejista por meio de um pouquinho de manipulação e engodo. Até as cerejas, como relata Tobias Smollett, ganhavam novo brilho depois de roladas, delicadamente, na boca do vendedor antes de serem colocadas em exposição. Quantas damas inocentes, perguntava ele, tinham saboreado um prato de deliciosas cerejas que haviam sido “umedecidas e roladas entre os maxilares imundos e, talvez, ulcerados de um mascate de Saint Giles”? O pão era particularmente atingido. Em seu romance de 1771, The expedition of Humphry Clinker , Smollett definiu o pão de Londres como um composto tóxico de “giz, alume 2 e cinzas de ossos, insípido ao paladar e destrutivo para a constituição”; mas acusações assim já eram comuns na época. A primeira acusação formal já encontrada sobre a adulteração generalizada do pão está em um livro chamado Poison detected: or frightful truths , escrito anonimamente em 1757, que revelou segundo “uma autoridade altamente confiável” que “sacos de ossos velhos são usados por alguns padeiros, não infrequentemente”, e que “os ossuários dos mortos são revolvidos para adicionar imundícies ao alimento dos vivos”. ( Em casa , 2011. Adaptado.) 1 terebintina: resina extraída de uma planta e usada na fabricação de vernizes, diluição de tintas etc. 2 alume: designação dos sulfatos duplos de alumínio e metais alcalinos, com propriedades adstringentes, usado na fabricação de corantes, papel, porcelana, na purificação de água, na clarificação de açúcar etc.

Em “Quase nada, no século XVII, escapava à astúcia dos que adulteravam alimentos” (1° parágrafo), o termo sublinhado é um verbo

A transitivo direto.
B intransitivo.
C de ligação.
D transitivo indireto.
E transitivo direto e indireto.

É invariável quanto a gênero e a número o termo sublinhado em:

A “o resto era composto de areia e sujeira” (1° parágrafo).
B “O pão era particularmente atingido” (3° parágrafo).
C “O açúcar e outros ingredientes caros” (1° parágrafo).
D “uma autoridade altamente confiável” (3° parágrafo).
E “um pouquinho de manipulação e engodo ” (2° parágrafo).